Formação do público de Teatro

fevereiro 3, 2017

Pensa em uma coisa complicada. Pensou? Mas, com certeza, não é mais complicado do que formar um público para Teatro. Porque o brasileiro não gosta de Teatro, ele vai ao Teatro para ver o artista famoso, a celebridade do momento, tão pouco lhe importa o texto, o mais importante é o espetáculo e, se tudo der certo, conseguir ir até o camarim para fazer uma selfie com o artista e postá-la nas redes sociais.

Pode notar, em qualquer cidade, do Oiapoque ao Chuí, se tem Teatro lotado, é porque tem artista em cartaz. Está certo que muitos estão colhendo os louros de anos e anos de batalhas, mas, outros, cá entre nós, estão apenas surfando na onda do momento. Estão errados? Claro que não! O povo vai mesmo. Agora, tem você com o seu grupo amador de Teatro, convencer às pessoas para assistirem o seu espetáculo?

É, meus amigos, quem passa o ano todo correndo atrás de colocar o seu trabalho na estrada sabe muito bem o que estou falando, quando conseguem, meia dúzia de gatos pingados na plateia pra prestigiar, quase sempre pessoas no meio, que estão, de fato, interessadas no fazer teatral. A grande maioria, nem toma conhecimento, os que tomam não lhes dão o devido valor. Mas, coloca um artista em cartaz pra você ver só?

Ainda que existam alguns abnegados que procuram, através de pequenos cursos, fomentar um público para Teatro desde a mais tenra idade, com montagem de espetáculos, com apresentações em escolas, buscando a formação do público desde à infância, esse esforço é inócuo, pois faz pouco efeito na popularização do Teatro. Na cabeça das pessoas, Teatro bom é aquele que você pode ver o seu artista ao vivo.

Por outro lado, há todo um movimento que ao invés de investir na criança como um público que possa assistir Teatro por gosto, busca convencer essas mesmas crianças que Teatro é o trampolim para ser famoso na televisão. Até mesmo nas escolas, ainda são poucas as que oferecem o Teatro para os alunos. Não há incentivo, não há nenhum esforço para se criar o hábito de se frequentar um Teatro e assistir a uma boa peça, seja lá quem seja o ator.

Talvez levemos mais de uma geração, ate que as poucas crianças que são fisgadas hoje, seduzidas pela arte do Teatro, possam formar o público que o Teatro merece e precisa. Enquanto isso, os que respiram Teatro, precisarão continuar na sua luta árdua de enfrentar artistas e famosos que têm a preferência do público, sem se esquecer de continuar o seu trabalho de formiguinha de formação de público de Teatro.


A arte longe dos incentivos fiscais

maio 20, 2016

Sem querer entrar no mérito de quem tem razão, até porque a reivindicação daquilo que se acredita, é legítimo e deve ser manifestado plenamente em um regime democrático, o anúncio da extinção do Ministério da Cultura fez os artistas levantarem a voz, acabando assim por dividir opiniões, trazendo à superfície a questão do uso da renúncia fiscal para projetos artísticos. Mas distante disso tudo, a arte se faz presente sem o benefício desses e de tantos outros incentivos.

Lá, nos rincões do Brasil, onde fazer cultura é um ato de heroísmo, o artista quer é colocar a sua arte para o povo e não se prende apenas na possibilidade de conseguir ou não algum incentivo fiscal para custear o seu projeto, é preciso colocar a mão na massa para que o trabalho aconteça. O artista é o artesão de sua a arte e fazê-la, independe de ter ou não condições viáveis para isso, ás vezes, se faz sem nenhuma.

É assim, principalmente se formos falar nas artes cênicas. Quantos e quantos grupos amadores espalhados pelos quatro cantos do país são custeados por seus próprios integrantes? E quantos projetos são realizados em suas escolas, levando o Teatro aos jovens e incentivando a cultura? O artista faz a cultura acontecer, de uma forma ou de outra, uma pena que as coisas chegaram nesse pé, mas quem nunca teve a ajuda de incentivos, continuará se virando para levar a sua arte.

E não é porque o governo, através de uma canetada, decidiu que ter um órgão que represente a cultura não é mais prioridade para o país, que a cultura deixará de ser manifestada pelos seus artistas. É claro que tudo ficará um pouco mais complicado, mas, quando foi assim tão fácil? O artista continuará exercendo o seu ofício, pois o “fazer arte” está nele e não em nenhum órgão que lhe represente. Levar cultura ao povo é o que move o artista.

A arte, sempre habitou o senso comum como entretenimento e não como objeto de absorção do saber, agora, mais do que nunca, cabe a cada artista mostrar ao povo, como é duro o trabalho e a real importância da cultura, ainda que se esteja sem um órgão que a fomente, pois, independente disso, o povo, ainda que não saiba, necessita de arte e cultura para desenvolver a sua vida e tem que ter bem claro na mente que a arte é o que alimenta a alma do seu corpo cansado.

O que fica disso tudo é um sentimento de muita tristeza, pois, mais uma vez, a Cultura não recebeu do governo o respeito e a prioridade que merece.  Acerca de todas as nossas necessidades que poderiam ser supridas com outros cortes em gastos de outras pastas, se optou por cortar as despesas daquilo que não traria uma economia irrelevante às contas públicas. Uma economia porca que ajudou a piorar ainda mais aquilo que já estava ruim.

Mas, apesar de tudo, façamos a arte acontecer do jeito que sempre nos foi possível, sem recursos, sem apoios, sem a valorização devida e cumpramos a nossa missão de artista, que é levar a cultura para mais gente possível, pois a extinção de uma repartição não é o fim para quem sempre fez arte longe dos incentivos fiscais.


Quem quer cultura?

setembro 11, 2015

Quem conhece o mundo das artes e a luta dos artistas, sabe muito bem do quê vou falar aqui, pois todos sentem na pele a dureza do fazer cultural em nosso país. Nos quatro cantos do Brasil, centenas de abnegados, tentam levar um pouco de cultura para suas cidades, montando seus espetáculos com míseros recursos, muitas vezes tirados dos próprios bolsos, sem nenhuma ajuda dos poderes locais, com raríssimas exceções.

Já está pra lá de ultrapassado, o velho discurso dos homens da política que se apoiam em promessas vãs de que a cultura será mais bem incentivada, que os olhos dos governos fomentarão e privilegiarão as produções locais, ninguém mais acredita, até mesmo porque, toda e qualquer iniciativa de fomentar a cultura, sempre acaba chegando primeiro para quem menos precisa: vide a Lei Rouanet, que sempre acaba contemplando artistas consagrados.

Para falar a verdade, cultura nunca foi levada a sério em nosso país e, não é de hoje, que ela é fomentada pelas próprias pernas dos artistas, que acreditam no poder transformador da arte, para alimentar de sonhos, as realidades degradantes. E vocês podem reparar que, qualquer movimento de corte de despesas do governo, a primeira a sofrer é a cultura; agora mesmo já falam em acabar com o Ministério da Cultura e o seu gestor não diz uma palavra.

Uma pena que os homens que capitaneiam as políticas governamentais ainda não se aperceberam que cultura é muito mais do que apenas entretenimento, cultura faz parte da cadeia produtiva, é geradora de emprego e renda, e capaz de movimentar a economia de qualquer lugar. Mas, quem quer cultura? É certo de que quem está no poder, não quer, pois, se levarmos em conta o desdém com que eles tratam do assunto, não pode ser diferente.

O que me parece é que essa será uma luta interminável, de um lado os artistas em busca de apoios, incentivos, fomentos e condições que contemplem todos os artistas na mesma igualdade de condições, e do outro, os homens do governo que enxergam a cultura apenas como uma diversão frívola para distrair o povo depois de um dia difícil de trabalho. Pensam eles: Um pouco de circo para amenizar a falta de pão.

Mas, o que é certo é que, independente de quaisquer ações efetivas dos governantes, sejam de quaisquer esferas, no sentido de fazer o segmento da cultura prosperar e tornar o artista um profissional verdadeiramente respeitado pelo seu ofício, a cultura continuará a ser disseminada pelo trabalho incansável de formiguinhas de centenas de artistas espalhados pelos quatro cantos do país que sabem muito bem quem quer cultura.


Artistas anônimos, os injustiçados!?

fevereiro 22, 2013

Um princípio que sempre permeou a minha vida, foi o da justiça, a justiça no significado exato da palavra, que é a força moral de dar a cada um o que é seu por direito e sempre irei lutar para que isso aconteça, porque é só através da justiça, feita de fato, que nos tornaremos igualitários a ponto de usufruir de todos os direitos com a mesma igualdade.

Numa sociedade onde a palavra justiça não é capaz de demonstrar na prática, o seu significado, o que vemos são profundas demonstrações de insatisfações e uma descrença a cerca de tudo, seja da justiça sobre os direitos básicos de todo cidadão, ou da justiça no cumprimento da lei. E essa sensação de falta de justiça que faz essa sociedade descrer cada vez mais de sua unidade.

Não quero aqui entrar no mérito, nem da justiça sobre os direitos básicos do cidadão, nem tão pouco da justiça do cumprimento da lei, o que me interessa aqui é demonstrar o quanto um artista anônimo é injustiçado neste país. Se não bastassem todas as dificuldades inerentes as atividades culturais, sofrer injustiça tornar o fardo de levar cultura ao povo, ainda mais pesado.

Quantos artistas anônimos existem escondidos por aí no submundo das cidades por esse país afora? Muitos, sem dúvidas! E todos eles, quase sempre fazendo a sua arte com extrema dificuldade. Agora lhe pergunto: Se existisse uma lei que desse incentivo para um artista fazer sua arte, a quem seria mais justo distribuir esse incentivo? Ao artista anônimo, você me diria, certo?

Mas, é justamente aí que entra a questão da justiça. Pois lhe pergunto de novo: – É justo que um artista consagrado, capaz de angariar, apenas com o seu nome artístico, todo e qualquer patrocínio, apoio e tudo mais para divulgar ainda mais a sua carreira, se beneficie de um incentivo? Não é justo! Pode até ser legítimo, mas não é justo!

Está certo que a lei foi feita para beneficiar o artista e ela não diz que só pode fazer uso dela o artista anônimo, mas não pode haver justiça com lutas desiguais. A força de um artista consagrado é infinitamente superior sobre um artista anônimo, que luta com tanto sacrifício para fazer a sua arte. Assim, a lei não faz justiça, cria uma enorme diferença e aflora ainda mais, a desigualdade.

Só que um artista consagrado também tem o direito de entrar no processo, é justo! Mas, só quem deveria fazer justiça neste caso, é aquele que aprova o projeto de um artista consagrado. E qual a justificativa para negar o projeto se esse artista consagrado cumprir todas as exigências? Bom senso e o princípio de justiça. Pois, assim, o artista anônimo sentiria o sabor da igualdade.

 


Cópia, a eficiência do incapaz

outubro 21, 2012

Leva-se anos até que consigamos estabelecer um nível de aceitabilidade do nosso trabalho, quantas e quantas vezes somos obrigados a refazer e refazer o que já foi por várias vezes refeito? E, quantas críticas nós tivemos que engolir a seco, até mesmo aquelas que não tinham nenhum fundamento? E pra quê? Para depois encontrarmos nosso trabalho copiado e vendido como algo inédito. Parece-me injusto, não é mesmo?

Não consigo entender o que faz alguém copiar uma obra alheia, a subscrevendo como se sua fosse. Talvez a vontade de receber os louros por aquilo que ele jamais conseguiria. A arte da criação traz incutida nela, os traços de quem a fez e por mais que alguém queira chancelá-la como sua, não conseguirá por muito tempo, pois não se consegue copiar uma obra inteira. Esses só conseguirão receber o atestado da eficiência do incapaz.

Incapaz não apenas por não ter a capacidade de produzir algo realmente seu, mas incapaz de compreender que a obra de um artista é única. Nela está marcada o pensamento, os anos de estudo e de dedicação, a alma que o artista coloca em cada uma de suas obras, sejam elas, uma poesia, uma música, uma peça de teatro, um texto literário, ou qualquer coisa escrita que nasça de uma criação artística.

O conceito de se levar vantagem em tudo, também pode justificar atitudes desse tipo, pois, a necessidade que as pessoas tem em serem importantes, mostrarem-se cultas e altamente capazes de produzirem algo de grande valor, é enorme. É a pequenez do Ser humano nos dias de hoje. Plagiar uma obra artística é o golpe mais baixo que um artista pode sofrer, pois é como alguém lhe roubasse seus pensamentos, sua alma.

Mas, como evitar isso? Nos dias de hoje é muito mais difícil, pois, com o advento da internet, onde se pode publicar tudo quanto é tipo de texto, o artista acaba ficando vulnerável e muito mais exposto a ter uma obra sua copiada por alguém. Porém, a internet também funciona como um via de mão dupla e, através dela, o artista pode descobrir se sua obra foi ou não copiada. Não é muito, mas pelo menos é uma arma de defesa.

Lutar contra o ataque daqueles que possuem a eficiência do incapaz, sempre será uma tarefa muito complicada para o artista, ás vezes, ele nunca saberá se sua obra foi copiada ou não, pois um artista de verdade está muito mais preocupado em criar, que não tem tempo de descobrir o que fazem com a obra dele. A criação artística, ainda mais quando ela é bem sucedida, sempre despertará a cobiça do incapaz. 


O Poder Público e a Cultura

outubro 5, 2012

Independente de ser ano eleitoral ou não, se bem que ano eleitoral não deve ser levado em conta mesmo, o que não consigo entender é a relação entre o poder público e a cultura durante o mandado do gestor público, porque, promessas, só o papel aceita e, como aceita! Até entendo que existam outras prioridades, aliás, em algumas cidades, o que não faltam são prioridades, mas a cultura só é lembrada em épocas de festas e comemorações.

São poucas as cidades que pensam a Cultura como fomentadora e geradora de mão de obra artística, umas tem até Secretarias específicas, mas com realizações pífias, diante da magnitude do que realmente seja e enseja a cultura. Tratam a cultura com um simples instrumento de manifestações populares que oferecem ao povo em datas especiais. A Cultura é muito mais que festa de aniversário da cidade.

É claro que o calendário de manifestações culturais deve ser realizado e até mesmo incrementado, mas o Poder Público se esquece do artista, daquele que constrói e dá vida as manifestações culturais. Para ocupar os espaços para as festividades locais, precisam da arte do artista, mas eu vos pergunto, meus amigos artistas: – Existe algum apoio do Poder Público para a manutenção da suas artes em suas cidades?

Fomentar a arte local e prestigiar os artistas da terra, não faz parte de quase nenhum orçamento das Secretarias de Cultura, mas não há cidade que não se locuplete com os sacrifícios que os artistas fazem para fomentar a cultura local. O Poder Público só tem olhos e verbas para grandes acontecimentos, não para aquele grupo de teatro amador da esquina, ou aquele cantor de barzinho, ou para aqueles solitários escritórios. Parece que estes não fazem cultura.

De nada adianta discursos vazios e projetos inócuos, se na prática, são poucas as cidades que fomentam e movimentam a cultura local. E não pensem que eu estou falando única e exclusivamente de verbas, falo é da falta de espaço, da falta de divulgação e da falta de apoio para gerir anualmente e initerrupitamente, os projetos culturais. Se o artista não corre atrás, a cultura da cidade não acontece. E o Poder Público? Não faz nada.

Como querem que a sua cidade seja um celeiro de artista, se não apóiam os artistas? Depois é muito fácil bradar aos quatro cantos que a cidade é um reduto de artistas, e sair conclamando os nomes desses artistas, que, por conta própria, conquistaram seus espaços. Isso é hipocrisia. E é por tudo isso que jamais vou entender essa relação entre o Poder Público e a Cultura, pois para o Governo, Cultura sempre será só mais uma “Pasta” que recebe verbas que precisam ser aplicadas em manifestações culturais para agradar a população.

Fazer arte é com o artista, mas preservar, divulgar, incentivar e propagar a cultura, é, e sempre será, atributo do Poder Público, portanto, que nos próximos mandatos, mais cidades escolham Secretários de Cultura preocupados em fomentar e gerir a cultura de sua cidade com mais comprometimento, dando ao artista o devido valor pela sua arte.


A arte já não imita a vida

setembro 10, 2012

Ainda tenho na lembrança a primeira vez que ouvi ainda nos bancos escola-res, a seguinte frase: “a arte imita a vida”. Lá se vão longos anos, mas, agora, a arte já não imita mais a vida, não que ela não queira, não faz porque não pode. Retratar a vida e os Seres humanos do jeito que eles são como fizera outrora grandes escritores, passou a ser passível de punição, processo, indenização e sei lá mais o quê.

A sociedade, que aqui nunca foi igualitária, hoje está ainda mais repartida e é formada por minorias sensíveis e melindrosas, que se ofendem por todo e qualquer comentário ou comportamento de um personagem de ficção, como se a vida real, fosse um mar de rosas e vivêssemos em bolhas de vidros, livres de pessoas de caracteres duvidosos que nos possam destratar. Tudo passou a ser ofensivo, pejorativo, humilhante e degradante.

Se a arte sempre imitou a vida, como não conceber personagens de caráter duvidoso, que exalam preconceito por todos os poros? Pessoas que ofendem minorias, que agridem mulheres, violentam crianças, que assaltam, roubam, estupram, elas estão por todos os cantos. Impedir a arte de retratar essa faceta do Ser humano para proteger minorias, agride a essência da arte, que é e sempre foi, a de imitar a vida.

A vida é dura e a realidade é mesmo crua, sangra as nossas entranhas, fere nossa honra, indigna nossa personalidade, mas é essa a vida que se tem pra viver. Pessoas más são pessoas más e, pronto. Elas não têm, ética, ofendem, destratam, humilham, é assim na vida e essa vida precisa ser mostrada, não pode ser objeto de censura, de punição, ou de qualquer outra interpelação e em nome desta ou daquela minoria.

Não é impedindo a arte de mostrar o Ser humano com todas as suas imperfeições, que vamos exterminar os problemas que afligem os Seres humanos repartidos em suas minorias. Não é interpelando judicialmente uma obra literária de Monteiro Lobato, que vamos exterminar o preconceito racial. Não é patrulhando a liberdade de criação de um autor, que vamos exterminar todos os males dessa vida.

A arte, desde a Grécia Antiga, retratou e retrata o comportamento de uma sociedade e nela, habitam seres bons, seres maus, seres sem preconceitos, seres preconceituosos, seres de almas imaculadas e de almas sujas, seres violentos, seres sem escrúpulos. Não existem seres perfeitos, uma hora ou outra, todos nós nos colocamos de maneira preconceituosa sobre algum assunto, isso é fato. O Ser humano não enxerga o seu rabo.

Portanto, deixemos que a arte cumpra o seu papel, que é o de levar ao povo, o retrato de si mesmo, Nem tudo é belo, nem tudo é feio. É apenas a vida! Deixemos que a arte imite a vida e não queiramos que a arte mostre uma vida que não existe. Não precisamos de uma sociedade formada de vítimas, precisamos de uma sociedade que se respeite e lute por justiça, sem cercear o direito de um autor retratar a vida como ela é.


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