O Amor e a Paz

abril 13, 2017

A raiva e o ódio uniram forças

E de tanto infernizarem

Contaminaram as almas para guerra

E agora, sobre a Terra

Só se vê violência

Nem mesmo a inocência da criança

É capaz de sair ilesa

E assim, sem defesa

Agarramo-nos em oração

Espero que nada nos aconteça

Torcendo para que a esperança

Em uma nova alvorada, amanheça

Sob as bênçãos do amor e da paz


Tempos inglórios

março 31, 2017

– Eu vou te prender!

– Se me prender eu te mato!

– Eu sou a lei!

– Eu faço a lei!

– Você é um empresário caloteiro!

– Você e sua corja são vagabundos!

É assim, nesse tom de ameaças e de desrespeito que temos vivido nos últimos tempos, não existe mais um mínimo de diálogo entre as pessoas. Só gritos inflamados. Com os egos inflados, vivemos tempos de birras e disputa de autoridade, que já descambou para as raias do “autoritário”. Ninguém quer dar o braço a torcer. Morrerão os dois lados, culpados, sem nenhum dos dois terem razão, e o povo é quem ficará com a conta, como sempre.

As coisas estão tão ferventes que não há espaço para que pessoas exponham suas opiniões, pois, ou de um lado, ou de outro, a opinião estará sempre equivocada, até porque, acabará desagradando um dos lados e isso já basta para ataques de ofensas. Não há o quê falar, porque ninguém está realmente disposto a ouvir. Querem só vomitar suas certezas sobre aqueles que não sabem, quem ao certo está ou não com a razão.

E a cada dia que passa mais estreita fica a distância do pavio das pessoas. Hoje, todos andam com pedras na mão e, às vezes, as atiram apenas porque estão vendo que outras pessoas estão atiram as suas. A razão está perdendo a guerra para o ego. O não querer admitir qualquer equívoco que seja, faz com que a situação piore cada vez mais e os dois lados, cheios de razão, cavem o mesmo buraco em que todos vão habitar.

Tempos inglórios, de desesperança, não apenas na situação crítica em que vivemos, mas com o ser humano, que se recusa abaixar a guarda, cada qual, quer ter a razão absoluta sobre qualquer assunto, não há margem para pontos de vistas discordantes, para conversas que aparem arestas, nem para se discutir idéias que possam convergir para um mesmo lugar. Cada lado se acha o salvador que está matando o povo aos poucos.

A situação é tão triste, que tem até quem culpe o outro, por tudo o que lhe está acontecendo, mas não é capaz de admitir que o outro, possa lhe ser divergente e, em nome do bem do povo, culpa o outro pelo que está passando. Os lados tomaram para si o que acham o quê seria o bem para o povo e, por arrogância, prepotência, falta de humildade, picuinha, ou sei lá mais o quê, decretaram que não haveria mais paz e o povo, perdido, serve apenas de massa de manobra.

Assim, os dias caminham cada vez mais tensos, com as pessoas segurando facas nas bocas, pedras nas mãos e tampões nos ouvidos, prontos para brigarem ao menor sinal de negação de suas opiniões. Até quando? Talvez até todos ficarem sem voz de tanto gritarem sem ouvirem o que dizem. Que esses tempos inglórios nos deixe uma lição e que possamos, realmente, transformar as relações humanas por um lugar melhor para se viver em paz.


EM NOME DO PAI

março 17, 2017

EM NOME DO PAI, DO FILHO

DO ESPÍRITO SANTO ATEU

DE UM LADO TEM UM ÁRABE

DO OUTRO UM JUDEU

A TERRA É SANTA

A GUERRA E TANTA

A FÉ É DEMAIS

MAS QUEM TEM RAZÃO?

QUEM VAI ENXUGAR

AS LÁGRIMAS DE SANGUE

DA MÃE QUE CHORA

AO VER SEU FILHO EXPLODIR

EM NOME DO PAI?

EM NOME DE DEUS?

EM NOME DE ALÁ?

EM NOME DE ALGUÉM?

 

SEJA LÁ QUAL FOR

ALÁ, BUDA OU MAOMÉ

DEUS PAI, MESSIAS, OXALÁ

A VIDA VALE MAIS QUE A FÉ

QUE MANDA MATAR

OS FILHOS DA TERRA SANTA

EM NOME DO PAI!

EM NOME DE DEUS!

EM NOME DE ALÁ1

EM NOME DE ALGUÉM!

MAS QUEM TEM RAZÃO?

QUEM VAI SE IMPORTAR

COM AS LÁGRIMAS DE SANGUE

DAS MÃES QUE CHORAM

PELA TELA DA TELEVISÃO?


Sem paz no dia Internacional da Paz

janeiro 4, 2015

Depois de um ano de muitas dificuldades, onde sobreviver não foi tarefa fácil para ninguém, o que todos esperavam era poder curtir uma noite de paz comemorando a virada de mais um ano, junto aos amigos e à beira-mar, mas a coisa não foi bem assim no litoral paulista. O que tinha tudo para ser uma noite de festa e felicidade, acabou por conta de arrastões espalhados em diversas praias, provocando muita correria, feridos e até morte.

O primeiro dia do ano em que se comemora o dia internacional da paz, mais uma vez foi manchado pela bandidagem e destruiu a vida de muitas famílias que se juntaram para renovar as esperanças de vida para um novo ano e, que pelas areias do litoral, viram escapar por entre os dedos as tais renovações esperadas. A falta de segurança ocasionou mudanças jamais sonhadas por essas famílias vitimadas da noite de réveillon.

A festa acabou; o sentido da comemoração se perdeu por entre os fogos de artifícios, a paz buscada e a esperança desejada se esvaíram pela violência provocada durante uma noite que deveria ser apenas de festa e de comemoração para tantas famílias. É, estamos mesmo à mercê da bandidagem e reféns dos direitos humanos, que de tão desumano, não tem a capacidade de se compadecer com as famílias despedaças pelas ações violentas de marginais.

Até quando teremos famílias devastadas por ações de pessoas que se acham no direito de subtrair bens conquistados com o suor do trabalho, ainda que para isso seja preciso se tirar a vida de alguém? Até quando ouviremos vozes defendendo as ações marginais com a desculpa de que são atos cometidos por conta da desigualdade social? O fato de ser pobre não faz da pessoa um marginal, usar isso como justificativa e colocar da mesma vala, trabalhadores honestos e de boa índole.

É preciso que retomemos o nosso direito de ir e vir garantido pela Constituição do país, já não é mais possível assistir pelas telas dos televisores, a sociedade sendo acuada por ações de bandidos que apostam na impunidade da lei para praticar seus atos de violência. Não podemos ficar de braços cruzados, apenas lamentando a dor dos outros, pois a qualquer momento, essa dor também poderá ser a nossa.

Para que o novo ano possa ser realmente um novo ano, de mudanças e de esperanças em tempos melhores, é preciso que as autoridades competentes façam deste novo ano, um ano diferente de fato. É preciso que a bandidagem seja combatida, pois, caso o contrário, no final deste ano, em meio às comemorações de mais um dia internacional da paz, assistiremos, não apenas fogos de artifícios, mas também as lágrimas de outras tantas famílias que terão suas esperanças destruídas pela violência no meio da festa.


A cultura do ódio

outubro 10, 2014

Ainda custo a entender como é que as pessoas dizem que estão buscando mudanças tendo como arma a cultura do ódio. Há tempos vem lutando comigo para me tornar uma pessoa melhor, não deixar a ira cegar meus olhos e nem encobrir minha razão com uma exacerbada emoção sem limites, pois venho aprendendo a duras penas, o quanto é prejudicial para mim mesmo, deixar que a emoção conduza o meu discurso.

E o que vejo com o nosso processo eleitoral, que tende a piorar nesse segundo turno, é que não está se procurando uma mudança de conduta, de conceito, de relações interpessoais e sim, buscando as mazelas das políticas, o sentimento de vingança e a mesquinhez desmedida para disseminar o ódio no país. Como pode haver algum tipo de mudança quando ao invés de buscar discutir propostas, busca-se a atacar a honra do outro?

É preciso ter muito cuidado com o que se fala, com o que se propaga, principalmente pelas redes sociais, pois, mesmo sem querer, pode-se estar contribuindo para aumentar o ódio, que alimenta a emoção, que é capaz de atos que a razão não consegue controlar. Não precisamos plantar em nosso território esse sentimento de ódio, de desavenças, onde se busca a desqualificação do outro, porque isso só fará piorar o que já não é bom.

Que cada qual tenha seus pontos de vistas, suas convicções, suas ideologias, mas a disputa tem e deve pairar sempre no nível das idéias, dos argumentos, das discussões que busquem uma convergência para o bem comum, porque quando se parte para situações que visam apenas atacar a vida pessoal, perde-se o sentido de se fazer política e forma-se a cultura do ódio, onde o que o outro faz, nunca lhe servirá, ainda que lhe sirva.

É certo que não é fácil controlar as emoções quando se está no calor da discussão, mas esse equilíbrio é fundamental, e isso não vale apenas neste momento eleitoral, vale para nossa conduta de vida. Quando controlamos nossos ímpetos, evitamos desgraças anunciadas ou, ao menos, amenizamos conflitos inadiáveis. É preciso buscar sempre a conciliação e não propagar a guerra, pois está é sempre ruim para todos.

Portanto, ricos e pobres, nortistas e sulistas, brancos e negros, heterossexuais e homossexuais, católicos e umbandistas, os da situação e os da oposição, os de direita e os de esquerda, cada qual tem o direito legítimo às suas convicções, deixemos as discussões no âmbito das discussões ideológicas e não pessoais e jamais busquemos desafiar o ódio de um pelo o outro. Não se faz nenhuma mudança, cultivando o ódio em qualquer que seja a situação.

Só construiremos algo melhor de verdade, quando aprendemos a respeitar opiniões contrárias as nossas, a discordância é salutar para o desenvolvimento do ser humano e só tem a contribuir para as relações interpessoais, mas, quando, insistentemente buscamos cultivar o ódio, continuaremos vivendo no lugar de sentimentos pequenos e ambições baratas. Foi difícil, mas hoje sei o quanto disseminar a cultura da paz me faz bem.


Guerras não trazem a paz

agosto 1, 2014

Aprendi a duras penas que devo sempre me colocar no lugar do outro, portanto não vou tomar partido nem por esse, nem por aquele, mesmo porque já sentia na pele que não se consegue a paz alguma, fazendo guerras. Por vezes, a minha intolerância desencadeou conflitos desnecessários, ferindo sempre aqueles que não tinham nada a ver com as minhas desavenças. Sei que não é um processo fácil, por isso todo dia procuro praticar a tolerância.

É claro que, ás vezes, cruzamos o caminho daqueles que buscam a guerra a qualquer custo, estão sempre provocativos e preocupados, única e exclusiva-mente com suas cercanias. São quase sempre surdos para o quê lhes falam e cegos para o quê lhes mostram, nada os move de suas posições, pois mudar de opinião sobre esse ou aquele assunto sempre estará fora de questão. Espalham rastilhos de pólvora por onde passam.

Não estão preocupados com o pensamento alheio, muito menos com os problemas que podem causar, nada e nem ninguém é mais importante do que os seus interesses e, para isso, estão sempre armados e preparados para usar de violência para conquistarem o que desejam, ou ainda, não deixarem que lhes tomem o que julgam ser de suas propriedades. Não mede conseqüências, são inconsequentes, vis e podem até se tornarem sanguinários.

Quando nos colocamos no lugar daqueles que tem suas vidas transformadas de uma hora para outra, por atos e práticas de guerra, a tristeza faz com que enxerguemos a paz muito além do alcance dos nossos olhos. Vemos vítimas indefesas sofrendo com ataques intolerantes daqueles que estão preocupados, com suas razões e seus motivos, ainda que ambos não tenham razão, nem motivo algum, pois, os Senhores da Guerra não tem uma coisa, nem outra.

E quando nós ampliamos nosso comportamento intolerante e irredutível e nos transportamos para o centro de um conflito maior, podemos perceber o mal que se faz a tanta gente quando ao invés da paz preferimos a guerra, quando ao invés do diálogo, buscamos notar que causamos só destruição e acabamos, invariavelmente fazendo muitas e muitas vítimas inocentes.

Por isso, enquanto o homem achar que precisa se utilizar de guerras para fazer valer sua opinião, usar da violência para conquistar seus territórios, e não aceitar o diálogo como argumento para contrapor uma outra posição, veremos surgir, muitas e muitas vítimas inocentes, que terem suas vidas transformadas sem jamais reconquistarem de volta a paz que existia antes. Depois das guerras só o que fica é a dor do sofrimento.

Não importa o tamanho da guerra que você provoque, se contra uma outra pessoa, ou contra uma outra nação, você nunca terá razão, pois na guerra, os seus motivos e argumentos se perderão pelo rastro da dor e do sofrimento que você espalhará. Quando buscamos dentro de nós os esforços para sermos mais tolerantes, damos os primeiros passos para compreender que nenhuma guerra é capaz de trazer a paz.


A gente quer paz

dezembro 8, 2013

Essa história que eu vou contar pra vocês agora, não tem nada de aventura, nem de alegre, pra falar a verdade, ela é muito triste, pois fala de uma briga muito grande que teve lá no meu colégio. Vou contar tudo.

Aquele dia tinha tudo pra ser um dia bem legal. Era o dia de gincana geral na escola. É que lá na minha escola, uma vez por ano, tem a gincana geral. Tem muita brincadeira, jogos e muita diversão. A gente faz a maior bagunça!

“Então, Joana, trouxe muitas prendas?”

“Trouxe um monte de latinha! E você, Helena?”

“Eu trouxe um monte de garrafa de plástico.”

“Desta vez a nossa classe vai ganhar!

Não demorou muito e logo começaram os jogos. Era o primeiro ano contra o segundo ano, o terceiro contra o quarto, até o pessoal do nono ano participava da nossa gincana.

De repente, começou uma confusão com os meninos do nono ano que fez todo mundo sair correndo. Fizeram uma roda em volta do Zé Augusto e começaram a chamar ele com o apelido que ele não gostava.

“Palito Zoiudo! Palito Zoiudo!

E mais e mais gente foi chegando na roda e gritando o apelido do Zé Augusto. Ele tava muito nervoso. Muita gente gritava pro pessoal parar de chamar o Zé Augusto de “Palito Zoiudo”, mas, aqueles meninos chamavam mais alto. Coitado do Zé Augusto! Ele é tão legal! Não sei por que essa coisa de ficar dando apelido pro’s outros, a gente não tem nome?

A tia Célia chegou bem brava e acabou logo com aquela brincadeira daqueles meninos sem graça. E na primeira oportunidade, o Zé Augusto saiu correndo pro banheiro. Ficou lá um montão de tempo. Quando ele saiu, eu e a Joana corremos pra falar com ele.

“Zé Augusto, não fica assim!” Eu falei pra ele.

“Não liga, esses meninos são todos bobos!” Disse a Joana.

Mas ele passou pela gente e nem ouviu. Ele tava vermelho de raiva. Tava até chorando. Subi para classe, correndo. Alguns meninos que viram ele subi, ainda chamaram ele pelo apelido.

“EI, vocês não vão jogar queimada?” Disse a Thalita já nos chamando.

Mesmo com pena do Zé Augusto, eu e a Joana fomos com a Thalita para o jogo de queimada.

A nossa classe ganhou quase todos os jogos e na hora de contar as prendas, perdemos por causa de duas latinhas.

“Poxa, Joana, você podia ter trazido mais latinhas, né?

“Por que você não trouxe?” Respondeu a Joana.

“Mas eu trouxe um montão de garrafas!”

“Eu também trouxe um monte de latinhas!”

De repente a gente ouviu uma gritaria no meio do pátio.

“Olha lá, o Zé Augusto está brigando com o Renato!” Disse a Thalita.

Na hora, eu e a Joana paramos de brigar e corremos para pátio onde os dois tavam brigando. Os meninos do nono ano gritavam o apelido do Zé Augusto, sem parar.

“Palito Zoiuido! Palito Zoiudo! Pega ele, Renato!”

Mas, o Zé Augusto tava muito bravo. Nunca tinha visto o Zé Augusto tal bravo assim. Ele bateu tanto no Renato que saiu até sangue do rosto dele. Quando o Renato caiu no chão, os meninos foram pra cima do Zé Augusto e começaram a bater nele. Todo mundo junto.

Eles iam batendo no Zé e gritando o apelido dele. E ele gritava que todo mundo ia se ver com ele.

De uma hora pra outra, a roda do pessoal que batia no Zé abriu, bem na hora que chegaram os tios da segurança pra acabar com a briga. Só que quando a roda abriu, um menino do nono ano que eu não me lembro o nome, caiu segurando a barriga cheia de sangue.

Os tios da segurança seguravam o Zé Augusto que tinha uma faca suja de sangue na mão. Na verdade não era uma faca, mas parecia.

E aquele que tinha tudo pra ser um dia super legal, acabou de uma maneira muito triste. E tudo porque os meninos estavam chamando o Zé Augusto pelo apelido que ele não gostava. Se a gente tem nome, pra que apelido?

Quando alguém chama alguém pelo apelido, eu fico muito brava, pois por causa dessa coisa de apelido, o Zé Augusto machucou aquele menino e acabou sendo expulso da escola.

Ah, o outro menino? Ficou bom. Na verdade foi só um arranhão. Agora, ele fica no recreio com turma do Ensino Médio, chamando o Pedro, de “camarão gordo”.

Eu já falei pra minha mãe e pro meu pai, que se alguém inventar algum apelido pra mim, vou querer sair na hora da escola, pois não quero ter que um dia fazer o que o Zé Augusto fez. Porque quando a gente fica com raiva, sempre faz coisas que não deve. Meu pai sempre diz isso!

Bom, agora vou indo, pois tenho uma prova muito difícil de matemática e preciso estudar, senão, acabou ficando de recuperação e acabo perdendo parte das férias. Esse ano o papai ta prometendo me levar para um Hotel Fazenda, mas pra isso, preciso passar de ano.

Então, tchauzinho pra tudo mundo!


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