Quando a história não convence

dezembro 4, 2012

Como já foi dito por muitos, contar uma história não tem receita, não adianta conhecer os caminhos das pedras, já ter feito muitas histórias de sucesso, que não vai conseguir enganar ninguém com um arremedo de história. Não se pode querer contar uma história, apenas por contar, mesmo porque, a história quem conta é a própria personagem.

E personagem rasa, com história comum, não interessa a ninguém. Quem quer saber o dia-a-dia da vida do vizinho, se já sabemos que lá, tudo é sempre igual? É assim na dramaturgia. Sem um estado de transformação com necessidade de ser modificado, nenhuma história interessa. E não adianta o assunto abordado, por mais interessante que seja, se não tiver conflito e movimentação, não vai para frente.

Há novelistas que acham que, por fazerem parte de uma indústria, podem produzir em escalas, histórias de amor que vão encantar o telespectador. Ledo engano. O que aguça o Ser humano e o faz acompanhar uma novela, é uma história que o conquiste todos os dias e, que acima de tudo, tenha o básico de dramaturgia, um conflito a ser resolvido pela personagem em um estado necessitado de transformação.

Não se pode começar uma história pelo seu tema, por um assunto, ou por algo de grande relevância que se queira contar. Tudo isso é pano de fundo na vida da personagem que vive um dilema. Falar de violência, de tráfico, de doença, seja lá qual for o assunto, se não for através do drama de uma personagem, a história não convence. Ajudar a personagem a colocar sua vida no lugar, é o que impulsionada a vontade de acompanhar uma história.

É assim no livro, no teatro, no cinema e na televisão, dramaturgia não tem muito segredo, desde que você parta do drama de uma personagem para a história e não da história, para o drama de uma personagem. E outra coisa é muito importante em uma história, tudo que a movimente, tem que, necessariamente, desaguar na resolução do conflito da personagem.

A história tem de funcionar como um aro de bicicleta, onde esses aros, mesmo separados, convergem para um mesmo raio de uma mesma roda. Histórias, que não se movimentam tal qual uma roda de bicicleta acabam por derrubar a personagem, por serem tortas e disformes. Quando se quer contar uma história que convença, temos que expor o drama, o conflito e os caminhos que farão a personagem encontrar a sua redenção.

Portanto, ao começar escrever uma história, devemos pensar primeiro no conflito da personagem e não no assunto que queremos abordar, pois é através da busca da resolução do problema de nossa personagem, que contaremos a história, uma história que convença. Caso contrário, não haverá o que salva a sua história do fracasso.

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A crítica gostou, então é bom!

outubro 1, 2010

Não consigo entender certos posicionamentos que algumas pessoas tomam diante de certas situações. Por vezes, são até capazes de subtraírem seus gostos, contrariarem suas vontades e irem contra suas próprias convicções, só para seguirem uma opinião. E isso acontece em diversos assuntos, mas vou me ater apenas na questão artística, pois os demais assuntos ficam para uma outra oportunidade.

Talvez para agradarem, ou para não se sentirem excluídos de certos grupos, algumas pessoas se deixam influenciar de tal forma por uma opinião, que não conseguem distinguir aquilo que realmente lhe dá satisfação, daquilo que foi induzido a lhe satisfazer. O impulso de compartilhar o filme da moda, a música da moda, os programas da moda, manipulam-na e ela nem percebe.

E se tal filme, novela, música, ou sei lá mais o quê, tiver o aval da crítica dita especializada, será a certificação de que fizeram a escolha certa. A opinião da crítica se tornar maior do que a própria opinião que elas tenham ou tinham sobre o tal filme, tal novela, tal peça de teatro ou tal música. A crítica gostou, então é bom!

O pior é que muitos artistas andam mais preocupados em agradar a crítica especializa do que as pessoas, e acabam se perdendo no meio do caminho, deixando o que realmente pretendiam realizar para trás, em troca de meia dúzia de palavras de recomendações dadas por uma única pessoa. Acho pouco receber a opinião de uma única pessoa, vocês não acham?

O artista faz e leva a sua arte para as pessoas e quanto mais pessoas tomarem contato com a sua obra, melhor. E o ideal é que as próprias pessoas formem suas opiniões sobre o seu trabalho, o aplaudindo, o criticando, o recomendando, ou simplesmente ignorando o seu trabalho. Contar com o gosto de uma única pessoa é prejudicial para o crescimento do artista, pois ninguém é dono da verdade.

Tomar como certa ou errada a opinião expressada por uma única pessoa não atesta a qualidade de nenhum trabalho. E se o que você realizou tinha como alvo, um público específico, com um gosto específico, diferente do gosto e da vontade desta pessoa e esta pessoa renega o seu trabalho, você vai abandonar tudo, tendo a certeza do que o que você fez não presta? A opinião de uma pessoa não deve refletir a vontade de uma maioria.

O artista tem de debruçar sobre a sua arte, colocando nela, toda a sua verdade, despreocupado se vai agradar esse ou aquele. O que interessa para o artista é a satisfação de realizar a sua arte e se ele conseguir atingir um grande número de pessoas, a satisfação vai ser maior e se dentre estas pessoas estiver o crítico especializado, a realização será plena. Mas, se não, sua obra estará feita e sempre vai encontrar alguém que com ela se comova.

Pare de se preocupar com o que vão dizer do seu trabalho, pois alguns vão gostar, outros vão odiar, outros tantos serão indiferentes. Portanto, não dê ouvidos à opinião de uma única pessoa. Seja você o verdadeiro crítico do seu trabalho.


Lugar de pipoca é no cinema

julho 30, 2010

Está certo que o público não foi educado para freqüentar as salas de teatro, a gente até entende, mas alguém precisa avisá-lo que Teatro não é Cinema. Não dá para entrar na platéia levando latas de refrigerantes, salgadinhos, chocolates, pipocas e mais pipocas, fazendo aquela algazarra. Teatro não é lugar de fazer piquenique.

Quando você vai ao teatro, você vai para ver a apresentação e isto pressupõe que você tenha algum interesse e, portanto, precisa estar com a sua atenção voltada para o que se passa em cena. Como que alguém que está mais interessada em comer pipocas pode entender o que se passa em cena? Além do mais, com a sua mastigação, com certeza atrapalhará o ator em cena. Aí você diz: – Ah, mas comer pipoca no cinema pode!

Concordo com você. No cinema, a pipoca é até uma boa companhia, principalmente quando o filme que passa na tela é de nos dar sono, ou não nos traz nenhum interesse. E o principal: O filme já foi gravado e o ator pouco vai se importar se você come ou não pipocas.

O teatro é uma arte feita ao vivo e qualquer movimentação estranha, que possibilite desviar a atenção do ator, ou desconcentrá-lo, pode colocar todo o espetáculo a perder. Teatro é lugar de atenção, de silêncio, de contemplar todo o esforço que o ator fez e faz para apresentar o seu espetáculo. Teatro não é lugar para bate-papos, telefones celulares e comilanças de pipocas com refrigerantes.

Outro dia, estava na fila aguardando a abertura do teatro para assistir um espetáculo infantil, quando na minha frente, chega uma mãe e dois filhos, trazendo garrafinhas de guaraná, sacos de salgadinhos, e algumas tantas guloseimas. Então, viraram para ela e disseram: – Não pode entrar com comida no teatro. De pronto ela perguntou: – Mas as crianças vão ficar com fome? E voltaram a afirmar que comida no teatro, não podia. Ela ficou indignada com negativa, mas permaneceu na fila. E o pior que espetáculo tinha duração de cinqüenta minutos. Será que em cinqüenta minutos as crianças dela morreriam de fome?

Por isso, acho que dentro da campanha de popularização do teatro, devia-se incluir a campanha de como se comportar dentro de uma sala de teatro. Se é mais importante comer pipoca do que assistir ao espetáculo de teatro, então que se vá ao cinema e se fartem.


BIENAL DAS ARTES

novembro 25, 2008

VEM AÍ A 6ª. BIENAL DE ARTES DA UNE

DE 20 A 25 DE JANEIRO DE 2009

SALVADOR – BAHIA

TEMA:Raízes do Brasil: Formação e Sentido do Povo Brasileiro

A 6a. BIENAL DE CULTURA DA UNE será realizada entre os dias 20 e 25 de janeiro de 2009 na cidade de Salvador, Bahia. Sob o tema “Raízes do Brasil: formação e sentido do povo brasileiro”.

O evento tem o objetivo de promover e divulgar a produção cultural realizada nas universidades do país, proporcionando, ao mesmo tempo, um amplo debate sobre a formação do povo brasileiro.

Considerada hoje a maior mostra estudantil latino-americana, a BIENAL DE CULTURA DA UNE permite o jovem inscrever seu trabalho em seis áreas de alcance:

MUSICA

ARTES CÊNICAS

CIENCIA E TECNOLOGIA

LITERATURA

ARTES VISUAIS

CINEMA

Além disto, ainda oferece uma programação diversificada que incluI debates, oficinas, workshops, shows e espetáculos realizados por profissionais e grupos reconhecidos.

Já participaram de Bienais passadas os músicos Gilberto Gil e Lenine, o diretores Abdias do Nascimento e Amir Haddad, o dramaturgo Ariano Suassuna e o arquiteto Oscar Niemeyer.

Tendo em vista que a 6a. BIENAL DE CULTURA DA UNE será a maior edição do evento com a expectativa de atrair mais de 15 mil estudantes para a cidade de Salvador, convidamos os estudantes universitários e secundaristas a INSCREVEREM SEUS TRABALHOS!!!!

INSCRIÇÃO ATÉ DIA 04 DE DEZEMBRO

acesse o regulamento em um desses sites

www.cucabienaldaune.blogspot.com
www.une.org.br
www.cucadaune.blogspot.com

Qualquer dúvida entre em contato: bienalune2009@gmail.com

VT BIENAL: http://videolog.uol.com.br/video.php?id=369076


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