Fazer arte é o meu trabalho

janeiro 4, 2013

Quando se pensa em arte, a primeira coisa que nos vem à cabeça é que arte é uma opção de diversão, correto? Arte, acima de tudo, é entretenimento, é o que nos ajuda a relaxar, o que nos alivia a tensão, o que nos faz esquecer dos problemas, mas, antes de qualquer coisa, arte é um trabalho e um trabalho duro. Tão duro como qualquer outro.

A diferença é que esse trabalho duro é realizado, quase sempre, nas horas de folga de outros tantos trabalhos duros. É na hora do descanso de uns, que os artistas mostram o seu trabalho. Acontece que esses trabalhadores que se divertem, não enxergam a arte como fruto de um trabalho, apenas o resultado da diversão que os alimenta. Ora, fazer arte é o meu trabalho!

Enquanto alguns estão batendo ponto nas repartições, o cartão nas indústrias, nos bancos, nos escritórios, atendendo o público nas lojas, nas feiras, nas padarias, nós, artistas, também estamos trabalhando. Do mesmo jeito que produzem em seus empregos, o artista está lá, no palco, ensaiando sua peça, no estúdio, gravado sua canção, no quarto, escrevendo o seu texto, o seu livro.

Outra coisa muito engraçada é quando perguntam ao artista que não trabalha na televisão o que é que ele faz. Ora, fazer arte é o meu trabalho! Não estar nas TVs, não significa que não seja artista. O artista não vive só de televisão, fazer arte é o seu trabalho e, para isso, não é preciso estar apenas na TV, ou batendo ponto, cumprindo jornada de trabalho ou qualquer coisa que o valha.

Não encare o artista como um desocupado, pois essa é uma visão distorcida e até preconceituosa da parte de alguns. É bom lembrar que é o artista que produz o alimento que sacia a fome da alma de todos. O que cada artista apresenta é o resultado de horas e horas de muito trabalho, que precisa ser executado sem ordem de ninguém, com muita disciplina e sem jornada a cumprir.

Fazer arte não é viver a vida sem compromisso, muito pelo contrário, para fazer arte se necessita muito mais do que compromisso, é preciso dedicação, quase sempre não reconhecida. Fazer arte não é viver a vida sem responsabilidade, muito pelo contrário, para fazer arte se necessita muito mais do que responsabilidade, é preciso se entregar sem saber se será valorizado.

Portanto, não pensem que fazer arte é a mais pura diversão, pois, não é! Arte até pode ser diversão quando do seu resultado final, mas, antes que ela se torne uma diversão para todos, é o meu trabalho, digno, honesto e tão duro quanto qualquer um.   


Dramaturgia é outra coisa

setembro 23, 2011

Sei que este é um assunto que já tratei outras tantas vezes em outros tantos artigos, portanto, vou procurar não ser muito repetitivo. Acontece que tenho lido alguns textos para teatro, e eles podem ser tudo, menos dramaturgia. Então, acho que vale a pena mais uma vez, trocar experiências sobre o que eu aprendi e que ainda venho aprendendo sobre a peculiaridade de se escrever um texto para teatro.

Á primeira vista pode se achar fácil escrever um texto para teatro, basta trocar alguns diálogos entre alguns personagens e, pronto, temos um texto para teatro, dramaturgia pura. Ledo engano. O que tenho lido mostra que há uma grande confusão de gênero literário, uma mistura de conto narrativo com roteiro cinematográfico e algumas pitadas do universo teatral para deixar o texto familiar ao gênero teatro.

Soma-se a isso, a falta de criatividade, a deficiência com a escrita da língua pátria e o notório desconhecimento das ferramentas necessárias para se escrever para o gênero teatral. Porém, é possível perceber em alguns dos textos, que alguns tantos precisam apenas do aprendizado, pois mostram um mínimo de noção, mas a falta de conhecimento deixa claro que há uma deficiência, aliás, várias deficiências.

E como melhorar isso? Bem, estudando e escrevendo, fazendo e refazendo e, principalmente, freqüentando cursos e oficinas de dramaturgia, onde a troca de conhecimentos e as dicas sobre as ferramentas que compõem a construção do texto são fundamentais, Mas, infelizmente, a freqüência das oficinas de dramaturgia que dou, é baixíssima, uma pena. Eu, sempre que posso, faço cursos para aperfeiçoar o meu trabalho. Aprender é preciso.

Hoje ainda faço uso do que aprendi nas primeiras aulas de um curso de dramaturgia e que todo mundo que quer escrever para teatro tem obrigação de saber: dramaturgia não é drama na acepção da palavra, dramaturgia significa: ação, portanto, o que faz um texto de teatro é a ação provocando uma reação e essa ação precisa ser oriunda de um conflito, provocar um clímax e desaguar numa resolução, porque, uma história sem conflito, não precisa ser mostrada, pode ser simplesmente contada, e aí, deixa de ser dramaturgia.

A dificuldade que percebi nos textos que andei lendo é justamente esta, a história não é contada através das ações de seus personagens, na maioria deles, há muita narração de fatos e a utilização de artifícios de roteiro, pontuando algumas marcações cênicas, como se isso, já fizesse do texto, dramaturgia. Há de se pensar a história e visualizá-la em cima de um palco. As ações precisam mover a história em busca da resolução do conflito.

Por isso, quem gosta mesmo de escrever para teatro, precisa freqüentar cursos e oficinas de dramaturgia, porque escrever para teatro é um aprendizado eterno e infindável, pois, teatro fala das relações humanas e estas, estão sempre em conflito. É isso, os ingredientes para uma boa dramaturgia estão todos aí, basta apenas querer aprender.


A futilidade da fama pela fama

julho 22, 2011

A busca desenfreada pela fama anda cada vez mais acelerada, que já não se medem mais esforços para alcançá-la. As pessoas querem ser famosas e só. A necessidade de se fazer importante no meio da multidão faz com que pessoas simulem a morte, inventem fofocas, fabriquem brigas e desentendimentos, forjem relacionamentos, tudo, mais tudo mesmo para entrar na mídia.

Pessoas se colocam em situações constrangedoras e, às vezes, até bizarras, apenas para desfrutar de popularidade. Pra quê? Uma enxurrada de futilidade que norteia canais de TV, revistas de fofocas e portais da internet, ocupando espaço e dando espaço para quem não tem nada à acrescentar. Parece que foi criada mais uma profissão no país, a de “famoso”.

Sentou na primeira fila de um programa de auditório e teve seu rosto brindado com um “close”, pronto, nasceu ali mais uma emergente, candidata a famosa que não medirá esforços para não mais sair de foco. A necessidade que as pessoas tem de serem tratadas e sentirem uma celebridade é algo que assusta pelo alto grau das imbecilidades e futilidades que estas são capazes de fazer.

Tantos talentos desperdiçados, tantas coisas a serem acrescentadas para se produzir um país melhor, e enchem a mídia com pessoas desinteressantes, mulheres exibicionistas e gente vazia, preocupadas em serem reconhecidas como alguém famosa. E o pior é que a mídia transforma cada uma delas em famosa da hora.

E dá-lhe notinhas: É fulana que aplicou não sei quantos mililitros de silicone, é sicrana que fez mais uma sessão de fotos nua para uma revista masculina, é beltrana que espalha ter um caso com um jogador de futebol e, assim, a futilidade da fama pela fama, vai enchendo a nossa vida com coisas vazias, sem nos perguntar o que isso nos interessa.

E enquanto o espaço é preenchido por essas pessoas muito “famosas”, o teatro vai ficando para trás, a cultura vai ficando para trás, o talento passa a não ter mais tanta importância assim e a formação em arte dramática, algo totalmente desnecessário. Hoje em dia, o espaço que seria para um artista demonstrar a sua arte, está loteado por famosos que não tem nada a dizer, algo realmente muito triste.

A mídia de hoje em dia se divide em notícias sobre desgraças e violências, e notícias sobre a intensa e frenética vida de futilidades desses “ilustres famosos” e o espaço para aquilo e para aqueles que tem algo a dizer, fica ali escondido, quase que invisível diante dos olhos das pessoas que querem apenas receber um pouco de cultura e conhecimento.


O teatro sempre será lúdico

março 10, 2011

A rigidez da vida moderna que nos obriga a acompanhar, mesmo que ás vezes a contragosto, a velocidade do dia-a-dia e que nos torna cada vez mais isolados no meio da multidão de contatos e amigos e não amigos virtuais que temos nas diversas redes sociais, nos afasta cada vez mais uns dos outros. Estamos sempre sem tempo para nada e muitos, acabam vendo a vida passar ao largo.

Estamos cada vez mais impacientes, mais intolerantes, mais desrespeitosos, mais egoístas e cada vez mais perdidos em meio as nossas vontades e anseios. Muitos, já esqueceram o lado bom da vida e só enxergam problemas, carregando no rosto uma aparência carrancuda e reclamam, reclamam e reclamam. Mas o que o teatro tem a ver com isso? Bem, vamos lá!

Não é de hoje que o teatro, uma das sete artes, é usado como o mais eficaz instrumento de representação da vida humana. É através do teatro que contamos as mazelas da humanidade, as comédias da vida alheia e pelo qual fazemos o ser humano colocar o pensamento em movimento para debater e questionar a sua verdadeira condição.

É fato que a maioria não dá ao teatro toda a importância que a grandeza desta arte merece. Penso ser por conta desta vida atribulada, onde os compromissos urgentes são maiores que os importantes, tornando as pessoas mais acomodadas com suas vidas minuciosamente planejadas e despreocupadas com o que os outros pensem ou possam pensar delas.

Na minha opinião, o teatro, e só o teatro, tem condições de fazer que reconheçamos as nossas imperfeições, pode até parecer loucura, mas o poder daquela caixa mágica é realmente extraordinário, e não apenas para quem faz uso da arte de interpretar, quem tem a oportunidade de experimentar a experiência de se deixar levar pelo lúdico do teatro, abre a mente para o mundo.

As pessoas precisam olhar para as artes de uma maneira geral, como algo que só tem a acrescentar às suas vidas, e o teatro com o seu poder lúdico, que faz qualquer um viajar em uma história que não seja a sua, que faz qualquer um rir de uma vida que não seja à sua e que faz qualquer um pensar melhor a sua vida, só pode fazer bem.

É por essas e por outras que o teatro sempre será lúdico e encantará que estiver disposto a enfrentar, desarmado, todas as suas faces, pois aquele que aceita se ver diante do espelho, com certeza, será um ser humano cada vez melhor e terá condições de transformar o mundo em que vive.


É carnaval e só.

março 3, 2011

Mais um ano o reinado de Momo toma conta do país e de norte a sul, de leste a oeste, por toda parte, só se fala em carnaval. A descontração toma conta das pessoas que saem as ruas apenas para serem felizes. É mesmo impressionante o poder que esta manifestação popular, a maior do mundo, tem de transbordar pelas ruas, alegria e euforia.

Nesse período carnavalesco, tudo passa a ser secundário, teatro, cinema e até mesmo a televisão, acaba se rendendo e espremendo sua grade de programação para transmitir a folia dos quatro cantos do país. E não adianta torcer o nariz que tudo lhe fará lembrar que estamos em pleno carnaval. Goste você ou não, a prioridade é informar tudo sobre a maior festa popular.

E essa festa, mesmo parecendo só ter lugar para alegria e descontração, tem outros lados, que quem só pensa em brincar e extravasar, ás vezes nem percebe. Tem o lado que enaltece e divulga a cultura do país, mostrando a diversidade cultural de um país continental como o nosso. É frevo, é maracatu, é boi bumba, é jongo, é afoxé, o samba, e outros tantos, uma variedade de ritmos e danças, de encantar qualquer um, até os que dizem não gostar. Duvido que ninguém nunca se sacudiu a som de algum desses ritmos!

Tem também o lado empreendedor e industrial, pois para realização da festa, pequenas indústrias se formam em cada canto do país, recrutando milhares de trabalhadores e profissionais que constroem as estruturas que servem de base para toda essa grande folia. O carnaval, talvez seja, dentro do segmento cultural, aquele que mais gera emprego e o que oferece a maior diversidade de mão de obra qualificada e não qualificada.

Tem ainda o lado financeiro e econômico, pois o carnaval, seja lá onde ele esteja acontecendo, movimenta uma enorme quantia de dinheiro e faz a economia local e do país prosperar. Talvez não haja no país, nenhum evento a altura desta festa popular que arrecade tanto em tão pouco tempo. São vários os segmentos que se beneficiam com este evento cultural e para o bem da saúde econômica e financeira do país, apoiar, divulgar e incentivar o carnaval sempre fará bem a todo mundo, até mesmo para quem não gosta de carnaval.

Então, rendemo-nos a esta grandiosa manifestação popular chamada carnaval, que invade as ruas dos quatro cantos deste país e se torna o acontecimento mais importante durante quatro dias, trazendo festa e alegria. Uma festa de muita importância, que mesmo aqueles que a acham apenas mundana e de apelo sexual, servindo tão somente para proliferar vícios, não tem como negar, pois o carnaval contribui tanto economicamente, quanto culturalmente e como um grande evento de entretenimento.

Bem, para aqueles que são loucos por carnaval, que brinquem, extravasem e aproveitem até o dia de rasgar a fantasia, sempre com muita responsabilidade. E para aqueles que não querem nem ouvir falar desta festa, um bom descanso, uma boa leitura, ou um bom filme, enfim, uma boa diversão.


Ensaiar é preciso

fevereiro 3, 2011

Não é de hoje que ouço comentários de diretores e de alguns atores mais experientes, sobre a dificuldade que há de se reunir pessoas para montagem de um espetáculo teatral. Mas se tem tanto jovem querendo fazer teatro, por que tanta dificuldade? Estranho, não é mesmo? Só que esta, eu mesmo respondo: É que essa galerinha que chega ao teatro, quer logo de cara entrar em cena.

Ora! É preciso que eles saibam que a montagem de um espetáculo teatral não é tão simples assim. É certo que muitos, vindos de experiências em montagens escolares e, portanto, achando-se plenamente capacitados a assumir qualquer papel que lhes for designado, não aceitam qualquer coisa. Pura bobagem. O que precisa ficar claro é que tornar-se um ator e manter-se como tal, demanda tempo e estudo.

Eu até entendo a ansiedade dessa galerinha que quer ver aquilo que está escrito e decorado, ganhando corpo e se tornando um espetáculo, mas se ela não se dispor a ensaiar, o espetáculo não saí. E alguns, por pura preguiça, largam produções pela metade, por acharam um saco ficar ensaiando, ensaiando e ensaiando.

Só que ter o texto decorado na ponta da língua, ou fazer gracejos sobre um palco, ou ainda brincar de faz-de-conta, não é nada em termos de teatro. Antes de reunir condições para assumir a responsabilidade de interpretar qualquer papel, o aspirante precisa entender que é fundamental e necessário, ensaiar, ensaiar e ensaiar, quantas vezes forem necessárias. Às vezes, se leva mais tempo ensaiando, do que o tempo que as apresentações ficam em cartaz.

Aliás, a vida de um ator é ensaiar, se exercitar, ensaiar, estudar, ensaiar, interpretar e ensaiar. Uma roda vida sem fim que faz com que a cada dia, o ator apure mais e mais o seu talento, lapidando cotidianamente a sua arte de interpretar. Teatro não é uma arte que se faz de supetão. Não é apenas lendo e decorando o texto que se é capaz de interpretar.

Se vocês repararem bem nas “interpretações” de grandes figurões das artes cênicas que estão em cartaz nas várias novelas na atualidade, vão perceber o quanto a falta de ensaio faz falta. Nem mesmo a experiência de anos é capaz de sustentar uma boa interpretação. Como na TV é tudo rápido, sem tempo de ensaiar, é possível ver “interpretações”, se dá para chamar assim, que dão nos nervos.

Por isso, se você quer mesmo fazer teatro, mesmo que ainda não queira seguir carreira profissional, precisa ter a consciência de que se faz necessário muito ensaio antes de se colocar um espetáculo em cartaz. Não tenha tanta pressa em aprender, pois se você seguir a profissão, vai precisar fazer isso diuturnamente. E não interessa qual papel você for interpretar, seja o papel principal, ou apenas uma florzinha estática que compõe o cenário, vai precisar de ensaio, ensaio e ensaio.


Será desta vez o fim do Palhaço?

janeiro 20, 2011

Acabei de ler uma notícia publicada na revista americana “Forbes”, listando as dez profissões que perderão terreno e “encolherão” nos próximos anos e, por incrível que pareça, na lista consta á profissão de artista performático, onde se incluem o mágico, o malabarista, o dançarino e o palhaço. Todos, segundo a reportagem, estão perdendo terreno para os videogames e algumas tendem a desaparecer.

Quero dizer que discordo de parte desta lista, pois, na minha opinião, artista performático não deveria ser parte integrante da lista, visto que, bem mais que uma profissão, ser artista é uma condição de espírito. Se o artista é capaz de se manter financeiramente ou não, isso é assunto para um outro artigo. E não é uma reportagem americana que decretará o fim de um artista, pois sempre haverá um espaço para que este artista demonstre sua arte.

Dançarinos sempre conseguirão empregos em programas de auditórios de TV, existem tantos no ar, não é mesmo? Os malabaristas e os mágicos sempre terão espaço, até mesmo nos mesmos programas de auditórios. Quantos já não foram demonstrar suas habilidades em vários deles? E o Palhaço, bem, o Palhaço está em outra categoria. Palhaço é a alegria da vida, pois ontem, hoje e sempre, apesar de todas as dificuldades que um artista tem para viver de sua arte, o Palhaço sempre divertiu e divertirá a garotada. E não tem e nem terá, internet, nem vídeo-game, que afastará o Palhaço do seu ofício.

Uma coisa é fato: entre todos os artistas performáticos citados na reportagem, o Palhaço é o que causa o maior encantamento e não pode haver explicação lógica para acreditar no seu fim. Isso só pode ser coisa de americano, ranzinza e mal-humorado. Pode-se até discutir sobre a sua popularidade, se está em baixa ou não. Eu acho que sempre estará em alta. Para mim, palhaço é palhaço e isso já basta.

O Palhaço pode estar longe da grande mídia, longe dos olhos dos pequenos de hoje em dia, mas a culpa não é dele. O fato de ser cada vez mais raro encontrarmos um Palhaço, não quer dizer que a profissão está encolhendo, ou está sumindo, ou que chegará ao fim. O Palhaço está sempre pronto para aprontar mil e uma travessuras e trocar o choro do rosto de uma criança, pelo mais largo sorriso. E ele pode estar ali, ou aí, bem do seu lado, duvida?

Só mesmo esses americanos, industrializados, robotizados, que não sabem e não conhecem o valor de uma emoção é que acreditam no encolhimento de uma arte. Arte é muito mais que profissão. E quando se trata de um Palhaço, isso chega a transcender a lógica do que é real ou imaginário, pois o rosto maquiado de um Palhaço espera apenas um pagamento: um sorriso.

Por mais que novas mídias tomem a vida das pessoas e as afaste da arte performática, sempre haverá um artista disposto a romper essa barreira e quebrar a parede com a qual o ser humano tem se isolado cada vez mais. Bem, e o Palhaço, esse jamais terá fim, pois, quem um dia conheceu um Palhaço, jamais conseguirá apagá-lo da memória e sempre estará a espera de um dia reencontrá-lo.


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