O Amor caiu do céu

junho 22, 2018

Oi gente, hoje vou contar pra vocês uma aventura apaixonante. Vocês podem até achar que estou inventando isso, mas a Joana, o Paulinho e a Talita estão aí de prova pra dizer que tudo isso aconteceu de verdade. Vou contar pra vocês como tudo começou:

Eu, a Joana, o Paulinho e a Talita marcamos de fazer um piquenique lá no terreno do seu Zé da farmácia, eu e a Joana chegamos primeiro e abrimos a toalha bem embaixo da caramboleira, que é a maior árvore que tem no terreno do seu Zé, quando de repente: – Tibum! Caiu alguma coisa do céu do outro lado da árvore. Vocês não imaginam o que foi que caiu.

– Um anjo, Joana!

– Um anjo caiu do céu, Helena!

Eu a Joana corremos pra ajudá-lo. Ele ainda está meio tonto, tentou voar de novo, mas não conseguiu. Tinha quebrando uma de suas asas.

– Droga, quebrou a minha asa! E agora?

Eu olhei pra Joana, a Joana olhou pra mim.

– Você é um anjo de verdade! Falamos a duas juntas.

– Sou o Eros, o anjo do amor!

– Eros? Perguntou a Joana.

– Cúpido! Você é o cúpido?

Tinha visto num livro na escola sobre as lendas gregas que Eros era o nome do cúpido. Aquele que fica atirando flechas pra todo mundo ficar apaixonado um pelo o outro. E não era que era ele mesmo? O amor tinha caindo do céu, bem ali no meio do nosso piquenique e tinha quebrado uma das asas.

– Será que vocês podem me ajudar a consertar a minha asa? Tenho muito amor para distribuir pelo mundo e não posso ficar aqui parado muito tempo.

Eu olhei para a Joana, a Joana olhou pra mim.

– Eu não acredito! Falamos as duas juntas.

– Vocês podem ou não podem me ajudar a consertar a minha asa?

Como a gente não ia ajudar o amor? Então foi que lembrei que a avó da Joana podia fazer uma asa novinha para o Eros com as penas das galinhas que ela tinha lá no galinheiro da casa dela. Saímos as duas voando no terreno e fomos direto para a casa da avó da Joana. Pedimos para que o cúpido ficasse escondido para que mais ninguém o visse por ali.

Só que quando a gente saiu, o Paulinho chegou e viu em cima da toalha, a cesta com as flechas do cúpido que ele se esqueceu de pegar. E o quê fez o Paulinho? Saiu atirando aquelas flechas para o ar, até que uma acertou de cheio, bem no peito da Talita que vinha chegando para o nosso piquenique.

Quando voltamos com a nova asa do cúpido, encontramos a Talita correndo atrás do Paulinho em volta da árvore.

– Vem cá, Paulinho, me dá um beijo!

– Sai pra lá, Talita!

– Eu amo você! Vem, meu cabelinho de molinha!

– Para com isso, Talita.

Logo pensamos que o cúpido tinha aprontado alguma coisa.

– Seu anjo, pode sair do esconderijo agora! Gritei, chamando por ele.

O Eros saiu de trás de uns caixotes que tinham no fundo do terreno já avisando que não tinha nada a ver com aquilo.

– Eu não fiz nada! Foi ele que pegou as minhas flechas e começou a atirar para todos os lados e acabou acertando aquela menina. A Talita estava lá, com aquela cara de boba, olhando para o Paulinho e suspirando. Argh!!

– Seu cúpido, conseguimos arrumar a sua asa, agora você já pode espalhar o amor pelo mundo e deixar a gente fazer o nosso piquenique. Só que antes de ir embora, faz um favor de desfazer esse feitiço, porque não vai dar pra aguentar a Talita desse jeito, toda apaixonada pelo Paulinho!

Enquanto eu e a Joana conversávamos com o anjo, a Talita pegou o Paulinho distraído e o agarrou, e depois começou abraçar, beijar, o Paulinho tentava se soltar, mas não conseguia, quanto mais ele tentava se soltar, mais a Talita o agarrava.

– Olha só aquilo, Helena?

– Pode deixar que vou dar um jeito nisso.

Foi então que o anjo colocou a asa feita com penas de galinha pela avó de Joana, pelou sua cesta de flechas, subiu em cima da caramboleira e espalhou um pózinho sobre a cabeça de Talita e depois saiu voando, todo alegre.

– Ei, porque você tá me agarrando, Paulinho? Perguntou a Talita.

– Eu não! Era você que estava me agarrando, Talita!

A Talita se soltou de Paulinho e o empurrou com tanta força que ele caiu em cima da cesta do piquenique, espalhando todas as nossas coisas no chão. No final, nem acabamos fazendo piquenique nenhum, pois a Talita foi embora cheia de raiva do Paulinho, sem saber que tudo aquilo só aconteceu porque o Amor caiu do céu!

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O pequeno Etezinho

junho 19, 2015

Sabe aquelas coisas que a gente não acredita? Que acha tudo uma invenção? Vocês podem até não acreditar, mas essa aventura que eu vivi com a minha amiga Joana, foi a mais pura verdade. Vou contar como tudo aconteceu.

Naquela noite estava tendo festa no salão de festas do meu prédio e todos meus amigos estavam lá. A festa estava muito legal. A gente já tinha brincado de tudo, mas foi quando a gente foi brincar de esconde-esconde que tudo aconteceu. Até hoje eu na consigo esquecer aquela noite.

– Vamos, Joana!

– Ali, Helena, vamos se esconder ali atrás.

– Boa, Joana! Ninguém vai achar a gente ali.

Enquanto o Paulinho contava, eu e a Joana fomos se esconder atrás de um mantinho no jardim, no fundo do salão de festa.

– Aqui ninguém vai achar a gente, Joana!

– E aí a gente sai e salva todo mundo!

De repente eu olhei para o lado e vi um prato colorido, brilhante.

– Olha aquilo, Joana!

– Melhor não mexer, Helena!

– Tá brilhando!

Quando eu fui colocar a mão, sai detrás daquele prato, um negócio, parecia um homenzinho vestindo uma roupa de guarda, fazendo um barulho esquisito. A Joana achava que era um duende, eu achava que era um vaga-lume. De repente ele começou a repetir o que a gente falava.

– Quem é você?

– “Você”.

– Helena, vamos sair daqui.

– “Daqui.!

– Será que é um ET?

– “ET.”

– Eu to com medo, Helena.

– “Helena”

Quando a Joana ameaçou sair correndo, aquela coisa tirou uma arma da sua roupa de guarda e apontou para a Joana e… puff!! A Joana sumiu!

– O que você fez com a minha amiga?

– “Amiga.”

E puff… Depois não me lembro de mais nada, quando acordei, estava numa sala branca, grande, dentro de um vidro, cheio de fios ligados em minha. Olhei para o lado e a Joana também estava lá, dentro de um outro vidro cheia de fios ligados nela.

– Joana!

– Helena!

– Socorro!! Tirem a gente daqui!

Enquanto a gente se debatia tentando se soltar, um monte de homenzinho vestido de guarda olhava para gente dentro do vidro. Eles conversavam, mas a gente não entendia nada.

– Que aconteceu, Joana?

– Acho que a gente foi raptada por ETs.

– A gente precisa sair daqui.

– Mas como, Helena!

A gente precisava sair dali, mas como se a gente não sabia nem como tinha chegado ali. Fui tentar falar com o homenzinho.

– Seu homenzinho, a gente precisa ir embora.

– “Embora.”

– Minha mãe vai brigar comigo.

– “Comigo.”

De repente todo o vidro começou a piscar, parecia que a gente estava dentro de uma luz. Acendia e apagava, acendia e apagava. A gente só ouvia aqueles homenzinhos fazendo um barulho, falando de um jeito que a gente não entendia nada e tudo apagou de vez.

Quando eu e a Joana acordamos, estávamos deitadas do lado do matinho, com todo mundo olhando pra gente.

– Cadê eles, Joana!

– O que aconteceu, Helena?

– Os ETs pegaram a gente.

– É verdade!!

É claro que ninguém acreditou na gente e ainda por cima, ficaram rindo da nossa cara. Mas eu ainda vi quando aquele prato colorido saiu detrás do matinho e sumiu no céu.

– Olha lá, Joana!

– É ele, Helena! É ele!!

E foi assim que eu e a Joana fomos raptadas pelo homenzinho de roupa de guarda e levadas para um outro planeta que a gente nunca soube onde ficava e nem porque ele escolheu levar a gente pra lá.

Nunca mais a gente viu aquele homenzinho. Sabe que lembrando disto agora, fiquei até com saudade dele.


O acampamento

dezembro 5, 2014

Essa história foi tão divertida que eu precisava contar pra vocês! Foi assim: O meu colégio marcou um super acampamento com as classes do terceiro e quarto ano, só que era um acampamento de um dia e dentro do pátio da escola. Chegamos à escola às sete horas da noite. Foi à maior bagunça!

– Joana, você trouxe o seu ursinho?

– Eu não!

– Ficou com vergonha?

– Eu não! Só não queria que ele ficasse sujo. E você, por acaso trouxe aquele seu sapo fedido?

– Claaaro que eu trouxe! Tá lá no fundo da minha mochila.

– Ei vocês duas! Não vão ajudar a montar as barracas, não? Disse o professor Arthur.

Professor Arthur dá aulas de teatro na nossa escola e foi nos ajudar no nosso acampamento. Com a ajuda de todo mundo, as barracas ficaram todas  montadas, num instante. A tia Rosa, da cantina, preparou um super macarrão gostoso numa panela que estava em cima de uma fogueira e a professora Marta, organizou tudo bem rapidinho.

– Eu quero ficar na barraca junto com a Joana!

– Tudo bem, Helena! Então numa barraca vão ficar você, a Joana, a Thalita e a Mariazinha!

– Ah não, professora!

– Por acaso você quer ficar com os meninos?

– Eu não!

– Então faça o favor de pegar sua mochila e seguir para sua barraca! As outras meninas já estão lá!

Droga! Sai emburrada. Não gostei nada de ter que ficar na barraca com a Thalita e a Mariazinha. Elas são umas pestes! Quando elas estão juntas, sempre aprontam. Mas pelo menos, a Joana também ia ficar na mesma barraca que eu.

Depois que todo mundo guardou suas coisas nas barracas, fomos comer o macarrão da tia Rosa. Macarrão com hambúrguer e refrigerante. Uma delícia! Quando acabou o jantar, fizemos uma roda em volta da fogueira e ficamos vendo o professor Arthur tocar violão.

– Joana, você viu a Thalita? Cochichei no ouvido da Joana.

– Ela falou que não queria ficar na fogueira, preferia ficar na barraca.

– E a Mariazinha?

– Disse que ia junto também.

Sane, não gostei nada daquilo! Eu tinha certeza que aquelas duas iam aprontar alguma coisa. Puxei a Joana e fui com ela direto para nossa barraca. Só que não tinha ninguém lá. Então nós resolvemos avisar os professores.

– Professora Marta, a Thalita e a Mariazinha não estão na barraca!

– Alguém viu a Thalita e a Mariazinha por aí? Gritou a professora.

– Não!! Gritou a turma toda.

A professora Marta ficou preocupada e colocou todo mundo para procurar as duas. Rodamos o colégio inteiro e nada de encontrar nenhuma das duas. Os professores começaram a ficar muito nervosos. Mas eu sabia que as duas deviam estar aprontar alguma coisa

– Você vai ver, Joana, tenho certeza que elas aprontaram alguma coisa!

– E se aconteceu alguma coisa com elas?

Aquelas duas tinham que estragar o nosso acampamento! De repente, o professor Arthur apareceu trazendo o meu sapo fedido pela mão e segurando o nariz com o dedo e disse:

– De quem é esse gambá?

– É meu, professor! Mas não é gambá, não. É o meu sapo fedido.

– Então isso vai ficar confiscado lá no banheiro, ouviu Helena?

– Ah não, professor! É só não apertar a barriga dele que não tem problema!

– Você devia ter avisado as suas amigas sobre isso!

– Encontrou as meninas, professor? Perguntou a professora Marta.

A Thalita e a Mariazinha pegaram o meu sapo pra me provocar, só que ficaram puxando pra ver quem ficava com ele e acabaram rasgando ele todo. Acontece que dentro do meu sapo tem um pó que imita o cheiro de chulé e quando elas rasgaram, o pó caiu em cima do pijama das duas. Elas ficaram num fedor só. Bem feito! Quiseram aprontar comigo, se deram mal.

Foi por isso que elas sumiram e se esconderam. Quando chegaram de volta no pátio, as turmas todas morreram de rir das duas. E o pior. Elas tiveram que dormir dentro da escola e perderam o melhor do nosso acampamento. Eu e a Joana fizemos a maior bagunça, a noite toda, dentro da nossa barraca.

Mas, apesar da raiva por elas terem rasgado o meu sapo de estimação, não consigo esquecer a cara das duas cheias de vergonha do fedor que estavam.

Depois disso, a Thalita parou de vez de encrencar com todo mundo. Aliás, ela e a Mariazinha faltaram uns dois dias na escola, de tanta vergonha que ficaram.

Ah, eu ganhei um sapo novo da mãe da Thalita. E sabem o quê mais? Ele é mais fedido ainda!


Não se mexe com quem está quieto

abril 4, 2014

Essa aventura doeu muito. Nunca senti tanta dor que nem aquele dia. Eu bem que avise pro Paulinho que não ia dar certo, mas sabe como é menino, né? Se acha um valentão. Só que quem acabou sofrendo, foi eu e a Joana. Vou contar como foi.

O Paulinho veio passar o dia na casa da Joana, acho que era sábado. Será que era sábado? Era sábado sim, pois eu lembro que fiquei o domingo todo sem poder sair da cama.

– Que tal a gente ir até o terreno do seu Zé? Disse o Paulinho.
– Fazer o quê? Respondeu Joana ao Paulinho.
– Ah, eu não quero! Pô, Joana, você falou que ia brincar comigo lá em casa.
– É, Paulinho, não vai dá! Eu e a Helena vamos brincar de outra coisa.

Mas, não adiantou a gente falar. O Paulinho ficou enchendo, até a gente ir com ele lá no terreno do seu Zé.

– Tem uma coisa bem legal que eu quero mostrar pra vocês! Disse o Paulinho.

E sabe como é menina, né? Adora saber das coisas. Então, fomos eu, a Joana e o Paulinho lá pro terreno do seu Zé atrás da grande coisa que o Paulinho tinha para mostrar pra gente.

– Ei, aonde vocês vão, hein? Perguntou o seu Zé.
– Vamos catar carambola! Disse a Joana, pois eu não gosto de carambola.
– Não vão me cair da árvore, hein?
– Pode deixar seu Zé, quem vai subir na arvore vai ser o Paulinho.

Pegamos a chave do portão do terreno e saímos correndo. Quando a gente chegou lá, tava cheio de carambolas espalhadas pelo chão e um monte de folhas caídas. O Paulinho e a Joana começaram a comer as carambolas que tavam no chão mesmo.

– Ai, que nojo! Vocês nem vão lavar isso!
– Deixa de frescura, Helena! Disse o Paulinho.
– Gostoso é comer assim! Falou a Joana, enquanto separava outras carambolas que tavam caídas em volta da árvore.

Eu não tava achando nenhuma graça naquilo. Não via nada diferente no terreno do seu Zé e não via graça nenhuma em comer carambolas. De repente, uma abelha começou a rodear a Joana.

– Cuidado, Joana! É uma abelha!

Foi aí que o Paulinho contou a tal novidade que ele queria mostrar. Uma colmeia de abelhas no meio do pé de carambolas.

– É só a gente não mexer com elas, que elas não vão fazer nada com a gente.
– Isso mesmo, Joana.

Mas, sabe como é menino, né? Todo valentão! Tinha que mexer com que estava quieto. Foi só o Paulinho cutucar a colmeia com um pedaço de galho velho, que saiu de dentro dela umas duzentas abelhas.

– Foge! Foge! Gritou o Paulinho, já saindo correndo em direção ao portão.

Eu e a Joana ficamos ali, paralisadas de tanto medo. A gente só conseguia gritar:

– Socorro! Socorro!

Não demorou muito e as abelhas já tinham coberto eu e a Joana. Como a gente tomou picada! Doía tanto! A gente só gritava:

– Socorro! Socorro!

Peguei um pedaço de galho velho e comecei a bater nas abelhas, mas parecia que quanto mais eu batia, mas elas picavam a gente.

– Para, Helena! Assim elas não vão parar de picar a gente!
– Mas, a gente precisa tirar elas de cima da gente!

A sorte foi que o Paulinho foi chamar o seu Zé, porque senão, as abelhas tinham acabado com a gente. Não sei o que ele fez para espantar aquele monte de abelha de cima da gente, mas, o meu corpo e o da Joana ficaram todo inchado de tanta picada.

Quem mandou mexer com quem tava quieto. O Pior é que o Paulinho que cutucou a colmeia, não levou nenhuma picada sequer! Até hoje ainda tenho marcas das picadas das abelhas. Ah, a Joana também! Tem uma marca bem grandona bem no meio da bochecha dela.

E sabe como é menino, né? O Paulinho, que armou aquela confusão toda, foi contando pr’os outros meninos que salvou a gente das abelhas. Mas, sabe como é menina, né? A gente espalhou pra todo mundo que ele não salvou nada, saiu correndo com medo das abelhas.

Mas, o Paulinho ainda me paga. Ele vai ver só!


A morte da lagarta

novembro 4, 2013

Oi, gente, tudo bem? Precisava contar isso pra vocês. Achei incrível! Não chega ser uma aventura, mas foi à maior surpresa. Eu e minha amiga Joana… a gente tá junto pra tudo. Dizem até que a gente parece irmãs. Então, como eu ia contando… Depois que eu e minha amiga acabamos de tomar nosso lanche, fomos até o jardim da nossa escola pra ver como tava a nossa hortinha.

“Olha só, Joana! Já tá nascendo a minha plantinha!”

“A minha também! Olha lá!”

Realmente as nossas plantinhas já estavam começando a nascer. Só que tinha um monte de papel de bala jogado no meio delas. Foi então que eu e a Joana começamos a tirar um por um pra poder jogar fora, de repente a Joana deu um grito:

“Eca!… Olha só aquela minhoca!”

“É mesmo! E tá subindo na minha plantinha. Sai daí, minhoca!”

A professora Carolina que já vinha chamar a gente pra voltar pra aula, achou estranho ver a gente falando e brigando com as plantinhas da nossa horta e veio falar com a gente.

“Ei, o quê está acontecendo aí, hein meninas?”

“É aquela minhoca, professora!”

“Ela tá querendo comer a minha plantinha!”

“Isso não é uma minhoca, meninas! Isso é uma lagarta!”

“Pra mim é a mesma coisa! Vou matar esse bicho nojento.”

Quando a Joana já ia saindo pra procurar alguma coisa que desse para matar aquela minhoca nojenta, a professora pediu pra gente se acalmar que ela ia explicar tudinho.

“Calma, Joana! Deixa eu explicar pra vocês!” Vocês não estão vendo que ela está ali parada?”

A professora tinha razão. Eu e a Joana ficamos olhando, olhando e olhando, mas aquela minhoca… não, lagarta, não saia do lugar.

“Viram só! Isso é uma lagarta e está em processo de transformação”

“Como assim?”

“Eu não entendi”

De repente, aquela lagarta foi mudando de forma, fazendo uma casca. Morreu sem ninguém fazer nada.

“Ainda bem que essa minhoca morreu!”

“Não é minhoca!”

“Minhoca, Lagarta, tudo nojenta! Vamos embora, Joana!”

“Esperem! Agora que a lagarta morreu é que vem a surpresa.”

Eu fiquei curiosa para ver a surpresa. A Joana na queria muito, mas acabou ficando, só porque eu pedi. Mas, vocês precisavam tá lá com a gente. Eu nunca tinha visto aquilo.

Aquela lagarta que entrou na horta, que depois morreu e virou uma casca mais nojenta ainda… Argh! Só de lembrar dá um nojo! Mas, aquele bichinho feio que queria comer nossas plantinhas, se transformou numa borboleta.

“Olha, a lagarta virou uma borboleta!”

“Que bonita!”

“Viram só que surpresa?”

Ver aquela borboleta nascer foi mais que uma aventura, foi uma coisa que nunca mais vou esquecer. Espero que vocês um dia também tenham sorte de ver o nascimento de uma borboleta!

Bom, vou ficando por aqui, que to cheia de lição de casa pra fazer. Outra hora eu volto pra contar mais uma das minhas aventuras.

Beijos.

Helena


O RESGATE DAS ARARAS AZUIS

novembro 29, 2008

Oi gente, to aqui de novo no blog do tio Paulo. Sabe o que é? É que ontem aconteceu uma coisa muito incrível comigo, precisava contar pra vocês. Vocês não vão nem acreditar. Eu que sou eu não acredito até agora! Mas vou contar tudinho!

 

Eu tenho uma amiga, a Joana, a gente mora no mesmo prédio. Acho que ainda não falei dela pra vocês ou falei? Acho que não! Mas então falo agora. A Joana, a minha amiga, ela tem oito anos, é meio tímida, sabem! Eu até chamei ela pra vir aqui contar a história comigo, mas ela ficou cheia de vergonha. Não faz mal, conto eu!

 

Foi assim… A minha amiga Joana, tem um cachorrinho, o Ted, ele é yorkshire bem bravinho. Quem põe a mão na boca dele, leva logo uma mordida. E a mordida dói pra caraca!… Então, a Joana passou em casa e me chamou:

 

“Helena, vamos levar o Ted lá embaixo pra passear?”

 

Só que a gente não pode sair do prédio sozinha. Acho que vocês sabem como é que é, não é mesmo? Acontece que quando a gente chegou lá embaixo, o Ted escapou da mão da Joana e saiu correndo pra fora do prédio.

 

“Seguro o Ted, Severino!” Disse a Joana pro porteiro do nosso prédio, Mas não deu tempo, o Ted passou por debaixo das pernas do Severino e se mandou pra rua.

 

“Vamos atrás dele, Joana! Corre!”

 

“Severino, avisa a nossa mãe que a gente foi atrás do Ted que fugiu pra rua!”

 

E saímos correndo pela calçada atrás do Ted. Ainda bem que o nosso bairro não é muito movimentado, a Joana tava morrendo de medo que algum carro atropelas-se o Ted. Mas, foi só a gente virar a esquina da nossa rua, que vimos o Ted tentando entrar numa casa velha lá no final da outra rua. Pelo menos ele estava a salvo.

 

“Olha o Ted, Joana!”

 

“Vem cá, Ted, vem!” Chamou a Joana, mas o Ted não saiu do lugar.

 

O Ted tava fuçando o portão da casa. De repente, um homem muito grande e forte, abriu o portão da casa, pegou o Ted e levou ele pra dentro.

 

“Ei moço, esse cachorro é meu!” Gritou a Joana, quase chorando.

 

“Fica calma, Joana, a gente vai lá, bate na porta e pede pro homem devolver o seu cachorro!”

Mas, a Joana já estava chorando de nervosa. Coitada! A gente tinha que dar um jeito nisso. Aquele homem não podia pegar o Ted assim! Ele tem dona, oras!

 

“A gente vai pegar ele de volta, viu Joana! Não precisa chorar.”

 

Então a gente foi até a porta da casa do homem, olhamos, olhamos e como não achamos a campainha, batemos palmas um monte de vezes. No mesmo tempo que a gente batia palmas e chamava pelo homem, a gente ouvia o Ted latir.

 

“E agora, Helena, o homem pegou o meu Ted e não quer devolver!”

 

“Já que ele não abre, vamos pular o muro!”

 

“Mas, o muro é muito alto!”

 

Nunca vi menina mais medrosa! Mas a gente não podia deixar o Ted lá. E ele nem era do homem! A Joana estava muito triste, não parava de chorar, então, ele se sentou na frente do portão e quando encostou a cabeça, o portão abriu sozinho.

 

“Olha, só Joana, o portão abriu! Vem, vamos entrar!”

 

“Ted! Vem Ted!” A Joana queria entrar correndo e chamando pelo Ted, tive que segurar ela pelo braço e colocar a mão na boca para que ela não gritasse.”

 

“Fala baixo! Vamos pegar o Ted sem o homem ver a gente!”

 

“Mas, a gente nem sabe onde ele tá!”!

 

Foi aí que tive a uma idéia! Eu fui na frente e a Joana foi atrás. Demos a volta até chegar no quintal atrás da casa e quando chegamos no quintal, vocês não vão acreditar…

 

“Olha isso, Helena!”

 

“Ta cheio de animais ameaçados de extinção! Olha isso, Joana!”

 

A gente já tinha visto o Ted amarrado no pé de uma mesa velha, mas, de repente, a gente ouviu uma voz grossa vindo de dentro do banheiro lá de dentro da casa. Só deu tempo de desamarrar o Ted, passar a mão numa gaiola que tinha duas araras-azuis e sair correndo! Nem olhamos pra trás!

 

Mas, onde já se viu! Será que o homem nem sabia que arara azul está em extinção? Foi uma pena que não deu tempo de pegar os outros animais!

 

Bem, foi isso que aconteceu! Eu ainda nem acredito! Mas pelo menos o Ted está são e salvo na casa da minha amiga Joana.

Agora preciso ir, o tio Paulo ta querendo escrever um artigo aqui no blog. Ah! Antes que vocês me perguntem, meu pai levou as araras-azuis lá pro zoológico. E sabem do que mais? Vi o homem grande e forte aparecer na televisão. Meu pai falou que ele foi preso. Também, bem feito! Quem mandou pegar o Ted!…

 

Tchauzinho pra vocês! Qualquer hora eu volta, ta?


O Saci

novembro 14, 2008

Oi pessoal, deixa eu me apresentar primeiro: Meu nome é Helena, tenho nove anos e gosto muito de aventuras. Estou chegando agora no blog do tio Paulo. Sabe, ele deixou que eu viesse aqui para contar á vocês as minhas aventuras. Espero que vocês gostem!

 

Falando em aventura, preciso contar essa pra vocês! Nas férias de Julho fui visitar meus primos que moram no interior, pra falar a verdade, eu não conhecia nenhum deles.

 

No começo, foi aquele encheção (vocês sabem como é, não é mesmo?) Veio um tio, puxou a minha bochecha e disse: “Que menina, mais linda!”. A outra tia veio e: “Como cresceu essa menina!”. A outra tia cismou de me pegar no colo e disse: “Deixa eu pegar de novo essa menina no colo” Meus pais, não faziam nada, só riam, riam e riam. (Aquele riso sem graça, sabe?) Eu já estava com vontade de voltar pra casa.

 

De repente, atravessaram a sala feito uns foguetes, dois meninos, eram os meus primos, João e Antônio. Antes de atravessarem a porta que dava pra rua, tia Ana gritou: “Onde vocês pensam que vão?” O tio Onofre bravo disse: “Não vão cumprimentar os tios e a prima? Aí pensei: “Lá vai começar a encheção!”

 

Que nada, os primos disseram seus nomes me puxaram pela mão e saímos todos em disparada, porta afora. Só paramos quanto estávamos bem no meio de uma floresta. Eu nunca tinha visto nada igual, só em filmes! Confesso que estava um pouco assustada, até os primos começarem a rir de mim.

 

“Ta com medo, Helena?” Disse Antônio. “Claro que ta! Olha a cara dela!” Disse se gabando, o primo João. Mas, eu precisava colocar aqueles dois moleques nos seus lugares. Então, emendei: “O que tem aqui nessa floresta que pode me deixar com medo?”

 

Foi aí que o primo Antônio disse: “Você tem medo de assombração?”

 

“Eu não! Assombração não existe!”

 

“E de Saci, você tem medo?” Disse o primo João.

 

“Saci não existe! Saci é folclore!”

 

“Então hoje você vai ajudar a gente pegar um!” Disse o primo Antonio.

 

Eu não acredito nessas coisas de lendas, a professora já contou todas elas na escola, e lá na cidade onde eu moro, nunca ninguém viu um saci. Então, o primo Antonio abriu a mochila que trazia nas costas e os dois tiraram de dentro dela, uma garrafa, uma rolha e uma peneira.

“Está vendo essas coisas aqui, Helena?” Disse Antônio.

 

“Tô! É uma garrafa, uma peneira e uma rolha.

 

“Pois é com isso que vamos capturar um saci” Disse o primo João.

 

Não agüentei. Comecei a rir sem parar. “Onde já se viu, pegar Saci!” Primeiro: porque Saci não existe e segundo: porque nunca vi ninguém pegar coisa alguma com uma peneira!

 

De repente começou uma ventania tão grande, era até difícil conseguir se equili-brar com os pés no chão. Tive que segurar no tronco de uma árvore, senão o vento me carregava.

 

No meio daquela ventania, eu comecei a ouvir um monte de risadas. Volta e meia, sentia puxarem o meu cabelo. Até briguei com os primos. Foi então que eles me disseram: “Olha o Saci!” Eu não via nada.

 

Só via o primo Antônio segurando a peneira e o primo João segurando a garrafa e a rolha. Eles mal conseguiam ficar em pé no meio daquela ventania. E as risadas aumentavam, aumentavam, e os puxões em meus cabelos também. Eu tive que admitir para os primos que estava morrendo de medo.

 

“Não se preocupe, Helena! Já, já a gente pega esse Saci!” Disse o primo Antonio.

 

“É agora, Antonio. Joga a peneira!” Disse o primo João.

 

O primo Antônio entrou no meio daquele redemoinho de vento e prendeu o Saci na peneira. O primo João foi em seguida, pegou a garrafa e enviou o Saci dentro, tampando a garrafa com a rolha.

 

Eu não acreditei. Mas lá dentro daquela garrafa, tinha um serzinho de uma perna só, gorro vermelho e um cachimbo na boca que gritava sem parar: “Me tira daqui! Me tira daqui!”

 

Foi assim que descobri que o Saci existe. Vocês podem até não acreditar nessa minha aventura. Foi uma pena eu não ter levado nem a minha máquina digital, nem meu celular. Pois, seu tivesse fotografado o primo João segurando a garrafa com o Saci dentro, vocês iriam acreditar.

 

Bem, deixa eu ficar por aqui, pois não posso ficar abusando do blog do tio Paulo, senão ele não me deixa voltar aqui pra contar mais das minhas aventuras.

 

Um beijão à todos e até uma hora dessas.


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