Esses políticos não representam o povo

abril 7, 2017

Viver, por si só, já é um ato político e ainda que cada cidadão diga não se interessar por política, ele faz política no seu dia a dia. Agora, dizer que a culpa do que estamos passando com o atual quadro político é culpa do povo, não me parece ser a melhor interpretação. Dizer que o povo não sabe votar é discurso simplista de política partidária derrotada, pois, como culpar o povo que é obrigado a votar e a escolher pessoas que não lhe representam?

Há tempos que esse sistema político que vivemos já não é capaz de produzir representantes do povo, até porque, os políticos que se elegem, estão muito mais interessados em cuidar de suas prioridades, fizeram da política uma profissão, e têm feito de tudo para legislar em causa própria para preservar as suas regalias, além de se locupletarem dos recursos governamentais e transformarem a político em negociatas criminosas.

Agora vejo muitas pessoas, raivosas, com as veias do pescoço empoladas, defendendo este e aquele partido político, este e aquele político, não há a quem defender. Os políticos, todos, sem exceção, já deram motivos suficientes para que ninguém coloque sua mão no fogo por eles, ainda mais sair em defesa deste ou daquele partido, a defesa que eles fazem é para manter seus privilégios e nada mais, o povo é só a parte que os possibilitam a isso.

Todo esse quadro afastou ainda mais o povo da política, que hoje, descrente das intenções de quaisquer políticos, visto que, se viu traído pela última esperança que tinha sobre políticos fazerem política para o povo e não para si, o povo vive uma contradição de comportamento, foi o que apontou uma recente pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, mostrando, por exemplo, que ele tem opinião própria e não acredita mais em cartilhas políticas.

Talvez, o que de mais relevante essa pesquisa aponte, além das contradições de pensamento do povo é o quanto os políticos e às políticas, se afastaram da periferia e dos mais desprotegidos. De tanto os políticos cuidarem apenas de seus interesses, o povo foi aprendendo a viver sem a ajuda que os políticos vendem em época de eleição, ao ponto de muitos não os acharem importantes, ainda que muitos reconheçam os benefícios das políticas públicas.

O fato é que não há políticos a se defender e a grande maioria da população já se deu conta disso. De nada adianta marchar a lado do político A ou do político B, como se eles fossem a salvação de tudo, porque não são, nem tão pouco acusar que tudo isso é culpa de uma parte do povo, pois, quem faz essa acusação está se enganando, ou não quer dar o braço a torcer que aquilo que tanto acreditou se corrompeu perante o sistema político atual.

O momento mostra que, mais do que reivindicar a permanência dos direitos, de pedir a saída do Presidente, o mais importante é lutar para que haja uma reforma política, que reduza os partidos políticos e proíba a reeleição em quaisquer níveis de candidatura, bem como a nova candidatura de quem já foi eleito, pois, se continuarmos com o mesmo sistema eleitoral, em que somos obrigados a eleger esses políticos que não nos representam, nada mudará.


Tempos inglórios

março 31, 2017

– Eu vou te prender!

– Se me prender eu te mato!

– Eu sou a lei!

– Eu faço a lei!

– Você é um empresário caloteiro!

– Você e sua corja são vagabundos!

É assim, nesse tom de ameaças e de desrespeito que temos vivido nos últimos tempos, não existe mais um mínimo de diálogo entre as pessoas. Só gritos inflamados. Com os egos inflados, vivemos tempos de birras e disputa de autoridade, que já descambou para as raias do “autoritário”. Ninguém quer dar o braço a torcer. Morrerão os dois lados, culpados, sem nenhum dos dois terem razão, e o povo é quem ficará com a conta, como sempre.

As coisas estão tão ferventes que não há espaço para que pessoas exponham suas opiniões, pois, ou de um lado, ou de outro, a opinião estará sempre equivocada, até porque, acabará desagradando um dos lados e isso já basta para ataques de ofensas. Não há o quê falar, porque ninguém está realmente disposto a ouvir. Querem só vomitar suas certezas sobre aqueles que não sabem, quem ao certo está ou não com a razão.

E a cada dia que passa mais estreita fica a distância do pavio das pessoas. Hoje, todos andam com pedras na mão e, às vezes, as atiram apenas porque estão vendo que outras pessoas estão atiram as suas. A razão está perdendo a guerra para o ego. O não querer admitir qualquer equívoco que seja, faz com que a situação piore cada vez mais e os dois lados, cheios de razão, cavem o mesmo buraco em que todos vão habitar.

Tempos inglórios, de desesperança, não apenas na situação crítica em que vivemos, mas com o ser humano, que se recusa abaixar a guarda, cada qual, quer ter a razão absoluta sobre qualquer assunto, não há margem para pontos de vistas discordantes, para conversas que aparem arestas, nem para se discutir idéias que possam convergir para um mesmo lugar. Cada lado se acha o salvador que está matando o povo aos poucos.

A situação é tão triste, que tem até quem culpe o outro, por tudo o que lhe está acontecendo, mas não é capaz de admitir que o outro, possa lhe ser divergente e, em nome do bem do povo, culpa o outro pelo que está passando. Os lados tomaram para si o que acham o quê seria o bem para o povo e, por arrogância, prepotência, falta de humildade, picuinha, ou sei lá mais o quê, decretaram que não haveria mais paz e o povo, perdido, serve apenas de massa de manobra.

Assim, os dias caminham cada vez mais tensos, com as pessoas segurando facas nas bocas, pedras nas mãos e tampões nos ouvidos, prontos para brigarem ao menor sinal de negação de suas opiniões. Até quando? Talvez até todos ficarem sem voz de tanto gritarem sem ouvirem o que dizem. Que esses tempos inglórios nos deixe uma lição e que possamos, realmente, transformar as relações humanas por um lugar melhor para se viver em paz.


A difícil tarefa de subir a nossa escada

março 3, 2017

Às vezes, penso que não vou conseguir, na cabeça, um turbilhão de pensamentos positivos e negativos, se digladiam em uma luta feroz; os olhos buscam o fim da escada, mas só vejo degraus e mais degraus para serem subidos; o corpo, mais envelhecido, já dá sinais que a tarefa está cada vez mais difícil. Mas, aquilo que alimenta o coração, ainda continua a despejar o combustível que me faz resistir ao cansaço e seguir o meu caminho.

É preciso prosseguir, até porque, ninguém conhece os mistérios da vida e, talvez, uma escada tão grande, seja necessária para oxigenar as buscas efêmeras que nos desviam daquilo que realmente nos trouxe aqui. Muitas vezes, nos perdemos por querer o objetivo como troféu, como um prêmio por nossa persistência, quando, na verdade, o alcance dos objetivos é a consequência de todo o esforço usado na subida de nossa escada.

Muitas vezes sonhamos em ter asas para chegar mais rápido no pico mais alto que queremos alcançar, outras tantas, buscamos subir as escadas, correndo, ou pulando vários degraus de uma só vez, pensando em atingir os nossos objetivos e, enfim, poder descansar da caminhada difícil. Mas, como querer descansar se o quê se quer só vai realmente começar de fato, quando chegarmos ao nosso objetivo?

Não foram poucas às vezes que sai correndo escada acima, pulando vários degraus, no afã de chegar mais rápido, mas isso me resultou em vários tombos que, com certeza, atrasaram ainda mais a minha escalada. Muitos me falaram para subir com calma, que de nada adiantava a pressa, mas para mim, o mais importante era me livrar logo da minha escada. Hoje sei que de nada adiantou a minha pressa.

Perdi muita coisa na minha escala, pois tive que parar minha subida para tratar dos meus hematomas e até recuperar o fôlego para retomar a caminhada, foram dias e noites de muito sentimento de culpa. Aos poucos, entendi que devagar também se vai ao longe e reaprendi que só se sobe degrau por degrau. Agora tenho certeza que voltei firme a minha subida e sei que estou cada vez mais perto do quero para mim.

Assim, apesar da dificuldade da subida, sei que não há problema nenhum fazer paradas estratégicas e até mesmo descer uns degraus para ganhar novo impulso, pois, o mais importante é continuar a minha subida, pacientemente, deixando que os mistérios da vida sem encarreguem de abreviar ou não a minha subida em direção aos meus objetivos. Sei que tem dias que o cansaço vai tentar me impedir, mas a convicção daquilo que está no coração, me empurra para cima, todos os dias.


O Carnaval não é só uma festa

fevereiro 24, 2017

Todo ano é mesma celeuma, ficam pedindo para cancelar o carnaval como se o Carnaval fosse o principal motivo pelos desmandos governamentais que cortam o país de norte a sul e leste a oeste. As pessoas precisam compreender que o carnaval não é só uma festa em que alguns enchem a cara, outros colocam suas fantasias e outros tantos liberam os seus bichos, Carnaval é uma manifestação popular que nos dá identidade perante o Mundo.

Agora essa sociedade hipócrita em que vivemos, com gente vazia, interessada em criar polêmicas nas redes sociais para alcançar seus cinco minutos de glória, fica fazendo patrulha e querendo que todos pensem e ajam como uma unanimidade que não existe. Tudo agora é ofensivo a este ou a aquele, ao ponto absurdo de tentarem apagar do consciente coletivo, marchinhas carnavalescas que embalaram a vida do país.

Outras, menos avisadas, querem tomar pra si o direito do uso do turbante e insultam com um discurso reacionário, como elas fossem às únicas herdeiras desta vestimenta. Em primeiro lugar, estas pessoas precisam estudar um pouco mais sobre cultura de um povo e até conhecer a origem do turbante para reivindicar o uso somente por uma etnia ou religião. E desde quando o uso do turbante foi desrespeitoso, se já foram tantos Sultões pelos salões?

Todo mundo tem direito de não gostar do Carnaval, de não concordaram com as manifestações que tomam conta do País por quatro dias, mas não tem o direito de querer impedir que ele aconteça. Carnaval é uma manifestação mundial, que no Brasil ganhou proporções enormes, ao ponto de formar um dos traços mais marcantes da nossa cultura e isso, não se acaba por voltando de uma minoria ofendida.

Se as pessoas, ao invés de criticarem o Carnaval, com o já manjado discurso viciado de desperdício de dinheiro e de tempo, procurassem saber um pouco mais sobre esse evento que movimenta a economia do país, gerando milhares de empregos formais e informais, talvez passassem a compreender que a culpa não foi, não é e nunca será do Carnaval, talvez, o que passamos seja culpa desta própria sociedade hipócrita que emergiu à superfície neste século XXI.

Por isso, se você acha que é um absurdo ouvir marchinhas carnavalescas com conteúdos ofensivos às minorias; se você acha um acinte o uso do turbante como fantasia, se você acha que o Carnaval não lhe acrescenta nada na vida, não participe desta manifestação popular, faça o seu retiro, busque o seu isolamento, mas não tente convencer a população que o melhor para o país é não ter mais carnaval.

Ainda que o Carnaval não tenha mais a força que já teve em outros tempos, e que muitos tentam desvirtuá-lo, transformá-lo em uma festa de “pegação” e bebedeira, ele não acabará por vontade de uma minoria que se diz defensora da verdadeira família brasileira, ou por conta desta ou daquela minoria que se sente ofendida por esta ou aquela marchinha, pois o Carnaval está no sangue do brasileiro, mesmo que uns poucos digam que não.


Formação do público de Teatro

fevereiro 3, 2017

Pensa em uma coisa complicada. Pensou? Mas, com certeza, não é mais complicado do que formar um público para Teatro. Porque o brasileiro não gosta de Teatro, ele vai ao Teatro para ver o artista famoso, a celebridade do momento, tão pouco lhe importa o texto, o mais importante é o espetáculo e, se tudo der certo, conseguir ir até o camarim para fazer uma selfie com o artista e postá-la nas redes sociais.

Pode notar, em qualquer cidade, do Oiapoque ao Chuí, se tem Teatro lotado, é porque tem artista em cartaz. Está certo que muitos estão colhendo os louros de anos e anos de batalhas, mas, outros, cá entre nós, estão apenas surfando na onda do momento. Estão errados? Claro que não! O povo vai mesmo. Agora, tem você com o seu grupo amador de Teatro, convencer às pessoas para assistirem o seu espetáculo?

É, meus amigos, quem passa o ano todo correndo atrás de colocar o seu trabalho na estrada sabe muito bem o que estou falando, quando conseguem, meia dúzia de gatos pingados na plateia pra prestigiar, quase sempre pessoas no meio, que estão, de fato, interessadas no fazer teatral. A grande maioria, nem toma conhecimento, os que tomam não lhes dão o devido valor. Mas, coloca um artista em cartaz pra você ver só?

Ainda que existam alguns abnegados que procuram, através de pequenos cursos, fomentar um público para Teatro desde a mais tenra idade, com montagem de espetáculos, com apresentações em escolas, buscando a formação do público desde à infância, esse esforço é inócuo, pois faz pouco efeito na popularização do Teatro. Na cabeça das pessoas, Teatro bom é aquele que você pode ver o seu artista ao vivo.

Por outro lado, há todo um movimento que ao invés de investir na criança como um público que possa assistir Teatro por gosto, busca convencer essas mesmas crianças que Teatro é o trampolim para ser famoso na televisão. Até mesmo nas escolas, ainda são poucas as que oferecem o Teatro para os alunos. Não há incentivo, não há nenhum esforço para se criar o hábito de se frequentar um Teatro e assistir a uma boa peça, seja lá quem seja o ator.

Talvez levemos mais de uma geração, ate que as poucas crianças que são fisgadas hoje, seduzidas pela arte do Teatro, possam formar o público que o Teatro merece e precisa. Enquanto isso, os que respiram Teatro, precisarão continuar na sua luta árdua de enfrentar artistas e famosos que têm a preferência do público, sem se esquecer de continuar o seu trabalho de formiguinha de formação de público de Teatro.


Teatro Infantil ou Animação de Festas?

janeiro 27, 2017

Pegando carona na crítica contundente que o crítico Dib Carneiro fez sobre um espetáculo infantil que está em cartaz na cidade do Rio de Janeiro, penso que chegamos a um momento oportuno para refletirmos, de verdade, a questão do Teatro Infantil e a sua relação limítrofe com uma animação de festa. O quê queremos de fato, Teatro Infantil ou Animação de Festas?

É óbvio que uma crítica desfavorável ao nosso trabalho, machuca tanto quanto um punhal cravado em nosso peito, ainda mais quando a crítica escancara os nossos defeitos aos olhos de todos. Mas, além de nos machucar profundamente, a crítica deve servir para que reflitamos sobre aquilo que estamos fazendo e, com isso, tentarmos melhorar o que não está bom.

Ainda que estejamos convictos daquilo que estamos fazendo, é preciso procurar entender as razões pelas quais o nosso trabalho não agradou, é claro também, que uma única crítica desfavorável não pode definir e nem carimbar a falta de excelência do nosso trabalho, mas deve sempre nos fazer refletir sobre as nossas convicções a cerca do que estamos fazendo.

Acontece que não é de hoje que existem montagens de espetáculos infantis equivocadas, em que, ao assistirmos, temos a nítida impressão que estamos vendo uma animação de festa em coma de um palco. Essa confusão entre ser personagem de um espetáculo de Teatro Infantil ou Animador que quer conquistar a criança a qualquer custo, que sempre põe tudo a perder.

Talvez já tenha passado da hora de se discutir o fazer teatral infantil, de separar o joio do trigo, para que o Teatro Infantil passe a ser encarado com mais respeito e possa alcançar um nível maior no conceito das pessoas, com mais profissionalismo e honestidade sobre aquilo que se está fazendo, caso contrário, assistir Teatro Infantil continuará sendo tratado, como uma pecinha.

O Teatro Infantil precisa ser encarado como um produto de entretenimento e deve ser entregue à criança, com honestidade e profissionalismo, ainda que seja feito de forma amador, respeitando a criança como uma consumidora de arte, a fim de que se possa, de fato, transmitir a mensagem que se almeja passar, críticas, sempre vão acontecer, fazer parte do processo, o que nos resta, agora, é que cada qual reflita o seu fazer teatral infantil.


Confiando no Tempo

janeiro 6, 2017

Toda vez que um ano vira, são promessas feitas, expectativas de coisas melhores, pensamento de mudanças, a gente aspira alcançar cada um dos objetivos que não foram alcançados no ano que passou, mas, este ano decidi que não vou deixar a ansiedade conduzir meus passos atrás de um futuro que ainda não se fez, vou apenas respirar fundo todas as manhãs e confiar no Tempo, talvez assim as coisas aconteçam sem eu nem esperar.

É como bem sabemos, tudo acontece no seu devido tempo, só que insistimos em carregar nossas mentes de expectativas, querendo que a vida nos leve para onde desejamos, e, por mais que tenhamos nas mãos as rédeas do nosso destino, nem sempre conseguimos chegar perto daquilo que tanto queremos, pois, somente o Tempo é capaz de nos levar até lá. Com o Tempo, tudo se encaixa de um jeito que jamais conseguiríamos.

É claro que devemos planejar nossos passos, mapear nossa jornada, mas de nada adianta espernearmos feito criança mimada, pois só teremos nas mãos aquilo que almejamos, no Tempo certo. Não somos tão poderosos quanto imaginamos para fazer que tudo aconteça no nosso tempo, as coisas tendem a fluir com mais naturalidade quando apenas colocamos o pé na estrada e aproveitamos a paisagem.

Perdemos dias inteiros, ansiosos com resultados que não existem ainda, isso, tanto para o bem, quanto para mal, às vezes, perdemos noites inteiras de sono, buscando soluções para problemas que ainda não aconteceram e que talvez, nem aconteçam, ao invés de repousarmos a mente para que ela esteja leve e livre para decidir quanto chegar o Tempo certo das coisas. A ansiedade atrapalha muito mais a nossa viagem do que a espera pelo tempo que nos traga o quê queremos.

O Tempo passa e não adianta perdê-lo com insatisfações, com frustrações, com ilusões, por isso, aquilo que mais desejo neste ano que começa, é poder ter a sabedoria de aprender a confiar no Tempo, só ele nos traz as mudanças que almejamos, nunca cedo demais, nunca tarde demais, na hora exata em que estamos realmente preparados para recebê-las. Às vezes queremos tanto mudar, e repetimos que não mudamos porque não temos tempo.

Portanto, pé na estrada, fé no que virá, esperança renovada e paciência para esperar o Tempo certo das coisas, até porque Saturno estará à frente de tudo. Portanto, é hora de me preparar, refazer rotas, planejar estratégias e viver a vida do jeito que ela me levar, pois, se tudo é mesmo uma questão de tempo, então não há o porquê descarregar minhas energias em coisas vãs, nem tão pouco deixar a ansiedade tomar a frente, agora é hora de seguir a vida confiando no Tempo.


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