As lições de todo dia

setembro 23, 2016

Já ouvimos milhares de vezes que a vida é um piscar, sabemos que ela é fugaz e que não vamos durar para sempre aqui por essas bandas, ainda que alguns acreditem em reencarnação, essa vida que vivemos, essa imagem que temos, as amizades que fazemos, os amores que cultivamos, as famílias que formamos, tudo isso, uma hora vai chegar ao fim, isso é um fato indiscutível, mas todos os dias aprendemos uma lição sobre isso.

Ainda que tenhamos a consciência da essência da vida, continuamos tendo uma certa dificuldade de absorção daquilo que realmente seria o necessário para viver por essas bandas e perdemos um tempo precioso com coisas pequenas, diante de uma imensidão de coisas que podemos realizar para nós, para o outro e com o outro, para que nossa vida valha realmente à pena. A simplicidade de viver ainda causa muito estranheza.

Nascemos sabendo que morreremos um dia, não sabemos se em uma manhã de verão de um sol escaldante, em uma tarde cinzenta de um inverno frio, se em uma noite sem estrelas, se daqui a um minuto, se daqui a dez, vinte, ou trinta anos, mas morreremos e, sempre que uma vida chega ao fim, é de supetão, de forma inesperada, sem dizer adeus, sem terminar os compromissos, sem um último abraço, um último beijo É finito, e pronto!

Mesmo sabendo disso tudo, acordamos apressados, estressados, cansados, mal humorados, irritados, infelizes, desgostosos, desesperançados com a vida. Julgamos, recriminados, brigamos, insultamos, ignoramos, humilhamos, provocamos, estouramos, destratamos as pessoas que mais nos amam. Estamos na vida para semear o amor, até sabemos disso, mas, ainda assim, não somos capazes de semearmos e nos encantarmos com a felicidade alheia.

Só quando acontece alguma tragédia, algo que nos comove, algo que nos faz pensar que podia ser conosco, é que nos vem à tona um turbilhão de sentimentos e de sensações, que nos faz repensar a vida, nossos atos, nossas atitudes, nosso modo de encarar a vida aqui por essas bandas, padecemos por uns dias, do sofrimento de saber que, de uma hora para a outra, podemos também ir, sem aviso, sem esperar.

E de nada terá adiantado, a nossa empáfia, a nossa soberba, as nossas atitudes impensadas, as nossas inimizades, os nossos desafetos e tudo de mal que semeamos. Por isso, é sempre tempo de abaixar as guardas e semear o amor e a alegria de viver. É bem melhor semear uma boa lembrança, uma gota de saudade que ficará nos olhos de alguém, um aperto que ficará no coração de alguém, um sorriso que ficará na memória de alguém, pois não sabemos por quanto tempo ficaremos por aqui. Todo dia a dor da morte chega para alguém.

É certo que muitos só se preocupam com a roda viva da vida e, logo, já não sofrerão mais com aquele dor da morte e perderão de novo o sentido de viver e, em pouco tempo, já se acharão novamente super heróis de uma vida que vai durar para sempre e se acharão maiores e melhores, buscarão as guerras, destilarão o ódio, o orgulho e dispensarão a mão do amor, aliás, todos nós. Até que a vida venha, mais uma vez, e nos ensine as lições que ela nos ensina todos os dias e não conseguimos aprender.


E o novo se fez

setembro 2, 2016

Naquele dia tudo já foi diferente, ainda que o inverno marcasse o calendário, o sol nasceu soberano irradiando sua luz sobre tudo, pelas ruas já era possível notar sorrisos largos, a alegria apareceu, enfim, foi jogada para longe a tristeza dos dias nublados, chuvosos e frios que nos castigava, ainda que não fosse primavera, flores já brotavam nos vasos sobre os beirais das janelas e até o ar já parecia estar mais leve e perfumado.

A esperança parece que voltou a dar o ar da graça e já era possível perceber a fé sendo renovada e as pessoas acreditando em dias melhores, ainda que a tarefa fosse árdua, já se apostava que as dificuldades haviam ficado para trás, com tudo mais que havia ficado envelhecido e que emperra a vida. A sensação de alívio era facilmente notada em cada respiração que, outrora era ofegante e, era só olhar para ver de novo, as cabeças erguidas.

Diferente de um dia de ressaca, aquele dia amanheceu feliz e leve, mesmo que sentíssemos os passos firmes que cortavam as ruas, a caminhada era tranquila, até para quem tinha uma certa pressa de recuperar o tempo perdido, ou ainda de salvar o que já se achava sem salvação. Os carros, ainda que apressados como nos outros dias, pareciam evitar o caos para não atrapalhar aquilo que já tinha sido atrapalhado demais.

Aquele dia solar e alegre já deixava claro que havia uma festa, que não se fazia necessária comemorar, cada qual sentia em si a felicidade que amanheceu junto com aquele dia que trouxe os sopros de um novo tempo, um tempo de mudança, um tempo de reconstrução, um tempo de resgate, um tempo sem medo e sem receio, um tempo de fazer diferente, um tempo de corrigir o que estava errado, um tempo para fazer a vida valer à pena.

É certo que nem todos estavam sorrindo naquele dia de libertação, há os que não gostam do novo, são tristes, pessimistas e sempre vão apostar em dias chuvosos, diria até que eles apostam em dias de temporais, daqueles que quando vem, quase sempre são devastadores, mas para quem já teve a vida forjada por mentiras travestidas de verdade, não teme temporais, pois é certo que o novo sempre vem, com já dizia a canção.

Mas o dia estava lindo e radiante como há tempos no se via naquele lugar, as pessoas se saudavam com a felicidade de quem recebeu o novo de braços abertos e com a certeza de que daquele dia em diante, a vida voltaria ao normal. Ainda que houvesse um falatório que as ruas seriam cobertas de vermelho para manchar de sangue os rumos de um novo tempo, naquele dia, só havia espaço para dar boas vindas ao novo e tudo de bom que ele sempre nos traz.

E ao fim daquele dia de sol de verão, com flores de primavera em pleno inverno, em que tal e qual o outono se foi possível trocar todas as folhas velhas da vida daquele lugar, a noite se fez presente com uma lua nova, atestando que a partir daquele dia, mesmo que nem sempre fosse possível viver só dias de sol, ficou claro que naquele lugar, não mais se viveriam só dias de chuvas, pois, para alegria de todos, o novo se fez.

 


Viver é buscar ser feliz a cada instante

junho 24, 2016

O que é felicidade? É sempre muito complicado querer mensurar, qualificar, ou descrever aquilo que é intangível, mesmo porque o conceito de felicidade é muito relativo. Para uns, felicidade pode ser um dia lindo de sol, ou o barulhinho da chuva numa tarde fria, pode ser o momento de um beijo, ou o silencio da solidão, pode ser o impulso de um gastar desenfreado, ou o sabor de um pão amanhecido na chapa com uma xícara de café forte.

Mas, o que não se pode discordar é que viver é buscar ser feliz a cada instante e cada um, do seu jeito, corre atrás dessa tal felicidade. Por isso, de nada vale querer a felicidade do outro, pois ela pode não lhe servir. Cada qual tem seus objetivos de vida e nem sempre o que faz o outro feliz, o fará também. As pessoas são diferentes e o que as fazem feliz, também e, só mesmo a própria pessoa sabe de que jeito viver para ser feliz.

Uns ficam incomodados com a enorme exposição de felicidade que as pessoas publicam nas redes sociais, mas, se assim elas são felizes, o que é que tem? Se isso não lhe faz feliz, não há o porquê se aborrecer com isso, até mesmo porque, você, como qualquer um, também busca ser feliz a cada instante, ou não? Às vezes, ser feliz é bem mais simples que se possa parecer, mas, quem garante que ser feliz também não seja complicado?

Para se conseguir alguns minutos de felicidade, às vezes, precisamos sangrar por dias, meses, anos, passar por grandes provações, entender que tudo que nos acontece não é nenhuma punição, que aprender a andar pelo caminho que traçamos para nossas vidas é fundamental para conquistar aquilo nos levará ao que realmente buscamos e que julgamos ser a nossa felicidade. A busca de ser feliz nos deixa marcas profundas que justificará toda a jornada.

Não adianta procurar, porque não há nenhuma fórmula da felicidade, não há um elixir, uma poção, uma receita, um caminho seguro, mesmo porque a vida não é segura e viver é um grande risco, precisamos estar dispostos a correr todos esses riscos se quisermos realmente ser felizes, não tem jeito! Talvez só o fato de viver plenamente com todas as alegrias e tristezas, já seja motivo mais do que suficiente para que alguns se sintam felizes.

Ser feliz é individual, intransferível, cada um busca o seu ser feliz. De uma maneira ou de outra, as pessoas fazem isso a cada instante, o que não se pode, nunca, é desdenhar da felicidade alheia, pois, não há o ridículo na felicidade, não há a sanidade, não há o certo, nem o errado, há o regozijar de uma alma plena de satisfação por ter alcançado o que foi por ela almejado, ainda que tenha sido numa centelha de instante.

Portanto, de nada adianta ficar perdendo tempo questionando os percalços da vida, muito menos reclamando das intempéries que encontramos pelo caminho, a vida é assim, e não dá para se esconder, achando que desde modo acharemos a felicidade. Cada dia é um viver em busca de ser feliz e só fazendo dele algo que valha à pena, poderemos chegar todas as noites, certos de que, durante vários minutos do dia, alcançamos a felicidade que buscávamos.


Se mostrar feliz é fundamental

janeiro 29, 2016

Muito se diz sobre o excesso de felicidade que algumas pessoas fazem questão de mostrar nas redes sociais, algo que deixa outras tantas pessoas, incomodadas. Mas por que a exposição da felicidade das pessoas gera tanta irritação? É claro que ninguém é feliz todo tempo, como também ninguém é infeliz o tempo todo, mas, mostrar-se feliz, pode ser apenas a forma que essas pessoas encontraram para driblar os seus problemas diários.

Ninguém suporta acordar, levantar e passar o dia, a noite, a semana e os fins de semana, remoendo os seus problemas, carregando no rosto uma fisionomia taciturna, muito menos destilar o seu mau humor aos quatro cantos o tempo todo. Mostrar-se feliz em algum momento, ainda que seja o instante congelado de “selfie”, pode fazer a diferença no dia das pessoas, tanto da que se expôs, quanto a que viu a foto de felicidade.

A vida é feita de tanto sofrimento, ninguém está livre disso, e todo mundo sabe, porém, algumas pessoas parecem ter encontrado uma maneira de fugir da dor diária do sofrimento, ainda que seja para se enganar. Mas, ao ver-se exalando felicidade em um momento que ela eternizou, talvez faça que essas pessoas se deem conta que, apesar de sofrimento, tem momentos da vida que é bom de mais ser e se sentir feliz.

Não entendo o porquê de tanta indignação com a demonstração da felicidade alheia postada em redes sociais. Todo mundo sabe que a vida não é assim, mas nem por isso aquela felicidade exposta seja falsa. Talvez, por saber que a vida não é esse mar de rosas que transborda nas redes sociais, que algumas pessoas, possam ter encontrado uma maneira mais leve de viver. Será que ao invés de criticar a exposição da felicidade, não valha mais a pena pensar: “poxa, eu também posso eternizar meus momentos felizes!”

É claro que tem aquelas pessoas que não estão preocupadas em se sentirem e se mostrarem felizes, elas querem mais, querem ostentar, se exibirem e passar uma imagem que não são, mas, essas, coitadas, não estão driblando os seus sofrimentos, estão plantando em si, a solidão. Mostrar felicidade faz bem, para quem mostra e para quem vê, eu aposto nisso! Com tanta dificuldade, é preciso encontrar, diariamente, maneiras para enfrentar a vida e por que se mostrar feliz não pode ser uma delas?

O que precisamos fazer é tentar enxergar nas profundezas desse mar de rosas que transborda nas redes sociais, aqueles momentos, verdadeiramente, felizes, daquelas pessoas que estão, através de um instante de alegria, mostrando que é possível sim, lutar contra o sofrimento diário que é viver e que ninguém é feliz todo dia, mas em algum momento, se é. Portanto, não precisamos torcer nossos narizes para isso, porque se mostrar feliz é fundamental!


O quê deixar para trás?

janeiro 15, 2016

O ano já está a mil por hora, os compromissos do cotidiano já começam a tomar os nossos dias, mas antes que tudo nos coloque fora do nosso prumo, é preciso rever a bagagem que trouxemos para este ano. Será que ainda não ficou alguma coisa que podíamos ter deixado para trás? Será que não trouxemos bagagem demais? Às vezes, a euforia de um novo ano faz com que não deixemos escapar algo que podíamos ter jogado fora.

Estamos sempre apegados as coisas, tamanha a nossa capacidade de guardar lixo, principalmente, lixo emocional. Comemoramos, bebemoramos, brindamos a chegada de um novo ano com novas esperanças, que nem nos damos conta se chegamos até esse, chamado novo começo, de fato, renovados. Pensamos em fazer tudo diferente, mas poucas vezes nos preocupamos se na passagem do ano, fizemos a devida faxina emocional em nós.

Nem só de otimismo, fé e esperança num futuro melhor, é que vivemos. Existem outras variáveis que complementam o nosso bem estar nesta vida e, se ainda carregamos em nossa bagagem as mesmas coisas, os mesmos pensamentos, as mesmas atitudes que nos fizeram chegar ao final do ano anterior, exaustos, elas pouco terão efeitos para um viver realmente melhor. E continuaremos repetido o nosso velho círculo vicioso.

Quantas vezes neste pequeno espaço de tempo deste novo ano, já não nos pegamos cabisbaixos, desanimados, achando que o ano mudou e que mais outra vez, tudo será do mesmo jeito? Isso pode sinal que trouxemos bagagem demais para a nossa viagem. Talvez a mudança que tanto buscamos, passe por descartar tudo aquilo que ainda não tivemos coragem de jogar fora. É preciso jogar coisas fora para poder adquirir outras tantas.

A vida é mesmo muito difícil de ser vivida; o sofrimento sempre ali, a espreita, a tristeza, as decepções, a ingratidão, mas tudo isso está no todo de um ser humano complexo, por isso, não devemos encher nossa bagagem com coisas que foram, são e serão provocadas pela contrariedade que é ser um ser humano. Esvaziar as nossas bagagens com o lixo que outros nos colocaram, pode ser um bom começo para seguir a viagem com menos peso nas costas.

Deixar para trás o quê já não está nos fazendo tão bem quanto antes, deve ser feito. É preciso tomar a consciência que devemos dar prioridade a nossa vida compartilhá-la com outras é sempre muito saudável, mas, do quê adianta você seguir viagem com um peso maior do quê você pode carregar. Cada um já tem sacrifícios suficientes para enfrentar na sua jornada para ficar carregando coisas que já não servem para nada.

Ano novo, vida nova, esperanças renovadas, fé em um futuro melhor, mais tudo isso passa por rever a bagagem que trouxemos até aqui. Aproveitemos que ainda damos os primeiros passos para conquistar aquilo que tanto queremos na vida, abramos as bagagens, cutuquemos lá dentro e, sem dó, nem piedade, deixemos para trás tudo aquilo que temos a certeza que trouxemos demais do ano passado. Para assim, seguirmos nossa viagem mais leves.


Lições que a vida ensina

novembro 27, 2015

Muitas vezes não entendemos o porquê que nada em nossa vida dá certo, o porquê de tanto sofrimento, com exceção da morte de entes queridos que nos causa um sofrimento que parece sem fim, mas que não temos como evitar, pois todos temos que passar por isso e as contas de vidas passadas que alguns tem pagar nessa vida, mas, como isso não é todo mudo que acredita então é melhor não tocar nesse assunto, somos nós os causadores de todo o nosso sofrimento.

Achamos que somos donos da própria vida e temos o livre arbítrio para pensar assim, mas nunca estamos preparados para aguentar as consequências de nossas escolhas. Por vezes, a vida nos apresenta situações que não são tão claras, mas mesmo assim, sobrepomos a elas, a nossa vontade e, feito crianças mimadas, batemos o pé, esperneamos, brigamos com pessoas, não aceitamos conselhos e, quando nos damos conta, já estamos enfiados até o pescoço no sofrimento.

Então, o que fazemos? Nos vitimizamos. Passamos acreditar que a vida não presta, que tudo está conspirando contra nós, que nada dá certo em nossa vida. Tem até quem acredita que o que passamos é resultado de algum mau querer alheio, às vezes, pode ser, mas, como esse também é um assunto delicado, melhor não falar mais sobre isso. O fato é que, para não termos nossa vontade contrariadas, tomamos atitudes impensadas, que acabam nos levando à dor e ao sofrimento.

E no meio de toda a dificuldade que nos colocamos, acabamos nos escondendo, fugindo dos problemas, pensando que assim, resolveremos a situação. Não! Quando viramos as contas para o problema, ele não some, ele fica ali, aporrinhando sua vida e o medo faz a vida ficar ainda mais difícil, vem angústia por não se sentir capaz de sair daquela situação. Só que nós é que os colocamos nesta ou naquela situação, portanto, cabe a nós, arregaçar asa mangas e enfrentar a vida.

Quando tomamos a consciência de que a vida é processo de como aplicamos o livre arbítrio para aquelas situações que nos são apresentadas, quando deixamos de ver a vida como um fardo, que deixamos de acreditar que tudo o quê nos acontece é efeito de situações externas e não da mera satisfação de nossa vontade, somos capazes de assimilar toda a dor e sofrimento, os transformando em lições para encarar novos desafios que a vida ainda vai nos apresentar.

É como diz aquela velha máxima: Ou aprendemos pelo amor, ou aprendemos pela dor. Só que nem damos contas, e acabamos sempre escolhendo aprender pela dor. O importante é entender que nossa vida só será verdadeiramente boa, quando estivermos felizes com ela, com as alegrias e as tristezas, com as facilidades e as dificuldades, com ou sem problemas e, sempre prontos e preparados para fazer novas escolhas. Certas ou erradas? Não temos essa certeza. Só temos que enfrentá-las, pois errar faz parte das lições que a vida ensina.


A desgraça nossa de cada dia

julho 31, 2015

Não tem jeito mesmo, por mais que o ser humano brade aos quatro cantos que viva uma busca quase desenfreada pela felicidade, o fascínio pela desgraça parece que o hipnotiza de tal forma que alimenta uma tristeza quase que sem fim. Por todos os lados nos chegam notícias e informações desanimadoras, que nos empurram para a beira do abismo, prontos a nos atirar a qualquer momento. É a desgraça nossa de cada dia.

A vida já é tão complicada, mas as pessoas ainda insistem em despejar a cada dia, uma quantidade de desgraça suficiente para minar qualquer tentativa de se viver em paz. Beira as raias do masoquismo essa disseminação nas más notícias, dos desastres, das mortes; são crimes e assassinatos esmiuçados até a última gota de sangue, é a dor alheia exposta como ferida aberta para o deleite dos urubus de plantão.

E despendem horas e horas jornalísticas quando acontece uma grande tragédia, vender a dor e o sofrimento parece mais importante do que vender a alegria e a felicidade. Tudo na nossa vida tem o lado da alegria e o lado da tristeza, mas a preocupação em dar ênfase à desgraça é o que realmente movimenta nossas vidas. É sempre o olhar para o pior, para o que é ruim, para o que não dá certo, para o que não presta.

Sabe aquele momento, em que as já coisas não andam, que já está tudo degringolando, você está pensando em por um fim em tudo? É sempre nessa ora chega alguém para ajudar a te empurrar ainda mais para o buraco. Salpicam lamentos e a negatividade se torna a tônica da conversa. E aquilo que deveria ser uma conversa de alento, se torna uma tortura e, quanto mais você fala, pior você fica. É um pessimismo sem fim!

Assim, a vida vai sendo alimenta pelo gosta da desgraça sem que a gente nem se dê conta disso, pode parecer que não, mas, sem querer caímos sempre nas mesmas armadilhas e nos deixamos levar pelo pessimismo, pelo “nada da certo”, pelo “estamos em crise”, pelo “somos azarados”; e ficamos inertes, paralisados diante de uma desgraça plantada para nos fazer pensar que a vida é um fardo maior do que ele realmente seja.

É certo que vivemos mais tristezas do quê alegrias em nossos dias; a vida é um resolver constantes de problemas e, por isso mesmo temos a obrigação de ter um olhar mais positivo sobre cada situação. A desgraça é parte do viver e não pode ser o eixo condutor de nossas vidas, nem aquilo que nos cause mais interesse e nem nos desvie no nosso destino que é ser feliz. Chega de pensar, “quanto pior, melhor!”

Por isso, joguemos fora, de uma vez por todas, esse comportamento mórbido de ter interesse pela desgraça, pelo pior, por aquilo que nos coloca para baixo, não é da natureza do ser humano manter a sua vida jogada em ruínas, alimentando dor e sofrimento, como se viver fosse um fardo muito pesado para se carregar. Pensar positivo é deixar a vida mais leve e, mais leves, podemos aproveitar cada momento mágico de alegria que a vida nos proporciona.


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