Por onde anda a justiça?

maio 26, 2017

Por onde anda a justiça que não enxerga as vilanias que sofrem as pessoas menos favorecidas, que são pisoteadas todos os dias e não têm a quem recorrer para reclamar de seus direitos e que, muitas vezes, são tratados como culpadas pelas situações que se encontram e pelas quais são submetidas sem opção de escolhas?

Por onde anda a justiça que privilegia os profissionais que usam de subterfúgios para fugirem das leis e dos pagamentos de impostos e não é capaz de atender os anseios daqueles que, com retidão e muita dificuldade, geram riqueza para impulsionar a roda da economia do país e são sempre os primeiros a pagar a conta?

Por onde anda a justiça que não defende as empresas que criam empregos, que pagam seus impostos, que abrem as fronteiras, geram riqueza e fazendo o país crescer e que prefere ficar ao lado de empresas que fazem o jogo sujo para conquistarem espaço e obterem lucros aviltantes de forma espúria, apenas para enriquecerem os seus donos?

Por onde anda a justiça que não enxerga os políticos que traíram o povo e venderam os seus mandatos para atender os seus interesses pessoais e de terceiros, e que estão envolvidos em toda e qualquer espécie de corrupção, fechando acordos, desviando dinheiro público, usando laranjas para esconderem suas jogadas ilegais?

Por onde anda a justiça que não faz nada contra os juízes que têm por obrigação cuidar com eficiência para que ela seja sempre feita e que não enxerga que o injustiçado é julgado como culpado e os poderosos são postos em liberdade e defendidos como grandes heróis, num acordo espúrio em que os culpados jamais terão culpa?

Por onde anda a justiça que não enxerga que o povo está cansado de ver tantos bandidos serem defendidos e desfilarem seus risos amarelos, impunemente, se vão-gloriando de seus maus feitos, fazendo com que o povo não mais acredite que a honestidade seja o melhor caminho para salvar esse nosso pais?

Por onde anda a justiça que está no discurso de algumas pessoas, mas que se perde em atos na defesa de bandidos tão corruptos quanto outros, que respondem processos, que estão indiciados em inquéritos, que receberam propinas, que desviaram dinheiro, que aparelharam o Estado, que fazem parte do mesmo grupo de ratos que assalto o país?

Por onde anda a justiça de algumas pessoas, que clamam por ela, mas perderam o nível aceitável de razão e querem resolver tudo de forma autoritária, compulsória, discriminatória, reacionária, querendo imputar à força um senso de justiça pessoal, sem se importar com as escolhas individuais de cada cidadão brasileiro?

Por onde a justiça? A dos homens, esta parece que não existe mais, agora, o que nos resta é acreditar na justiça divina.


A paz que não temos

maio 5, 2017

Lá se vai ao longe, o tempo em que a paz se fazia presente entre nós, já não se pode mais ter a calmaria de uma rede a balançar no final de uma tarde preguiçosa, sem nem se preocupar com o amanhã, pois, a violência que ainda ontem apenas nos espreitava em esquinas mal iluminadas de noites escuras, hoje já nos ataca em plena luz do dia, sem medo das conseqüências, sem piedade da nossa alma, sem se importar se destroçará uma família, sem dó!

Lá se vai ao longe, o tempo das cadeiras nas calçadas em noites abafadas de tantos verões, ninguém tem mais coragem de se debruçar sobre o muro, apenas para ver o movimento do vai e vem das pessoas, pois todos passam apressados a passos largos em direção às suas casas, com o medo estampado no rosto e o coração palpitando dentro do peito, pedindo proteção a todos os santos para que nenhuma bala perdida lhe cruze o caminho.

Lá se vai ao longe, o tempo de crianças brincando inocente pelas ruas até a chegada da noite, já não há mais vidraças quebradas por bolas chutadas em peladas de pernas de pau, não há mais pega-pega, não há mais esconde-esconde, o que há ainda, é polícia e ladrão, só que não mais a brincadeira inocente de outra, agora a caçada real e violenta, uma guerra urbana que aumenta a cada dia e que parece não ter fim.

Lá se vai ao longe, já quase não se vê a paz, hoje a intolerância travestiu o ser humano e passou a dar as cartas pelos quatro cantos do mundo, não há um único lugar seguro, não há espaço nem mesmo para esperança, pois o ódio invadiu os corações de pessoas que não se importam com a vida, nem mesmo as próprias, pois são capazes de explodirem pelos ares com artefatos bélicos enrolados no próprio corpo, arrastando quem tiver no caminho.

Lá se vai ao longe, o tempo em que se podia viver sem que o medo levanta-se conosco todas as manhãs e nos acompanhasse por todo dia, até nos trazer de voltar para o nosso lar, para que assistamos em nossas TVs, a violência encurralando a paz em plena luz do dia, tingindo as ruas de sangue, matando pouco a pouco a esperança, nos fazendo querer desligar do mundo real para encontrar em um canto qualquer, nem que seja um pouquinho da paz.

Lá se vai ao longe a paz, e parece ir cada vez mais longe, tão longe que cada vez fica mais difícil correr para alcançá-la, pois quanto mais nos trancamos atrás das grades das nossas prisões, mais a violência aumenta o seu tamanho, se agiganta, de tal forma, que nos falta coragem de arriscarmos as nossas vidas com medo da morte por um assalto a mão armada, por um seqüestro relâmpago, por um estupro, por uma bala perdida e cada dia ficamos mais sem saída, mais sem vida, mais longe da paz.


A greve

abril 28, 2017

Greve é uma manifestação de adesão voluntária, em que pessoas se juntam para se defenderem de injustiças que possam estar sendo cometidas contra elas. É um direito constitucional e legítimo, mas ela não pode ser imposta através da força, trancando acessos, impedindo outras pessoas de irem e virem. Greve não é feito apenas por alguém que tem uma vontade e quer impor esta sua vontade a todo custo contra outros, pois, os outros, também têm o direito constitucional de não quererem aderir a ela.

Quando uma manifestação é imposta à força, ela, com certeza, não retrata o desejo de uma maioria e, sim, atende a interesses de grupos que se articulam para defenderem, acima de tudo, os seus próprios interesses, com a desculpa de estarem defendendo o que a maioria quer. Greve imposta à força, não é greve, é imposição de vontade de um grupo sobre o outro, nem que para isso ela tenha que ser feito através da força.

Os sindicatos colocam esta greve a base da força, argumentando que estão lutando para manter os direitos dos trabalhadores. Agora eu lhe pergunto: Onde estavam os sindicatos, quando o Partido dos Trabalhadores ocupava o poder e foi responsável pela perda dos maiores direitos, que é o direito ao trabalho, de 13 milhões de brasileiros? Quer convencer que esta greve é para defender direitos? Só se forem os deles.

É bem claro que a motivação desta greve, vai muito mais além do que a pura e simples defesa dos direitos dos trabalhadores, ela é política e partidária, atendendo, principalmente aos próprios sindicatos, que estão perdendo o poder que nunca teriam de ter e aos Partidos de esquerdas, que ainda lutam como estivessem no início do século vinte e não são capazes de admitirem o quanto de culpa eles próprios têm na situação em que o país se encontra.

O que a esquerda não enxergam, talvez nunca enxergue, é que usando uma receita antiga, jamais encontrará a cura para uma doença nova, pois a grande maioria da população já sabe exatamente como tudo funciona. É claro que eles vão bradar e repetir feito papagaios, que o povo é ignorante, que não pensa, que é manipulado pela mídia, etc, etc, etc,, faz parte das armas arcaicas que eles têm para se defenderem. Já diz a máxima do futebol: A melhor defesa é o ataque.

Uma pena que o instrumento de greve esteja sendo manipulado desta forma, não para defender de fato os trabalhadores, para exigir a criação de novos postos de trabalhos, para tirar os 13 milhões de desempregados da fila do desemprego, para tirar o país da recessão. Uma greve que defende os interesses de um partido político acima da defesa dos direitos reais do trabalhador, jamais conseguirá defender de fato o que quer a população, ainda mais quando imposta na base da força.

Justiça social e defesa de direitos, sejam lá quais forem, é uma questão de caráter humanitário, independe e não pertence, nem é prerrogativa de nenhum partido político e nem tão pouco de nenhum sindicato que atende interesses partidários. Justiça social e defesa de direitos é ato de quem se preocupa com os que estão sem emprego e não com interesses desses, ou daqueles correligionários. Greve tinha que ser em favor de 13 milhões de desempregados. Essa é a greve que se apoia, não esta greve vermelha com segundas intenções.


Esses políticos não representam o povo

abril 7, 2017

Viver, por si só, já é um ato político e ainda que cada cidadão diga não se interessar por política, ele faz política no seu dia a dia. Agora, dizer que a culpa do que estamos passando com o atual quadro político é culpa do povo, não me parece ser a melhor interpretação. Dizer que o povo não sabe votar é discurso simplista de política partidária derrotada, pois, como culpar o povo que é obrigado a votar e a escolher pessoas que não lhe representam?

Há tempos que esse sistema político que vivemos já não é capaz de produzir representantes do povo, até porque, os políticos que se elegem, estão muito mais interessados em cuidar de suas prioridades, fizeram da política uma profissão, e têm feito de tudo para legislar em causa própria para preservar as suas regalias, além de se locupletarem dos recursos governamentais e transformarem a político em negociatas criminosas.

Agora vejo muitas pessoas, raivosas, com as veias do pescoço empoladas, defendendo este e aquele partido político, este e aquele político, não há a quem defender. Os políticos, todos, sem exceção, já deram motivos suficientes para que ninguém coloque sua mão no fogo por eles, ainda mais sair em defesa deste ou daquele partido, a defesa que eles fazem é para manter seus privilégios e nada mais, o povo é só a parte que os possibilitam a isso.

Todo esse quadro afastou ainda mais o povo da política, que hoje, descrente das intenções de quaisquer políticos, visto que, se viu traído pela última esperança que tinha sobre políticos fazerem política para o povo e não para si, o povo vive uma contradição de comportamento, foi o que apontou uma recente pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, mostrando, por exemplo, que ele tem opinião própria e não acredita mais em cartilhas políticas.

Talvez, o que de mais relevante essa pesquisa aponte, além das contradições de pensamento do povo é o quanto os políticos e às políticas, se afastaram da periferia e dos mais desprotegidos. De tanto os políticos cuidarem apenas de seus interesses, o povo foi aprendendo a viver sem a ajuda que os políticos vendem em época de eleição, ao ponto de muitos não os acharem importantes, ainda que muitos reconheçam os benefícios das políticas públicas.

O fato é que não há políticos a se defender e a grande maioria da população já se deu conta disso. De nada adianta marchar a lado do político A ou do político B, como se eles fossem a salvação de tudo, porque não são, nem tão pouco acusar que tudo isso é culpa de uma parte do povo, pois, quem faz essa acusação está se enganando, ou não quer dar o braço a torcer que aquilo que tanto acreditou se corrompeu perante o sistema político atual.

O momento mostra que, mais do que reivindicar a permanência dos direitos, de pedir a saída do Presidente, o mais importante é lutar para que haja uma reforma política, que reduza os partidos políticos e proíba a reeleição em quaisquer níveis de candidatura, bem como a nova candidatura de quem já foi eleito, pois, se continuarmos com o mesmo sistema eleitoral, em que somos obrigados a eleger esses políticos que não nos representam, nada mudará.


Tempos inglórios

março 31, 2017

– Eu vou te prender!

– Se me prender eu te mato!

– Eu sou a lei!

– Eu faço a lei!

– Você é um empresário caloteiro!

– Você e sua corja são vagabundos!

É assim, nesse tom de ameaças e de desrespeito que temos vivido nos últimos tempos, não existe mais um mínimo de diálogo entre as pessoas. Só gritos inflamados. Com os egos inflados, vivemos tempos de birras e disputa de autoridade, que já descambou para as raias do “autoritário”. Ninguém quer dar o braço a torcer. Morrerão os dois lados, culpados, sem nenhum dos dois terem razão, e o povo é quem ficará com a conta, como sempre.

As coisas estão tão ferventes que não há espaço para que pessoas exponham suas opiniões, pois, ou de um lado, ou de outro, a opinião estará sempre equivocada, até porque, acabará desagradando um dos lados e isso já basta para ataques de ofensas. Não há o quê falar, porque ninguém está realmente disposto a ouvir. Querem só vomitar suas certezas sobre aqueles que não sabem, quem ao certo está ou não com a razão.

E a cada dia que passa mais estreita fica a distância do pavio das pessoas. Hoje, todos andam com pedras na mão e, às vezes, as atiram apenas porque estão vendo que outras pessoas estão atiram as suas. A razão está perdendo a guerra para o ego. O não querer admitir qualquer equívoco que seja, faz com que a situação piore cada vez mais e os dois lados, cheios de razão, cavem o mesmo buraco em que todos vão habitar.

Tempos inglórios, de desesperança, não apenas na situação crítica em que vivemos, mas com o ser humano, que se recusa abaixar a guarda, cada qual, quer ter a razão absoluta sobre qualquer assunto, não há margem para pontos de vistas discordantes, para conversas que aparem arestas, nem para se discutir idéias que possam convergir para um mesmo lugar. Cada lado se acha o salvador que está matando o povo aos poucos.

A situação é tão triste, que tem até quem culpe o outro, por tudo o que lhe está acontecendo, mas não é capaz de admitir que o outro, possa lhe ser divergente e, em nome do bem do povo, culpa o outro pelo que está passando. Os lados tomaram para si o que acham o quê seria o bem para o povo e, por arrogância, prepotência, falta de humildade, picuinha, ou sei lá mais o quê, decretaram que não haveria mais paz e o povo, perdido, serve apenas de massa de manobra.

Assim, os dias caminham cada vez mais tensos, com as pessoas segurando facas nas bocas, pedras nas mãos e tampões nos ouvidos, prontos para brigarem ao menor sinal de negação de suas opiniões. Até quando? Talvez até todos ficarem sem voz de tanto gritarem sem ouvirem o que dizem. Que esses tempos inglórios nos deixe uma lição e que possamos, realmente, transformar as relações humanas por um lugar melhor para se viver em paz.


A difícil tarefa de subir a nossa escada

março 3, 2017

Às vezes, penso que não vou conseguir, na cabeça, um turbilhão de pensamentos positivos e negativos, se digladiam em uma luta feroz; os olhos buscam o fim da escada, mas só vejo degraus e mais degraus para serem subidos; o corpo, mais envelhecido, já dá sinais que a tarefa está cada vez mais difícil. Mas, aquilo que alimenta o coração, ainda continua a despejar o combustível que me faz resistir ao cansaço e seguir o meu caminho.

É preciso prosseguir, até porque, ninguém conhece os mistérios da vida e, talvez, uma escada tão grande, seja necessária para oxigenar as buscas efêmeras que nos desviam daquilo que realmente nos trouxe aqui. Muitas vezes, nos perdemos por querer o objetivo como troféu, como um prêmio por nossa persistência, quando, na verdade, o alcance dos objetivos é a consequência de todo o esforço usado na subida de nossa escada.

Muitas vezes sonhamos em ter asas para chegar mais rápido no pico mais alto que queremos alcançar, outras tantas, buscamos subir as escadas, correndo, ou pulando vários degraus de uma só vez, pensando em atingir os nossos objetivos e, enfim, poder descansar da caminhada difícil. Mas, como querer descansar se o quê se quer só vai realmente começar de fato, quando chegarmos ao nosso objetivo?

Não foram poucas às vezes que sai correndo escada acima, pulando vários degraus, no afã de chegar mais rápido, mas isso me resultou em vários tombos que, com certeza, atrasaram ainda mais a minha escalada. Muitos me falaram para subir com calma, que de nada adiantava a pressa, mas para mim, o mais importante era me livrar logo da minha escada. Hoje sei que de nada adiantou a minha pressa.

Perdi muita coisa na minha escala, pois tive que parar minha subida para tratar dos meus hematomas e até recuperar o fôlego para retomar a caminhada, foram dias e noites de muito sentimento de culpa. Aos poucos, entendi que devagar também se vai ao longe e reaprendi que só se sobe degrau por degrau. Agora tenho certeza que voltei firme a minha subida e sei que estou cada vez mais perto do quero para mim.

Assim, apesar da dificuldade da subida, sei que não há problema nenhum fazer paradas estratégicas e até mesmo descer uns degraus para ganhar novo impulso, pois, o mais importante é continuar a minha subida, pacientemente, deixando que os mistérios da vida sem encarreguem de abreviar ou não a minha subida em direção aos meus objetivos. Sei que tem dias que o cansaço vai tentar me impedir, mas a convicção daquilo que está no coração, me empurra para cima, todos os dias.


O Carnaval não é só uma festa

fevereiro 24, 2017

Todo ano é mesma celeuma, ficam pedindo para cancelar o carnaval como se o Carnaval fosse o principal motivo pelos desmandos governamentais que cortam o país de norte a sul e leste a oeste. As pessoas precisam compreender que o carnaval não é só uma festa em que alguns enchem a cara, outros colocam suas fantasias e outros tantos liberam os seus bichos, Carnaval é uma manifestação popular que nos dá identidade perante o Mundo.

Agora essa sociedade hipócrita em que vivemos, com gente vazia, interessada em criar polêmicas nas redes sociais para alcançar seus cinco minutos de glória, fica fazendo patrulha e querendo que todos pensem e ajam como uma unanimidade que não existe. Tudo agora é ofensivo a este ou a aquele, ao ponto absurdo de tentarem apagar do consciente coletivo, marchinhas carnavalescas que embalaram a vida do país.

Outras, menos avisadas, querem tomar pra si o direito do uso do turbante e insultam com um discurso reacionário, como elas fossem às únicas herdeiras desta vestimenta. Em primeiro lugar, estas pessoas precisam estudar um pouco mais sobre cultura de um povo e até conhecer a origem do turbante para reivindicar o uso somente por uma etnia ou religião. E desde quando o uso do turbante foi desrespeitoso, se já foram tantos Sultões pelos salões?

Todo mundo tem direito de não gostar do Carnaval, de não concordaram com as manifestações que tomam conta do País por quatro dias, mas não tem o direito de querer impedir que ele aconteça. Carnaval é uma manifestação mundial, que no Brasil ganhou proporções enormes, ao ponto de formar um dos traços mais marcantes da nossa cultura e isso, não se acaba por voltando de uma minoria ofendida.

Se as pessoas, ao invés de criticarem o Carnaval, com o já manjado discurso viciado de desperdício de dinheiro e de tempo, procurassem saber um pouco mais sobre esse evento que movimenta a economia do país, gerando milhares de empregos formais e informais, talvez passassem a compreender que a culpa não foi, não é e nunca será do Carnaval, talvez, o que passamos seja culpa desta própria sociedade hipócrita que emergiu à superfície neste século XXI.

Por isso, se você acha que é um absurdo ouvir marchinhas carnavalescas com conteúdos ofensivos às minorias; se você acha um acinte o uso do turbante como fantasia, se você acha que o Carnaval não lhe acrescenta nada na vida, não participe desta manifestação popular, faça o seu retiro, busque o seu isolamento, mas não tente convencer a população que o melhor para o país é não ter mais carnaval.

Ainda que o Carnaval não tenha mais a força que já teve em outros tempos, e que muitos tentam desvirtuá-lo, transformá-lo em uma festa de “pegação” e bebedeira, ele não acabará por vontade de uma minoria que se diz defensora da verdadeira família brasileira, ou por conta desta ou daquela minoria que se sente ofendida por esta ou aquela marchinha, pois o Carnaval está no sangue do brasileiro, mesmo que uns poucos digam que não.


%d blogueiros gostam disto: