Dramaturgo Santista em cinco cidades

agosto 10, 2016

reportagem1


Cada um se vira como pode em Niterói

abril 3, 2016
A comédia ‘Cada um se vira como pode’, sobre um casal em dívida com o agiota Salvador, marca a abertura do Espaço Cultural Oceânico neste sábado

A plateia irá participar do espetáculo como “vizinho” do casal, ajudando Eugênio e Madalena na solução de seus problemas econômicos

Foto: Luixx Mayerhofer/Divulgação

A arte é uma das bases para o pensamento crítico em uma sociedade. Ela permite que o indivíduo repense a sua realidade a partir de uma nova ótica. Através dela é possível entender costumes, história, e a própria subjetividade humana. No teatro, ela ganha uma representação em movimento, os corpos no palco são a grande obra. De frente ao público, se conecta a ele, e cada encenação suscita diferentes interpretações. Trazendo o primeiro espaço dedicado às artes cênicas da Região Oceânica, o Espaço Cultural Oceânico (ECO) inaugura neste sábado (02) em Piratininga a Sala Augusto Boal, com a estreia da peça “Cada um se vira como pode”.

Para Marília Duarte, atriz, diretora teatral e uma das fundadoras do ECO, a sala veio para suprir uma necessidade da Região Oceânica. “O teatro é importantíssimo para a formação do cidadão. A região estava precisando de um espaço cultural como esse”, salienta.

Baseada no texto de Paulo Sacaldassy, “Cada um se vira como pode” é uma comédia atual, onde o casal Eugênio (Jeremias Flôres) e Madalena (Agatha Victor) passam por dificuldades econômicas e precisam lidar com a cobrança do agiota Salvador (Carrique Vieira). O agiota exige o pagamento imediato da dívida, fazendo com que Eugênio e Madalena façam propostas absurdas para driblar a dívida. A peça, então, se desenrola, com muito bom humor, das situações inusitadas que o casal se submete para contornar o pagamento. Ficará em cartaz no espaço durante todo o mês de abril. A escolha deste texto de Sacaldassy não foi por acaso. “O roteiro tem tudo a ver com a atual economia, já que o casal tem que usar sua criatividade para contornar os credores. Todo mundo vai se identificar”, descreve Carrique Vieira, ator e diretor da peça.

O debate sobre a crise econômica ainda vai ganhar um novo fôlego, pois a cada sessão da peça o público será convidado a ajudar o casal nas propostas para quitar sua dívida. A plateia irá participar do espetáculo como “vizinho” do casal, ajudando Eugênio e Madalena na solução de seus problemas econômicos. Carrique afirma que o objetivo desta interatividade é trazer as pessoas para dentro do palco. Diminuindo a distância entre ator e plateia, esta interação convida o público a construir a história junto com o próprio diretor.

A Sala Augusto Boal é o primeiro espaço inteiramente dedicado ao teatro da Região Oceânica de Niterói. O espaço possui 66 lugares, e vem para modificar o eixo das principais peças que comumente estão em cartaz no Centro ou em bairros da Zona Sul de Niterói. A sala foi idealizada em conjunto com artistas da região e chega, também, para movimentar os bairros do local, repensando seus pontos de lazer. “Quero que as pessoas depois do teatro vão para os quiosques ali perto da praia. O espaço veio para trazer conforto e cultura para o morador, não só daquela parte específica, mas de toda cidade”, defende Carrique.

Arte que transforma – A homenagem à Augusto Boal já era uma vontade antiga de Marília, a peça “Cada um se vira como pode” chega no momento oportuno para mostrar a força que as artes cênicas têm nas pessoas. O próprio Boal, que dá nome para a mais nova sala de teatro de Niterói, era reconhecido por usar o teatro como uma ferramenta de transformação social. Ele foi criador do “Teatro do Oprimido”, um método que através de exercícios, jogos e técnicas teatrais, propunha uma democratização dos meios de produção do teatro para as várias camadas sociais.

Dono da empresa de filmes “35mm” e também fundador do espaço, Marcelo Caldas ressalta a importância da arte na sociedade. “A arte não é certa nem métrica, é sensível. Ela atravessa o indivíduo, e faz com que ele pense sobre suas crenças”, avalia.

Os atores Agatha Victor e Jeremias Flôres vivem o casal Eugênio e Madalena

Foto: Luixx Mayerhofer/Divulgação

O novo espaço cultural também trará aulas de interpretação para atores iniciantes e com experiência. O objetivo é criar uma rede de escolas de teatro, e também formar futuros artistas para trabalhar nas peças da ECO. A primeira aula inaugural do Curso do Carrique Vieira para atores experientes aconteceu no último dia 19, mas as inscrições vão até maio. A Oficina Livre de Teatro é ministrada por Marília e atende tanto crianças (terça-feira) como adultos (quinta-feira). O projeto ainda pretende fazer uma versão de “Ministro do Supremo” de Armando Gonzaga ainda este ano. “A casa está aberta a novos professores, novos alunos, novas peças. O espaço quer crescer junto com o próprio público”, afirma Marília.

Antecipando a abertura da sala, os cursos ministrados vão oferecer tanto aulas sobre a produção teatral (noções de indumentária, direção, iluminação, noções de produção e ética profissional) quanto lições sobre atuação dramática. As aulas vêm como uma consolidação do espaço cultural, uma “marca” no mercado de atuação e dramaturgia em Niterói e no Rio de Janeiro.

​O teatro que chega à Região Oceânica vem como mais uma iniciativa de democratizar o acesso às artes. Com aulas, exposições, espetáculos, a sala cria na cidade um novo “pensar” a arte, abraçando diferentes culturas e expressões. Se estes “corpos em movimentos” têm a capacidade de provocar e transformar o público, o espaço Augusto Boal dá a ele a ferramenta para a construção do pensamento crítico.

O Espaço ECO fica na Rua Leopoldo Muylaert, 76, em Piratininga, Niterói. O espetáculo “Cada um se vira como pode” fica em cartaz todos sábados e domingos de abril, às 20h. Preço: R$ 20 (inteira). Telefone:3492-7470.


VAMOS AO TEATRO

março 17, 2016

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Vamos ao Teatro!!!

Comemore o Dia do Teatro e do Circo com Grupo Cena’s de Teatro

Comemorado nos dias 26 e 27 de março (sexta e sábado) o Dia Internacional do Teatro e o Dia Nacional do Circo, o Grupo Cena’s de Teatro realiza uma programação especial voltada para todos os públicos com Parada Cultural, Cortejo pelas principais praças do Centro da cidade, onde serão apresentadas Performances com alunos da Escola de Arte Dramática Intérpretes, e uma matinê com Brincadeiras Esquecidas. E pra fechar com chave de ouro, no auditório da FAFIDAM, o espetáculo de Paulo Sacaldassy, que ressalta a magia das brincadeiras de antigamente, RATIMBUM PARARATIMBUM!!!

Venha para nossa festa, e FELIZ DIA DO TEATRO!!!


“Cada Um Se Vira Como Pode” do santista Paulo Sacaldassy, no RJ

setembro 16, 2015

http://www.resenhando.com/2015/09/cada-um-se-vira-como-pode-do-santista.html


Escola recebe dramaturgo

setembro 9, 2015

ESCOLA DO ESTUÁRIO FAZ ANIVERSÁRIO E RECEBE EX-ALUNO DRAMATURGO.

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Escuta aqui seu ladrão é texto premiado

julho 25, 2015

Escuta aqui seu ladrão é texto premiado e reconhecido internacionalmente • JornalAgora.INFO.


Nota Cultural

março 5, 2014

MANTENDO A TRADIÇÃO: FLORESTA CELEBRA DIA INTERNACIONAL DA MULHER COM TEATRO

Há 3 anos que Floresta no sertão de Itaparica comemora o dia internacional da mulher de um jeito diferente,  levando uma mensagem de maneira lúdica e alegre a estas que tanto fazem pela humanidade. “O teatro é um veiculo de comunicação sem igual, pois transfere conhecimento e bom humor, assim, é com prazer que por mais um ano vamos celebrar o dia dedicado às mulheres com um espetáculo teatral”; diz o produtor cultural Arimateia Martins.

Esse ano a peça escolhida foi FULANA, SICRANA, BELTRANA, produção da Equipe Teatral Serra Talhada, com texto do paulista de Santos, Paulo Sacaldassy, sendo estrelado por Gildo Alves, Dany Feitosa e Carlos Silva; na direção Ivanildo Duarte e nos trabalhos técnicos Frank Ferraz.

            O espetáculo que trás em sua essência o valor da amizade entre três mulheres bem distintas, proporciona muitas risadas ao narrar fatos e atos do dia-a-dia feminino e colocar em cheque os percalços que as amizades vivem ao longo do tempo; o título da peça já desperta curiosidade, frisa a produção.

No palco elas vão mostrando quem são? Como vivem? O que fazem? E mulheres e homens na platéia vão se identificando com a persona de cada uma.                                     As reflexões bem humoradas, trazidas por essas três quarentonas; vão causando sensações diversas no público que além de ri muito, se questiona sobre fatos e atos ali narrados.

Fazer ri, refletir e questionar a vida e o seu cotidiano, mostrar fatos e atos do mundo das mulheres, revelar segredos, perceber coincidências, reforçar laços de amizades, sofrer dores de amor, brincar ao celular, destilar inveja, chorar de carência, querer ombro amigo, buscar conselho, alivio e alento, tirar sarro, dizer a verdade nua e crua… Eis as possibilidades do conflito cênico de Fulana, Sicrana, Beltrana.

Para Carlos Silva ator e produtor teatral estar pelo 3º ano nesse evento é uma satisfação, pois acredita no teatro como ferramenta de comunicação, formação e entretenimento; “estivemos em 2012 com o espetáculo Neurose – a Cidade e Seus Sentidos, em 2013 com Enfim, Sós! E voltar agora é realmente um alegria esse momento tem se tornado tradição e nossa participação nele também. Um viva às mulheres e ao teatro por nos proporcionar esse encontro. Finaliza ele.   

Serviço dia Internacional da Mulher em Floresta

Espetáculo Fulana, Sicrana, Beltrana

Local: Cine Teatro Recreio

Rua Pereira Maciel, 109 – Centro Floresta/PE

Entrada Gratuita

Realização: Ponto de Cultura a vida é uma arte e diretoria municipal de cultura


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