Um povo perdido

junho 1, 2018

Está cada vez mais claro o quanto o brasileiro está perdido em meio ao caos que se instalou no país, ninguém mais sabe ao certo para que direção seguir, quem apoiar, o quê pensar, são tantos pedidos insólitos, reivindicações descabidas, posicionamentos sem sentidos, uns querem uma coisa, outros querem outra completamente diferente, a impressão é que, ao ser tirado de sua zona de conforto, o povo se descontrolou e se perdeu.  

Hoje um mar de contradições habita a cabeça de um povo que se desequilibrou por conta dos desmandos e das injustiças cometidas pela classe política e, cada qual julga ter a sua própria solução para que sua vida volte ao normal. As conversas estão cruzadas, as idéias estão cruzadas, os caminhos estão cruzados e o povo passa o dia e a noite batendo cabeça sem saber de onde achar, de novo, o seu caminho para uma convivência sadia com o outro.

O povo clama por mudança, mudança de atitude, mudança dos políticos, mudança da justiça, pede mais ética e mais cidadania, mas ao mesmo tempo, não se furta de se reunir em bandos para saquear lojas e supermercados, para adquirir produtos clandestinamente, de aumentar os preços das coisas, de pagar mais caro pelo preço das coisas, de apoiar uma manifestação e rechaçar uma outra, tem um discurso diferente da prática e que vemos é muita confusão.

O que tudo tem mostrado é que não há mais uma sociedade, não há mais uma unidade de um mesmo povo lutando por um só ideal, por um país único, o que há são pequenos clãs que buscam, isoladamente, saciar suas necessidades mais urgentes, ainda que falte tudo para o seu vizinho. O povo está cada vez mais solitário em meio à multidão que está querendo ir às ruas, sem saber direito o quê pedir, só quer que alguma coisa muda, mais não pensa em mudar.

Quanto tempo ainda aguentaremos esse desencontro de vontades que tomou conta do país? Não dá para saber ao certo o que o povo está querendo, até porque, cada qual tem a sua própria solução e a sua própria opinião para esse momento em que vivemos. A verdade é que ainda há muito sangue nos olhos e muito ódio sendo destilado, com culpas jogadas de lado a lado e para todos os lados, que pode ser que demore muito até que tudo volte ao seu lugar.

Enquanto isso, o quê se vê, é um povo perdido, sem saber como retomar, de novo, ao caminho que lhe leve de volta para a sua velha zona de conforto, aonde possa desfrutar da tranquilidade de uma vida pacata, sem solavancos, sem nada que atrapalhe a sua rotina e sem mais nenhum problema que lhe incomode, mas que continua a vociferar palavras de ordem contra o governo, contra os privilégios dos políticos, contra a carestia das coisas, contra a vida que leva, contra o outro, contra o país…

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Os olhos isentos da arte

março 9, 2018

Desde a Grécia Antiga que a arte é o instrumento mais eficiente para desnudar a alma do ser humano, sempre foi através dos olhos isentos da arte, que nos foi possível descobrir as injustiças, as falcatruas, os desmandos, os bons e maus comportamentos, os preconceitos, enfim, conhecer por dentro a alma humana e ter a consciência que nunca houve sobre a Terra, nenhuma alma santa, até porque, os santos também já foram homens de pecado.

Sempre coube a arte a árdua tarefa de mostrar nossa verdadeira face, como um espelho refletindo as nossas entranhas e os nossos piores pensamentos sobre a vida, sobre o outro e até sobre nós mesmos. A arte sempre foi feita para abalar as estruturas da sociedade e mostrar o quê alguns olhos cegos não são capazes de enxergar. Mas, parece que a arte praticada hoje em dia, anda meio seletiva, querendo tomar partindo em certas situações.

Como denunciar a homofobia, o preconceito, a injustiça, a traição, a guerra pelo poder, o racismo, se hoje a arte quer emitir um juízo de valor sobre eles? A arte é e sempre foi livre para falar sobre qualquer assunto, cutucar a onça com vara curta, mexer nas feridas abertas, mas como fazer da arte o velho instrumento eficiente que desnuda a alma humana, se a arte não pode falar de certo assunto porque ataca o tal do politicamente correto?

A natureza da arte é ser livre de pensamento e de preconceitos, só assim ela é capaz de falar sem pudor de todo e qualquer assunto que norteia a vida das pessoas, a arte não pode ser usada como panfletagem desta ou daquela ideologia política ou religiosa, ou desta ou daquela visão de mundo. É claro que há de se combater os comportamentos que atacam a individualidade das pessoas, mas não se pode impedir que a arte mostre também o outro lado.

Quando a arte é usada para defender só um lado do problema, ela não reflete o quanto uma sociedade pode estar ou não doente, quando a arte defende apenas um lado, o quê vemos e veremos é sempre uma visão parcial de quem a faz, soa como uma opinião pessoal sobre o assunto e, assim, deixa de cumprir o seu papel de mostrar as duas faces do ser humano, vira maniqueísta, deixando transparecer que um lado é sempre bom e o outro é sempre mal.

Se a arte não tiver um olhar isento sobre qualquer assunto que queira tratar, ela deixa de ser arte e passa ser apenas uma manifestação pessoal que mostra um olhar engessado, preocupado apenas em impor sobre o outro, uma doutrina de visão de mundo que é visto por um único olhar. A arte precisa ser isenta para mostrar às pessoas o mundo tal e qual ele é, para que cada um, com sua visão de mundo, reconhecendo nela, aquilo que lhe faz bem e aquilo que lhe faz mal. Arte é feita para provocar, não para doutrinar.


A felicidade está na liberdade

janeiro 5, 2018

Buscamos tanto a felicidade e nem percebemos o quanto estamos todos presos e amarrados em obrigações que sufocam nossa alma de responsabilidades e que não nos deixam seguir a nossa caminhada com mais leveza. Enchemos nossas vidas de coisas que achamos que vão nos fazer felizes, mas, na verdade, na maioria das vezes, tornamos a nossa própria vida, um fardo difícil de carregar e não estamos, nem livres e nem felizes.

A simplicidade da vida se perde diante da necessidade imposta pela sociedade que nos faz cada vez mais consumista, em que “ter” é mais relevante do que “ser” e, vamos nos enredando para podermos fazer parte desta sociedade sem nem bem perceber e fingimos sermos felizes, em rostos e festas alegres postadas em redes sociais, mas, são poucos que realmente estão livres das armadilhas que, uma hora ou outra, acabamos caindo.

Como podemos ser realmente felizes se estamos presos em coisas que nos fazem tristes, que nos deixam melancólicos e perdidos diante da vida? Ninguém é realmente livre quando, para se feliz, precisa atender as expectativas e seguir a vida de agrados alheios. Como pode haver felicidade quando a liberdade só dura até a próxima esquina? É certo que a liberdade é uma escolha e ser feliz também, mas tem hora que não se acha o caminho.

Às vezes, buscamos um trabalho que nos possa dar a liberdade para buscarmos a nossa felicidade, felicidade esta, de acordo com os novos padrões da sociedade, ter uma boa condição financeira, ter o melhor celular, o melhor carro, beber a melhor bebida, ir às melhores festas, e, quando paramos para ver até onde a vida nos levou com essa liberdade de ser feliz, estão presos e quase sem saída.

A vida que vai de encontro com o quê a sociedade de hoje dia quer, parece sim, ser o caminho mais seguro para à felicidade e para à liberdade. É preciso aprender a lição de que menos é mais, mais tranquilidade, mais paz, mais tempo para viver, mais alegria, mais felicidade e mais liberdade. Quanto mais tempo a gente leva para encontrar a saída desta prisão que estamos e nem percebemos, menos felizes e menos livres seremos.

Que as energias que emanam deste novo ano, possam ser as verdadeiras conselheiras e que nos conduzam para fora desta prisão em que nos encontramos e, que cada vez, achamos o melhor lugar de se estar. Que a necessidade de viver uma vida em paz consigo mesmo, seja bem maior que a necessidade de viver de acordo com os padrões da sociedade atual, quem sabe assim, fique mais fácil encontrar a felicidade que só a liberdade traz.


A culpa é da Arte

novembro 17, 2017

Um crescente movimento de uma nova igreja evangélica pentecostal fundamentalista, toma conta do país e quer impor a todo custo o conceito do que seja moral em nossa sociedade, disseminando a intolerância religiosa entre às pessoas, mas, a culpa é da Arte.

A Esquerda aparelha o Estado, quebra as empresas do governo, endivida o país, as empresas, as pessoas, impõem-se com contratos fraudulentos, propinas e maracutaias, no afã de se perpetua no poder, incitando o ódio na população e se colocando de inocente pela crise que vivemos, mas a culpa é da Arte.

A Direita dá o ar da graça, colocando para fora toda a sua sede de autoritarismo reacionário, disseminando na sociedade, o preconceito, a homofobia, o racismo, querendo impor à sociedade sua ética duvidosa e sua visão totalitária de governo, mas a culpa é da Arte.

Empresários gananciosos usam a Lei de incentivo ao fomento à Cultura do país de forma fraudulenta, desviando recursos para festas, casamentos e outros eventos sociais particulares, ao invés de destinarem as verbas para produzirem Cultura no país, mas a culpa é da Arte.

A corrupção se instalou no Poder Público como uma metástase, infectando de forma devastadora e quase que irreversível a situação de governabilidade do país, deixando a olhos nus, que nada no país funciona sem o pagamento de propina e acertos ilícitos, mas a culpa é da Arte.

Os políticos estão todos atolados no mar de lama, mostrando que a representatividade popular não faz mais parte da legitimidade dessas casas do Poder, tamanha a desfaçatez com aprovações de leis que beneficiam, mais os políticos, do que o povo, mas a culpa é da Arte.

A violência cresce de forma assustadora, se tornando uma ameaça real à vida das pessoas, que não recebem do Estado a segurança necessária, deixando a sociedade à mercê de menores delinquentes, do crime organizado, fazendo que as pessoas fiquem sem saber se, ao saírem de casa, retornarão, mas, a culpa é da Arte.

Pessoas morrem todos os dias nos hospitais por falta de atendimento médico, pelo sucateamento dos hospitais e pelo descarado  descaso do Poder Público, que faz um jogo de empurra-empurra e que não leva em conta o sofrimento da população, mas a culpa é da Arte.

Bom, vocês viram que se tiverem qualquer problema, de qualquer ordem, em casa, no trabalho, com os bancos, com o vizinho, qualquer situação que lhes deixem em uma condição constrangedora, a solução é muito simples, diz que a culpa é da Arte.


Por que estamos destilando tanto ódio?

outubro 6, 2017

Parece que de uns tempos para cá uma nuvem negra estacionou sobre o país, deixando o tempo fechado entre os brasileiros, que se dividiram em duas correntes e vivem destilando entre si, um ódio quase mortal. Estão todos sempre com a razão, intolerantes, com os ânimos acirrados e com duas pedras nas mãos, dispostos a atirá-las a qualquer instante em qualquer um que discorde de seus pontos de vistas. Por que estamos destilando tanto ódio?

É claro que o rumo tomado pela situação política tem contribuído e muito para que tudo isso chegasse ao ponto que está hoje, existe uma acirrada briga de ideologias políticas de extremos radicais que está contaminando todo mundo e quem toma partido em algum assunto, defendendo o ponto de vista desde ou daquele lado, acaba sendo atacado e hostilizado pelo lado que acha ter o ponto de vista correto. Na há mais diálogos, só ofensas.

Talvez o problema esteja ligado à situação emocional em que está vivendo o brasileiro, pois, se analisarmos profundamente, existem vários fatores que estão contribuindo para o desequilíbrio das pessoas, uma grande parcela da população está desempregada, outra grande parcela está endividada, outra parte da população, vive as duas situações, sem contar a enorme constatação de injustiça que paira sobre nós, tudo isso tira qualquer um do prumo.

Quando tudo parece perdido, depositamos todas as nossas fichas em algumas situações e, no nosso caso, queremos ver os políticos presos e, quando a nossa expectativa não é satisfeita, em virtude do momento em que vivemos, acabamos destilando nosso ódio contra aquilo que nos contraria. Aproveito para fazer aqui a mea-culpa, pois, em alguns momentos me deixei envolver pelo clima de guerra, fazendo pré julgamentos de uma forma emocional. Há de buscar sempre a racionalidade em qualquer assunto.

Mas, voltando: como o rumo da política nos levou a divisão do país tal e qual um disputa futebolística, é claro que a torcida de cada time, jamais vai concordar com a opinião da torcida alheia e, como no futebol, sempre há os torcedores mais exaltados, que, por talvez, estarem passando por uma daquelas situações citadas acima, como: desemprego, endividamento, injustiça, querem resolver a situação através da briga, destilando o seu ódio represado, sobre o outro. E é nisso que se transformou o país, numa briga de torcidas.

Penso que toda essa insatisfação pessoal que o brasileiro está vivendo, também contribui para exaltar os ânimos e transformar pequenas discussões em uma destilação de ódio sem fim. É claro que a situação do país ajuda, e muito, a aumentar o estresse das pessoas, pois, estamos vivendo no limite de nossas paciências, quem tem mais controle sobre si, acaba resolvendo melhor esta ou aquela situação, mas quem tem pavio curto, usa qualquer coisa para destilar seu ódio, às vezes buscando apenas, aliviar o próprio estresse.

Se somarmos a este esgotamento emocional que as pessoas estão vivendo, o crescente fanatismo religioso, o preconceito latente e a imensa intolerância, têm-se um quadro que demonstra bem os possíveis motivos de tanto ódio e de como nossa sociedade está doente, pois, até parece que a destilação do ódio se tornou o alimento de nossas almas, vistos os diários apedrejamentos coletivos e às constantes provocações de poder direita/esquerda/direita. Estamos vivendo uma insanidade inimaginável!

É preciso, urgentemente, que retomemos a razão e não mais deixemos que a emoção seja a nossa porta voz, para, em primeiro lugar, pararmos de enxergar a política de uma maneira futebolística e retomarmos os diálogos, buscando os pontos em que existam convergências e não mais destilarmos todo o nosso ódio sobre as nossas divergências. Na força, sempre haverá um lado que sofrerá mais do que o outro, ou paramos de medir força, ou tudo isso ainda acabará muito mal. Mas respeito e mais amor, por favor!


A Educação na UTI

setembro 1, 2017

Não é de hoje que se sabe que só conseguiremos mudar, de fato, os rumos do país, através da Educação, mas, para isso, não basta o governo gastar rios de dinheiro em publicidade para divulgar a mudança do Ensino Médio e das bases curriculares do Ensino Fundamental, nem tão pouco, acentuar o discurso em cima da polêmica da Escola sem partido, até porque, a escola não deve ter mesmo, nem partido, nem credo e muito menos, preconceito, aliás, este último é o que mais precisa ser combatido nos bancos escolares.

Há uma estrutura arcaica sustentando a Educação no país, cujos pilares já não estão se aguentando, de tão decadentes, estão prestes a ruir. Não há mais espaço para manter, principalmente no Ensino Público, os conceitos e padrões que norteavam a Educação no século passado, é preciso muito mais do que o autoritarismo do poder diretivo, em que a palavra era a ordem, é preciso restabelecer, urgentemente, a importância da cidadania, ética e valores, direitos e deveres, mas não de forma opressora.

O conceito de Educação se estendeu, não é mais professor ensina, aluno aprende, até mesmo porque, hoje o conhecimento é livre e de fácil acesso, portanto, não cabe mais uma estrutura educacional pautada em concepções ultrapassadas, e que já se mostrou, ao longo do tempo, ineficiente para transformar o país. Hoje não há mais espaço para exigir a mesma educação de ontem, pois as coisas se transformam, as pessoas se transformam e a escola não pode e não deve ficar parada no tempo.

Ainda que esforços isolados de alguns professores, aqui ou ali, na direção de se estabelecer um novo rumo para a Educação, sejam notados, é muito pouco para o quê o país precisa, pois, esses esforços só alcançarão, no máximo, uma sala de aula, uma turma e na melhor das hipóteses, uma escola. São exemplos a serem seguidos, mas que se perdem no meio de uma estrutura decadente, aonde pessoas com pensamentos antigos insistem em manter viva, uma forma ultrapassada de escola, até mesmo como organização de ensino.

Enquanto quem estiver capitaneando os rumos da Educação do país, continuar pensando que os problemas da Educação se resolverão com pequenas e simples mudanças nos currículos e grades escolares, ou com discussões rasas sobre questões ideológicas, ou de credos, ainda veremos um país desigual em oportunidades, em que o preconceito e a opressão serão as molas mestres que sustentarão os corroídos pilares que até hoje mantém em pé, as estruturas educacionais do país e, dificilmente veremos a Educação sair da UTI.


E o futuro escorre pelas mãos

agosto 11, 2017

Estamos vivendo um caos nos últimos tempos, tempos tenebrosos, em que o ego tomou conta do poder e passou a dar as cartas no país. A vaidade e a ganância deram as mãos e dividiram o Brasil, fomentando o ódio e a desgraça, não há, em nenhum dos dois lados, nada, definitivamente, nada, que indique uma saída para a crise em que estamos mergulhados, apenas um jogo de acusações e ofensas pessoais, que, às vezes, chega a beirar ao fascismo.

São jogos de palavras sujas, de lado a lado, que empurram cada vez mais o povo contra o povo, cada qual tentando mostrar que a sua fatia de poder é melhor que a fatia do poder do outro lado, mas, as duas fatias de poder estão putrificadas e exalando o mau cheiro da sujeira que emergiu da lama em que o país está mergulhado. Não há santos, são todos anjos caídos, tentando, a qualquer custo, escapar do inferno em que eles próprios nos meteram.

E o pior, é que fica uma parte do povo, de lado a lado, defendendo os pobres diabos que não têm mais o que nos oferecer de bom, consumiram tudo que havia de melhor do brasileiro, que era a sua esperança no futuro e, agora, o futuro nos escorre pelas mãos. O que essa gente que está na política quer, é apenas livrar a própria alma do purgatório, só que com isso, vai dividindo mais e mais o país, que vai afundando em um buraco que parece não ter mais fim.

Enquanto isso, o tempo passa, velozmente, e ninguém, de um lado ou do outro lado, surge com uma proposta honesta e verdadeira, para resgatar o país deste mar de lama que está enfiado, são discursos demagogos, envelhecidos, com promessas de um herói populista decadente, que já foram desnudados, quando as máscaras de todos caíram, revelando que os egocêntricos que estão na política, querem apenas, a honra e a glória de si mesmo, jamais o bem popular.

De nada adianta o povo cair nas armadilhas que ambos os lados, criam, para tentar nos prender, pois, o que está aí e o que já esteve aí, deram mostrar suficientes de que nunca houve um projeto de governo para o país, e sim, um projeto de se manter no controle, manipular dados e informações, iludir, enganar, se locupletar e, depois, jogar a culpa no bandido adversário, sendo que, o quê nos foi revelado é que somos e sempre fomos, governados por bandidos.

Tudo o que nos aconteceu e que vem nos acontecendo nos últimos anos, precisa ter nos servido de lição de alguma forma, para que possamos, já calejados e vacinados, construir um país melhor, e esta construção passa, primeiramente, por uma renovação completa dos quadros políticos, jogando foram os velhos coronéis, o velho populismo barato, a velha demagogia e os velhos regimes de poder viciados e decadentes que fomentam apenas a desordem do país.

É chegada a hora, do povo, que foi e está sendo insuflado a ter ódio um do outro, deixar de defender este ou aquele lado como sendo o melhor e sim, exigir de quem quer que seja, um projeto real e verdadeiro, que resgate a esperança e tire de vez o país deste lamaçal, hoje, pouco importa se este projeto virá mais a esquerda, mais a direita, ou mais ao centro, o que importa é que ele venha logo, pois o tempo está passando e o futuro está escorrendo pelas mãos.


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