O quê deixar para trás?

janeiro 15, 2016

O ano já está a mil por hora, os compromissos do cotidiano já começam a tomar os nossos dias, mas antes que tudo nos coloque fora do nosso prumo, é preciso rever a bagagem que trouxemos para este ano. Será que ainda não ficou alguma coisa que podíamos ter deixado para trás? Será que não trouxemos bagagem demais? Às vezes, a euforia de um novo ano faz com que não deixemos escapar algo que podíamos ter jogado fora.

Estamos sempre apegados as coisas, tamanha a nossa capacidade de guardar lixo, principalmente, lixo emocional. Comemoramos, bebemoramos, brindamos a chegada de um novo ano com novas esperanças, que nem nos damos conta se chegamos até esse, chamado novo começo, de fato, renovados. Pensamos em fazer tudo diferente, mas poucas vezes nos preocupamos se na passagem do ano, fizemos a devida faxina emocional em nós.

Nem só de otimismo, fé e esperança num futuro melhor, é que vivemos. Existem outras variáveis que complementam o nosso bem estar nesta vida e, se ainda carregamos em nossa bagagem as mesmas coisas, os mesmos pensamentos, as mesmas atitudes que nos fizeram chegar ao final do ano anterior, exaustos, elas pouco terão efeitos para um viver realmente melhor. E continuaremos repetido o nosso velho círculo vicioso.

Quantas vezes neste pequeno espaço de tempo deste novo ano, já não nos pegamos cabisbaixos, desanimados, achando que o ano mudou e que mais outra vez, tudo será do mesmo jeito? Isso pode sinal que trouxemos bagagem demais para a nossa viagem. Talvez a mudança que tanto buscamos, passe por descartar tudo aquilo que ainda não tivemos coragem de jogar fora. É preciso jogar coisas fora para poder adquirir outras tantas.

A vida é mesmo muito difícil de ser vivida; o sofrimento sempre ali, a espreita, a tristeza, as decepções, a ingratidão, mas tudo isso está no todo de um ser humano complexo, por isso, não devemos encher nossa bagagem com coisas que foram, são e serão provocadas pela contrariedade que é ser um ser humano. Esvaziar as nossas bagagens com o lixo que outros nos colocaram, pode ser um bom começo para seguir a viagem com menos peso nas costas.

Deixar para trás o quê já não está nos fazendo tão bem quanto antes, deve ser feito. É preciso tomar a consciência que devemos dar prioridade a nossa vida compartilhá-la com outras é sempre muito saudável, mas, do quê adianta você seguir viagem com um peso maior do quê você pode carregar. Cada um já tem sacrifícios suficientes para enfrentar na sua jornada para ficar carregando coisas que já não servem para nada.

Ano novo, vida nova, esperanças renovadas, fé em um futuro melhor, mais tudo isso passa por rever a bagagem que trouxemos até aqui. Aproveitemos que ainda damos os primeiros passos para conquistar aquilo que tanto queremos na vida, abramos as bagagens, cutuquemos lá dentro e, sem dó, nem piedade, deixemos para trás tudo aquilo que temos a certeza que trouxemos demais do ano passado. Para assim, seguirmos nossa viagem mais leves.


Germinando malfeitores e justiceiros

setembro 25, 2015

Parece mesmo que a emoção está vencendo a batalha contra a razão. A raiva, a ira, a vingança, a inveja, todos os sentimentos mesquinhos e nocivos que existem nos seres humanos germinaram e afloraram, de tal forma, que a maldade hoje se sente a vontade para imperar. O que estamos assistindo é um filme muito triste, onde a lei da sobrevivência virou dente por dente, olho por olho e nem damos conta, o quanto já estamos cegos e banguelas.

Não sei em que ponto da história, perdemos a nossa capacidade de enxergar o ser humano como ser humano, talvez no momento em que optamos para darmos mais valor às coisas do que às pessoas, ou no momento em que achamos que mais fundamental que tudo, fosse o “ter”, do “ser”. Armamos uma arapuca para nós mesmo e fomos, pouco a pouco, germinando justiceiros, dispostos a usar as próprias mãos para dar conta de nossas insatisfações.

É certo também que, no momento em que deixamos a impunidade imperar, o conceito de justiça foi jogado pela latrina e, como já não tínhamos mais o controle absoluto de nossas emoções, passamos a agir sem nenhuma civilidade. Criamos um ambiente degradante, de divisão de classes, de desrespeito às leis e, nos sentindo cada qual, injustiçado, por esse ou por aquele motivo, deixamos de dar ouvidos à nossa razão.

Assim, cada dia que passa, vemos atos e mais atos de violência, quase sempre gratuitas, onde uns tentam através de furtos, assaltos, roubos, agressões, saciarem os seus desejos impossibilitados por suas condições sociais e outros, a fim de defenderem suas conquistas, desprotegidos pela lei, sem acreditarem mais na justiça, acuados e amedrontados, acabam se enfrentam, fazendo que cada um busque fazer justiça, pelas próprias mãos.

Hoje já não estamos conseguindo lidar com o monstro que criamos para nós mesmos. Abdicamos de muitos valores e optamos para a superficialidade das coisas fúteis da vida e, abrimos mão das coisas que sempre foram mais importantes para o ser humano. Agora, já não sabemos mais o que fazer, não pensamos com racionalidade e perdemos a noção exata da questão de ética e cidadania. Não há mais ou certo ou errado e sim o que quero.

E quanto mais o tempo passa, mais nos tornamos seres irracionais, guiados por uma emoção mesquinha que, para realizar nossas vontades, nos torna capazes das maiores atrocidades contra o nosso semelhante. O conceito de humanidade já não faz mais parte de nossa civilização, pois nada mais nos comovem, pois somos frios o suficiente para tornar um momento fúnebre, uma desgraça alheia, em cliques nas redes sociais.

Passamos os últimos tempos plantando a segregação, germinando justiceiros e dando forma à uma sociedade que, para fazer justiça, se vale do olhos por olho, do dente por dente e agora, cegos e banguelas, já não vemos no que nos transformamos e nem podemos sorrir pelo que há de bom na vida. Só torço que, os poucos que ainda conseguem usar a razão em momentos de grandes emoções, sejam capazes de orientar a sociedade para um novo tempo.


A hipocrisia do moralismo atual

janeiro 30, 2015

Às vezes, parece que vivemos em um outro lugar, um lugar aonde os seres humanos são os mais puros, retos e ilibados de todo universo, pois, volta e meia nos deparamos com alguns tendo surtos de moralismos com graus acentuados de caretice e atitudes reacionárias, por vezes, até descabidas diante de certas situações. A impressão que dá é que as pessoas estão tão viciadas no mundo cor de rosa que inventaram nas redes sociais, que acham que a vida real é tudo lindo e que os seres humanos são todos iguais.

Talvez, o excesso de egocentrismo também esteja contribuindo para certos comportamentos frente a alguns acontecimentos; a ideia de que tudo a sua volta gire na forma e do jeito que se quer é bem visível nos dias de hoje, basta prestar um pouco mais atenção nas pessoas. Ninguém quer que nada saia fora da ordem pré-estabelecida por um consciente coletivo que, se reveste de um falso moralismo, para só enxergar o que lhe convém.

Há uma necessidade de se mostrar um cidadão exemplar, respeitador de valores éticos e sociais, solidário, participativo, e que esteja sempre pronto a sair em defesa da parte injustiçada. Mas quem é a parte injustiçada? Sob quais valores éticos e sociais recaem essa defesa? Alguém pode explicar como pode ao mesmo tempo corromper um guarda e lutar contra a corrupção? Como pode ao mesmo tempo falar mal da vida alheia e depois querer linchar a fofoqueira?

Tem muita gente querendo se passar pelo que não é apenas para estar bem com a maioria e empunham bandeiras contra as minorias. Mas, porque ainda esse discurso em favor das minorias? O discurso precisa ser em favor da igualdade, da justiça que pune qualquer pessoa independentemente de classe, cor, credo e opção sexual, do respeito incondicional ao jeito peculiar de cada ser humano ser, do direito de ir e vir e, não de se fazer indignado diante deste ou daquele acontecimento.

A sociedade precisa repensar um novo modelo de convivência, não este que está aí, onde as pessoas estão se fechando em seus pequenos clãs, pintando um quadro de vida feliz nas redes sociais, e destilando um moralismo hipócrita para não ficar “mal” entre seus pares. Hoje em diante a opinião é uma ofensa e a discordância é um crime quase inafiançável. Se alguém se declara contra algo que a chamada maioria pensa e acha, pronto, vira alvo da patrulha do falso moralismo.

É preciso parar, de uma vez por todas, com tanto “mimimi” e tanto chororô e parar de sair toda hora defendendo esta ou aquela situação, sejamos realistas e busquemos, verdadeiramente, estreitar nossos laços com as pessoas de carne e osso, procurando respeitar e defender o que realmente for importante para a sociedade como um todo e aprender aceitar que o ser humano é um ser imperfeito, pois, quem sabe assim, não sobre mais espaço para que as pessoas deixem de se revestirem da hipocrisia do moralismo atual.


Quando o mal vira celebridade

setembro 12, 2014

Eu realmente não consigo conceber certas inversões de valores que se tornaram fatos corriqueiros em nossa sociedade, onde o que é ruim, ganha proporções estratosféricas, ao ponto daquele que comete o mal, se transformar em celebridade em questão de instantes, a importância para tudo que é negativo, degradante, diante do positivismo, do bem, é uma coisa que não entra na minha cabeça.

Desperdiça-se horas a fio em gravações, chamadas, relatos e noticiários referentes a crimes e a tudo que se atenta contra a vida do Ser humano, as desgraças, os xingamentos, esmiúçam os algozes e lhes dão status de celebridades, com direito a entrevistas exclusivas em horários nobres, em jornais sensacionalistas e, até mesmo em programas de variedades, que tudo de mal que acontece hoje em dia, soa até normal.

Se o avião cai, chafurdam o local do acidente em buscas de “closes” de restos mortais, se esquartejam corpos, correm atrás da mala a procura dos restos do corpo ainda guardado, se sequestram, assassinam, estupram, rastreiam tudo até a última gota de sangue, mas a vítima não é o que interesse, e sim o criminoso. Basta um crime brutal para que os responsáveis sejam elevados a categoria de celebridades do momento.

A dor, já é imensa para quem sofre tamanha brutalidade, para ainda ter de conviver diariamente com detalhes cruéis do seu sofrimento exposto com destaque pela imprensa. Em busca da audiência, a dor é o que menos importa nos dias de hoje, o que importa é manter aquele crime estrondoso sempre fresco e em alta na mídia, aguçar a curiosidade alheia sobre a dor e o sentimento é o objetivo, nada mais.

Com toda essa inversão de valores só se alimenta ainda mais a violência, que, de tão exposta na mídia, passa a ser algo normal na vida das pessoas, ao ponto de alguns deixarem de acreditar que possa haver coisas boas. O que importa e estimular no coletivo da sociedade, a agressividade, a maldade, a destruição, para depois esmiuçá-las em horário nobre. Todo mal já carrega em si tanta dor e sofrimento que não deveria ser tão explorado.

É certo que todo fato ruim, que atente a vida da sociedade, tem e deve de ser noticiado, mas há de se tomar cuidado para que tal cobertura não se torne mais cruel do que a crueldade que as vítimas foram submetidas, porque dar espaço na mídia para o criminoso é fazer com que a vítima sofra diariamente pelo mal que quer tanto esquecer. Quando o mal vira celebridade, o bem perde a voz e só sobra espaço para dor e sofrimento.


Ninguém quer mais a dúvida

março 21, 2014

A autossuficiência parece que criou raiz nas pessoas, pois estamos cercados de gente que tem certezas absolutas sobre tudo. Se a notícia é de alguém que matou, todos têm a certeza de que sim. Se a notícia é de que alguém roubou, todos têm a certeza que sim. Se a notícia é de alguém que traiu, todos têm a certeza que sim. Estamos vivendo um tempo de seres absolutamente certos, mas eu vivo tão cheio de dúvidas.

Hoje a convicção sobre qualquer assunto faz eco, a certeza de que tudo está errado, ou que tudo está certo, povoa a opinião das pessoas. Ninguém mais se permite duvidar. Não digo duvidar de fatos e casos óbvios às nossas vistas, digo, duvidar de si mesmo. Como ter certeza de alguma coisa quando não a presenciamos? Como aceitar e ainda concordar com alguém que decreta que isso ou aquilo é certeza absoluta?

O, eu sei! O, eu vi! O, eu tenho certeza! Para mim parece tudo tão incerto, que, às vezes, não sei o que pensar sobre tudo ou sobre nada. Por que às pessoas tem de querer ter a certeza de tudo e sobre tudo? Para que concordar com o quê discorda? Eu tenho duvidado de tudo. Até aquilo que os meus olhos veem, eu duvido. O que os meus ouvidos ouvem, então… Tudo pode parecer que sim, mas, e se for o não?

Por vezes a emoção me faz opinar que sim, mas o racional coloca a dúvida na minha cabeça e não consigo entender a certeza absoluta que ecoou como voz geral que diz: Não! Por vezes as minhas certezas não compactuam com a discordância alheia, e o meu sim é o não da maioria. Como posso ter certeza de algo que duvido seja certo ou errado? Mas hoje em dia todos têm certezas demais. Como não duvidar?

Talvez seja essa certeza absoluta que faz com que ninguém de mais razão de nada, pois o certo tem a certeza de que está certo e o errado tem a certeza que não e vice-versa. Todos derramam suas certezas com a absoluta convicção que não existe espaço para duvidar de nada. As pessoas não são mais capazes de duvidar de si mesmo. Como não olhar no espelho e não se questionar? Como não duvidar dos nossos pensamentos?

Estou aqui escrevendo, mas a dúvida me persegue em cada linha. O que me dá a certeza de que alguém vá se interessar pela minha dúvida? Mas, por que duvidar de que as minhas certezas sobre ter ou não certeza sobre tudo ou sobre nada, não possa ser a dúvida ou a certeza de alguém? Portanto, mais do que certezas absolutas que a maioria pensa ter, prefiro que as dúvidas infinitas invadam, a cada minuto, o meu pensamento.


Calando a boca da arte pra quê?

março 9, 2013

Censura: substantivo feminino; adjetivo: Repressão: substantivo feminino; adjetivo: Proibição. É sempre muito triste quando tenho como assunto de um artigo, a censura, ainda mais quando esta censura vem de encontro à proibição e repressão da liberdade da expressão artística, tolhendo a criação e podando na raiz o que é a maior função da arte: retratar o homem pelo homem.

A arte não é feita para ser certa ou errada, nem para agradar Gregos ou Troianos, muito menos para ser entendida ou compreendida, a arte é feita à luz do reflexo do homem no espelho. Mas é sempre chocante quando o reflexo no espelho mostra o homem distorcido da imagem que a sociedade quer ver. Então, por isso, a culpa é da arte?

A arte é o retrato da vida e nem sempre a vida é cor de rosa, muito embora alguns finjam em acreditar que ela possa ser. Tolos ou Hipócrita? Não me cabe aqui, fazer julgamentos, o que me interessa é não deixar que a arte retrate apenas a mentira de uma vida cor de rosa, pois isso é quimera. Calar a boca da arte é como querer tapar o Sol com uma peneira, impossível!

Não cabe a arte, julgar o comportamento humano, apenas retratá-lo fielmente como ele o é, aliás, desde a Grécia Antiga que o homem é desnudado em sua natureza. Mostrar a face mais negra do ser humano sempre foi e sempre será uma das funções da arte. Censurar, reprimir, proibir, impedir, seja lá qual for o substantivo usado, fazer isso contra a arte é achar que o ser humano é sempre bom. Pura ingenuidade!

Agora eu pergunto a todos aqueles que acham que censurar a arte é o caminho mais justo: – Quantas Medéias a vida já não nos mostrou? Quantos casos de incestos? Quantos casos de violência contra crianças? E desde a Grécia Antiga elas são retratadas pela arte, causando indignação, repúdio, repulsa, seja lá qual o nome que você queira dar. A vida é assim, trágica.

Não é proibindo esta ou aquela expressão artística que vamos conseguir varrer da face da Terra, a maldade do ser humano, ela está lá, escondida em cada um de nós. Mas que bom que na grande maioria ela esteja bem adormecida. E, para mantê-la assim, é preciso que vejamos refletida pelo espelho da arte, o quanto é perversa a maldade do ser humano.

É lógico que quando compramos arte, queremos dela apenas o seu lado colorido, mas a nossa vida não é assim. Por que querer apenas o lado mais leve da arte? Esperar que a arte possa sempre nos fazer rir das situações humanas numa eterna comédia, não dá. A vida também é feita de tragédias, duras, violentas, sangrentas e, na vida, não conseguimos impedir que o ser humano faça delas o seu espetáculo. Censurar a arte não vai impedi-las de acontecer.


O teatro sempre será lúdico

março 10, 2011

A rigidez da vida moderna que nos obriga a acompanhar, mesmo que ás vezes a contragosto, a velocidade do dia-a-dia e que nos torna cada vez mais isolados no meio da multidão de contatos e amigos e não amigos virtuais que temos nas diversas redes sociais, nos afasta cada vez mais uns dos outros. Estamos sempre sem tempo para nada e muitos, acabam vendo a vida passar ao largo.

Estamos cada vez mais impacientes, mais intolerantes, mais desrespeitosos, mais egoístas e cada vez mais perdidos em meio as nossas vontades e anseios. Muitos, já esqueceram o lado bom da vida e só enxergam problemas, carregando no rosto uma aparência carrancuda e reclamam, reclamam e reclamam. Mas o que o teatro tem a ver com isso? Bem, vamos lá!

Não é de hoje que o teatro, uma das sete artes, é usado como o mais eficaz instrumento de representação da vida humana. É através do teatro que contamos as mazelas da humanidade, as comédias da vida alheia e pelo qual fazemos o ser humano colocar o pensamento em movimento para debater e questionar a sua verdadeira condição.

É fato que a maioria não dá ao teatro toda a importância que a grandeza desta arte merece. Penso ser por conta desta vida atribulada, onde os compromissos urgentes são maiores que os importantes, tornando as pessoas mais acomodadas com suas vidas minuciosamente planejadas e despreocupadas com o que os outros pensem ou possam pensar delas.

Na minha opinião, o teatro, e só o teatro, tem condições de fazer que reconheçamos as nossas imperfeições, pode até parecer loucura, mas o poder daquela caixa mágica é realmente extraordinário, e não apenas para quem faz uso da arte de interpretar, quem tem a oportunidade de experimentar a experiência de se deixar levar pelo lúdico do teatro, abre a mente para o mundo.

As pessoas precisam olhar para as artes de uma maneira geral, como algo que só tem a acrescentar às suas vidas, e o teatro com o seu poder lúdico, que faz qualquer um viajar em uma história que não seja a sua, que faz qualquer um rir de uma vida que não seja à sua e que faz qualquer um pensar melhor a sua vida, só pode fazer bem.

É por essas e por outras que o teatro sempre será lúdico e encantará que estiver disposto a enfrentar, desarmado, todas as suas faces, pois aquele que aceita se ver diante do espelho, com certeza, será um ser humano cada vez melhor e terá condições de transformar o mundo em que vive.


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