A Educação na UTI

setembro 1, 2017

Não é de hoje que se sabe que só conseguiremos mudar, de fato, os rumos do país, através da Educação, mas, para isso, não basta o governo gastar rios de dinheiro em publicidade para divulgar a mudança do Ensino Médio e das bases curriculares do Ensino Fundamental, nem tão pouco, acentuar o discurso em cima da polêmica da Escola sem partido, até porque, a escola não deve ter mesmo, nem partido, nem credo e muito menos, preconceito, aliás, este último é o que mais precisa ser combatido nos bancos escolares.

Há uma estrutura arcaica sustentando a Educação no país, cujos pilares já não estão se aguentando, de tão decadentes, estão prestes a ruir. Não há mais espaço para manter, principalmente no Ensino Público, os conceitos e padrões que norteavam a Educação no século passado, é preciso muito mais do que o autoritarismo do poder diretivo, em que a palavra era a ordem, é preciso restabelecer, urgentemente, a importância da cidadania, ética e valores, direitos e deveres, mas não de forma opressora.

O conceito de Educação se estendeu, não é mais professor ensina, aluno aprende, até mesmo porque, hoje o conhecimento é livre e de fácil acesso, portanto, não cabe mais uma estrutura educacional pautada em concepções ultrapassadas, e que já se mostrou, ao longo do tempo, ineficiente para transformar o país. Hoje não há mais espaço para exigir a mesma educação de ontem, pois as coisas se transformam, as pessoas se transformam e a escola não pode e não deve ficar parada no tempo.

Ainda que esforços isolados de alguns professores, aqui ou ali, na direção de se estabelecer um novo rumo para a Educação, sejam notados, é muito pouco para o quê o país precisa, pois, esses esforços só alcançarão, no máximo, uma sala de aula, uma turma e na melhor das hipóteses, uma escola. São exemplos a serem seguidos, mas que se perdem no meio de uma estrutura decadente, aonde pessoas com pensamentos antigos insistem em manter viva, uma forma ultrapassada de escola, até mesmo como organização de ensino.

Enquanto quem estiver capitaneando os rumos da Educação do país, continuar pensando que os problemas da Educação se resolverão com pequenas e simples mudanças nos currículos e grades escolares, ou com discussões rasas sobre questões ideológicas, ou de credos, ainda veremos um país desigual em oportunidades, em que o preconceito e a opressão serão as molas mestres que sustentarão os corroídos pilares que até hoje mantém em pé, as estruturas educacionais do país e, dificilmente veremos a Educação sair da UTI.

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E o futuro escorre pelas mãos

agosto 11, 2017

Estamos vivendo um caos nos últimos tempos, tempos tenebrosos, em que o ego tomou conta do poder e passou a dar as cartas no país. A vaidade e a ganância deram as mãos e dividiram o Brasil, fomentando o ódio e a desgraça, não há, em nenhum dos dois lados, nada, definitivamente, nada, que indique uma saída para a crise em que estamos mergulhados, apenas um jogo de acusações e ofensas pessoais, que, às vezes, chega a beirar ao fascismo.

São jogos de palavras sujas, de lado a lado, que empurram cada vez mais o povo contra o povo, cada qual tentando mostrar que a sua fatia de poder é melhor que a fatia do poder do outro lado, mas, as duas fatias de poder estão putrificadas e exalando o mau cheiro da sujeira que emergiu da lama em que o país está mergulhado. Não há santos, são todos anjos caídos, tentando, a qualquer custo, escapar do inferno em que eles próprios nos meteram.

E o pior, é que fica uma parte do povo, de lado a lado, defendendo os pobres diabos que não têm mais o que nos oferecer de bom, consumiram tudo que havia de melhor do brasileiro, que era a sua esperança no futuro e, agora, o futuro nos escorre pelas mãos. O que essa gente que está na política quer, é apenas livrar a própria alma do purgatório, só que com isso, vai dividindo mais e mais o país, que vai afundando em um buraco que parece não ter mais fim.

Enquanto isso, o tempo passa, velozmente, e ninguém, de um lado ou do outro lado, surge com uma proposta honesta e verdadeira, para resgatar o país deste mar de lama que está enfiado, são discursos demagogos, envelhecidos, com promessas de um herói populista decadente, que já foram desnudados, quando as máscaras de todos caíram, revelando que os egocêntricos que estão na política, querem apenas, a honra e a glória de si mesmo, jamais o bem popular.

De nada adianta o povo cair nas armadilhas que ambos os lados, criam, para tentar nos prender, pois, o que está aí e o que já esteve aí, deram mostrar suficientes de que nunca houve um projeto de governo para o país, e sim, um projeto de se manter no controle, manipular dados e informações, iludir, enganar, se locupletar e, depois, jogar a culpa no bandido adversário, sendo que, o quê nos foi revelado é que somos e sempre fomos, governados por bandidos.

Tudo o que nos aconteceu e que vem nos acontecendo nos últimos anos, precisa ter nos servido de lição de alguma forma, para que possamos, já calejados e vacinados, construir um país melhor, e esta construção passa, primeiramente, por uma renovação completa dos quadros políticos, jogando foram os velhos coronéis, o velho populismo barato, a velha demagogia e os velhos regimes de poder viciados e decadentes que fomentam apenas a desordem do país.

É chegada a hora, do povo, que foi e está sendo insuflado a ter ódio um do outro, deixar de defender este ou aquele lado como sendo o melhor e sim, exigir de quem quer que seja, um projeto real e verdadeiro, que resgate a esperança e tire de vez o país deste lamaçal, hoje, pouco importa se este projeto virá mais a esquerda, mais a direita, ou mais ao centro, o que importa é que ele venha logo, pois o tempo está passando e o futuro está escorrendo pelas mãos.


O lixo que se consome diariamente

agosto 4, 2017

Em tempos de exigências na excelência dos produtos, em que o padrão de qualidade é o diferencial para se conquistar mais e mais consumidores, nos defrontamos com um enorme paradoxo, pois, apesar desta busca por qualidade nas coisas que compramos, nunca se consumiu tanto lixo cultural, musical e alimentício. Exigimos qualidade em tudo, mais engolimos goela abaixo, todo lixo que a indústria, de todo o segmento, nos empurra.

Começando pela indústria alimentícia: Hoje, até por conta de vários programas sobre culinária, a gastronomia ganhou uma maior visibilidade e conseguimos ter acesso a várias comidas e a vários alimentos que influenciaram a mudança do nosso paladar, mas, por outro lado, ainda gastamos os tubos, em lojas de “fast food” que nos entopem de uma comida que já sabemos nos fazer tão mal, e, consumimos felizes, esse lixo alimentício.

E quando falamos no lixo cultural a coisa é pior ainda, com tanto acesso a um número infinito de conteúdos culturais que podemos alcançar, nos deixamos satisfazer por uma música pobre em melodia e em letra, que expõe o lado mais desinteressante do ser humano, sem falar na sonoridade, que chega a agredir o cérebro com tanta porcaria. Como pode alguém que exige qualidade em tudo, consumir esse tipo de música como entretenimento?

A verdade é que nos achamos intelectuais demais, mas na verdade, acabamos nos tornando marionetes na mão da indústria de consumo, gastamos o que na temos, para comprar o que não precisamos e estamos satisfeitos em consumir o lixo cultural que nos entregam. Ficamos tão monocórdios em termos de música, por exemplo, que a cada dia, a indústria nos entope de mais e mais sertanejo, funk,  sertafunk, funknejo, e coisas afins.

Tudo isso deixa claro que a massa da sociedade, não está muito preocupada com aquilo que consome, ela quer é consumir e como qualidade sempre custa mais caro, ficou muito mais fácil para indústria vestir o lixo como algo de luxo e entupir a sociedade dele, mas, não demora muito, todos estaremos morrendo afogados nesta montanha de lixo cultural que nos empurram diariamente e que ainda agradecemos por ele.

A cultural que se consome nos dias de hoje, deixa claro o quanto a sociedade está desnudada de vergonha e achando normal a promiscuidade, a traição, a violência, pois tudo é declamado da forma mais vulgar possível e, quanto mais chula for a letra, mais ela faz sucesso e mais é consumida, mostrando que o tal padrão de qualidade das coisas, não deve ser levado assim tão a sério e ao pé da letra, não é mesmo?

Não se trata de caretice ou de algo do tipo, muito menos preconceito com isso ou aquilo, é que, em tempos de exigência por excelência e qualidade em tudo aquilo que se consome, não podemos aceitar, passivamente, que um lixo cultural, seja jogado em nossa cara, todos os dias, e ainda acharmos que é o melhor que se tem a nos oferecer. Se quem consome tudo isso, acha tudo maravilhoso, muito obrigado, prefiro não experimentar.


A impunidade que mata sem parar

julho 13, 2017

A cada amanhecer somos acordados por uma notícia de alguém que perdeu a vida por conta da violência, o quê deveria ser motivo de indignação, já parece não comover tanto, alguns corações desesperançados por dias melhores. Estamos vivendo uma guerra civil, silenciosa, que é alimentada, diariamente, pela impunidade que não faz frente à criminalidade, fazendo com que bandidos não temam praticar os seus atos ilícitos, ainda que seja sob a luz do dia.

É muito triste ler notícias de famílias despedaçadas pelas ações de bandidos, que têm se mostrado cada vez mais cruéis e impiedosos com suas vítimas, não há mais, nestes criminosos, o sentido de humanidade, não é nem possível usar-se da literatura para tentar humanizar o caráter desses meliantes, que só se interessam em cometer seus crimes, não lhes importam mais, nem mesmo as próprias vidas e a impunidade reforça esse comportamento todos os dias.

Talvez não seja nem mais possível jogar a culpa nas desigualdades sociais, pois o que vemos hoje é uma geração de bandidos perversos, sanguinários e que estão cada vez mais audaciosos, não há o que lhes impeça de cometer os seus crimes e esta situação vai se acentuando dia após dia, pois a certeza da impunidade lhes garante a coragem e a ousadia necessárias para atacar qualquer pessoa, em qualquer lugar e a qualquer hora.

Hoje quando saímos de casa temos que pedir em oração, que nossas vidas estejam protegidas pelas bênçãos de Jesus, Alá, Oxalá, Buda, Maomé, todos os santos e orixás, anjos e querubins e sei lá mais quem, pois a lei dos homens já não nos protege mais, estamos todos à mercê da sorte pedindo para não atravessar o caminho de uma bala perdida lançada nos confrontos diários entre polícia e bandido, que disputam para ver quem manda mais.

Parece que estamos ficando cada vez mais sem saída, pois, se tentarmos olhar, ainda que piedosamente, para alguns Juízes, políticos e policiais, que, em tese, seriam os mais indicados para nos defender no meio desta guerra, veremos a corrupção e a criminalidade impregnada em  suas veias, da mesma forma que correm nas veias dos bandidos, que, encorajados pelas bênçãos de uma impunidade plena, geral e irrestrita, faz do cidadão comum, sua próxima vítima.

Aonde iremos parar? Quantas lágrimas ainda teremos que derramar? Quantas famílias terão de serem desfeitas? Quantas pessoas ainda terão de perder a vida? Até quando viveremos essa guerra violenta e cruel que não poupa nem mesmo alguém que ainda nem nasceu? Até quando sairemos de casa sem saber se voltaremos? Enquanto todas essas perguntas ficam sem respostas, a impunidade vai matando cada vez mais. Por hora só podemos pedir para que nada de mal nos aconteça e que Deus nos guarde e nos proteja.


A arte precisa ser independente

junho 30, 2017

A arte são os olhos que enxergam a vida como ela realmente é, com suas injustiças, seus preconceitos, suas pessoas tortas, a loucura de cada um, a hipocrisia que cada um esconde atrás da fotografia, a felicidade que cabe em um instante, a decepção de um coração partido, às partidas e chegadas, o amor, as vinganças, o bem e o mal, por isso, ela precisa ser independente, não tomar partido nunca. A arte não tem lado.

A arte não tem ideologia, não tem partido político, não é de esquerda, nem de direita, não pode ter o rabo preso, não pode fazer conchavos, nem se prestar a favores, não pode defender a tirania de um governante, mas nem tão pouco acusá-lo por um único ponto de vista, a arte não determina aquilo que é certo, nem aquilo que é errado, o que é para se gostar ou o que é para se odiar, a arte necessita da liberdade da palavra e das ações para provocar.

A arte precisa de um artista independente que use a sua arte acima de seus pontos de vistas ideológicos, religiosos e humanitários, a arte precisa que seu artista tenha a alma desnudada de preconceitos, para que ela seja totalmente livre e seja capaz de acusar, denunciar, vã gloriar, retalhar, reivindicar o lado torto da vida, o lado que a vida mostra todos os dias, mas que a correria do dia a dia não deixa que as pessoas comuns o enxergue.

A arte não é branca, nem preta, nem azul, nem vermelha, muito menos tem apenas as cores do arco-íris, a arte é multicolorida, multirracial, multipartidária, multiplicadora, a arte não pode ser dividida em pequenas minorias, precisa ser independente para que a maioria possa perceber que a vida não é um mar de rosas, que a vida tinge as ruas de vermelho sangue, mas também pode pintar o coração de vermelho amor.

A arte não pode nunca se prestar a pensamentos pré concebidos, nem tão pouco se prestar a panfletagens deste ou daquele governo, governante, ou partido político, a arte é o único instrumento que precisa ser livre para atingir o seu principal objetivo, que é mostrar a vida para quem não consegue ver, a arte não pertence a nenhum grupo, a arte é do artista, que não pode estar preso a ninguém, para que sua arte seja manifestada na plenitude.

A arte não pode fazer julgamentos, portanto, não condena e nem absolve, a arte não pode ser autoritária, nem condescendente, nem tão pouco ser uma doutrina, a arte não é o ponto final, muito pelo contrário, a arte é o começo de tudo, uma luz sobre a neblina que cega o ser humano, a arte deve ser livre para fazer pensar, rever conceitos, opiniões e até mesmo pontos de vista, a arte deve ser o que é: libertadora.

A arte é a verdadeira e única expressão capaz de mudar a situação em que vivemos, mas, para isso, cada artista, precisa colocar a sua arte acima de suas ideologias partidárias, suas convicções e suas opiniões, não se pode tomar partido, ainda que, como cidadão, cada qual tenha o legítimo direito de se manifestar sobre o que acha certo ou errado, só que a arte tem que falar a língua da independência para que cumpra o seu papel na sociedade.


A culpa é da Justiça

junho 16, 2017

A cada dia que passa, nossa sociedade se torna mais bárbara, mais cruel, com os instintos sempre à flor da pele, está sempre pronta para fazer justiça com as próprias mãos, e de quem é a culpa deste quadro? Da Justiça deste País. A cada golpe que a sociedade sofre, fica claro que é a impunidade que impera por esses lados, só que com isso, mais cresce na sociedade, a descrença nos órgãos de Justiça e a sede irracional por vingança.

Os dois pesos e as duas medidas que a Justiça tem em julgar os crimes, deixa transparecer de uma forma bem clara que o poder econômico tem grande influência nas decisões e que um mesmo crime tem tratamento e penas diferentes, dependendo de quem o cometeu. Essa situação, que é recorrente, vem minando as esperanças desta sociedade que está cada vez mais dividida, alimentando ainda mais o ódio de quem já perdeu o senso de justiça.

A sensação que não existe uma justiça realmente justa no País, tem feito muito mal para nossa sociedade, pois, intimações, julgamentos equivocados, solturas antecipadas, privilégios, relaxamentos de prisão, habeas corpus, recursos e mais recursos, ainda que todos esses artifícios estejam de acordo com as Leis que regem o País,  e a divulgação de crimes sem punições, vai sedimentando um sentimento de que o crime compensa e de que é só ter dinheiro, que tudo se resolve.

Essa sensação de impunidade é tão grande, que marginais já não se preocupam em procurar vítimas distraídas para cometerem seus crimes, é tudo à luz do dia, e com quem estiver no caminho, pois já é sabido entre eles, que se tiverem um pouco mais de sorte, sairão ilesos de suas investidas, ou, se forem menores de idades, o máximo que receberão como punição, serão alguns anos trancafiados em uma Casa de Custódia decadente.

E essa mistura de sensação de impunidade com justiça feita com as próprias mãos, tem produzido um ambiente perigoso, de ladrões destemidos e de justiceiros dispostos a caçar, julgar e condenar quem cometer algum ato contra a sociedade, e de quem é a culpa de tudo isso? Da Justiça! A Justiça tem deixado claro que o seu conceito do que seja justiça, é bem diferente do que quer e espera a nossa sociedade.

É preciso de uma vez por todas, mudar as Leis do País, mudar os Juízes do País, criar novamente uma atmosfera que deixe claro que sempre será feita a Justiça, doa a quem doer, caso o contrário, assistiremos muitas e muitas cenas de barbárie e de demonstração de justiça feita com as próprias mãos. Não adianta apelar para humanidade das pessoas, quando elas têm, ceifadas, a sua liberdade, a vida de um familiar e não consegue enxergar que haverá um mínimo de justiça a seu favor.

Os órgãos de Justiça de nosso País precisam prestar mais atenção no que vem acontecendo em nossa sociedade, pois enquanto quem roubar bilhões de reais responder pelos seus crimes em liberdade e quem roubar uma pacote de macarrão para matar a fome, ficar trancafiada até o dia de seu julgamento, com grandes possibilidades de condenação, a sociedade continuará produzindo pessoas que se acharão no direito de fazer a justiça pelas próprias mãos.


Quando o dever de passar valores já deu errado

junho 9, 2017

Já houve um tempo, não muito distante deste em que vivemos hoje, que uma frase era emblemática: “O trabalho dignifica o homem!” Qual trabalho? Qualquer um! O digno para sociedade daqueles tempos era que a pessoa tivesse um trabalho honesto, isso já o dignificava como um grande homem, mas, com a polêmica dos estudantes de duas escolas particulares, ficou claro que, para parte da sociedade, só alguns trabalham dignificam o homem.

É, em algum momento da história da nossa sociedade, a tarefa de repassar o que são valores, para as futuras gerações, se perdeu no caminho, talvez no caminho em que a sociedade preferiu seguir, o caminho em que ter poder, posição social, dinheiro, glamour, se tornou mais importante do que ter um emprego digno que gere condições necessárias e suficientes para que o homem possa cuidar de sua família e viver sua vida.

Não acho que a importância dada à meritocracia seja algo responsável para essa situação de desmerecimento de algumas profissões, até porque, querer crescer em qualquer profissão por mérito, é bem mais gratificante do que subir à custa de apadrinhamentos; um auxiliar de limpezas pode por mérito alcançar a condição de porteiro e este a condição de zelador, assim como um office boy poder galgar o cargo de diretor de uma empresa. Isso tudo é digno.

O mérito está ligado a quanto você se dedica para crescer profissionalmente, e não a apadrinhamentos, oportunidades aparecem para todos, pois, afinal, quem não quer vencer na vida? Agora, o problema que aconteceu com os estudantes, tem a ver com o repasse de valores, do que seja digno e honesto, do que seja ético e moral, a profissão que você ocupa, o trabalho que você executa nada tem a ver com o ser humano que você é, ou que vai se tornar.

Qualificar esta ou aquela profissão como a que coloca alguém na esteira do sucesso, é sinal de uma sociedade perdida na sua essência, pois já se vê mais capaz de passar para suas futuras gerações, a honestidade, a dignidade, a simplicidade e a necessidade que cada profissão tem para que esta sociedade funcione como um grupo, em que todos têm seus deveres e seus direitos e que, cada um, tem o seu devido valor, para que todos possam ser felizes.

Mas, também, todos nós temos culpa deste cenário, fazemos parte desta mesma sociedade que está doente, todos estamos, pois também contribuímos para que esta sociedade se tornasse individualista, mesquinha, frívola, interesseira, uma sociedade onde temos que mostrar o quanto temos, para que outros nos invejem o quanto somos felizes. O momento é de consciência e não apenas de indignação, ou busquemos repassar os verdadeiros valores de ser um Ser humano, ou sofreremos juntos do mesmo mal, e sabe-se lá por quanto tempo.


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