Arte em parceria

junho 17, 2016

Quando se fala em criação artística, é muito difícil, assim, em um primeiro momento, se pensar na possibilidade de que haja mais de um criador no ato de sua concepção. A criação nasce sempre de uma ideia e é através dela que o artista, manifesta suas emoções, suas impressões sobre a vida e, até, expurga os seus demônios. Mas, principalmente na música, existe a possibilidade de se dividir a criação artística, e, às vezes, com qualidade.

Embora na literatura isso pareça ser uma verdadeira loucura, diria até, impensável, em outros formatos de narrativas, como o cinema, o teatro e mesmo, as novelas, tem-se buscado afinar as criações artísticas através de outros pontos de vistas, ainda que isso esteja apenas no âmbito da escrita dos roteiros, com os pares que tenham o mesmo ofício: a escrita. A história, ainda que escrita a duas ou mais mãos, é de competência apenas do escritor.

Mas se existe tantas possibilidades de artes que permeiam a criação de um espetáculo artístico, será que não seria possível que elas estivessem interligadas desde a sua criação? Pensando no Teatro, o quanto não seria interessante um texto que surgisse do ponto de partida do dramaturgo, passasse pela visão cênica do diretor e culminasse com o ponto de vista das necessidades de interpretação do ator?

Já ouvir falar de algumas experiências nesse sentido no Teatro, o texto vai sendo escrito a partir da encenação, autor, diretor e ator escrevendo a mesma história, sem problemas de egos, pelo menos no primeiro momento. Deve ser realmente uma experiência enriquecedora. Para mim, que tenho meus textos pautados em cima de uma possibilidade, talvez, uma criação coletiva me ofereça experimentar outras tantas visões cênicas.

Acho bem enriquecedor quando podemos trocar informações sobre nossas ideias e aproveitar na história outros pontos de vistas que não enxergamos quando estamos mergulhados na escrita da história. A visão do diretor, por exemplo, é muito salutar nessas situações, pois ele enxerga o espetáculo sobre outro prisma e até vislumbra viradas cênicas escritas que certamente trarão certas dificuldades na hora da encenação.

Talvez, uma parceria dessas, estabelecida entre Autor e Diretor na concepção do texto, principalmente no Teatro, venha a contribuir para diminuir as eternas brigas entre ambos, já que na maioria dos casos o Autor não permite que se mexa na história que ele concebeu e o Diretor quer colocar em cena a história que ele imaginou quando leu o texto. E quando isso acontece, a certeza é que não teremos a história em cena.

O fato é que a arte pode sim ser feita em parceria e um espetáculo teatral ser gerado a partir da concepção artística do diretor em conjunto com o ponto de vista do dramaturgo que escreve a história, Autor e Diretor, alinhados em uma mesma linha de criação artística para criar um texto. Agora, caso isso não seja assim, como Dramaturgo, penso que o Diretor deve dar asas à sua criação artística, mas respeitar, ao máximo, a história que o Autor escreveu.


Será que o Teatro é realmente caro?

novembro 13, 2015

Desde os primórdios que todo mundo ouve a desculpa de que as pessoas não vão ao Teatro porque ele é uma diversão cara. Um dia, até foi, mas, será que o Teatro ainda é, realmente, assim tão caro quanto às pessoas pensam? É certo que há tempos atrás, a elite fez do Teatro, assim como da Ópera, artes mais refinadas, voltadas, exclusivamente para a diversão da burguesia, e talvez esteja, justamente, nestes fatos, à razão pela qual as pessoas ainda achem que não podem se divertir com o Teatro. Só que hoje em dia não é bem assim.

Vamos começar com o futebol que é vendido como a diversão mais barata que a pessoa tem para aliviar o estresse do cotidiano. Pois bem, uma simples ida ao campo de futebol para assistir a uma partida com dois times de pernas de pau, não sai por menos de cinqüenta reais, isto se levarmos em conta só o preço do ingresso. Se você agregar a isso, o transporte, o lanche, a cervejinha antes e depois da partida, você desembolsará no mínimo, uns cem reais, se for sozinho, se levar o filho, a esposa, a namorada, hum! É, assistir uma partida de futebol não é um passeio tão barato assim.

Vamos tentar algo bastante popular e, que para muitos, é a boa diversão de todos os finais de semana. Que tal um cineminha? Bem, vamos lá: Consideremos que você vá com a sua namorada, esposa, ou ficante, vocês vão desembolsar só com o ingresso de sábado à noite, cinquenta reais. É claro que você não vai entrar na sala de exibição de mãos vazias, não é mesmo? Um “combo” para os dois custa em torno de dezessete reais, somado a condução e/ou estacionamento, uma ida ao cinema não sai por menos de oitenta reais. É, ir ao cinema também não é muito barato!

Talvez se buscássemos uma outra diversão: Um show! Um show é uma boa diversão, não é mesmo? Então vamos lá: Este é uma passeio que você pode fazer sozinho, ir e encontrar os amigos por lá. Pois bem, o ingresso para assistir a um show de qualquer artista um pouco mais famoso, não sai por menos de oitenta reais, ingresso pista, mas se você tem problema com aglomeração e prefere dividir um camarote com uns amigos, pronto, seu passeio já está em cento e trinta reais, fora condução, bebidas… É, o show também não parece algo tão barato.

Já sei! Está super na moda agora ver um combate. É, uma luta! Vamos ver uma luta do UFC. Isso! Uma boa luta para descarregar nossa raiva do chefe gritando com os golpes do grande campeão do octógono. Ah, mas para assistir uma luta dessas, um evento esportivo dessa magnitude, o ingresso mais barato gira em torno de duzentos, trezentos reais, vai ficar muito caro! Se formos levar em conta a condução, a alimentação, meu Deus! Acho melhor parar por aqui. Não é todo mundo que tem bala para assistir a um evento desses.

É, mas diversão é importante, mesmo porque, só trabalhar não faz bem para a saúde de ninguém, não é mesmo? A sorte é que quando a grana está curta, você pode assistir qualquer uma dessas diversões, no conforto de seu sofá, sem medo da violência noturna e de aborrecimentos. Mas todo mundo precisar ir à rua, passear, ver gente, distração em casa, não vale. Teatro, nem pensar, não é? Você já cansou de ouvir que é caro. Você acha mesmo? Se você for comparar, vai se surpreender, até mesmo porque, se você não assistir naquele noite, não terá mais a oportunidade de ver de novo.

Fica fácil perceber, quando passamos a comparar as opções de diversão possíveis, que o Teatro não é assim tão caro quanto as pessoas pensam, até porque, com o valor do seu ingresso, se paga o ator, o diretor, o iluminador, o cenógrafo, o dramaturgo, o figurinista… Será que sabendo disso você ainda acha ele é mesmo muito caro? Faça uma experiência, se você procurar, vai encontrar ótimos espetáculos, com ótimos atores, com ingressos a vinte, trinta reais. Portanto, deixe o seu preconceito de lado e vá se divertir com o Teatro.


Quem quer cultura?

setembro 11, 2015

Quem conhece o mundo das artes e a luta dos artistas, sabe muito bem do quê vou falar aqui, pois todos sentem na pele a dureza do fazer cultural em nosso país. Nos quatro cantos do Brasil, centenas de abnegados, tentam levar um pouco de cultura para suas cidades, montando seus espetáculos com míseros recursos, muitas vezes tirados dos próprios bolsos, sem nenhuma ajuda dos poderes locais, com raríssimas exceções.

Já está pra lá de ultrapassado, o velho discurso dos homens da política que se apoiam em promessas vãs de que a cultura será mais bem incentivada, que os olhos dos governos fomentarão e privilegiarão as produções locais, ninguém mais acredita, até mesmo porque, toda e qualquer iniciativa de fomentar a cultura, sempre acaba chegando primeiro para quem menos precisa: vide a Lei Rouanet, que sempre acaba contemplando artistas consagrados.

Para falar a verdade, cultura nunca foi levada a sério em nosso país e, não é de hoje, que ela é fomentada pelas próprias pernas dos artistas, que acreditam no poder transformador da arte, para alimentar de sonhos, as realidades degradantes. E vocês podem reparar que, qualquer movimento de corte de despesas do governo, a primeira a sofrer é a cultura; agora mesmo já falam em acabar com o Ministério da Cultura e o seu gestor não diz uma palavra.

Uma pena que os homens que capitaneiam as políticas governamentais ainda não se aperceberam que cultura é muito mais do que apenas entretenimento, cultura faz parte da cadeia produtiva, é geradora de emprego e renda, e capaz de movimentar a economia de qualquer lugar. Mas, quem quer cultura? É certo de que quem está no poder, não quer, pois, se levarmos em conta o desdém com que eles tratam do assunto, não pode ser diferente.

O que me parece é que essa será uma luta interminável, de um lado os artistas em busca de apoios, incentivos, fomentos e condições que contemplem todos os artistas na mesma igualdade de condições, e do outro, os homens do governo que enxergam a cultura apenas como uma diversão frívola para distrair o povo depois de um dia difícil de trabalho. Pensam eles: Um pouco de circo para amenizar a falta de pão.

Mas, o que é certo é que, independente de quaisquer ações efetivas dos governantes, sejam de quaisquer esferas, no sentido de fazer o segmento da cultura prosperar e tornar o artista um profissional verdadeiramente respeitado pelo seu ofício, a cultura continuará a ser disseminada pelo trabalho incansável de formiguinhas de centenas de artistas espalhados pelos quatro cantos do país que sabem muito bem quem quer cultura.


O recado da sociedade

junho 5, 2015

Já faz tempo que a sociedade, de uma maneira geral, vem dando sinais de um comportamento conservador, reacionário e autoritário, tudo que se mostre transgressor, seja no conceito, na atitude, ou nas idéias, bate de frente com a insatisfação de uma boa parte da sociedade, que se sente incomodada e repudia com reações, muitas vezes descabidas, para que tem um olhar mais aberto para a evolução da humanidade.

Mas, o que teria dado errado com a conquista da liberdade conseguida a duras penas no final do século passado? Por que os filhos da revolução se mostram com um pensamento conservador diante de certas conquistas? Em que ponto da história se deixou para trás situações contrárias ao autoritarismo  e passou-se a achar normal idéias e ideais reacionários e pensamentos conservadores? Em curva da estrada a sociedade se desinteressou pela liberdade.

O recado que parte da sociedade vem dando nos últimos tempos é de que ela se saturou com tanta liberdade, parece até um contra-senso. A impressão que fica é de que a confusão gerada entre liberdade e libertinagem afogou os anseios da sociedade, e, foi tanta liberação de comportamento e de costume, que talvez a sociedade ainda não estivesse pronta para enfrentá-los. É como aquela máxima: “você tem a rua, mas prefere a segurança de seu quarto”.

Agora, parte da sociedade tem se mostrado contrária a qualquer movimento que tente colocar certa desordem na ordem daquilo que já foi um dia, e que hoje já não é mais. A defesa do tradicionalismo não consegue amparo neste novo mundo tecnológico e libertário em que vivemos e conflitos de interesses têm deixado a sociedade sem saber de que lado ficar e, tamanha confusão acaba gerando contradições até mesmo na defesa do próprio ser humano, que não sabe a favor de quem e do quê ficar.

A sociedade briga com si mesmo diante do espelho e está perdida diante de suas próprias contradições, não sabe mais discernir o que seja certo, ou errado, bem ou mal, justo e injusto, amor e ódio. Mergulhada em um abismo de preconceitos, a sociedade não consegue enxergar que a realidade mudou e, depois de experimentar o gosto de ser livre para expressar suas vontades, quer a todo custo cercear às vontades alheias.

É preciso urgentemente, que, principalmente a arte, saia do meio do conflito e da provocação para buscar as velhas e eficientes formas de espelhar essa sociedade, para que ela se enxergue diante do espelho da arte, e veja o quanto se tornou conservadora, reacionário, autoritária, preconceituosa e presa a uma realidade que hoje nem ela mesma vive. A maior conquista que uma sociedade pode ter é a liberdade e quando a gente a cerceia, ainda como forma de autoproteção, estamos nos prendendo cada dia mais.


Empobrecendo o pobre

abril 25, 2014

Quando se nasce em uma comunidade pobre, onde falta um pouco de tudo, desde saneamento básico até o mínimo de infra-estrutura, são poucas as coisas capazes de realizar uma verdadeira transformação na vida de seus habitantes e uma delas é a arte. A descoberta das nobres artes, como o Teatro, por exemplo, é capaz de abrir os horizontes e criar um novo ponto de vista sobre a vida.

A experiência de entrar em contato com os grandes clássicos, com os grandes pensadores, com os grandes dramaturgos, com a história da humanidade, faz com que a pessoa comece a ter uma análise mais crítica de sua situação de vida, do que tem e/ou precisa melhorar à sua volta. É através do contato com as artes que se é possível descobrir um mundo novo que vai muito além das vielas da comunidade.

Mas quando a arte não encontra espaço para entrar na comunidade, o que vemos é que a própria comunidade cria a sua “arte”. Muitas culturas criadas nos guetos e nas vielas das comunidades, como instrumento de voz, de protesto ou por exclusão social, acabam ganhando grande importância como manifestação cultural, e foram muitas, principalmente na música como o rap e até mesmo o funk.

Só que o que vem acontecendo hoje em dia com esse tipo de funk feito nas comunidades é um crime cultural e não contribui em nada para promover a transformar dos habitantes da comunidade em pessoas melhores, muito pelo contrário, essa manifestação “pseudo cultural” que ecoa das vielas das comunidades, não tem nada de arte e só tem contribuído para empobrecer ainda mais o pobre.

Enaltecer a ostentação, a bebedeira, o poder do consumismo, não promove a discussão para os problemas da comunidade, não estimula a visão crítica de seus moradores, os fazem sim, cada vez mais pobres culturalmente e a mídia, interessadíssima na exploração do consumo, vem idolatrado esse tipo de manifestação, criando ídolos e transformando jovens em “pop stars” da burrice declarada e assumida.

Deve ser uma obrigação do Governo, seja ele de qual esfera for, interceder nesse descalabro que está instalado nos dias de hoje. Privar os moradores das comunidades do contato com as grandes artes da humanidade é atestar a exclusão social de uma parte menos privilegiada da população. Pior do que isso, é assistir calado, a mídia enaltecendo essa pobreza cultural vendida como a nova música de um país.

A arte precisa encontrar seu espaço nas comunidades, ser apresentada como o grande instrumento transformador, tomar o lugar do que hoje é produzido por falta de cultura, ser capaz de formar jovens cultos, inteligentes e capazes de decidirem por um futuro melhor, caso o contrário, continuaremos a assistir, cada vez mais, o empobrecimento do pobre, pois sem cultura não se é capaz de ser uma pessoa melhor.


Quando os sonhos sobem ao palco

abril 6, 2013

No início, eles chegaram tendo a timidez como companheira, cabeças baixas, vozes para dentro, mas logo a curiosidade sobre o que eles viriam, fez com que eles superassem a dura tarefa de se apresentarem um ao outro. Foi difícil, mas a vontade que os levou até ali, fez com que cada um passasse bem pelo desafio, afinal de contas, todos queriam ser artistas.

Aos poucos a timidez foi baixando a guarda, as primeiras afinidades foram aparecendo e muitos dos que iniciaram, já se deram conta de descobrirem bem cedo como é duro transformar o sonho em realidade. Mas os poucos que ficaram, se mostraram cada dia mais e mais empenhados nos exercícios do aprender da arte.

A essa altura, a alegria já andava solta pelos olhos, pois já era chegada a hora da leitura do texto que eles encenariam, já era até possível ouvir alguns pequenos corações palpitarem de tanta felicidade. E a cada leitura, mais e mais os olhinhos ganhavam um brilho ainda maior, que se encheram de realização, quando da distribuição dos papéis que cada um interpretaria.

A tarefa passava a ser ainda mais árdua, pois o exercício da repetição, além de causar cansaço, acabara por mostrar que outros tantos não tinham assim o grande sonho de se tornarem artistas, apenas uma breve vontade. Mas por quais motivos? Um dia, cada um deles descobrirá por si só. Só que aqueles que tinham o brilho no olhar, acabaram por se empenhar ainda mais.

Naquela altura já faltava pouco, depois de meses de ensaio era chegada a hora de ver o texto sair do papel e virar espetáculo. Cenário, figurino, musicas, tudo pronto e o texto na ponta da língua, dava a certeza da satisfação de cada um que participou de todo o processo. Mas, quando a data da estreia é anunciada, aqueles olhos que brilhavam, quase lagrimejaram de felicidade.

Eis que chegou o grande dia, plateia tomada de familiares e amigos que por certo afagariam com aplausos e mais aplausos, cada uma das interpretações. Na coxia, o alvoroço, misturava-se com a ansiedade e aqueles olhinhos ganharam um brilho ainda maior, que quem arriscasse sentar na primeira fila, talvez não aguentasse tanta luminosidade.

Enfim, os sonhos subiram ao palco e não há como não compartilhar com tanta felicidade daquele momento. O empenho para realizar tudo que foi ensaiado, foi visto na vontade de cada um em representar o seu papel. Agora, se algum deles um dia fará daquele momento de sonho, a sua realidade de vida, quem saberá? Mas isso é uma outra história.


A cultura como instrumento da educação

março 24, 2013

Hoje em dia as ferramentas que auxiliam a educação vão muito além de conteúdos disponibilizados nos livros didáticos e, cada vez mais, se faz necessário o uso da contextualização, bem como da aplicação do conceito da interdisciplinaridade para uma maior abrangência dos métodos educacionais e, a utilização da cultura, surge como um grande instrumento para isso.

A cultura não pode ser simplesmente considerada um conjunto de artes, costumes e valores de uma sociedade que é transmitida apenas como parte de um processo da evolução do homem e utilizada para o seu entretenimento. A cultura tem embutido na força do seu significado, princípios fundamentais muito mais importantes para a educação.

Através da utilização da cultura como ponto de partida do ensino, pode-se transmitir ao aluno, conceitos que o auxiliarão no entendimento das ciências humanas, das ciências sociais e da linguagem, fazendo uma ponte entre os conteúdos pedagógicos e o que a cultura transformou em conteúdo do saber através da aplicação de suas diversas artes.

Com a comunicação hoje cada vez mais rápida, aproveitar o que a cultura tem de conteúdo, para somá-lo ao conhecimento do conteúdo pedagógico institucionalizado, precisa se tornar prática de ensino, para que, através da literatura, da música, da dança, do teatro, os alunos compreendam e apreendam, não só as matérias curriculares, como também, a importância do conhecimento do que seja cultura.

Não podemos mais ignorar a força do conteúdo que há na cultura, já é tempo de incorporá-la de fato a educação, para que o aluno possa absorver conhecimentos que vão realmente ter utilidade em sua vida e não apenas o ensinamento do currículo com matérias que não farão nenhuma diferença na vida dele. O conceito de transmitir conhecimento precisa ser modificado.

A partir do momento em que a cultura se transformar de fato em um instrumento da educação, talvez se torne menos complicado seduzir o aluno para que ele busque, por livre e espontânea vontade, os conteúdos que realmente sejam importantes para o seu saber, pois educar é também incentivar a busca pelo conhecimento e, quanto mais se faz isso pela própria vontade, mais se aprende e apreende.

O desafio da educação é grande, por isso, cada vez mais precisamos agregar instrumentos que tornem o ato de ensinar, muito mais produtivo e muito mais aproveitável e, portanto, não podemos desperdiçar a força que existe na cultura para transmitir conhecimento. Cultura e Educação, juntas, para um melhor aprendizado, esse deve ser o caminho.


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