Um País sem Educação

outubro 14, 2016

Muito tem se discutido sobre a questão educacional no País, escola sem partido, mudança na grade curricular, não vou entrar no mérito do que seja certo ou errado, o fato é que somos um país sem Educação, pelo menos para sua grande maioria (vide o resultado do último IDEB). O resultado deixa muito claro o quanto é ineficiente a educação pública no país. Mas, porque não avançamos na Educação?

Talvez o grande problema esteja no desacerto entre os entes federativos, Governo Federal, Estado e Município parecem ter opiniões antagônicas sobre o assunto, cada qual quer implantar o seu projeto de educação e quem sofre com isso é a população, principalmente de jovens, que se vê desestimulada a frequentar escolas sucateadas, salas inchadas, professores desestimulados e uma grade curricular ultrapassada. Não há nada na sala de aula que interesse.

O que se tem, hoje em dia, é, muito discurso e pouca ação para mudar o quadro, pois ninguém parece realmente interessado em realizar as mudanças necessárias para fazer com que o jovem tenha uma aprendizagem de verdade. Tomam a Educação para si, como um projeto partidário, que, se for contestado se torna alvo de protestos e críticas. A Educação só vai atingir seu objetivo, quando ela for um projeto de todos e, acima de tudo, apartidário..

Não adianta criarem slogans, já foram muitos, a cada governo e, slogans não transformam a Educação. Enquanto os governos ficarem puxando a sardinha para os seus lados, apontando, cada qual, seu projeto como melhor, mais jovens continuarão sendo privados da Educação. Não se muda nada em um espaço de quatro ou oito anos, principalmente quando falamos de Educação, que está tão longe do ideal em nosso país. Os números mostram o quanto a falta de Gestão na Educação acentua a desigualdade.

A verdade é que, enquanto os governantes não deixarem as suas vaidades de lado e continuarem a não enxergar a Educação como uma prioridade nacional, não haverá projeto capaz de fazer uma transformação na Educação do país. Só a união de todos, em torno de um projeto para ser realizado a longo prazo, sem quaisquer chancelas partidárias, será capaz de fazer com que o país deixe de ser um País sem Educação.


Por uma Escola que ensine a respeitar

julho 29, 2016

Longe de querer entrar na discussão sobre Escola sem partido, mesmo porque, para mim, uma escola não deve privilegiar nenhuma ideologia partidária, nem tão pouco, nenhuma doutrina religiosa, o que deveria estar em pauta é a fomentação de uma Escola que ensinasse a respeitar as opiniões distintas, as diversidades, as ideologias partidárias, as doutrinas religiosas, as classes sociais e, acima de tudo, a individualidade de cada ser humano.

A função da Escola não é a de defender essa ou aquela ideologia, muito menos ser de esquerda ou de direita, a função da Escola é abrir o horizonte de possibilidades e dar as ferramentas necessárias para que cada aluno seja capaz de formar o seu pensamento crítico a cerca de qualquer assunto, reunindo condições para desenvolver o discernimento e decidir de acordo com as convicções que ele formou sobre tudo o que lhe foi mostrado.

Não se forma um cidadão pleno, possuidor de seus direitos inabaláveis, capaz de lutar pelo acredita, ocultando informações ou situações e acontecimentos, pra dar a esse ou aquele, uma visão equivocada do que realmente aconteceu. Nenhuma escola, enquanto instituição responsável pela formação dos jovens, tem o direito de forjar fatos para que o conhecimento só atenda um lado da verdade, mesmo porque já é sabido que toda história tem três lados.

Enquanto o destino das Escolas, permanecer em níveis que busquem atender esse ou aquele lado da corda, continuaremos a muitos anos luz de ter uma população que reúna às condições suficientes para decidir os melhores caminhos a seguir. A Escola não é um lugar de uma única opinião, de um único ponto de vista, também não pode ser um lugar de uma única ideologia, ou de uma única doutrina. Uma Escola é e deve ser sempre plural.

E a questão está justamente aí, querer fazer da Escola um lugar monocórdio, que grite em uníssono o mesmo mantra, é caminhar para trás, é retroceder nos avanços conquistados por trabalhos árduos de grandes educadores. Enquanto este for o pensamento de quem pensa o que seja uma Escola, continuaremos formando uma massa de analfabetos funcionais, papagaios repetidores de velhas teorias ultrapassadas, que já se mostraram incapazes de fazer uma grande revolução na Educação como se deseja.

Por isso, já passou da hora de pensar a Escola como ela deve ser pensada, um lugar de conhecimento pleno, aberto a discussão, sem pender para este ou aquele lado. Acima de tudo, já passou da hora de fazer da Escola um espaço de se aprender a respeitar e não um lugar de se induzir o quê respeitar. E nenhuma ideologia partidária ou doutrina religiosa é dona do melhor caminho a se seguir. A Escola deve ser o espaço onde a liberdade de escolha e o respeito, sejam a maior bandeira.


A Educação vai muito mal

julho 1, 2016

Ao que pese a dedicação, diria até, o sacerdócio, de alguns docentes, que acreditam e sabem o poder que a Educação tem de transformar uma sociedade, a Educação ainda vai muito mal sobre vários aspectos. As iniciativas são insuficientes diante de um quadro que clama por mudanças profundas, quase que revolucionárias, para virar esse jogo, cujo país está perdendo, há tempos.

E a situação é tão grave que vai muito além dos conteúdos pragmáticos dados em sala de aula. A Educação está mal desde o berço. A sociedade passa por uma crise muito profunda de respeito ao próximo, que respinga na Educação, pois, Educação demanda respeito e ninguém aprende nada quando não respeita que um o outro pode saber mais do que si. A verdade é que temos uma geração de gente mal educada.

As pessoas se perderam no meio do caminho e confundiram liberdade com libertinagem, deixaram de respeitar leis e regras, é certo que o exemplo que vem de cima tem contribuindo muito para isso, mas, o fato é que o professor perdeu o seu poder de conduzir os jovens pelo caminho do meio e, qualquer atitude que ele tome que atinja aquilo que o pai do jovem ache ofensivo ao seu filho, ele vai à escola mostrar o tipo de Educação que tem dado ao filho.

A verdade é que as pessoas cobram por Educação quando na verdade não mais a tem. O princípio da Educação, ainda que não seja essa que ensina ter ética e respeitar o próximo e que devia ser ensinada em casa, a que se ensina nos bancos escolares, demanda disciplina, responsabilidade e respeito, coisas que a sociedade de hoje em dia parecem ter deixado lá no século passado. Não adianta pedir por Educação na escola se não tem Educação cívica.

Anda-se muito preocupado com o acesso de mais e mais pessoas à Educação, com as práticas pedagógicas e até mesmo com o estado de deterioração dos prédios em que funcionam às escolas, mas o problema é mais embaixo e passa, sem sombra de dúvidas, pela valorização do professor e, isso não apenas em termos financeiros, mas na figura do professor como um Mestre que tem a chave do mundo do conhecimento.

Outro ponto muito importante e que contribui substancialmente para evolução da Educação, é o gosto por aprender, coisa que hoje em dia, também não há. Com tanto acesso a informação e conteúdos mastigados ofertados a todos, ninguém mais se interessa em se debruçar sobre um tema para aprender, verdadeiramente sobre ele. Temos, nos dias de hoje, muito mais pessoas com formação universitária, mas com bagagem de aluno de ensino fundamental.

Portanto, o quadro da Educação é por demais, periclitante, pois, na atual conjuntura, não nos basta mais aumentar verbas, investir em metodologias de ensinos, ou em mudanças de currículos, nem tão pouco, na qualificação dos professores ou nas reformas dos prédios escolares, se faz preciso muito mais. É preciso que o discurso por uma Educação melhor, ecoe da casa de cada brasileiro que queira de fato um país melhor para os seus filhos.


Quanto nos custa a Educação?

março 4, 2016

Quanto nos custa a Educação, se ainda vemos, por todos os lados, muitas classes sendo fechadas e outras tantas sendo inchadas de alunos, em Escolas que estão, na sua maioria, sucateadas, sem quaisquer materiais pedagógicos, sem as mínimas condições de se obter algum tipo de aprendizagem, sem nenhuma valorização ao professor, com desvio de merenda, não repasse de verbas e com um conteúdo engessado em um pensamento do século passado?

Quanto nos custa a Educação, se ainda vemos os que governam insistirem com uma ineficiente progressão continuada, sem dar nenhuma importância, ou melhor, sem avaliar de verdade, até que ponto o aluno absorveu o conteúdo transmitido em sala de aula, ou até mesmo sem saber se a sua formação está atingindo os objetivos da erradicação do analfabetismo, o transformando em um cidadão crítico, ao invés dos já conhecidos analfabetos funcionais?

Quanto nos custa a Educação, se todos os anos, ainda somos obrigados a ver os dias letivos sendo interrompidos para que sejam feitas reivindicações, que deveriam já ser um direito para quem se preparou tanto para educar, e que acaba, não apenas, prejudicando o ano letivo do aluno, mas, sim, deixando um rastro devastador de dúvidas de aprendizagem e de preparação adequada do aluno, dificultando ainda mais o seu acesso a uma universidade?

Quanto nos custa a Educação, se, a cada dia que passa, vemos aumentar, vertiginosamente, o desinteresse dos alunos de frequentar as, nada atrativas, escolas, cuja gestões estão debruçadas em velhas burocracias, preferindo perder o precioso tempo, preocupadas, com as estatísticas de frequência escolar, do quê com a real qualidade da aprendizagem, ou até mesmo, com a busca do entendimento dos motivos que estão tirando os alunos da Escola?

Quanto nos custa a Educação, se, mesmo com todos e tantos esforços pela conscientização da importância da Educação para o desenvolvimento do país, ainda somos capazes de nos defrontarmos com situações em que alunos deixam escola porque ela não lhes dá condições de ensino e nenhuma esperança de futuro, enquanto os governantes distribuem planilhas de números de matriculados, como se isso fosse um retrato fiel do quadro que vivemos?

Quanto nos custa a Educação, se mesmo aumentando o nível de escolaridade da população, ainda é bem evidente que continuamos a ser um país de analfabetos funcionais, possuidores de diplomas, mas incapazes da construção de um pensamento crítico, ou até mesmo de contestar contra os desmandos daqueles que desdenham da Educação e vendem uma imagem de Pátria Educadora, mas, que na verdade, não tem interesse de ver o povo educado?

Quanto nos custa a Educação? Nos custa muito caro! Caro mim, para você, caro para todos e, cada vez, fica mais caro, pois os governantes não estão, nunca estiveram e nunca estarão, preocupados em desenvolver um projeto de Educação que nos coloque nos trilhos do desenvolvimento como uma Pátria Educadora de fato. Portanto, quanto mais acharmos que a Educação que recebemos, já nos basta, mais caro ficará a conta que teremos de pagar!


Jogando contra a Educação

outubro 9, 2015

Dia após dia a questão da Educação vem sendo deixada de lado, ainda que o discurso dos governantes tente nos fazer parecer justamente o contrário. Mas é nítida a desimportância que os chefes dos executivos de todas as esferas da Federação e de seus pares, dão ao tema, vide o exemplo da destituição do Ministro da Educação, um professor renomado é tirado para que se colocar em seu lugar, um companheiro partidário para atender conchavos políticos.

Já não fosse isso por si só, um descalabro, em qualquer país sério que pense a Educação com a sua devida importância e com a prioridade que o assunto merece, ainda vemos, por exemplo, o governo de São Paulo e seus pares responsáveis pela Educação no Estado, aplicar gestões equivocadas como: fechar escolas, inchar classes de aulas e deixar os alunos sem quaisquer condições mínimas de absorver qualquer tipo de conhecimento.

Diante de tudo que temos visto em termos de benefício para a Educação, o que está bem claro e fácil de notar, é que o discurso propagado por quem diz cuidar da Educação em nosso país, não passa de um monte de falácias e bravatas demagógicas, que buscam iludir a população com promessas de que se está investindo fortemente na Educação. Mas a quem eles pensam que enganam? A eles mesmos, pois estão forjando um país de analfabetos funcionais.

E é simples verificar este quadro caótico no sistema educacional do país, qualquer professor que está em sala de aula, sabe muito bem a dificuldade que é não ter ninguém que dê a devida importância para questão da Educação. Ainda que tomemos conhecimento de várias histórias, de tantos professores, que fazem mais do que o possível ser feito, essas são ações pontuais que, dificilmente, alcançarão o status de referência educacional.

Depois não adianta nada querer resolver a questão social do menor infrator, com a Educação. É o mesmo que vender pente para careca! O governo mal cumpre o que diz a Constituição Brasileira sobre a Educação, suas funções e os objetivos a serem alcançados e ainda quer usar uma Educação capenga para resolver o seu descaso social? Hoje, para os governantes, o que importa é ter criança na escola e não criança aprendendo.

O pior de tudo, é que entra ano e sai ano, formam-se pedagogos, mestres em Educação fazem novos estudos, tentam novas iniciativas, buscam outras saídas para melhorar a questão da Educação, mas nada sai do lugar. Por quê? Porque nenhum governante quer de fato fazer da Educação à mola propulsora e transformadora deste país. Pátria Educadora fica bonita no slogan publicitário, porque nas salas de aula a realidade é bem diferente.

Enquanto isso, quem realmente acredita que a Educação faz e pode fazer a diferença, vai semeando suas pequenas sementes, na esperança de um dia ver florescer diante dos olhos, uma Nação verdadeiramente educadora, forte e revigorada, onde povo dê o devido valor ao ensino e se torne também, decidido e capaz de repelir quaisquer governantes que se atrevam a entrar em campo para jogar contra a Educação.


Samba Lelê tá doente

agosto 21, 2015

Chegamos a mais uma semana em que se comemora o folclore nacional e uma pergunta me surge: Será que ainda há espaço nas escolas para divulgar e difundir a cultura popular, seus mitos e lendas? Será que as crianças de hoje sabem alguma cantiga de roda, alguma brincadeira, parlenda, ou até mesmo algum trava-línguas? Será ainda que as crianças de hoje, sabem o quão é importante a preservação desta data?

Ainda me lembro bem dos meus tempos de escola quando comemorávamos o dia do folclore, aquele universo que me foi mostrado, habita até hoje o meu imaginário e acho até que me ajudou muito, a saber, que me era permitido imaginar. Mas, parece que toda aquela cultura preservada a séculos já não se mostra tão importante. A cada dia que passa, um pouco de nossa cultura vai ficando esquecida.

Vejo, muito indignado, toda a mercantilização que envolve as comemorações pelo tal “hallowenn” americano que nada tem a ver com a nossa cultura. Uma enxurrada de abóboras assustadoras, bruxas nas cores laranja, roxa e preta tomam conta das vitrines, das redes sociais, dos pátios de escolas, em uma comemoração que não nos diz nada, apenas deixa transparecer o quanto estamos deixamos de ser nós para sermos eles.

Canções, lendas e mitos que contribuíram na construção de nossa identidade cultural como um país, está ficando relegada, dependendo das poucas iniciativas de alguns professores que, felizmente, ainda entendem ser importante a divulgação, difusão e preservação de nossa cultura. Somos o que somos por tudo aquilo que fomos e, quanto mais nos afastamos de quem fomos, nos tornamos pessoas que deixarão de se reconhecer como um povo independente.

Pode parecer banal deixar de lado as comemorações do dia do folclore, não há de causar grandes estragos em nossas crianças. Ledo engano! Hoje já vemos muitas crianças que não se identificam mais com a nossa cultura, pois, lendas e mitos importados já habitam os seus imaginários e não há mais espaços para histórias de saci, de mula-sem-cabeça, de curupira, de lobisomem, de boitatá, de neguinho do patoreio, nem dos cantos de Iara mãe d’água.

Samba Lelê tá doente e não está apenas com a cabeça quebrada, parece que samba Lelê não tem mais cura, pois todo o universo do folclore nacional que exercia um enorme fascínio em tempos idos, agora está ficando cada vez esquecido, jogado no fundo do mesmo baú onde já dormem as velhas bonecas de pano, os velhos soldadinhos de chumbo, os piões e suas fieiras, as cordas, as bolinhas de gude e as brincadeiras de roda.


A história ao alcance dos olhos

julho 24, 2015

Quando a história nos é ofertada apenas através das páginas de um livro, ou por um acervo de imagens, nem sempre ela é capaz de nos seduzir a ponto de despertar o nosso interesse, às vezes até nos causa desdém, mas quando ela está ali, ao alcance dos nossos olhos, o fascínio é imediato. Poder contemplar cada pedacinho de história, o quanto tudo aquilo contribuiu para a formação da identidade cultural do país, é impagável.

Pude ter o prazer de desfrutar desses momentos que ainda hoje estão em minhas retinas e perceber o quanto as pessoas do lugar estão envolvidas e comprometidas na divulgação das histórias de suas centenárias igrejas, de seus museus, de suas casas tombadas, suas ruas de pedras, suas ladeiras, suas festas carnavalescas, seus ritmos, suas tradições e de como toda aquela cultura ao céu aberto é importante para a sua cidade.

Há em cada segmento, desde o hoteleiro até o comércio de artesanatos, um comprometimento de fazer aquela roda não parar de alimentar riquezas para a cidade. É tudo voltado para fazer da história preservada do lugar, a mola propulsora para atrair cada vez mais turistas para lugar. Receptividade, disponibilidade, informações de cada pedaço da cidade na ponta da língua, tudo torna aquele banho de cultura, envolvente.

Eu, que já gosto muito de conhecer a cultura de cada lugar que visito, a cada rua, cada ladeira, cada igreja restaurada, aprendia mais e mais curiosidades e, as novas informações e explicações que recebia, deixavam-me ainda mais satisfeito por poder desfrutar daquela oportunidade de ver diante dos meus olhos, parte da história de nosso país. Poder estar onde a cultura e a história ainda são vivas e, reavivadas a cada dia, isso, realmente não tem preço.

É certo que muitos, talvez não deem a devida importância para isso tudo e jamais entenderão o que é poder ver a olhos nus, o que as páginas dos livros nem sempre retratam na sua fidelidade, ou ainda ver algumas daquelas imagens desbotadas em fotos, em seus formatos reais e palpáveis, ou ainda poder ouvir com riquezas de detalhes, cada fato histórico que contribuiu para a cultura daquela região, pois nem todos reconhecem o valor da cultura.

Olinda é assim, uma cidade que sabe da grandiosidade de sua história e de sua cultura, uma cidade que sabe da importância de receber bem o turista e lhe contar tudo sobre os segredos de suas igrejas restauradas, suas casas tombadas, suas ruas, suas ladeiras; uma cidade preocupada com seus jovens, a ponto de transformá-los em guias turísticos entusiasmados, que dão um banho de saber, fazendo de uma simples caminhada, uma grande aula.

Eu sei que tenho tudo isso bem ao alcance dos meus olhos, aqui mesmo no meu quintal; tenho tudo e muito mais e, minha curiosidade já me fez conhecer cada um dos detalhes das ruas, igrejas e ruínas que me cercam. O que lamento é que muito da história de nosso país está relegado ao interesse de poucos, sem que se dê o devido valor assim como faz Olinda. Quando uma cidade entende o quanto é importante valorizar a história que está ao alcance dos olhos de cada visitante, a viagem se tornar uma grande lição.


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