Se aquela bola tivesse entrado

dezembro 2, 2016

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez houvesse uma grande frustração em toda a equipe, em toda aquela cidade, em toda aquela torcida que encheu o estádio. Um misto de tristeza com decepção. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez aquele tivesse sido apenas mais um jogo, mais uma partida perdida como tantas outras, pois ganhar e perder faz parte do jogo. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez muitos daqueles jogadores fossem considerados guerreiros, ainda que tivessem críticas dos jornalistas esportivos pela derrota, pois é assim, futebol é passional. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez os jogadores estivessem comemorando a boa fase, ainda que a derrota pudesse ter adiado planos grandiosos, pois nem todos os sonhos são possíveis na hora em que se quer. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez uma cidade, um país, um continente, o mundo inteiro, não tivesse acordado com uma notícia tão triste, pois não haveria viagem, não haveria avião, um acidente que interrompeu tudo. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez não soubéssemos o quanto o ser humano ainda pode ser, sim, solidário, como é possível, sim, doar amor a quem teve a alma dilacerada por uma tragédia.  Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez não sofrêssemos tanto, não ficássemos tão tristes, mas também não conheceríamos um sofrimento tão grande que acometeu todo mundo, e nem descobrisse que ainda é possível acalentar a dor de quem ficou sem chão, quem perdeu tudo. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado.

Talvez não conhecêssemos a generosidade de um time estrangeiro, de uma cidade estrangeira, de um país estrangeiro, de um povo estrangeiro, que chorou a dor dos nossos como se fossem deles. Uma demonstração plena de amor. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez as coisas continuassem as mesmas, um futebol violento, um mundo de fronteiras hostis, mas aquela bola não entrou e mudou tudo, foram-se jogadores, jornalistas, pessoas normais, nasceram heróis. E apesar de toda a dor desta grande perda que corta e sangra o coração de todos, vimos que ainda há esperança na humanidade. Pois, a vida continua…


A Herança

abril 22, 2016

A Dona Realidade nunca foi de luxo, muito pelo contrário, a simplicidade lhe fazia feliz. Trabalhadora, não tinha Tempo ruim que lhe impedisse de criar os filhos, Sonho e Esperança. Acreditava em Deus e que a vida sempre podia ser um pouco melhor e duvidava sempre que a Dona Política se aproximava lhe prometendo mundos e fundos. Dona Realidade acreditava no Trabalho, não em Promessa.

E sempre foi assim, com muito Trabalho que Dona Realidade alimentou o Sonho e a Esperança, também sempre apostou que Dona Educação podia operar milagres e transformar tudo para melhor. Nunca se viu Dona Realidade reclamar da Sorte, muito pelo contrário, só a ouviam pedir que a Dona Morte não lhe viesse buscar, antes de ver o Sonho e a Esperança com uma vida diferente a que ela vivia.

Mas, a Dona Política sempre atravessava a vida de Dona Realidade e, para proteger o Sonho e a Esperança, ela se via obrigada a acreditar nas promessas de um mundo melhor. Mas, como Dona Realidade podia acreditar na Dona Política, se ela a achava uma promíscua que se prestava a diferentes interesses dos vários Partidos Políticos que a cortejavam apenas para se darem bem na vida?

Dona Realidade acreditava, era no Trabalho e na Fé, para continuar alimentando o Sonho e a Esperança e não na tal Dona Política. Mas, um dia, a Dona Política apareceu de braços dados com um Partido Político, que conhecia muito bem a Dona Realidade e mostrou que era possível dar uma vida melhor para o Sonho e para a Esperança. Dona Realidade resolveu apostar nas palavras daquele Partido Político.

No começo, Dona Realidade viu que a vida começava a mudar de fato, o Sonho e a Esperança não passavam mais fome, cresceram e ganharam um mundo onde tudo lhes era permitido. Só que, como tudo que é bom, dura pouco, Dona Realidade se viu traída por aquele Partido Político que, tal como os outros, quis apenas usar a Dona Política para ter só Poder. Mostrou que pouco lhe importava a vida da Dona Realidade.

Dona Realidade chorou pelos filhos Sonho e Esperança, que foram destroçados por uma enorme ilusão. Dona Realidade adoeceu, mal consegue se levantar da cama, já não tem mais a força de antes para fazer do Trabalho o seu alento, aliás, o desemprego lhe bateu a porta e até a Fé que sempre foi a sua companheira da vida toda, lhe abandonou. Dona Realidade agora está só e muito triste.

Hoje, Dona Realidade vive desiludida, cabisbaixa, está em uma situação bem pior do que antes, não se lembra de ter vivido tão mal assim. A saúde, que nunca foi boa, piorou ainda mais, o Sonho, morreu a pouco mais de um ano e a Esperança, foi embora logo depois, deixando-lhe de Herança, a Decepção, que não acredita mais que a Dona Política, muito menos que qualquer outro Partido Político, possa fazer alguma coisa para melhorar a vida da Dona Realidade.


Obrigado por tudo!

dezembro 18, 2015

Sempre quando se chega ao final de um ano, busca-se fazer uma reavaliação de tudo o que nos prometemos fazer no final do ano anterior, uma espécie de balanço dos pontos positivos e negativos que nortearam nossa vida durante todo o ano, as metas traçadas, os sonhos sonhados, realizados ou não, as promessas feitas e não cumpridas, as mudanças prometidas, pois sempre pedimos mais e mais a cada ano, tudo que temos nos parece sempre pouco.

Talvez isso nos aconteça porque pensamos no ter; a casa nova, o carro novo, um emprego que nos pague mais, em oportunidades de enriquecermos mais rápido, e é natural que, ao final de cada ano, sempre acabamos nos frustrando por não termos realizado este ou aquele sonho. A verdade é que somos muito pidões! Achamos que tudo que temos é sempre muito pouco e reclamamos se não conseguimos trocar o celular, a TV da sala, ou até mesmo comprar uma roupa nova.

É claro que ao final do ano passado eu também fiz os meus pedidos, minhas promessas, sonhei os meus sonhos mais impossíveis, mas no decorrer do ano, fui olhando a vida com outros olhos, fui observando a minha volta e vendo que muito maior que a vontade de satisfazer meus desejos, era a necessidade de enxergar o quanto precisava valorizar o quê já tenho. Se hoje não estou melhor, talvez seja pelo fato de reclamar demais e pedir mais do quê agradecer a tudo que conquistei.

Aprendi este ano, a duras penas, que não temos problemas, temos situações que ainda não conseguimos resolver. Quando resolvemos nos olhar no espelho e ao nosso redor, enxergamos que quem tem de fato problemas é justamente quem nos mostra como é possível ver tudo de um modo diferente. E a vida me mostrou ainda como tudo pode acabar em um piscar de olhos. E foram tantos os queridos que se foram. Do quê adianta eu pedir tanto?

Por tudo que vivi e vivenciei este ano, sei que não tenho direito algum de pedir mais nada, a não ser saúde e disposição para continuar buscando a solução para resolver as situações que ainda não consegui resolver. De tudo o quê preciso, eu já vi que não tenho mais precisão, pois tenho tudo, uma esposa, amiga, companheira e parceira de vida, filhas maravilhosas, bons amigos conquistados, uma casa confortável, um carro que me leva e traz, um trabalho e o reconhecimento pela minha arte.

Portanto, só tenho a agradecer imensamente a oportunidade de ter sobrevivido às tempestades deste ano, e elas não foram poucas, e ainda assim, ter conseguido chegar revigorado ao final de mais um ano, certo de que aprendi muito com tudo o que passei e com o que vi os outros passarem. Para o próximo ano, não faço grandes pedidos, nem grandes promessas, só espero poder ter a oportunidade de chegar ao fim do ano que se inicia podendo dizer: Obrigado por tudo!


Agora, não!

maio 1, 2015

Agora que o tempo já deixou as suas marcas no rosto, que o corpo já não tem mais a mesma forma de antes, que os cabelos começaram a embranquecer, que as vistas já não enxergam com a mesma nitidez, que o raciocínio já não tem mais a mesma agilidade de antes, que aprendi esperar e que todas as feridas já se mostram cicatrizadas, você vem me dizendo para desistir?

Agora que não me aborreço mais com o cansaço, que consigo relaxar, que aprendi agradecer e entender que todo esforço vale à pena, que nem toda distância é longa e que as pedras que encontramos pelo caminho são apenas pequenos obstáculos que nos ajudam a compreender melhor nossa existência e percebi a grandeza da simplicidade, você vem me dizendo para desistir?

Agora que o tempo me ensinou a ter paciência, que aquela pressa que movia a vida de antes já me ensinou como andar bem mais devagar, que a irritação descabida com picuinhas e problemas pequenos deu lugar para uma ainda acanhada tolerância, que o silêncio se fez meu conselheiro e que a razão e a emoção se equilibram na mesma balança, você vem me dizendo para desistir?

Agora que aprendi a fazer planos, que entendi o quanto a ansiedade me fazia mal, que descobri como é bem melhor viver um dia de cada vez, que deixei de brigar com o relógio por conta dos compromissos, que resolvi encarar os problemas de frente e percebi o quanto tudo pode ser fascinante quando nos conhecemos a fundo, você vem me dizendo para desistir?

Agora que já não dou tanta importância às falsas conquistas, aos falsos amigos, às mentiras sinceras, às verdades mentirosas, que já não me engano mais com tolices alheias, que não me incomodo com opiniões alheias, que sei que de nada vai adiantar dar a minha opinião à quem não quer me ouvir e que estar de bem consigo mesmo é o que vale, você vem me dizer para desistir?

Agora que venci o medo, que já não guardo mais segredos, que me refiz das dores, das mágoas, das decepções, das frustrações, dos fracassos, da arrogância, da ganância, que controlei minha cólera, que conquistei a minha paz depois de muito tempo de guerra e que, definitivamente, tive a certeza de ter percorrido o caminho certo, você vem me dizendo para desistir?

Agora, não, Alma minha! Pode guardar essa sua covardia, que daqui para frente tenho muito o quê viver. Portanto, nem se atreva em querer atrapalhar meus passos, nem dificultar as coisas, pois, justamente agora que tudo está entrando no eixo e que, finalmente, o crescimento se manifesta em mim com toda a sua plenitude, é que não desisto do quê vem pela frente, nem morto!!


Samba, suor e amor

fevereiro 20, 2015

Todo ano é assim, aliás, desde que se entende por gente, é desse jeito, quando se aproxima o carnaval, Pinguim deixa a sua vida de lado e passa a dedicar os seus dias, à Escola de Samba Simpatia do Parque, sua grande paixão. É do trabalho para quadra, da quadra para o trabalho, do trabalho para o barracão, do barracão para quadra, numa maratona alucinante, para que tudo esteja pronto até o dia do desfile de sua agremiação.

Pinguim abdica de tudo quando chega o carnaval, apenas para ver na avenida, sua escola brilhar; uma dedicação de fazer inveja até mesmo a alguns componentes da própria agremiação. Pinguim não faz parte da diretoria, não toca nenhum instrumento, não é destaque, patrono, celebridade, não é nada. Nada, não! Pinguim é um operário que transforma sua vida pelo samba, e dá o seu suor pelo amor que sente pela escola.

E não precisa que ninguém peça, assim que a diretoria começa a colocar em prática a construção do enredo escolhido, Pinguim se coloca a inteira disposição para fazer qualquer coisa. Nesses tempos, Pinguim se transforma em tudo, é cozinheiro, ajudante de cortador de isopor, de serralheiro, de carpinteiro, costureiro, vigia, aonde tiver precisando de mão de obra, lá está Pinguim. E tudo, sem nenhuma remuneração, mesmo porque não há verba na escola para isso.

Mas o dinheiro nunca foi problema para Pinguim, ele está ali por amor, interessado apenas em ver sua escola bonita na avenida. Não dá o duro que dá, pensando em ganhar dinheiro algum, isso ele recebe trabalhando. É assim que ele responde àqueles que o chamam de trouxa. Nunca entenderão o que é amar uma agremiação! Nunca entenderão o quanto cada gota de suor derramada o deixa feliz. Nunca entenderão o que representa o samba na vida de Pinguim.

As noites mal dormidas em meio a retalhos de cetim, a pedaços de isopor, a materiais reciclados; as olheiras, as mãos sujas de cola, sangue e purpurina não chegam a ser problema e, quanto mais perto do carnaval, quanto maior o cansaço, maior é a dedicação e a felicidade de Pinguim. A correria acelera sua adrenalina e ele acaba passando vários dias, virado. Não se deixa abater e não para enquanto não vê tudo pronto.

E quando chega o carnaval, com a escola pronta na avenida e a bateria aquecendo toda a comunidade antes do desfile, nem assim o cansaço vence Pinguim, ele veste sua fantasia, estampa o seu rosto com um largo sorriso e caí no samba cheio de empolgação. Cantando o samba na ponta da língua, desfilando pela passarela toda a sua felicidade, agora, já não lhe importa se a escola será ou não, campeã, o que lhe interessa é que mais um ano, a sua escola foi bonita para avenida e ele contribuiu para isso tudo.


Flor de lótus

fevereiro 6, 2015

É, é difícil a gente se olhar no espelho a certa altura da nossa vida, viu? Olhar aquela imagem ali, refletida, e não ver mais a beleza que outrora encantava e, que sempre foi o nosso principal atributo, não é tarefa fácil! O tempo é mesmo muito cruel, escancara o quanto a gente se prende a valores tão superficiais e passa a vida idolatrando e endeusando o exterior. E ser a mulher fatal era o meu principal esporte.

Nada me interessava mais na vida do que ser e estar bonita e bela.  A vaidade sempre foi minha grande companheira, e meu esporte preferido; academia, cremes, roupas, sapatos e, assim, graças a minha beleza, fui ganhando vários concursos de beleza, me tornei modelo, saia sempre com alguém famoso; ator, jogador, cantor, adorava me exibir. Ah, como eu me sentia poderosa dentro de um vestido colado sobre um salto alto!

A vida para mim se resumia a manter o meu corpo e minha beleza, pois eram eles que me davam passe livre em festas, em viagens, em jantares e até noites e noites de amor. E como foram tantas! Mas, nunca me envolvi com ninguém, meu interesse com o homem, dependia do quê de benefício ele iria me trazer, afinal de contas, não era qualquer um que podia desfilar por aí de braços dado com a minha beleza!

Mas, o senhor tempo, nos come pelas beiradas e, sem nem a gente dar conta, percebe que precisa de mais e mais dinheiro para manter o mesmo padrão de beleza e continuar sedutora e interessante. Aí é que tudo piora, a gente se vê obrigada a fazer certas coisas que depois, ficam martelando nossa cabeça para sempre. Olha para o lado é percebe que está sozinha, sem amigos, sem amor, sem família, e sem a mesma beleza de antes.

E quanto mais o tempo passa, pior as coisas ficam, sem poder manter a beleza, o tempo faz o seu serviço, os peitos caem, a bunda cai, a musculatura de todo corpo vira uma grande geleia e as rugas se mostram impiedosamente no nosso rosto. A beleza se foi, pena que eu percebi isso um pouco tarde, deixei a vida passar achando que o quê tinha por fora era o meu grande patrimônio. Quanta ilusão!

Mas o tempo, só o tempo nos ensina. É como diz aquele velho ditado, filho: “se a gente não aprende pelo amor, aprende pela dor” Um dia eu quis ser a mais bela rosa no jardim, que ingenuidade a minha! Mas, hoje, me sinto muito bem como flor de lótus.

Agora chega! Isso era tudo o que eu tinha pra falar.

– Enfermeira! Enfermeira! Pode me levar que já cansei dessa bagunça toda.

E assim, aquela senhorinha, falante, lúcida, mas ao mesmo tempo, frágil, de olhar triste, traços marcantes e sem nenhum resquício de vaidade, que encheu minha tarde de histórias, foi levada com a ajuda de uma enfermeira para as alas dos quartos daquele asilo de inválidos, um universo sempre esquecido, mas, com certeza, cheio de outras histórias de vida para serem contadas.


E lá se vai mais um ano

dezembro 21, 2014

E lá se vai mais um ano, um ano muito duro, difícil, de algumas notícias tristes, de surpresas desagradáveis, de algum desespero, de um enorme aprendizado; um ano de aprimoramento do equilíbrio sobre a corda bamba, do entendimento da necessidade de enxergar por outros pontos de vistas, de dar a importância às pequenas coisas e de ter a certeza de que os sonhos não envelhecem como já diz um dia o poeta na canção; um ano que me deixará suas marcas.

E lá se vai mais um ano, um ano que ensinou a importância de não se reclamar da vida, pois o ruim, sempre pode ser pior; um ano de se aprender a ter um pouco mais de humildade para reconhecer e corrigir os erros, de saber que é preciso praticar a gratidão, de não pré-julgar, de encarar os problemas de frente, de lado, de costas, por todos os lados; um ano que deu a certeza que é preciso um pouco mais de paciência; um ano que me deixará suas marcas.

E lá se vai mais um ano, um ano que trouxe em todos os seus dias, a visão da importância de se ter disciplina em todas as ações, das mais rotineiras até as mais inusitadas; um ano que pediu e exigiu organização em todos os passos, dos pequenos aos mais arriscados; um ano de superar traumas e de enfrentar os medos sem receios; um ano de sufocar as mágoas, de enterrar o rancor, de aprender a ouvir; um ano que me deixará suas marcas.

E lá se vai mais um ano, um ano que mostrou a importância do amadurecimento emocional, que deixou claro que razão e coração jamais podem superar um ao outro e sim, que devem caminhar de mãos dadas para tomadas de decisões sensatas; um ano de aprender a aceitar que derrotas nem sempre são tão duras, de valorizar as pequenas, mas, reais vitórias, de reaprender a simplicidade do que seja felicidade; um ano que me deixará suas marcas.

E lá se vai mais um ano, um ano que não teve jeito, trouxe a tona, o quanto é preciso se ter fé, esperança e otimismo; um ano que mostrou que não se tem poder sobre nada e que só o tempo é capaz de colocar as coisas no seu devido lugar; um ano que fez renascer a consciência das reais possibilidades, de como tudo que foi conquistado tem uma enorme importância na vida; um ano de aprender a respirar fundo; um ano que me deixará suas marcas.

E lá se vai mais um ano, e hoje, com o corpo, a alma, a razão e a emoção devidamente marcados por todos os ensinamentos e aprendizados que acabaram por me trazer o equilíbrio há tempos buscado, posso seguir em frente, sem a necessidade de olhar para trás, sem arrependimentos ou culpas, e com a certeza de que a vida é feita de superação e persistência. Então, que venha mais um novo ano, para que eu possa aprender ainda mais como Ser humano.


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