Só o talento não basta

junho 29, 2018

Tudo pode parecer mais fácil quando se tem o talento para fazer alguma coisa, mas, só o talento não basta para que alguém alcance o sucesso naquilo que tanto almeja. Talvez, nunca lhe surja uma oportunidade real para que você tenha o seu talento reconhecido ou descoberto, principalmente quando se pensa que, só porque se tem talento, às portas irão se abrir com muito mais facilidade. Ledo engano!

O talento talvez seja apenas, o tempero especial do seu prato, que, sozinho, nunca alimentará ninguém, somente a sua própria vaidade que, por achar que só porque tem talento, já tem o suficiente para estar no topo da montanha. Talento é uma habilidade nata que precisa e deve ser desenvolvida para que se possa alcançar à sua plenitude, caso contrário, se perderá no emaranhando de obstáculos que encontramos pelo caminho.

Às vezes, contrariados, e entorpecidos por nossa vaidade, chegamos a desdenhar o talento de alguém que alcançou um posto acima de nós, reclamos da vida, da sorte, da falta de reconhecimento e criticamos o outro por nos acharmos superiores, mas, ficamos sentados em nosso talento, esperando que a sorte, algum dia, nos encontre. Talento sem persistência, sem paciência, sem preparação, sem estudo, é nada!

E quando temos o nosso talento reconhecido, é que de fato começa a nossa dura jornada, pois seremos cobrados ininterruptamente para mostrarmos o quanto de fato somos talentosos para ocupar essa ou aquela posição. Quanto mais talento, maior a obrigação de aperfeiçoamento, maior a dedicação, maior a cobrança para construir algo surpreendente. Ter talento demanda muita disciplina e humildade para chegar.

Quando nos abraçamos apenas em nosso talento, invariavelmente não chegamos a lugar nenhum, só o talento é muito pouco, é quase nada. A sorte, às vezes encontra com o talento em uma esquina, mas se não houver a pré-disposição de se desenvolver, a sorte o abandonará na próxima esquina, sem remorso. Às vezes, desenvolver a habilidade pode fazer alguém superar o talento do outro, a vida é cheia de exemplos deste tipo.

Talento sem persistência, dedicação, disciplina, aprendizagem, humildade, não passa de uma habilidade nata que nasce com cada um, pois é certo que todo mundo tem um talento para fazer alguma coisa, mas, se você achar que só porque é uma pessoa talentosa, alcançará com mais facilidade os seus objetivos, se prepare para sofrer com grandes decepções e para conviver, diariamente com a ilusão.

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Um povo perdido

junho 1, 2018

Está cada vez mais claro o quanto o brasileiro está perdido em meio ao caos que se instalou no país, ninguém mais sabe ao certo para que direção seguir, quem apoiar, o quê pensar, são tantos pedidos insólitos, reivindicações descabidas, posicionamentos sem sentidos, uns querem uma coisa, outros querem outra completamente diferente, a impressão é que, ao ser tirado de sua zona de conforto, o povo se descontrolou e se perdeu.  

Hoje um mar de contradições habita a cabeça de um povo que se desequilibrou por conta dos desmandos e das injustiças cometidas pela classe política e, cada qual julga ter a sua própria solução para que sua vida volte ao normal. As conversas estão cruzadas, as idéias estão cruzadas, os caminhos estão cruzados e o povo passa o dia e a noite batendo cabeça sem saber de onde achar, de novo, o seu caminho para uma convivência sadia com o outro.

O povo clama por mudança, mudança de atitude, mudança dos políticos, mudança da justiça, pede mais ética e mais cidadania, mas ao mesmo tempo, não se furta de se reunir em bandos para saquear lojas e supermercados, para adquirir produtos clandestinamente, de aumentar os preços das coisas, de pagar mais caro pelo preço das coisas, de apoiar uma manifestação e rechaçar uma outra, tem um discurso diferente da prática e que vemos é muita confusão.

O que tudo tem mostrado é que não há mais uma sociedade, não há mais uma unidade de um mesmo povo lutando por um só ideal, por um país único, o que há são pequenos clãs que buscam, isoladamente, saciar suas necessidades mais urgentes, ainda que falte tudo para o seu vizinho. O povo está cada vez mais solitário em meio à multidão que está querendo ir às ruas, sem saber direito o quê pedir, só quer que alguma coisa muda, mais não pensa em mudar.

Quanto tempo ainda aguentaremos esse desencontro de vontades que tomou conta do país? Não dá para saber ao certo o que o povo está querendo, até porque, cada qual tem a sua própria solução e a sua própria opinião para esse momento em que vivemos. A verdade é que ainda há muito sangue nos olhos e muito ódio sendo destilado, com culpas jogadas de lado a lado e para todos os lados, que pode ser que demore muito até que tudo volte ao seu lugar.

Enquanto isso, o quê se vê, é um povo perdido, sem saber como retomar, de novo, ao caminho que lhe leve de volta para a sua velha zona de conforto, aonde possa desfrutar da tranquilidade de uma vida pacata, sem solavancos, sem nada que atrapalhe a sua rotina e sem mais nenhum problema que lhe incomode, mas que continua a vociferar palavras de ordem contra o governo, contra os privilégios dos políticos, contra a carestia das coisas, contra a vida que leva, contra o outro, contra o país…


É mais fácil criticar do que fazer

maio 25, 2018

O quê mais se vê hoje em dia é gente apontando os defeitos dos outros, todo mundo sempre tem a resposta certa, a atitude correta, a maneira exata, o jeito perfeito, a solução infalível para tudo e não se furtam em dizer: – Se fosse comigo, isso seria diferente! É… como é fácil criticar a vida dos outros! Apontar erros é bem mais simples do que sentar e procurar fazer algo de fato, não é mesmo? Talvez se cada um se colocasse no lugar do outro, as coisas não seriam diferentes?

Quem faz alguma coisa, é porque teve a atitude de buscar algo que pudesse de alguma maneira, mudar a sua vida e, quem sabe, a do outro. É certo que não se deve fazer e nem se poder fazer tudo que se quer, às vezes porque é ilegal, outras, porque é imoral, mas cada um é responsável pelos seus atos, não é assim que tudo funciona? Se algo não está de acordo com aquilo que você acredita, faça você diferente e não se poste sentando no sofá numa tarde de Domingo, criticando quem faz.

Criticar aquilo que já está pronto não acrescenta nada, a menos que você analise a situação de dentro para fora e aponte alternativas, honestas e sinceras, que possam ser discutidas, mostrando que aquilo tudo podia ser bem melhor, aconselhando de forma sensata, criticar usando palavras como: “É feio”! “Não gostei!” “Está errado!” não ajudam em nada, apenas expõem a sua mesquinhez e inveja por não ter conseguido fazer igual, ou melhor. Quem não sabe o duro que foi fazer, deveria saber, antes de criticar.

É claro que quem faz, deve estar sempre preparado para enfrentar as críticas, principalmente, as tendenciosas, até porque, quem faz, sempre acaba despertando em alguém, a inveja por não saber fazer. Eu sempre lidei bem com isso, faço o máximo que posso, com toda minha verdade, procurando estar sempre buscando o aperfeiçoamento para transmitir algo que, realmente acrescente alguma coisa na vida de alguém, mas, tenho a consciência que serei sempre criticado, não tem jeito.

Por isso, você que faz alguma coisa pensando em melhorar, a si e ao outro, continue sua jornada, não ligue para os: “È feio!” “Não gostei!” “Está errado!” pois, os críticos nunca estarão preocupados em saber quantos tijolos você usou para erguer a sua casa, lhes interessa ver sua casa pronta, para dizer que um dia ela vai cair. Quem critica, sem fundamento, sem se preocupar em ajudar a você melhorar, é porque não tem e, talvez nem tenha, a disposição que você tem para colocar sua cara à tapa.

E assim a vida segue, sigamos nós, com a atitude de estar sempre fazendo algo que nos deixe, acima de tudo, felizes e realizados, pois, um dia, quem tanto critica o quê fazemos, vai sofrer na pele a dor de suas duras críticas, vazias e infundadas, pois, em algum momento ele vai fazer algo que julgue ser grandioso, especial, fabuloso, nunca antes feito por ninguém e descobrir que o que mais se tem na vida, é gente para criticar, até mesmo porque, criticar é muito mais fácil do que fazer, não é mesmo?


A violência que nos assola

maio 18, 2018

Faz tempo que já não sabemos mais se voltaremos para casa quando saímos para algum lugar, o medo tem feito companhia à grande parte da população que, acuada, mais e mais tem se trancado na própria casa, pensando assim se esconder da violência que nos assola diariamente, ledo engano. Nos dias atuais não há lugar seguro, a qualquer momento, em qualquer lugar, a violência pode nos encontrar, através de uma mão armada, ou até mesmo de uma bala perdida.

Estamos a mercê da sorte, agarrados a todos os santos e caminhando o caminho da fé, pedindo proteção para que nos guardem de qualquer mal, pois, somente assim é possível transitar pelas ruas das grandes cidades com um pouco mais de calma. É preciso uma vigilância constante e um cuidado redobrado para não ser pego desprevenido, mas nem sempre isso resolve, somos alvo fácil de uma criminalidade que só cresce e vem se alastrando pelo país afora.

A sensação de impunidade, a impressão de uma benevolência com os direitos humanos dos criminosos, nos dá uma quase certeza que a qualquer momento a violência pode nos pegar, ou a nossa família, ou ao nosso vizinho, ou ao nosso amigo, pois nos dias de hoje, todo dia ela pega alguém, nem mesmo o policial militar, que é que tem a incumbência de combater o crime, tem se salvado diante de tamanha violência. Não sabemos mais o que é viver em um lugar seguro.

O pior de tudo isso é que estamos caminhando para uma situação caótica, uma “terra de ninguém”, aonde não se respeita a lei e todo mundo quer ser o juízo e o executor da própria justiça. Com isso, o medo da violência só aumenta. Agora, além de nos preocuparmos com os criminosos, precisamos evitar discussões e confusões, sejam sobre futebol, política, religião ou de trânsito, pois podemos ser surpreendidos por golpe da violência vindo de onde menos  esperávamos.

É preciso encontrar, de algum jeito, os caminhos para combater essa violência que nos assola. E não é só a violência do criminoso, é também essa atmosfera violenta que nos ronda. Mas, como? Se até mesmo os políticos que dizem ter o remédio perfeito para acabar com ela, incitam o ódio da população para que cada vez mais, uns se desentendam com os outros? Que violência que eles querem acabar? Os tempos já são difíceis demais, a violência nos espreita noite e dia e parece que nos querem ver mais violentos. Por quê? Pra quê?

Já não nos basta ter que conviver com a criminalidade que nos assalta e por vezes nos leva à vida? Não precisamos nos alimentar de ódio para alimentar ainda mais a violência. Quanto tempo mais teremos que conviver com o medo de não saber se voltaremos para casa, se nossos filhos voltarão para casa, se o nosso amor voltará para casa? Não alimente ainda mais a violência que nos assola, pois, hoje em dia, ninguém está seguro.


Não há mais amor ao sul do Equador

maio 4, 2018

Não tem sido nada fácil viver ao sul do Equador, o amor se perdeu em alguma curva da estrada e o poder se tornou mais importante do que a própria vida, agora o que vemos é ódio, muito ódio pelo semelhante. Não há mais convergências, só as divergências é que interessam e que incitam cada vez mais o ódio entre as pessoas. E a quem interessa esse ódio? A mim não interessa, interessa a você?   

Por conta de defenderem políticos inescrupulosos que não estão e nunca estiveram preocupados com o bem estar das pessoas, e sim com os seus e de seus pares, mergulhamos na escuridão da falta de respeito, da ofensa gratuita, das ameaças, da irritabilidade, da instabilidade emocional e a troco de quê? Por que as pessoas estão se alimentando tanto deste ódio que não lhes acrescenta nada em suas vidas?

É triste ver, viver e ter que conviver com tanta manifestação de ódio, assistir as pessoas fazendo coro com quem está querendo livrar a sua pele de problemas judiciais e que para tornar isso possível, faz questão de atirar pessoas contra pessoas, instalar o caos, fomentar o ódio, para depois se colocar como Salvador. Quem quer o bem, jamais usaria o mal para atingir o seu objetivo, quem deseja o mal, quer mesmo é que as coisas continuem de mal a pior.

E vamos sucumbindo, dia a dia, diante de um quadro que parece irreversível, em que tanto ódio só poderá desaguar em um rio de sangue, aonde pessoas inocentes se matarão em nome do amor de quem só faz o ódio aumentar entre os iguais. Nada parece ser possível para acalmar os ânimos e o amor parece não estar mesmo mais ente nós, pois nem mesmo uma tragédia que deveria nos unir na dor, só fez aumentar ainda mais o ódio de um lado ao outro.

Hoje em dia, qualquer manifestação de ideia contrária a este ou aquele lado, é faísca para acender um pavio curto e incendiar o país inteiro de ódio. Por que quem diz que quer pacificar, incita tanto para que haja uma guerra? Não haverá heróis. A história deixará marcada em seus livros que bandidos destruíram um país através da disseminação do ódio entre as pessoas, para poderem ficar no poder eternamente, se locupletando do dinheiro público.

Até quando vamos aguentar? Ainda não dá para saber, mas temo pelo que ainda possa vir, pois aquele velho país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, ruiu, frente à sede de poder de homens que fazem das suas vaidades, a arma para convencer que o amor não faz sentido se eles não estiverem no poder, que só ódio será capaz de reconduzi-los aos seus pedestais de arrogância e ganância. Para essas pessoas, o amor não tem mais lugar por aqui.


Uma Escola mais social

abril 13, 2018

Nestes tempos tenebrosos em que vivemos, onde os valores éticos e o conceito de cidadania estão tão distorcidos e que não sabemos mais ao certo, o que é certo e o que é errado, talvez, só a Escola seja capaz de nos recuperar como seres humanos, mas, para isso, ela precisa ser muito mais social do que educacional. O tempo em que escola era local de transmissão de conteúdo e de conhecimentos, já ficou para trás.

Hoje, principalmente nas periferias, onde se falta a dignidade de um ser humano, uma escola e seus professores, não podem se dar ao luxo de chegar na sala de aula para “passar” a sua matéria, aplicar suas provas, dar suas notas e ponto final. O público frequentador destas instituições precisa muito mais do que saber quem descobriu o Brasil ou saber quanto são duas vezes dois, às vezes aquele dia ela só vai precisar de quem lhe escute.

Quanto lecionei em duas escolas localizadas em regiões periféricas, como substituto por dois semestres, ficou muito claro para mim, que aquele público, sua maioria moradora de comunidades, tinha carências maiores que a aprendizagem, lhes faltavam a vida. Como exigir aprendizagem de um aluno que vê a mãe apanhar toda noite do padrasto? Ou exigir a atenção da menina que chora de cabeça baixa o estupro sofrido em casa?

Deixei a sala de aula por não ter a vocação que se é preciso, mas com  experiências enriquecedoras e que transformou o meu olhar sobre o que uma escola de hoje em dia necessita e dentre tudo, ficou a certeza que uma escola precisa que seus professores sejam mais sociais, não no sentido ideológico da palavra, ou de alinhamento a este ou aquele partido, sociais no princípio filosófico da palavra, pois é preciso conhecer cada aluno.

Com esse olhar mais social dentro da sala de aula, na coordenação, na direção, na Secretaria de Educação, talvez se torne mais fácil melhorar o nível de aprendizado das crianças, pois conhecendo os problemas que as impede de obter um rendimento aceitável, podemos melhorar os seus níveis de atenção e de interesse sobre cada matéria. É certo que não é fácil ter uma visão tão clara da situação, quando se tem classes enormes, em escolas com problemas estruturais e uma visão retrógrada do Governo, daquilo que seja educação.

Mas é certo que o professor, aquele que ganha pouco, que tira cópias com o seu dinheiro, que tem a vocação de lecionar, sabe e sempre soube superar essas dificuldades para enxergar cada aluno seu, como único e é através deste olhar único, que talvez a Escola possa resgatar o sentido de ética e de cidadania e reconstruir, no futuro, uma sociedade, mais justa, menos preconceituosa e muito mais inteligente? Conhecimento, hoje é de livre acesso, mas carinho, amor e apoio, são artigos em extinção.


A criação em tempos do politicamente correto

abril 7, 2018

Escrever nunca foi uma tarefa fácil e, apesar de todas as dificuldades inerentes à criação de uma história, o escritor, hoje em dia, ainda tem de conviver com a patrulha do politicamente correto. As pessoas criaram um planeta cor de rosa e querem escondê-lo dentro de um vidro para que nenhum sentimento mal e mesquinho os atinja. Ora, mas como se pode combater e denunciar as ideias e os comportamentos de pessoas preconceituosas, se não se pode falar delas?

Toda história conta a vida de uma pessoa e essa pessoa tem virtudes e defeitos como qualquer pessoa que vive no mundo real, mas como colocar uma lente de aumento sobre os defeitos da personagem, se não se pode dar ênfase ao mau-caratismo da personagem? Não dá para falar de qualquer assunto sem abordar todas as suas vertentes, perde-se a verossimilhança, pois não existem somente idéias e pensamentos bons.

É claro que se deve tomar cuidado com a abordagem dos assuntos, mas como falar de racismo sem abordar o racista? Como falar o estupro sem abordar o estuprador? Como falar da corrupção sem abordar o corrupto? Como falar de assédio sem abordar quem pratico o assédio? Como falar de homofobia sem abordar o homofóbico? Quando se quer contar uma história, precisamos desnudar a alma e o pensamento dessas personagens, sem pena, nem dó.

Agora, por conta desse tal “politicamente correto”, tudo se tornou ofensivo, propagador da violência e da falta de direitos humanos, quase nada pode ser falado e escrito, ainda que seja de uma maneira séria, como denúncia e ou demonstração da face obscura das pessoas, porque sempre haverá um grupo ofendido com esta ou com aquela personagem, com esta ou com aquela ação, que acusando o autor de algum preconceito.

Eu, sinceramente, não sei o quê estas pessoas querem da vida, cobram para que sejamos uma sociedade mais respeitosa, que aceite e conviva pacificamente e educadamente com todas as diferenças, mas vivem a patrulhar para que nada manchem o seu mundo cor de rosa. Há pessoas más, que nunca aceitaram certos comportamentos e se os escritores não puderem mostrar através das suas personagens, pessoas assim, como combatê-las?

A verdade é que esse tal de “politicamente correto” tem feito muito mal para a criação, tem podado ideias no seu nascedouro, tem inibido certas histórias, tem criado uma dificuldade ainda maior para quem escreve, mas, a verdade é que não se pode deixar se abater por nenhuma patrulha ideológica, pois as histórias contadas e comportamentos precisam ser denunciados para que se possa saber como enfrentar o inimigo real.


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