Viver é uma viagem

janeiro 12, 2018

Ainda que alguns possam discordar, viver é uma grande viagem que começa com o nosso nascimento e termina com a nossa morte, mas, saber se a vida valerá à pena, depende muito de como vamos encarar essa nossa jornada, pois, como toda viagem, nem tudo é uma maravilha, às vezes, nossas escolhas atrapalham o caminho e faz tudo parecer que nada valerá à pena. Só que a culpa nunca é da viagem, é sempre do viajante.

Há quem acredite que estamos aqui para realizar uma única viagem, eu me recuso a aceitar essa ideia. Como seria possível passar por essa grande viagem uma única vez? Uma vida inteira é muito pouco para aproveitar e absorver tudo de bom que essa viagem pode nos proporcionar, até porque, por desconhecer o percurso, perdemos muita coisa no meu do caminho e deixamos de aproveitar essa grande viagem que é viver.

Às vezes, a viagem é alegre, feita sobre uma estrada silenciosa, com um sol a pino deixando tudo mais colorido, flores a nossa volta, nada é cansativo, toda paisagem é uma pintura que encanta os olhos, encontramos pessoas pelo caminho que fazem a viagem ser ainda mais prazerosa e seguimos firme, sem se preocupar com nada, nem mesmo até onde vamos chegar, somente aproveitando o feliz instante que a vida nos proporciona.

Outrora, a viagem é triste, feita sobre uma estrada esburacada e sinuosa, em uma noite escura e chuvosa, com uma paisagem morta margeando nosso caminho, que até parece longo de mais, tudo é muito cansativo, não há nada de bonito para olhar, até as pessoas que cruzamos na estrada, estão mais dispostas a sabotar a nossa jornada, mas, apesar disso tudo, não podemos parar, precisamos chegar até um lugar seguro, nem que seja só para descansar.

Nem sempre boa, nem sempre ruim, assim é a vida, uma grande viagem, às vezes fácil de seguir, outrora tão difícil que se pensa em desistir no meio do caminho, e é nessa hora de grande dificuldade de viagens tristes pela vida, que precisamos ter o equilíbrio para entender que amanhã podemos ter a chance de fazermos um caminho melhor, uma viagem mais leve e alegre, pois nem todo viagem é para sempre triste e a procura por uma melhor viagem tem que ser sempre constante.

Tem uns que desistem da viagem por acharem não terem a coragem para suportar os caminhos de uma estrada tão dura, tem aqueles que só seguem a viagem não se importando com os momentos bons ou momentos ruis, apenas aguardando que ela acabe e tem aqueles que, ainda que façam viagens ruins, sempre vão buscar um jeito de encontrar beleza e satisfação ainda que a viagem não lhe seja assim tão favorável.

Eu ainda estou viajando em uma estrada esburacada e sinuosa, uma viagem difícil, mas já consigo ver os primeiros raios de Sol despontando no horizonte, já é possível ver, ao meu redor, algumas flores começando a desabrochar, o tempo está ficando mais limpo, e as pessoas que estão ao meu lado nesta jornada, fazem valer tudo valer à pena, por isso, vou seguindo, procurando agradecer, por ainda ter a oportunidade de poder viajar pela vida.

Anúncios

A felicidade está na liberdade

janeiro 5, 2018

Buscamos tanto a felicidade e nem percebemos o quanto estamos todos presos e amarrados em obrigações que sufocam nossa alma de responsabilidades e que não nos deixam seguir a nossa caminhada com mais leveza. Enchemos nossas vidas de coisas que achamos que vão nos fazer felizes, mas, na verdade, na maioria das vezes, tornamos a nossa própria vida, um fardo difícil de carregar e não estamos, nem livres e nem felizes.

A simplicidade da vida se perde diante da necessidade imposta pela sociedade que nos faz cada vez mais consumista, em que “ter” é mais relevante do que “ser” e, vamos nos enredando para podermos fazer parte desta sociedade sem nem bem perceber e fingimos sermos felizes, em rostos e festas alegres postadas em redes sociais, mas, são poucos que realmente estão livres das armadilhas que, uma hora ou outra, acabamos caindo.

Como podemos ser realmente felizes se estamos presos em coisas que nos fazem tristes, que nos deixam melancólicos e perdidos diante da vida? Ninguém é realmente livre quando, para se feliz, precisa atender as expectativas e seguir a vida de agrados alheios. Como pode haver felicidade quando a liberdade só dura até a próxima esquina? É certo que a liberdade é uma escolha e ser feliz também, mas tem hora que não se acha o caminho.

Às vezes, buscamos um trabalho que nos possa dar a liberdade para buscarmos a nossa felicidade, felicidade esta, de acordo com os novos padrões da sociedade, ter uma boa condição financeira, ter o melhor celular, o melhor carro, beber a melhor bebida, ir às melhores festas, e, quando paramos para ver até onde a vida nos levou com essa liberdade de ser feliz, estão presos e quase sem saída.

A vida que vai de encontro com o quê a sociedade de hoje dia quer, parece sim, ser o caminho mais seguro para à felicidade e para à liberdade. É preciso aprender a lição de que menos é mais, mais tranquilidade, mais paz, mais tempo para viver, mais alegria, mais felicidade e mais liberdade. Quanto mais tempo a gente leva para encontrar a saída desta prisão que estamos e nem percebemos, menos felizes e menos livres seremos.

Que as energias que emanam deste novo ano, possam ser as verdadeiras conselheiras e que nos conduzam para fora desta prisão em que nos encontramos e, que cada vez, achamos o melhor lugar de se estar. Que a necessidade de viver uma vida em paz consigo mesmo, seja bem maior que a necessidade de viver de acordo com os padrões da sociedade atual, quem sabe assim, fique mais fácil encontrar a felicidade que só a liberdade traz.


Ano Novo, Vida Nova!?

dezembro 15, 2017

É sempre assim, quando o fim de um ano se aproxima, todos nós nos enchemos de esperança de que a vida mudará, e fazemos promessas, rebuscamos a fé esquecida, pulamos sete ondas, firmamos o pensamento apostando tudo, que o novo ano nos trará a mudança que queremos. Mas será que o quê queremos mudar em nós, depende da virada da folha do calendário? Quantas folhinhas já viraram e continuamos fazendo as mesmas coisas?

Passamos o ano todo esperando pelas mudanças que queríamos que nos acontecessem desde o ano anterior, o ano passou, novamente e, quando tomamos ciência que nada em nossa vida mudou, tratamos de aproveitar mais uma virada de ano para repetirmos tudo outra vez. De duas, uma: ou não queremos mudar nada em nossa vida, ou usamos isso de desculpa para nos enganarmos que tudo será diferente no ano novo.

Já é de conhecimento de todos os ensinamentos de algumas filosofias de vida que dizem que a mudança vem sempre de dentro para fora e nunca de fora para dentro, já temos consciência que o quê nos transformar está no nosso interior e não em nosso exterior, precisamos deixar que a mudança aconteça em nós e não que algo nos mude, embora, às vezes, precisemos de um empurrãozinho de algo exterior para mudarmos aquilo que nos faz mal.

Mudar é muito mais que se deslocar para outro lugar, ou sair de onde se está. Mudamos, muitas vezes, sem nem mesmo sairmos do lugar. Mudar é ter a coragem de deixar para trás algumas situações, que embora nos aborreçam, nos deixam em uma zona de conforto. Se quisermos mudar, de fato, podemos fazer isso agora, ou a qualquer momento de nossas vidas, mas, porque precisamos esperar a mudança do calendário para prometer mudanças?

É certo que não é fácil realizarmos algumas mudanças em nossas vidas, até mesmo porque, certos movimentos que podem parecer ser uma grande mudança, na verdade podem nos levar à repetições de atitudes e situações que nos desgastarão ainda mais. Nenhuma mudança radical é saudável, pois não basta mudar de casa, às vezes, o quê se precisa é apenas arrumar a casa que ficou bagunçada, trocar os móveis de lugar, fazer uma pintura por dentro.

A mudança que nós queremos virá sempre do jeito que passamos a encarar às dificuldades da vida, de como enfrentamos os problemas, de como nos preservamos enquanto indivíduos. Precisamos ir buscar dentro de nós a mudança que queremos ser, pois, quem quer mudar, deve mudar por aí e não para agradar alguém. A mudança tem que vir de modo espontâneo para nos transformar e nos fazer bem.

Então, já que ainda não virou a folhinha do calendário, porque não tentamos, desde já, começarmos a realizar as mudanças que queremos em nossas vidas? Como eu quero ser, como eu quero sentir, como eu quero viver, como eu quero me relacionar, são coisas que podemos fazer agora, não precisamos esperar até o fim do ano para encher o próximo com nossas promessas. Que sejamos todos nós, a nossa própria mudança.


A dureza e a delícia de escrever

dezembro 1, 2017

Nesta semana terminei mais um módulo de uma oficina de Dramaturgia, uma oficina na acepção da palavra, pois, depois de prepararmos os textos para serem apresentados, ficou bem claro para todos que participamos, o quanto ainda temos que quebrar pedras até conseguirmos chegar à melhor forma possível para contarmos nossas histórias. Eis a verdadeira representação de que, para criarmos, precisamos de 1% de inspiração e 99% de transpiração.

Não dá para, simplesmente, agruparmos as nossas ideias, organizarmos diálogos de palavras soltas e colocarmos nas bocas das personagens para acharmos que temos um texto pronto para Teatro. Uma ideia é muito pouco para termos uma boa dramaturgia, há de se garimpar sentimentos, se esmiuçar anseios e desejos e ouvir o quê cada personagem tem a nos contar sobre si e sobra a sua história, até chegarmos ao ponto final do nosso texto.

Pode até parecer fácil quando estamos sentados, confortavelmente, em uma cadeira, assistindo a um espetáculo teatral, ver aqueles personagens conversando entre si, narrando suas aventuras e desventuras, nos comovendo, ou nos frustrando, não temos a dimensão exata de quão trabalhoso foi arquitetar aquele texto desde a sua ideia até o seu ponto final, muitas pessoas nem imaginam a dureza do prélio que o autor trava para preencher a folha em branco com sua história.

Mas é aí que reside a beleza da opção pela escrita, pois não é por que se sabe bem a língua, que se têm várias ideias na cabeça, que se tem talento para escrever, que a estrada ficará mais fácil, escrever é exercício diário, é abrir mão de companhias, é fazer do tempo um amigo para aproveitá-lo a qualquer instante, é estar disposto a frequentar a solidão de uma noite para buscar e rebuscar a palavra perfeita, o diálogo exato, a intenção precisa de cada frase.

Escrever não pode ser um ato da pressa, nem da ansiedade, escrever não pode ser só uma vontade, um capricho, escrever nunca será apenas uma inspiração, há de se transpirar até a própria exaustão. Para exercer o ofício de escritor se faz necessário quebrar muitas e muitas pedras, fazer e refazer a mesma história, sem se cansar, nem desistir, escrever é aprender que o melhor texto só nascerá depois de muito suor e de muita dedicação.

Quem pensa que escrever é trabalho que não cansa, trabalho que se pode executar sem se causar nenhum estresse, ou é um simples hobby, fica desde já convidado a frequentar qualquer uma oficina literária, seja para escrever um livro, um roteiro, ou uma peça de teatro, talvez, assim, seja possível conhecer e sentir na pele, a dureza e a delícia que é se debruçar sobre as palavras para escrever um belo texto ainda que quebrando muitas e muitas pedras.


Quando o país dará importância à Educação?

novembro 24, 2017

Não pode ser admissível, em um país que quer ser uma grande potência mundial que, em pleno século XXI, metade das crianças em idade de aprendizagem, ainda não saiba ler, escrever e contar, pelo menos é isso que mostra uma recente pesquisa divulgada pelo próprio Ministério da Educação. Tal quadro deixa claro o quanto a desigualdade social ainda nos deixará distantes de sermos um país justo.

Por mais que os esforços de docentes e educadores para melhor esse quadro latente de analfabetismo no Brasil, o que fica cada vez mais claro é que não existe e nunca existiu um projeto para a Educação do país, um projeto apartidário, que pensasse a Educação como a verdadeira alavanca para diminuição da desigualdade social e da melhoria da vida das pessoas como um todo. O que fazer pela Educação de verdade?

Países como o Japão e a Coréia do Sul, já deram exemplos práticos de que, quando o país dá importância à Educação, o país se transforma, mas, parece que investir de fato em Educação, não parece ser a prioridade para os políticos brasileiros, afinal de contas, como barganhar votos, se não tiver um projeto ilusório para a Educação? É lastimável que a demagogia política seja maior que a necessidade de transformar o país!

A Educação não pode e não deve ser prioridade deste ou daquele partido político, pois, assim, nunca deixará de ser uma promessa de campanha, já passou da hora de se discutir a Educação para além das plataformas partidárias, não podemos ver o tempo passar e assistirmos, inertes, esse quadro de analfabetismo no país que não diminui nunca. Ou se investe de fato em Educação, ou jamais diminuiremos a desigualdade social.

Quantos docentes e Educadores nadam contra a maré, neste mar de um país que não leva a Educação como prioridade número um? Existem grandes ideias e grandes projetos, que se perdem em meio às promessas políticas, ou que são jogadas fora, após esta ou aquela administração, apenas por terem sido criados pelos adversários políticos. E quem sofre? Quem sofre é o povo que vê, ano após ano, o quadro de analfabetismo crescer.

Quando o país dará a importância para a Educação? Até quanto ainda assistiremos pesquisas mostrando o alto grau de analfabetismo em nossas crianças? Quanto tempo ainda demorará, para que os políticos entendam que Educação não é plataforma de um partido? Até quando assistiremos docentes e Educadores nadando contra a maré? Quando chegará o dia que a Educação derrotará de vez a barreira da desigualdade social. Quando a Educação será, de fato, a nossa bandeira?


A culpa é da Arte

novembro 17, 2017

Um crescente movimento de uma nova igreja evangélica pentecostal fundamentalista, toma conta do país e quer impor a todo custo o conceito do que seja moral em nossa sociedade, disseminando a intolerância religiosa entre às pessoas, mas, a culpa é da Arte.

A Esquerda aparelha o Estado, quebra as empresas do governo, endivida o país, as empresas, as pessoas, impõem-se com contratos fraudulentos, propinas e maracutaias, no afã de se perpetua no poder, incitando o ódio na população e se colocando de inocente pela crise que vivemos, mas a culpa é da Arte.

A Direita dá o ar da graça, colocando para fora toda a sua sede de autoritarismo reacionário, disseminando na sociedade, o preconceito, a homofobia, o racismo, querendo impor à sociedade sua ética duvidosa e sua visão totalitária de governo, mas a culpa é da Arte.

Empresários gananciosos usam a Lei de incentivo ao fomento à Cultura do país de forma fraudulenta, desviando recursos para festas, casamentos e outros eventos sociais particulares, ao invés de destinarem as verbas para produzirem Cultura no país, mas a culpa é da Arte.

A corrupção se instalou no Poder Público como uma metástase, infectando de forma devastadora e quase que irreversível a situação de governabilidade do país, deixando a olhos nus, que nada no país funciona sem o pagamento de propina e acertos ilícitos, mas a culpa é da Arte.

Os políticos estão todos atolados no mar de lama, mostrando que a representatividade popular não faz mais parte da legitimidade dessas casas do Poder, tamanha a desfaçatez com aprovações de leis que beneficiam, mais os políticos, do que o povo, mas a culpa é da Arte.

A violência cresce de forma assustadora, se tornando uma ameaça real à vida das pessoas, que não recebem do Estado a segurança necessária, deixando a sociedade à mercê de menores delinquentes, do crime organizado, fazendo que as pessoas fiquem sem saber se, ao saírem de casa, retornarão, mas, a culpa é da Arte.

Pessoas morrem todos os dias nos hospitais por falta de atendimento médico, pelo sucateamento dos hospitais e pelo descarado  descaso do Poder Público, que faz um jogo de empurra-empurra e que não leva em conta o sofrimento da população, mas a culpa é da Arte.

Bom, vocês viram que se tiverem qualquer problema, de qualquer ordem, em casa, no trabalho, com os bancos, com o vizinho, qualquer situação que lhes deixem em uma condição constrangedora, a solução é muito simples, diz que a culpa é da Arte.


O Teatro que resiste sem apoio

outubro 27, 2017

Longe das capitais, sem a presença de atores consagrados, longe do glamour, sem contar com recursos públicos e de incentivos fiscais, sem patrocínios e, muitas vezes, sem nenhuma valorização pelas pessoas, o Teatro resiste e persiste e, talvez esteja nesta resistência e nesta persistência, de gente que faz Teatro por amor à arte de representar, que o Teatro está mais vivo do que nunca e cada vez mais levando à arte em todos os cantos do país.

São essas pessoas que não vivem do Teatro, mas, vivem para o Teatro, que acabam sendo os verdadeiros responsáveis por não deixar que a chama do Teatro se apague, pois, mesmo com todas as dificuldades de se colocar uma peça em cartaz, esse pessoal põe as mãos na massa e faz das tripas, coração, para colocar o seu espetáculo nos palcos, às vezes em locais improvisados e sem as mínimas condições para que seja realizado dignamente.

Mas, o que realmente importa é a tentativa de manter viva a chama do Teatro e, o esforço dessas pessoas que, sem ter nenhum espaço na mídia e, muitas vezes, sendo duramente criticadas pela precariedade de suas produções, é que, apesar de tudo, levam um pouco de cultura para suas pequenas cidades, seja no palco do clube, no salão da igreja, nos pátios de escolas, nas salas de aula, sem produção grandiosa, muitas vezes com mais boa vontade do quê talento, mas, cumprem o seu papel.

Esses amadores do Teatro, que talvez nunca consigam o reconhecimento merecido pelos esforços que fazem para que a arte do Teatro não morra no seio da população, se satisfazem apenas com as parcas palmas da platéia, não se preocupam com a fama, com a reportagem na revista, se o Teatro está cheio, se a critica gosta ou não, ou que importa é o espetáculo em cena e nada mais. Eles fazem porque gostam e fazem porque querem.

Eu, particularmente, tenho uma dívida de gratidão eterna, com muitos desses amadores de Teatro, cavaleiros solitários que sustentam a arte do Teatro em cada canto do país, pois foi através de muitos deles que meus textos ganharam o mundo e chegaram até onde eu jamais sonharia. Foram eles, os primeiros a apostarem em minhas histórias e fizeram com que meus textos cumprissem o seu principal papel, serem encenados e vistos pelas pessoas.

Por isso, eu estou e sempre estarei à disposição para colaborar com essa luta árdua, que esses amadores de Teatro travam pelo mundo afora, que, mesmo sem ter as condições, glórias, os recursos e os incentivos do Grande Teatro das grandes capitais, estão sempre buscando levar ao público de suas cidades, um pouco de cultura e, ainda que não tenham o apoio e a presença de atores famosos em suas apresentações, resistem e mantém a chama viva.

É este Teatro que resiste sem apoio, Amador, Estudantil, que é feito na praça, que é feito na raça, que descobre talentos, que forma o público, que transforma vidas, que alimenta de sonhos quem já não tem quase nada para sonhar, que é feito por gente que ama o Teatro acima de tudo, o verdadeiro pilar que sustenta e faz com que a arte do Teatro não morra nos palcos profissionais dos grandes centros. Evoé para todos os amadores do Teatro! Evoé!


%d blogueiros gostam disto: