A violência que nos assola

maio 18, 2018

Faz tempo que já não sabemos mais se voltaremos para casa quando saímos para algum lugar, o medo tem feito companhia à grande parte da população que, acuada, mais e mais tem se trancado na própria casa, pensando assim se esconder da violência que nos assola diariamente, ledo engano. Nos dias atuais não há lugar seguro, a qualquer momento, em qualquer lugar, a violência pode nos encontrar, através de uma mão armada, ou até mesmo de uma bala perdida.

Estamos a mercê da sorte, agarrados a todos os santos e caminhando o caminho da fé, pedindo proteção para que nos guardem de qualquer mal, pois, somente assim é possível transitar pelas ruas das grandes cidades com um pouco mais de calma. É preciso uma vigilância constante e um cuidado redobrado para não ser pego desprevenido, mas nem sempre isso resolve, somos alvo fácil de uma criminalidade que só cresce e vem se alastrando pelo país afora.

A sensação de impunidade, a impressão de uma benevolência com os direitos humanos dos criminosos, nos dá uma quase certeza que a qualquer momento a violência pode nos pegar, ou a nossa família, ou ao nosso vizinho, ou ao nosso amigo, pois nos dias de hoje, todo dia ela pega alguém, nem mesmo o policial militar, que é que tem a incumbência de combater o crime, tem se salvado diante de tamanha violência. Não sabemos mais o que é viver em um lugar seguro.

O pior de tudo isso é que estamos caminhando para uma situação caótica, uma “terra de ninguém”, aonde não se respeita a lei e todo mundo quer ser o juízo e o executor da própria justiça. Com isso, o medo da violência só aumenta. Agora, além de nos preocuparmos com os criminosos, precisamos evitar discussões e confusões, sejam sobre futebol, política, religião ou de trânsito, pois podemos ser surpreendidos por golpe da violência vindo de onde menos  esperávamos.

É preciso encontrar, de algum jeito, os caminhos para combater essa violência que nos assola. E não é só a violência do criminoso, é também essa atmosfera violenta que nos ronda. Mas, como? Se até mesmo os políticos que dizem ter o remédio perfeito para acabar com ela, incitam o ódio da população para que cada vez mais, uns se desentendam com os outros? Que violência que eles querem acabar? Os tempos já são difíceis demais, a violência nos espreita noite e dia e parece que nos querem ver mais violentos. Por quê? Pra quê?

Já não nos basta ter que conviver com a criminalidade que nos assalta e por vezes nos leva à vida? Não precisamos nos alimentar de ódio para alimentar ainda mais a violência. Quanto tempo mais teremos que conviver com o medo de não saber se voltaremos para casa, se nossos filhos voltarão para casa, se o nosso amor voltará para casa? Não alimente ainda mais a violência que nos assola, pois, hoje em dia, ninguém está seguro.

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Não há mais amor ao sul do Equador

maio 4, 2018

Não tem sido nada fácil viver ao sul do Equador, o amor se perdeu em alguma curva da estrada e o poder se tornou mais importante do que a própria vida, agora o que vemos é ódio, muito ódio pelo semelhante. Não há mais convergências, só as divergências é que interessam e que incitam cada vez mais o ódio entre as pessoas. E a quem interessa esse ódio? A mim não interessa, interessa a você?   

Por conta de defenderem políticos inescrupulosos que não estão e nunca estiveram preocupados com o bem estar das pessoas, e sim com os seus e de seus pares, mergulhamos na escuridão da falta de respeito, da ofensa gratuita, das ameaças, da irritabilidade, da instabilidade emocional e a troco de quê? Por que as pessoas estão se alimentando tanto deste ódio que não lhes acrescenta nada em suas vidas?

É triste ver, viver e ter que conviver com tanta manifestação de ódio, assistir as pessoas fazendo coro com quem está querendo livrar a sua pele de problemas judiciais e que para tornar isso possível, faz questão de atirar pessoas contra pessoas, instalar o caos, fomentar o ódio, para depois se colocar como Salvador. Quem quer o bem, jamais usaria o mal para atingir o seu objetivo, quem deseja o mal, quer mesmo é que as coisas continuem de mal a pior.

E vamos sucumbindo, dia a dia, diante de um quadro que parece irreversível, em que tanto ódio só poderá desaguar em um rio de sangue, aonde pessoas inocentes se matarão em nome do amor de quem só faz o ódio aumentar entre os iguais. Nada parece ser possível para acalmar os ânimos e o amor parece não estar mesmo mais ente nós, pois nem mesmo uma tragédia que deveria nos unir na dor, só fez aumentar ainda mais o ódio de um lado ao outro.

Hoje em dia, qualquer manifestação de ideia contrária a este ou aquele lado, é faísca para acender um pavio curto e incendiar o país inteiro de ódio. Por que quem diz que quer pacificar, incita tanto para que haja uma guerra? Não haverá heróis. A história deixará marcada em seus livros que bandidos destruíram um país através da disseminação do ódio entre as pessoas, para poderem ficar no poder eternamente, se locupletando do dinheiro público.

Até quando vamos aguentar? Ainda não dá para saber, mas temo pelo que ainda possa vir, pois aquele velho país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, ruiu, frente à sede de poder de homens que fazem das suas vaidades, a arma para convencer que o amor não faz sentido se eles não estiverem no poder, que só ódio será capaz de reconduzi-los aos seus pedestais de arrogância e ganância. Para essas pessoas, o amor não tem mais lugar por aqui.


Uma Escola mais social

abril 13, 2018

Nestes tempos tenebrosos em que vivemos, onde os valores éticos e o conceito de cidadania estão tão distorcidos e que não sabemos mais ao certo, o que é certo e o que é errado, talvez, só a Escola seja capaz de nos recuperar como seres humanos, mas, para isso, ela precisa ser muito mais social do que educacional. O tempo em que escola era local de transmissão de conteúdo e de conhecimentos, já ficou para trás.

Hoje, principalmente nas periferias, onde se falta a dignidade de um ser humano, uma escola e seus professores, não podem se dar ao luxo de chegar na sala de aula para “passar” a sua matéria, aplicar suas provas, dar suas notas e ponto final. O público frequentador destas instituições precisa muito mais do que saber quem descobriu o Brasil ou saber quanto são duas vezes dois, às vezes aquele dia ela só vai precisar de quem lhe escute.

Quanto lecionei em duas escolas localizadas em regiões periféricas, como substituto por dois semestres, ficou muito claro para mim, que aquele público, sua maioria moradora de comunidades, tinha carências maiores que a aprendizagem, lhes faltavam a vida. Como exigir aprendizagem de um aluno que vê a mãe apanhar toda noite do padrasto? Ou exigir a atenção da menina que chora de cabeça baixa o estupro sofrido em casa?

Deixei a sala de aula por não ter a vocação que se é preciso, mas com  experiências enriquecedoras e que transformou o meu olhar sobre o que uma escola de hoje em dia necessita e dentre tudo, ficou a certeza que uma escola precisa que seus professores sejam mais sociais, não no sentido ideológico da palavra, ou de alinhamento a este ou aquele partido, sociais no princípio filosófico da palavra, pois é preciso conhecer cada aluno.

Com esse olhar mais social dentro da sala de aula, na coordenação, na direção, na Secretaria de Educação, talvez se torne mais fácil melhorar o nível de aprendizado das crianças, pois conhecendo os problemas que as impede de obter um rendimento aceitável, podemos melhorar os seus níveis de atenção e de interesse sobre cada matéria. É certo que não é fácil ter uma visão tão clara da situação, quando se tem classes enormes, em escolas com problemas estruturais e uma visão retrógrada do Governo, daquilo que seja educação.

Mas é certo que o professor, aquele que ganha pouco, que tira cópias com o seu dinheiro, que tem a vocação de lecionar, sabe e sempre soube superar essas dificuldades para enxergar cada aluno seu, como único e é através deste olhar único, que talvez a Escola possa resgatar o sentido de ética e de cidadania e reconstruir, no futuro, uma sociedade, mais justa, menos preconceituosa e muito mais inteligente? Conhecimento, hoje é de livre acesso, mas carinho, amor e apoio, são artigos em extinção.


A criação em tempos do politicamente correto

abril 7, 2018

Escrever nunca foi uma tarefa fácil e, apesar de todas as dificuldades inerentes à criação de uma história, o escritor, hoje em dia, ainda tem de conviver com a patrulha do politicamente correto. As pessoas criaram um planeta cor de rosa e querem escondê-lo dentro de um vidro para que nenhum sentimento mal e mesquinho os atinja. Ora, mas como se pode combater e denunciar as ideias e os comportamentos de pessoas preconceituosas, se não se pode falar delas?

Toda história conta a vida de uma pessoa e essa pessoa tem virtudes e defeitos como qualquer pessoa que vive no mundo real, mas como colocar uma lente de aumento sobre os defeitos da personagem, se não se pode dar ênfase ao mau-caratismo da personagem? Não dá para falar de qualquer assunto sem abordar todas as suas vertentes, perde-se a verossimilhança, pois não existem somente idéias e pensamentos bons.

É claro que se deve tomar cuidado com a abordagem dos assuntos, mas como falar de racismo sem abordar o racista? Como falar o estupro sem abordar o estuprador? Como falar da corrupção sem abordar o corrupto? Como falar de assédio sem abordar quem pratico o assédio? Como falar de homofobia sem abordar o homofóbico? Quando se quer contar uma história, precisamos desnudar a alma e o pensamento dessas personagens, sem pena, nem dó.

Agora, por conta desse tal “politicamente correto”, tudo se tornou ofensivo, propagador da violência e da falta de direitos humanos, quase nada pode ser falado e escrito, ainda que seja de uma maneira séria, como denúncia e ou demonstração da face obscura das pessoas, porque sempre haverá um grupo ofendido com esta ou com aquela personagem, com esta ou com aquela ação, que acusando o autor de algum preconceito.

Eu, sinceramente, não sei o quê estas pessoas querem da vida, cobram para que sejamos uma sociedade mais respeitosa, que aceite e conviva pacificamente e educadamente com todas as diferenças, mas vivem a patrulhar para que nada manchem o seu mundo cor de rosa. Há pessoas más, que nunca aceitaram certos comportamentos e se os escritores não puderem mostrar através das suas personagens, pessoas assim, como combatê-las?

A verdade é que esse tal de “politicamente correto” tem feito muito mal para a criação, tem podado ideias no seu nascedouro, tem inibido certas histórias, tem criado uma dificuldade ainda maior para quem escreve, mas, a verdade é que não se pode deixar se abater por nenhuma patrulha ideológica, pois as histórias contadas e comportamentos precisam ser denunciados para que se possa saber como enfrentar o inimigo real.


Quando a dramaturgia ganha a cena

março 16, 2018

A dramaturgia nunca nasce de um texto pronto, primeiro tem-se a ideia e uma folha de papel em branco para se desenvolver uma história. Durante um bom tempo se exercita a arte de quebrar pedras atrás da frase perfeita, da palavra perfeita e, assim, depois de muito mais transpiração do que inspiração, o texto vai ganhando forma, até, finalmente ficar pronto para ser levado à cena.

Ontem dei o ponto final em mais um texto, que nasceu de uma ideia e de uma folha de papel em branco, só que este, em especial, foi desenvolvido em uma oficina de dramaturgia, sob a orientação de Samir Yazbek, um dos grandes dramaturgos deste nosso tempo, que emprestou sua generosidade e nos acompanhou, passo a passo, até o ponto final de nossos textos.

Terra Vermelha então deixou de ser apenas dramaturgia e ganhou a cena através de uma leitura dramática realizado no Sesc Santos, um ponto final em um texto que demandou muita transpiração e muito quebrar de pedras até chegar ao seu resultado final, e que ontem foi apresentado ao público pelos atores Marcia Bourbom, Ernani Fraga e Fabiano Santos e Alexandre Maradei.

Posso dizer que estou bem feliz com o resultado deste meu novo texto, um dos mais difíceis que já escrevi. Uma história que foi costurada sobre o pano de fundo de uma ocupação de terra, mas que fala da vida sofrida de uma gente que vive de esperança, mas que nunca é ouvida, que ninguém sabe das suas dores, das suas dificuldades e dos seus dramas.

Agora, é ficar na torcida para que Terra Vermelha deixe de ser uma quase cena e se transforme em um espetáculo teatral, coroando assim, essa minha mais nova dramaturgia, pois, enquanto ela não sair de vez do papel, será apenas literatura. Que Terra Vermelha vire logo teatro e ganhe os palcos contando essa história de dor e sofrimento de um povo que vive uma vida de gado.

Mais uma vez, quero manifestar a minha gratidão ao Sesc Santos por oportunizar esse encontro, ao Samir Yazbek por nos orientar tão generosamente e a todos os colegas da oficina que me ajudaram a colocar um ponto final em mais uma de minhas histórias. E que esta oficina tenha sido para todos, apenas o início de uma nova trajetória para que se sejam escritas novas dramaturgia. Parabéns a todos por essa peque vitória!


Os olhos isentos da arte

março 9, 2018

Desde a Grécia Antiga que a arte é o instrumento mais eficiente para desnudar a alma do ser humano, sempre foi através dos olhos isentos da arte, que nos foi possível descobrir as injustiças, as falcatruas, os desmandos, os bons e maus comportamentos, os preconceitos, enfim, conhecer por dentro a alma humana e ter a consciência que nunca houve sobre a Terra, nenhuma alma santa, até porque, os santos também já foram homens de pecado.

Sempre coube a arte a árdua tarefa de mostrar nossa verdadeira face, como um espelho refletindo as nossas entranhas e os nossos piores pensamentos sobre a vida, sobre o outro e até sobre nós mesmos. A arte sempre foi feita para abalar as estruturas da sociedade e mostrar o quê alguns olhos cegos não são capazes de enxergar. Mas, parece que a arte praticada hoje em dia, anda meio seletiva, querendo tomar partindo em certas situações.

Como denunciar a homofobia, o preconceito, a injustiça, a traição, a guerra pelo poder, o racismo, se hoje a arte quer emitir um juízo de valor sobre eles? A arte é e sempre foi livre para falar sobre qualquer assunto, cutucar a onça com vara curta, mexer nas feridas abertas, mas como fazer da arte o velho instrumento eficiente que desnuda a alma humana, se a arte não pode falar de certo assunto porque ataca o tal do politicamente correto?

A natureza da arte é ser livre de pensamento e de preconceitos, só assim ela é capaz de falar sem pudor de todo e qualquer assunto que norteia a vida das pessoas, a arte não pode ser usada como panfletagem desta ou daquela ideologia política ou religiosa, ou desta ou daquela visão de mundo. É claro que há de se combater os comportamentos que atacam a individualidade das pessoas, mas não se pode impedir que a arte mostre também o outro lado.

Quando a arte é usada para defender só um lado do problema, ela não reflete o quanto uma sociedade pode estar ou não doente, quando a arte defende apenas um lado, o quê vemos e veremos é sempre uma visão parcial de quem a faz, soa como uma opinião pessoal sobre o assunto e, assim, deixa de cumprir o seu papel de mostrar as duas faces do ser humano, vira maniqueísta, deixando transparecer que um lado é sempre bom e o outro é sempre mal.

Se a arte não tiver um olhar isento sobre qualquer assunto que queira tratar, ela deixa de ser arte e passa ser apenas uma manifestação pessoal que mostra um olhar engessado, preocupado apenas em impor sobre o outro, uma doutrina de visão de mundo que é visto por um único olhar. A arte precisa ser isenta para mostrar às pessoas o mundo tal e qual ele é, para que cada um, com sua visão de mundo, reconhecendo nela, aquilo que lhe faz bem e aquilo que lhe faz mal. Arte é feita para provocar, não para doutrinar.


Aonde chegaremos com essa fragilidade?

março 2, 2018

Não sei bem em que parte do caminho essa nova geração ficou tão mimada, uns dizem que foi quando o “merthiolate” deixou de arder; brincadeiras a parte, o fato é que vemos crescer uma geração frágil, que se sente sempre ofendida, que pensa estar vivendo em uma bolha, onde o mundo é perfeito, mas que quando contrariada, começa a bater o pé, tal e qual criança mimada sem educação. É muita fragilidade junta para uma só geração!

A sociedade que, ao mesmo tempo em que vê crescer o “empoderamento” das mulheres, dos negros, dos homossexuais e todas as minorias, fica abismada e perplexa diante das atitudes mesquinhas dessa geração, que, quando é contrariada, não aceita o contraditório e ainda coloca a culpa na conta do preconceito. Parece que, quando criança, essa geração não aprendeu que a vida não é cor de rosa. A vida é cor de chumbo!

É preciso entender que ninguém é obrigado a fazer as suas vontades, nem muito menos concordar com sua opinião, assim como ninguém também é obrigado a concordar com o quê eu escrevo, o fato é que não adianta essa geração ficar de mimimi, que as coisas não vão mudar, pois cada pessoa tem uma visão de mundo e se encaixa no mundo da maneira em que se sentir mais confortável, goste você, ou não. Que exige respeito, precisa respeitar!

O que essa geração talvez precise, é parar de se comportar como um vidro de perfume que a qualquer momento pode cair não chão e se espatifar em milhares de caco. Não sabem se defender, só choram. A vida não passa a mão na cabeça de ninguém, talvez, esteja nesse comportamento condescendente de alguns dos pais, a resposta para vermos crescer uma geração que acha que o mundo está aos seus pés e que todo mundo lhe deve obediência.

Uma geração que não aguenta crítica, não aceita o contraditório, que parece que vai morrer se recebe um não. Uma geração assim não pode ser saudável, muito contrário, querem as palmas e não aceitam as vaias. Infelizmente, essa geração tem seu representante, um certo jogador de futebol, que não pode ser contrariado, que dá chilique, pensa que é um Deus e mal chegou a ser herói. A vida que essa geração pinta, é uma vida descolorida.

Quando será que essa geração entenderá que o mundo não é nenhum mar de rosas e ir à luta de fato, encarar que a vida é feita de vitórias e de derrotas, parar de latir feito cachorro preso na corrente, assumir as suas responsabilidades  e seus custos e não correr sempre para baixo da barra da saia da mãe, quando tudo não sai como quer. Será que essa geração não vai acabar com tanto mimimi e parar de achar que o mundo só é bom se ela for feliz?

Aonde chegaremos com tanta fragilidade? Só o tempo nos dirá. Mas temos que ter fé que alguém dessa geração se desgarre feito uma ovelha negra e se mostre forte e pronto para encarar os problemas da vida de frente, discutindo com argumentos, aceitando as derrotas, entendendo que a vida dói e faz sofrer e que pare de ficar fazendo picuinha de criança mimada, como uns que chegaram a cobrar um boicote do uso de certas fantasias no carnaval, para enfrentar o preconceito. A vida precisa de muito mais do que birras e picuinhas.


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