GRATIDÃO

dezembro 22, 2017

Gratidão pelas pedras no caminho

Que me fizeram ser mais atento.

Gratidão por todas as dificuldades

Que me mostraram que nada é tão fácil

Gratidão pelas escolhas erradas

Que me mostraram o quanto me iludi

Gratidão pelos erros escancarados

Que me mostraram o quanto há a aprender

Gratidão pelos meus desesperos

Que me fizeram buscar o equilíbrio

Gratidão aos pequenos fracassos

Que me mostraram que o sucesso é perene

Gratidão por minha acomodação

Que me mostrou que é preciso ser resiliente

Gratidão pelas noites mal dormidas

Que me mostraram que há sempre uma saída

Gratidão pelas minhas frustrações

Que me mostraram que é preciso ter os pés no chão

 

Gratidão pelos amigos do caminho

Que mostraram o quanto vale a caminhada

Gratidão pelas soluções encontradas

Que mostraram que não dificuldade que não acabe

Gratidão pelas escolhas certas

Que me mostraram que estou na direção certa

Gratidão por tudo que fiz de certo

Que me mostrou ser sempre possível a correção

Gratidão pelos momentos felizes

Que me mostraram que a vida vale muito à pena

Gratidão pelos meus pequenos sucessos

Que me mostraram que o trabalho foi bem feito

Gratidão pelo meu otimismo

Que me mostrou que não se pode desistir

Gratidão pelas noites de sono

Que me acalmaram o coração aflito

Gratidão pela minha família

Que me mostrou que jamais estou sozinho.

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Ano Novo, Vida Nova!?

dezembro 15, 2017

É sempre assim, quando o fim de um ano se aproxima, todos nós nos enchemos de esperança de que a vida mudará, e fazemos promessas, rebuscamos a fé esquecida, pulamos sete ondas, firmamos o pensamento apostando tudo, que o novo ano nos trará a mudança que queremos. Mas será que o quê queremos mudar em nós, depende da virada da folha do calendário? Quantas folhinhas já viraram e continuamos fazendo as mesmas coisas?

Passamos o ano todo esperando pelas mudanças que queríamos que nos acontecessem desde o ano anterior, o ano passou, novamente e, quando tomamos ciência que nada em nossa vida mudou, tratamos de aproveitar mais uma virada de ano para repetirmos tudo outra vez. De duas, uma: ou não queremos mudar nada em nossa vida, ou usamos isso de desculpa para nos enganarmos que tudo será diferente no ano novo.

Já é de conhecimento de todos os ensinamentos de algumas filosofias de vida que dizem que a mudança vem sempre de dentro para fora e nunca de fora para dentro, já temos consciência que o quê nos transformar está no nosso interior e não em nosso exterior, precisamos deixar que a mudança aconteça em nós e não que algo nos mude, embora, às vezes, precisemos de um empurrãozinho de algo exterior para mudarmos aquilo que nos faz mal.

Mudar é muito mais que se deslocar para outro lugar, ou sair de onde se está. Mudamos, muitas vezes, sem nem mesmo sairmos do lugar. Mudar é ter a coragem de deixar para trás algumas situações, que embora nos aborreçam, nos deixam em uma zona de conforto. Se quisermos mudar, de fato, podemos fazer isso agora, ou a qualquer momento de nossas vidas, mas, porque precisamos esperar a mudança do calendário para prometer mudanças?

É certo que não é fácil realizarmos algumas mudanças em nossas vidas, até mesmo porque, certos movimentos que podem parecer ser uma grande mudança, na verdade podem nos levar à repetições de atitudes e situações que nos desgastarão ainda mais. Nenhuma mudança radical é saudável, pois não basta mudar de casa, às vezes, o quê se precisa é apenas arrumar a casa que ficou bagunçada, trocar os móveis de lugar, fazer uma pintura por dentro.

A mudança que nós queremos virá sempre do jeito que passamos a encarar às dificuldades da vida, de como enfrentamos os problemas, de como nos preservamos enquanto indivíduos. Precisamos ir buscar dentro de nós a mudança que queremos ser, pois, quem quer mudar, deve mudar por aí e não para agradar alguém. A mudança tem que vir de modo espontâneo para nos transformar e nos fazer bem.

Então, já que ainda não virou a folhinha do calendário, porque não tentamos, desde já, começarmos a realizar as mudanças que queremos em nossas vidas? Como eu quero ser, como eu quero sentir, como eu quero viver, como eu quero me relacionar, são coisas que podemos fazer agora, não precisamos esperar até o fim do ano para encher o próximo com nossas promessas. Que sejamos todos nós, a nossa própria mudança.


E o futuro escorre pelas mãos

agosto 11, 2017

Estamos vivendo um caos nos últimos tempos, tempos tenebrosos, em que o ego tomou conta do poder e passou a dar as cartas no país. A vaidade e a ganância deram as mãos e dividiram o Brasil, fomentando o ódio e a desgraça, não há, em nenhum dos dois lados, nada, definitivamente, nada, que indique uma saída para a crise em que estamos mergulhados, apenas um jogo de acusações e ofensas pessoais, que, às vezes, chega a beirar ao fascismo.

São jogos de palavras sujas, de lado a lado, que empurram cada vez mais o povo contra o povo, cada qual tentando mostrar que a sua fatia de poder é melhor que a fatia do poder do outro lado, mas, as duas fatias de poder estão putrificadas e exalando o mau cheiro da sujeira que emergiu da lama em que o país está mergulhado. Não há santos, são todos anjos caídos, tentando, a qualquer custo, escapar do inferno em que eles próprios nos meteram.

E o pior, é que fica uma parte do povo, de lado a lado, defendendo os pobres diabos que não têm mais o que nos oferecer de bom, consumiram tudo que havia de melhor do brasileiro, que era a sua esperança no futuro e, agora, o futuro nos escorre pelas mãos. O que essa gente que está na política quer, é apenas livrar a própria alma do purgatório, só que com isso, vai dividindo mais e mais o país, que vai afundando em um buraco que parece não ter mais fim.

Enquanto isso, o tempo passa, velozmente, e ninguém, de um lado ou do outro lado, surge com uma proposta honesta e verdadeira, para resgatar o país deste mar de lama que está enfiado, são discursos demagogos, envelhecidos, com promessas de um herói populista decadente, que já foram desnudados, quando as máscaras de todos caíram, revelando que os egocêntricos que estão na política, querem apenas, a honra e a glória de si mesmo, jamais o bem popular.

De nada adianta o povo cair nas armadilhas que ambos os lados, criam, para tentar nos prender, pois, o que está aí e o que já esteve aí, deram mostrar suficientes de que nunca houve um projeto de governo para o país, e sim, um projeto de se manter no controle, manipular dados e informações, iludir, enganar, se locupletar e, depois, jogar a culpa no bandido adversário, sendo que, o quê nos foi revelado é que somos e sempre fomos, governados por bandidos.

Tudo o que nos aconteceu e que vem nos acontecendo nos últimos anos, precisa ter nos servido de lição de alguma forma, para que possamos, já calejados e vacinados, construir um país melhor, e esta construção passa, primeiramente, por uma renovação completa dos quadros políticos, jogando foram os velhos coronéis, o velho populismo barato, a velha demagogia e os velhos regimes de poder viciados e decadentes que fomentam apenas a desordem do país.

É chegada a hora, do povo, que foi e está sendo insuflado a ter ódio um do outro, deixar de defender este ou aquele lado como sendo o melhor e sim, exigir de quem quer que seja, um projeto real e verdadeiro, que resgate a esperança e tire de vez o país deste lamaçal, hoje, pouco importa se este projeto virá mais a esquerda, mais a direita, ou mais ao centro, o que importa é que ele venha logo, pois o tempo está passando e o futuro está escorrendo pelas mãos.


A paz que não temos

maio 5, 2017

Lá se vai ao longe, o tempo em que a paz se fazia presente entre nós, já não se pode mais ter a calmaria de uma rede a balançar no final de uma tarde preguiçosa, sem nem se preocupar com o amanhã, pois, a violência que ainda ontem apenas nos espreitava em esquinas mal iluminadas de noites escuras, hoje já nos ataca em plena luz do dia, sem medo das conseqüências, sem piedade da nossa alma, sem se importar se destroçará uma família, sem dó!

Lá se vai ao longe, o tempo das cadeiras nas calçadas em noites abafadas de tantos verões, ninguém tem mais coragem de se debruçar sobre o muro, apenas para ver o movimento do vai e vem das pessoas, pois todos passam apressados a passos largos em direção às suas casas, com o medo estampado no rosto e o coração palpitando dentro do peito, pedindo proteção a todos os santos para que nenhuma bala perdida lhe cruze o caminho.

Lá se vai ao longe, o tempo de crianças brincando inocente pelas ruas até a chegada da noite, já não há mais vidraças quebradas por bolas chutadas em peladas de pernas de pau, não há mais pega-pega, não há mais esconde-esconde, o que há ainda, é polícia e ladrão, só que não mais a brincadeira inocente de outra, agora a caçada real e violenta, uma guerra urbana que aumenta a cada dia e que parece não ter fim.

Lá se vai ao longe, já quase não se vê a paz, hoje a intolerância travestiu o ser humano e passou a dar as cartas pelos quatro cantos do mundo, não há um único lugar seguro, não há espaço nem mesmo para esperança, pois o ódio invadiu os corações de pessoas que não se importam com a vida, nem mesmo as próprias, pois são capazes de explodirem pelos ares com artefatos bélicos enrolados no próprio corpo, arrastando quem tiver no caminho.

Lá se vai ao longe, o tempo em que se podia viver sem que o medo levanta-se conosco todas as manhãs e nos acompanhasse por todo dia, até nos trazer de voltar para o nosso lar, para que assistamos em nossas TVs, a violência encurralando a paz em plena luz do dia, tingindo as ruas de sangue, matando pouco a pouco a esperança, nos fazendo querer desligar do mundo real para encontrar em um canto qualquer, nem que seja um pouquinho da paz.

Lá se vai ao longe a paz, e parece ir cada vez mais longe, tão longe que cada vez fica mais difícil correr para alcançá-la, pois quanto mais nos trancamos atrás das grades das nossas prisões, mais a violência aumenta o seu tamanho, se agiganta, de tal forma, que nos falta coragem de arriscarmos as nossas vidas com medo da morte por um assalto a mão armada, por um seqüestro relâmpago, por um estupro, por uma bala perdida e cada dia ficamos mais sem saída, mais sem vida, mais longe da paz.


A difícil tarefa de subir a nossa escada

março 3, 2017

Às vezes, penso que não vou conseguir, na cabeça, um turbilhão de pensamentos positivos e negativos, se digladiam em uma luta feroz; os olhos buscam o fim da escada, mas só vejo degraus e mais degraus para serem subidos; o corpo, mais envelhecido, já dá sinais que a tarefa está cada vez mais difícil. Mas, aquilo que alimenta o coração, ainda continua a despejar o combustível que me faz resistir ao cansaço e seguir o meu caminho.

É preciso prosseguir, até porque, ninguém conhece os mistérios da vida e, talvez, uma escada tão grande, seja necessária para oxigenar as buscas efêmeras que nos desviam daquilo que realmente nos trouxe aqui. Muitas vezes, nos perdemos por querer o objetivo como troféu, como um prêmio por nossa persistência, quando, na verdade, o alcance dos objetivos é a consequência de todo o esforço usado na subida de nossa escada.

Muitas vezes sonhamos em ter asas para chegar mais rápido no pico mais alto que queremos alcançar, outras tantas, buscamos subir as escadas, correndo, ou pulando vários degraus de uma só vez, pensando em atingir os nossos objetivos e, enfim, poder descansar da caminhada difícil. Mas, como querer descansar se o quê se quer só vai realmente começar de fato, quando chegarmos ao nosso objetivo?

Não foram poucas às vezes que sai correndo escada acima, pulando vários degraus, no afã de chegar mais rápido, mas isso me resultou em vários tombos que, com certeza, atrasaram ainda mais a minha escalada. Muitos me falaram para subir com calma, que de nada adiantava a pressa, mas para mim, o mais importante era me livrar logo da minha escada. Hoje sei que de nada adiantou a minha pressa.

Perdi muita coisa na minha escala, pois tive que parar minha subida para tratar dos meus hematomas e até recuperar o fôlego para retomar a caminhada, foram dias e noites de muito sentimento de culpa. Aos poucos, entendi que devagar também se vai ao longe e reaprendi que só se sobe degrau por degrau. Agora tenho certeza que voltei firme a minha subida e sei que estou cada vez mais perto do quero para mim.

Assim, apesar da dificuldade da subida, sei que não há problema nenhum fazer paradas estratégicas e até mesmo descer uns degraus para ganhar novo impulso, pois, o mais importante é continuar a minha subida, pacientemente, deixando que os mistérios da vida sem encarreguem de abreviar ou não a minha subida em direção aos meus objetivos. Sei que tem dias que o cansaço vai tentar me impedir, mas a convicção daquilo que está no coração, me empurra para cima, todos os dias.


Confiando no Tempo

janeiro 6, 2017

Toda vez que um ano vira, são promessas feitas, expectativas de coisas melhores, pensamento de mudanças, a gente aspira alcançar cada um dos objetivos que não foram alcançados no ano que passou, mas, este ano decidi que não vou deixar a ansiedade conduzir meus passos atrás de um futuro que ainda não se fez, vou apenas respirar fundo todas as manhãs e confiar no Tempo, talvez assim as coisas aconteçam sem eu nem esperar.

É como bem sabemos, tudo acontece no seu devido tempo, só que insistimos em carregar nossas mentes de expectativas, querendo que a vida nos leve para onde desejamos, e, por mais que tenhamos nas mãos as rédeas do nosso destino, nem sempre conseguimos chegar perto daquilo que tanto queremos, pois, somente o Tempo é capaz de nos levar até lá. Com o Tempo, tudo se encaixa de um jeito que jamais conseguiríamos.

É claro que devemos planejar nossos passos, mapear nossa jornada, mas de nada adianta espernearmos feito criança mimada, pois só teremos nas mãos aquilo que almejamos, no Tempo certo. Não somos tão poderosos quanto imaginamos para fazer que tudo aconteça no nosso tempo, as coisas tendem a fluir com mais naturalidade quando apenas colocamos o pé na estrada e aproveitamos a paisagem.

Perdemos dias inteiros, ansiosos com resultados que não existem ainda, isso, tanto para o bem, quanto para mal, às vezes, perdemos noites inteiras de sono, buscando soluções para problemas que ainda não aconteceram e que talvez, nem aconteçam, ao invés de repousarmos a mente para que ela esteja leve e livre para decidir quanto chegar o Tempo certo das coisas. A ansiedade atrapalha muito mais a nossa viagem do que a espera pelo tempo que nos traga o quê queremos.

O Tempo passa e não adianta perdê-lo com insatisfações, com frustrações, com ilusões, por isso, aquilo que mais desejo neste ano que começa, é poder ter a sabedoria de aprender a confiar no Tempo, só ele nos traz as mudanças que almejamos, nunca cedo demais, nunca tarde demais, na hora exata em que estamos realmente preparados para recebê-las. Às vezes queremos tanto mudar, e repetimos que não mudamos porque não temos tempo.

Portanto, pé na estrada, fé no que virá, esperança renovada e paciência para esperar o Tempo certo das coisas, até porque Saturno estará à frente de tudo. Portanto, é hora de me preparar, refazer rotas, planejar estratégias e viver a vida do jeito que ela me levar, pois, se tudo é mesmo uma questão de tempo, então não há o porquê descarregar minhas energias em coisas vãs, nem tão pouco deixar a ansiedade tomar a frente, agora é hora de seguir a vida confiando no Tempo.


Se aquela bola tivesse entrado

dezembro 2, 2016

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez houvesse uma grande frustração em toda a equipe, em toda aquela cidade, em toda aquela torcida que encheu o estádio. Um misto de tristeza com decepção. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez aquele tivesse sido apenas mais um jogo, mais uma partida perdida como tantas outras, pois ganhar e perder faz parte do jogo. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez muitos daqueles jogadores fossem considerados guerreiros, ainda que tivessem críticas dos jornalistas esportivos pela derrota, pois é assim, futebol é passional. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez os jogadores estivessem comemorando a boa fase, ainda que a derrota pudesse ter adiado planos grandiosos, pois nem todos os sonhos são possíveis na hora em que se quer. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez uma cidade, um país, um continente, o mundo inteiro, não tivesse acordado com uma notícia tão triste, pois não haveria viagem, não haveria avião, um acidente que interrompeu tudo. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez não soubéssemos o quanto o ser humano ainda pode ser, sim, solidário, como é possível, sim, doar amor a quem teve a alma dilacerada por uma tragédia.  Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez não sofrêssemos tanto, não ficássemos tão tristes, mas também não conheceríamos um sofrimento tão grande que acometeu todo mundo, e nem descobrisse que ainda é possível acalentar a dor de quem ficou sem chão, quem perdeu tudo. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado.

Talvez não conhecêssemos a generosidade de um time estrangeiro, de uma cidade estrangeira, de um país estrangeiro, de um povo estrangeiro, que chorou a dor dos nossos como se fossem deles. Uma demonstração plena de amor. Mas a vida continuaria…

Ah, se aquela bola tivesse entrado…

Talvez as coisas continuassem as mesmas, um futebol violento, um mundo de fronteiras hostis, mas aquela bola não entrou e mudou tudo, foram-se jogadores, jornalistas, pessoas normais, nasceram heróis. E apesar de toda a dor desta grande perda que corta e sangra o coração de todos, vimos que ainda há esperança na humanidade. Pois, a vida continua…


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