Nunca seremos o país que queremos ser

fevereiro 16, 2018

Nunca seremos o país que queremos ser, pois somos feito de um povo hipócrita, que só pensa em levar vantagem, que dá bananas para os valores, que não se importa com a cidadania, não respeita o outro e cuja ética termina antes mesmo do meio dia.

Achamos normal que se roube o sinal da TV a cabo, da luz, da água.

Achamos normal que se compre CD’s, DVD’s e brinquedos piratas.

Reclamamos dos altos impostos e não nos furtamos a sonegar o Imposto de Renda. Não damos recibos e nem Notas Fiscais.

Estamos sempre pronto para criticar o trabalho do outro, ainda que não saibamos como é que se faz.

Reclamamos que não temos empregos, mas quando estamos empregados queremos fazer acordo para ficar recebendo o seguro-desemprego.

Não queremos que os outros tenham privilégios, mas não abrimos mão dos nossos.

Somos contra o aborto, mas a favor da pena de morte.

Queremos paz em nossas ruas, mas lutamos pela posse de armas do cidadão.

Somos contra o capitalismo selvagem, mas não largamos mão do nosso iphone.

Achamos que os políticos são corruptos, mas os nossos, não, são perseguidos!

Estamos de acordo com aquilo que nos agrada, se nos desagrada, não presta.

O erro do meu amigo é correto, o acerto do meu inimigo é desvio de caráter.

Queremos que se faça justiça, mas só contra os nossos inimigos.

O dinheiro é sujo, mas nos ajudou, tá limpo!

O que é tem estacionar na vaga de deficiente? É rapidinho!

Tudo é normal, furar filas, estacionar em fila dupla, saquear caminhão quando este é assaltado, fazer xixi nas ruas, estamos sempre prontos para por em prático o jeitinho brasileiro de ser.

Chegamos até ficar comovidos com a lição de ética e cidadania panfletária feita com o dinheiro da contravenção em pleno carnaval.

Somos até capazes de acreditar na inocência de um ex-presidente condenado!

É, não existe no mundo um povo cuja ética tenha tanta elasticidade.

Queremos só aquilo que nos convém, na hora que nos convém e do modo que nos convém. Atrapalhou nossa vida, o outro já não presta. Somos um povo criado na base do desvio de caráter e permitimos, aliás, achamos até normal, certos comportamentos e certas condutas, que estão impregnadas em nós até a nossa alma, por isso, enquanto não eliminarmos os maus costumes que nos permite termos ética só até o meio dia, jamais seremos um país que queremos ser.

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Qual o futuro das escolas de samba?

fevereiro 9, 2018

Mais um carnaval, mas, parece que se está ficando mais distante de tudo o quê representou a criação da primeira escola de samba, o universo que contribuiu para que tudo aquilo acontecesse em tempos tão longínquos, parece não ser o mesmo em que negros tocavam tambor e entoavam seu canto de luta. Ainda que as grandes escolas de samba cariocas mostrem que ainda são fortes, tudo parece estar longe da função cultural e social do tempo de suas criações.

Uma escola de samba representava muito mais que os minutos de desfile na passarela do samba, do que o close na modelo sarada que exibe seus dotes na frente da bateria, do que os cinco minutos de fama alcançados a cada ano, em um canal de televisão; representava a força de um povo que vivia à margem da sociedade e tinha na escola de samba o lugar certo parar ser quem realmente era. As escolas de samba eram a voz e a força de suas comunidades e sempre foram mais do que um carnaval.

Só que o tempo foi passando e as escolas de sambas foram ficando cada vez maiores no Rio de Janeiro e se tornaram parte de um grande espetáculo para entreter turistas no feriado de carnaval, com isso, o desfile acabou se tornando maior do que a importância cultural que representa cada escola de samba, deixando à mostra o distanciamento do valor e da importância que tem cada comunidade dentro do contexto de uma escola de samba. O espetáculo é o que basta.

Se transferirmos esta realidade para nossa cidade de Santos, a situação fica ainda mais latente, pois, no afã de tentar preservar nossas escolas de samba, transferiu-se o desfile para uma semana antes do feriado de carnaval, sonhando ainda com a possibilidade de voltarmos a ser o segundo desfile de escolas de samba do país. Mas o quê isso importa? Por que a importância com o espetáculo se o que há é um distanciamento entre escolas e comunidades?

Não sou estudioso no assunto e nem fiz ou tenho em mãos, pesquisas que mostrem de forma mais abrangente toda a realidade desse quadro, falo por opinião, falo por que vejo reportagens sobre o assunto, falo pela paixão por este universo, falo porque sempre entendi o quanto uma escola de samba foi e é importante para uma comunidade e de quanto à criação de uma escola de samba contribuiu para solidificar os costumes e a religião do povo negro.

Está certo que o carnaval não acabará se, por acaso, um dia, não existirem mais escolas de sambas, até mesmo porque, muitas pessoas nunca deram importância, muitas até preferem brincar o seu carnaval, nas bandas, nos blocos, outros sempre preferiram pular, feito pipocas, atrás dos trios elétricos, mas torço que as escolas de sambas resistam e que tudo isso seja apenas uma má impressão e as escolas de sambas e suas comunidades voltem a se completar.

Por hora, fico apenas triste em ver que as novas gerações não se interessam e nem são incentivadas a conhecer a fundo, a importância cultural e social do que foi a criação de uma escola de samba, fico triste porque comunidades e escolas de samba estão cada vez mais distantes de suas histórias, fico triste por todo o desdém com as escolas de samba. Não tenho a pele preta, mas, consigo ouvir o lamento que sai de um tambor e o som que tenho ouvido nos últimos anos, é um som de socorro, é um som de quem agoniza perto da morte.


O quê nos move?

fevereiro 2, 2018

Dia após dia partimos para vida em busca de algo melhor, alguns em busca do emprego que foi perdido em tempos difíceis, outros atrás do garantir o pão nosso de cada dia, outros correm atrás de um amor inesquecível, outros correm atrás de ficarem ricos, outros apenas deixam a vida seguir o seu curso, outros esperam por uma surpresa que lhes mude a vida, mas, uma mesma coisa nos move diariamente: o sonho!

O sonho é o combustível que empurra a vida para frente e faz com que todos os dias, busquemos algo que nos complete, algo que faça a nossa vida diferente, levantamos todos os dias com a esperança renovada e com a plena certeza que o dia nos trará o que tanto sonhamos. Muitas vezes voltamos para casa de mãos vazias, corações apertados, uma frustração que parecer ser interminável, pensamos que não conseguiremos passar por tudo de novo.

Mas lá estamos nós, prontos e apostos para, no próximo dia, sairmos correndo atrás de tudo aquilo que queremos, às vezes com mais vontade do que ontem, ainda que tenhamos sofrido com a desilusão de mais um dia sem conseguirmos realizar o que queríamos. E assim vamos nós, dia a dia, vivendo e enfrentando as dificuldades que aparecem em nossos caminhos, buscando alcançar aquilo que nos faça feliz. Só o sonho de se conquistar algo melhor, tem o poder de nos empurrar para frente.

É triste quando se ouve de alguém, que não há mais sonhos a conquistar, que estão passando pela vida, apenas esperando a morte chegar. Enquanto estamos vivos, somos sim, movidos por sonhos, o simples querer acordar mais um dia, é um sonho a conquistar. O sonho que impulsiona a vida não é um sonho apenas material, de ter mais posses, de não ter dificuldades, é de poder viver mais um dia em paz e feliz.

É claro que a vida não é fácil, que às vezes até parece que estamos dentro de um pesadelo que não tem fim, em que tudo só vai de mal a pior, que parece não haver luz no fim do túnel, às vezes parece-nos melhor que a morte vem nos buscar, mas, só uma coisa pode nos tirar desse turbilhão de dificuldades: o sonho! O sonho é o quê nos faz correr atrás de transformarmos a nossa vida e sairmos do buraco em que caímos.

Quando desistimos de sonhar, somos devorados pelas dificuldades da vida e não temos forças para sair do labirinto em que entramos. O sonho é que nos empurrar de volta à realidade, o que nos dá forças para prosseguirmos com a nossa caminha, que nunca é fácil, por isso, não se deve ter vergonha de sonhar, pois quem sonha, tem sempre um combustível renovado que impulsiona a vida a ser cada vez melhor. Sonhemos todos!


O problema é a falta de gestão

janeiro 19, 2018

Todo ano é a mesma ladainha, muitos governantes ameaçam e, outros, até cumprem as suas ameaças, deixando de realizar o carnaval em suas cidades. Puro golpe de demagogia barata para tentar limpar a barra suja com a população pelo mau uso do dinheiro público, pois, na verdade, o que falta na maioria das prefeituras, nem sempre é dinheiro, é gestão. Gerir, como se deve, o dinheiro público é que é o xis da questão.

Ora, se cada Secretaria Municipal tem um orçamento para dar conta de suas atribuições e de seus afazeres, o assunto carnaval não deveria dar tanto pano pra manga. Pois, se há uma administração que saiba aplicar a verdadeira gestão do dinheiro público, não pode ser concebível que falte dinheiro para realização do carnaval, pois, se carnaval é um evento que acontece todos os anos, como não constar na pasta da Secretaria de Cultura da Cidade, uma verba destinada para a realização do evento?

Mas, esses velhos políticos, com suas velhas táticas políticas, que cheiram a naftalina de tão ultrapassadas, esbravejam aos quatro cantos, que falta dinheiro, que o país está em crise, que aumentou a inadimplência, que teve queda na arrecadação e sei lá mais o quê, tudo isso para justificar o corte de verbas ou, até mesmo o cancelamento dos eventos carnavalescos e conseguem, ainda, convencer parte da população com essas desculpas.

É preciso que a população pare de fechar os olhos para as ações dos prefeitos demagogos, que ainda acham que um bom discurso é capaz de sustentar uma boa desculpa para a falta de suas competências em administrar o dinheiro público. Carnaval é cultura, sim senhor! É um evento anual que faz parte da tradição e ajuda a firmar as raízes culturais do nosso país, a sua não realização com a desculpa de falta de dinheiro, é um desfavor à população.

Ainda que muitos não gostem, por vários motivos, que não cabem comentá-los por aqui, o fato é que todas as cidades têm obrigação em realizar os festejos carnavalescos, quando os prefeitos dessas cidades não o fazem, ou tentam de alguma forma, persuadir a população com a desculpa de que o carnaval não é importante, o que é importante é a saúde, a educação, deixam claro o quanto incompetentes são na gestão do dinheiro público de suas cidades.

É uma pena, que ano após ano, os maus gestores do dinheiro público que ocupam cargos de prefeitos, usam o carnaval para limpar barra de suas más administrações com suas populações, o pior, é ver, que, ano após ano, a maioria da população acaba dando razão às desculpas esfarrapadas de seus prefeitos. Cancelar o carnaval não vai resolver o problema de nenhuma cidade, vai apenas criar uma cortina de fumaça para iludir a população.

Senhor Prefeito, aproveite o carnaval para mostrar à sua população o quanto vossa excelência é um bom gestor do dinheiro público, mostre a todos, que no orçamento do seu município, existe uma verba provisionada dentro da pasta da Secretaria Municipal de Cultura para realização dos festejos carnavalescos e que ela será destinada conforme determina a Lei e pare de jogar a culpa na falta de dinheiro, ao invés de admitir a sua incompetência na gestão.


Viver é uma viagem

janeiro 12, 2018

Ainda que alguns possam discordar, viver é uma grande viagem que começa com o nosso nascimento e termina com a nossa morte, mas, saber se a vida valerá à pena, depende muito de como vamos encarar essa nossa jornada, pois, como toda viagem, nem tudo é uma maravilha, às vezes, nossas escolhas atrapalham o caminho e faz tudo parecer que nada valerá à pena. Só que a culpa nunca é da viagem, é sempre do viajante.

Há quem acredite que estamos aqui para realizar uma única viagem, eu me recuso a aceitar essa ideia. Como seria possível passar por essa grande viagem uma única vez? Uma vida inteira é muito pouco para aproveitar e absorver tudo de bom que essa viagem pode nos proporcionar, até porque, por desconhecer o percurso, perdemos muita coisa no meu do caminho e deixamos de aproveitar essa grande viagem que é viver.

Às vezes, a viagem é alegre, feita sobre uma estrada silenciosa, com um sol a pino deixando tudo mais colorido, flores a nossa volta, nada é cansativo, toda paisagem é uma pintura que encanta os olhos, encontramos pessoas pelo caminho que fazem a viagem ser ainda mais prazerosa e seguimos firme, sem se preocupar com nada, nem mesmo até onde vamos chegar, somente aproveitando o feliz instante que a vida nos proporciona.

Outrora, a viagem é triste, feita sobre uma estrada esburacada e sinuosa, em uma noite escura e chuvosa, com uma paisagem morta margeando nosso caminho, que até parece longo de mais, tudo é muito cansativo, não há nada de bonito para olhar, até as pessoas que cruzamos na estrada, estão mais dispostas a sabotar a nossa jornada, mas, apesar disso tudo, não podemos parar, precisamos chegar até um lugar seguro, nem que seja só para descansar.

Nem sempre boa, nem sempre ruim, assim é a vida, uma grande viagem, às vezes fácil de seguir, outrora tão difícil que se pensa em desistir no meio do caminho, e é nessa hora de grande dificuldade de viagens tristes pela vida, que precisamos ter o equilíbrio para entender que amanhã podemos ter a chance de fazermos um caminho melhor, uma viagem mais leve e alegre, pois nem todo viagem é para sempre triste e a procura por uma melhor viagem tem que ser sempre constante.

Tem uns que desistem da viagem por acharem não terem a coragem para suportar os caminhos de uma estrada tão dura, tem aqueles que só seguem a viagem não se importando com os momentos bons ou momentos ruis, apenas aguardando que ela acabe e tem aqueles que, ainda que façam viagens ruins, sempre vão buscar um jeito de encontrar beleza e satisfação ainda que a viagem não lhe seja assim tão favorável.

Eu ainda estou viajando em uma estrada esburacada e sinuosa, uma viagem difícil, mas já consigo ver os primeiros raios de Sol despontando no horizonte, já é possível ver, ao meu redor, algumas flores começando a desabrochar, o tempo está ficando mais limpo, e as pessoas que estão ao meu lado nesta jornada, fazem valer tudo valer à pena, por isso, vou seguindo, procurando agradecer, por ainda ter a oportunidade de poder viajar pela vida.


A felicidade está na liberdade

janeiro 5, 2018

Buscamos tanto a felicidade e nem percebemos o quanto estamos todos presos e amarrados em obrigações que sufocam nossa alma de responsabilidades e que não nos deixam seguir a nossa caminhada com mais leveza. Enchemos nossas vidas de coisas que achamos que vão nos fazer felizes, mas, na verdade, na maioria das vezes, tornamos a nossa própria vida, um fardo difícil de carregar e não estamos, nem livres e nem felizes.

A simplicidade da vida se perde diante da necessidade imposta pela sociedade que nos faz cada vez mais consumista, em que “ter” é mais relevante do que “ser” e, vamos nos enredando para podermos fazer parte desta sociedade sem nem bem perceber e fingimos sermos felizes, em rostos e festas alegres postadas em redes sociais, mas, são poucos que realmente estão livres das armadilhas que, uma hora ou outra, acabamos caindo.

Como podemos ser realmente felizes se estamos presos em coisas que nos fazem tristes, que nos deixam melancólicos e perdidos diante da vida? Ninguém é realmente livre quando, para se feliz, precisa atender as expectativas e seguir a vida de agrados alheios. Como pode haver felicidade quando a liberdade só dura até a próxima esquina? É certo que a liberdade é uma escolha e ser feliz também, mas tem hora que não se acha o caminho.

Às vezes, buscamos um trabalho que nos possa dar a liberdade para buscarmos a nossa felicidade, felicidade esta, de acordo com os novos padrões da sociedade, ter uma boa condição financeira, ter o melhor celular, o melhor carro, beber a melhor bebida, ir às melhores festas, e, quando paramos para ver até onde a vida nos levou com essa liberdade de ser feliz, estão presos e quase sem saída.

A vida que vai de encontro com o quê a sociedade de hoje dia quer, parece sim, ser o caminho mais seguro para à felicidade e para à liberdade. É preciso aprender a lição de que menos é mais, mais tranquilidade, mais paz, mais tempo para viver, mais alegria, mais felicidade e mais liberdade. Quanto mais tempo a gente leva para encontrar a saída desta prisão que estamos e nem percebemos, menos felizes e menos livres seremos.

Que as energias que emanam deste novo ano, possam ser as verdadeiras conselheiras e que nos conduzam para fora desta prisão em que nos encontramos e, que cada vez, achamos o melhor lugar de se estar. Que a necessidade de viver uma vida em paz consigo mesmo, seja bem maior que a necessidade de viver de acordo com os padrões da sociedade atual, quem sabe assim, fique mais fácil encontrar a felicidade que só a liberdade traz.


Ano Novo, Vida Nova!?

dezembro 15, 2017

É sempre assim, quando o fim de um ano se aproxima, todos nós nos enchemos de esperança de que a vida mudará, e fazemos promessas, rebuscamos a fé esquecida, pulamos sete ondas, firmamos o pensamento apostando tudo, que o novo ano nos trará a mudança que queremos. Mas será que o quê queremos mudar em nós, depende da virada da folha do calendário? Quantas folhinhas já viraram e continuamos fazendo as mesmas coisas?

Passamos o ano todo esperando pelas mudanças que queríamos que nos acontecessem desde o ano anterior, o ano passou, novamente e, quando tomamos ciência que nada em nossa vida mudou, tratamos de aproveitar mais uma virada de ano para repetirmos tudo outra vez. De duas, uma: ou não queremos mudar nada em nossa vida, ou usamos isso de desculpa para nos enganarmos que tudo será diferente no ano novo.

Já é de conhecimento de todos os ensinamentos de algumas filosofias de vida que dizem que a mudança vem sempre de dentro para fora e nunca de fora para dentro, já temos consciência que o quê nos transformar está no nosso interior e não em nosso exterior, precisamos deixar que a mudança aconteça em nós e não que algo nos mude, embora, às vezes, precisemos de um empurrãozinho de algo exterior para mudarmos aquilo que nos faz mal.

Mudar é muito mais que se deslocar para outro lugar, ou sair de onde se está. Mudamos, muitas vezes, sem nem mesmo sairmos do lugar. Mudar é ter a coragem de deixar para trás algumas situações, que embora nos aborreçam, nos deixam em uma zona de conforto. Se quisermos mudar, de fato, podemos fazer isso agora, ou a qualquer momento de nossas vidas, mas, porque precisamos esperar a mudança do calendário para prometer mudanças?

É certo que não é fácil realizarmos algumas mudanças em nossas vidas, até mesmo porque, certos movimentos que podem parecer ser uma grande mudança, na verdade podem nos levar à repetições de atitudes e situações que nos desgastarão ainda mais. Nenhuma mudança radical é saudável, pois não basta mudar de casa, às vezes, o quê se precisa é apenas arrumar a casa que ficou bagunçada, trocar os móveis de lugar, fazer uma pintura por dentro.

A mudança que nós queremos virá sempre do jeito que passamos a encarar às dificuldades da vida, de como enfrentamos os problemas, de como nos preservamos enquanto indivíduos. Precisamos ir buscar dentro de nós a mudança que queremos ser, pois, quem quer mudar, deve mudar por aí e não para agradar alguém. A mudança tem que vir de modo espontâneo para nos transformar e nos fazer bem.

Então, já que ainda não virou a folhinha do calendário, porque não tentamos, desde já, começarmos a realizar as mudanças que queremos em nossas vidas? Como eu quero ser, como eu quero sentir, como eu quero viver, como eu quero me relacionar, são coisas que podemos fazer agora, não precisamos esperar até o fim do ano para encher o próximo com nossas promessas. Que sejamos todos nós, a nossa própria mudança.


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