A jóia da Princesa

abril 26, 2024

Oi, gente, tudo bem? Quanto tempo, hein? Faz muito tempo que não conto uma das minhas aventuras pra vocês, né? É que fazia tempo que não acontecia nada de interessante. Mas essa história eu tinha que contar pra vocês! Eu conheci uma Princesa! É, uma princesa de verdade! Eu achava que Princesa só existia nas histórias, mas existe Princesa sim! E agora eu posso falar, eu sou amiga de uma Princesa. Vou contar tudo pra vocês…

Eu e a Joana fomos com o pessoal da nossa escola visitar um Museu.

– Ai, professora, a gente precisa mesmo conhecer um Museu?

– Poxa, Helena, por que você não quer conhecer um Museu?

– É muito chato, Joana! Que graça tem ver quadros e estátuas?

– Helena, é muito importante que conheçamos a história do nosso passado, só assim poderemos fazer um futuro diferente.

– Mas é chato, professora! Eu preciso ir?

– Claro! Aliás, depois da visita ao Museu, vou querer uma redação de cada um, contando do quê viu e do quê mais gostou no Museu.

– Ah, professora…

– Vai ser legal, Helena! Pensa que vai ser uma aventura! Você não gosta tanto de aventuras?

– Que aventura pode ter visitando um Museu, Joana?

E lá fomos nós visitar o Museu. Quando a gente chegou, eu já achei incrível o lugar. Ele parecia um castelo, tipo daqueles dos contos de fadas. Lá dentro, estava um pouco cheio, a professora separou as turmas e a Joana logo me arrastou pra ver tudo. A Joana adora história. Aliás, não sei por que ela foi ao museu, se ela já sabia as histórias de tudo?

– Pô, Joana, você já sabe de tudo daqui!

– É que eu já vim aqui com meus pais!

– Ai, Joana, você já veio e quis vir de novo?

– Claro, Helena!… Vem, vou te mostrar umas coisas…

– Calma, Joana!

E ela foi me levando por tudo quando foi lugar, vimos um monte de quadro, de estátua, eu já estava tonta de tanta coisa que vi. Mas ainda bem que a professora chamou todo mundo. A visita tinha acabado.

– Ufa! Até que enfim.

Só que a Joana tinha sumido e a professora saiu atrás dela. Então, enquanto esperava resolvi ia ao banheiro. Quando cheguei lá, tinha uma menina, Rachel! Ela falou o nome dela pra mim. Em inglês, mas eu entendi. Eu disse o meu pra ela do meu jeito, acho que ela entendeu. Entrei no banheiro e quando sai, ela já estava mais lá, mas ela deixou um anel na pia do banheiro. Era um anel lindo! Nunca tinha visto um anel tão bonito. Sai correndo do banheiro atrás da Rachel, mas a professora me segurou e acabou me levando para o ônibus e não consegui devolver o anel da Rachel.

Quando cheguei em casa, minha mãe estava vendo televisão, eu sentei no sofá, pensando como encontrar a Rachel para devolver o anel que ela deixou no banheiro do museu. E, de repente, ela apareceu na televisão, do lado dos pais dela, estava chorando… Fiquei triste na hora.

– Olha só, Helena, por isso que falo pra você tomar cuidado para não esquecer nada quando vai ao banheiro dos lugares. A menina perdeu o anel dela.

– Eu conheço ela, mamãe!

– Quem, Helena?

– A menina que ta chorando na televisão!

– Ela esqueceu uma jóia no banheiro do Museu.

– Eu sei!

– Sabe?

– Eu achei ele, mamãe! Quando corri para devolver, a professora me levou para o ônibus e eu não vi mais ela. Vamos entregar para ela, mamãe?

Então, no dia seguinte, minha mãe me levou em um lugar, chamado Embaixada, não entendi muito bem porque deste nome, só sei que é o lugar que representava o país que a Rachel vive, aqui no nosso. Um pouco confuso! Essas coisas de história eu não entendo. Depois vou pedir para Joana me explicar sobre isso. Ela sabe tudo sobre história!

Mas vocês não imaginam quem é a Rachel! É, a Rachel é uma Princesa. Uma Princesa de verdade! O pai dela é o Rei do país que ela mora. Uma princesa de verdade!

– Hi, Rachel!

Eu entreguei o anel dela, ela veio e meu deu um abraço tão forte que quase me esmagou!

– Thank you! Thank you!

– Tudo bem, Rachel!

Ela colocou o anel no dedo dela e ficou muito feliz. Os pais dela também ficaram felizes por ela ter achado o anel dela. Minha mãe falou que era uma jóia de família, tinha pertencido à avó dela e era muito importante. Os pais da Rachel queriam dar uma recompensa em dinheiro, mas não aceitamos. Fiquei muito feliz por ter devolvido o anel para a Rachel. E eu ganhei a minha recompensa: Uma amiga Princesa! Ela até me convidou para visitar ela. Imagina só, eu, amiga de uma Princesa de verdade? A Joana vai morrer de inveja.

Agora, vou ter que parar por aqui, porque combinei com a Rachel de falar com ela pela internet. Eu não sei falar muito inglês, mas ela sabe falar um pouco de português, então a gente vai se entendendo. Vou combinar com ela que nas próximas férias eu vou fazer uma visita para ela e conhecer o castelo dela.

Depois eu prometo que conto tudo pra vocês da minha visita no castelo da minha amiga, Princesa Raquel.


A Aventura da Vida

março 21, 2024

Quando o grito prende na garganta

E não há nem como gritar

Respira fundo

E corre pr’o fundo da alma

Aceita a dor que é latente

E que arde no peito

Aceita a derrota de agora.

Quando a lágrima prende nos olhos

E não há nem como chorar

Lembra que vai passar

Como tudo sempre passa

Não deixa a tempestade que destrói

Que corrói a alegria

Durar mais do que um instante.

Quando o pensamente embaralha

E nos joga dentro de um labirinto

É hora de acalmar a ansiedade

Que busca qualquer saída

Para restabelecer a ordem

Mas é no meio desta desordem

Que o coração se alinha.

Quando a gente acha que é o fim

Pois a gente sempre acha que sim

Quando a dor nos dilacera

Nos coloca contra a parede

É justamente nesta hora

No respirar, na calma

Que o medo vai perdendo força

E aos poucos

Ainda entre soluços que escapam

Passo a passo, sem pressa

A coragem novamente desperta

E nos joga de volta à vida

Sem pensar na dor, nas perdas

Sem medo de nada

Pronto para mais uma aventura.


O Teatro precisa ir às escolas

fevereiro 23, 2024

Hoje, com as redes sociais, nossas crianças são inundadas por uma cultura inútil, regada á muita erotização e apologias a isto e aquilo, uma enxurrada de entretenimento inútil que não contribui em nada para o enriquecimento cultural delas, é preciso apresentar uma pouco de cultura clássica para essas crianças, para que elas redescubram o poder do lúdico, da fantasia, do sonhar, um sonhar diferente, um sonhar que enriquece a alma e não o que estimula a fama e a ganância.

E qual a melhor maneira de fazer isso? Levar às escolas, o Teatro. Ainda não inventaram no Mundo uma arte mais propícia para isso do quê o Teatro. O poder no Teatro junto a uma criança é fantástico. Quando ela descobre que pode criar histórias, criar personagens, interpretar esses personagens, ela viaja no mundo da imaginação e a brincadeira de faz de contas encontra o lúdico e a criança descobre a beleza de sonhar sonhos infantis e não o sonho de consumo de uma vida adulta.

É uma pena que seja tão difícil que os governantes entendam a importância de levar o Teatro para as escolas, o Teatro, além de entreter é capaz de oferecer à criança, cultura e sabedoria, que, por vezes, nos bancos escolares, através do currículo normal, seja muito de difícil de transmitir ou de ser assimilado pela criança. O Teatro diverte ensinando e ensina divertindo, mas são poucos os que conseguem levar Teatro às escolas e oferecer uma alternativa diferente de ensinar cultura.

Existem boas iniciativas para que se leve o Teatro para as escolas, mas são poucos os fazedores de arte, que conseguem isso, há sempre um senão dos governantes quando alguém tenta levar um projeto de Teatro para escolas, não há incentivos e, tão pouco, vontade política para isso, mas, mesmo assim, ainda aqueles que mesmo sem verbas, sem incentivos, conseguem, de uma forma ou de outra presentear às crianças com o Teatro em suas escolas. Também há algumas escolas que entenderam essa importância.

Que as pessoas que cuidam da Educação de nosso país entendam, de uma vez por todas, a importância de incluir as Artes como disciplina no currículo escolar, não essa arte que é oferecida nos currículos hoje em dia, de desenhar, pintar, usar giz de cera, fazer dobraduras, é muito pouco a oferecer com a enormidade de Artes que há, não só o Teatro, a Música, a Escultura, a Pintura, mas, se ainda não há essa consciência, que se permita, então, deixar que as crianças desfrutem da magia do Teatro de quando em quando.

Quando a criança descobre a magia do Teatro, a vida dela se transforma e essa transformação faz um mundo bem melhor, por isso, começo aqui uma campanha por mais projetos de Teatro nas Escolas e depois, nas ruas, nas praças e em todos os lugares aonde seja possível, para que a arte do Teatro inunde a vida das pessoas de sabedoria e de cultura e não de entretenimento raso e inútil, em que todos nós estamos submetidos nos dias de hoje. O Teatro tem esse poder, podem apostar!


A Arte está dentro de uma bolha

janeiro 19, 2024

Há tempos que a Arte não chega mais ao povo, ela está restrita a nichos e clãs, subdividida em gêneros e atendendo a interesses específicos de minorias, a Arte deixou de retratar a vida de uma forma completa e plena e passou a falar apenas com que acontece e norteia a vida de uma parte e hoje o quê se faz, é somente para agradar essa parte, não se importando em satisfazer a maioria, a Arte está segregando as histórias.

A vida retratada pela Arte, nos dias de hoje, não está sendo capaz de contemplar todas as pessoas, sentimentos, desejos, anseios, opiniões e pontos de vista, a Arte está caolha, olhando apenas por um olho e vendo somente o que se passa com uma parte e querendo, forçosamente, que a outra parte aceite tudo como verdade. A Arte tem mentindo muito sobre como está a vida, já não é capaz de retratá-la como outrora.

No afã de defender as injustiças, a violência, o preconceito, a Arte tem atropelado a verossimilhança, forjado situações, personagens e histórias, apenas para poder encaixar as minorias que se sentem desqualificadas, como protagonistas das histórias. A Arte não precisava se submeter a um papel tão baixo, ela sempre foi capaz de colocar o dedo na ferida e mostrar as injustiças, as violências, o preconceito e ainda assim, agradar a maioria.

É uma pena que a Arte tenha chegado a este ponto e deixando de fora de sua bolha, que não compactuam com a deprimente retratação da vida que hoje ela se presta. Há uma patrulha imensa, uma ditadura de pensamente descomunal que é quase impossível escrever uma história contando tudo do jeito que ela deve ser contada, pois, a Arte se vendeu e se tornou um panfleto, não mais uma manifestação cultural.

A coisa está ficando tão cansativa que, as histórias se repetem, os conflitos se repetem, as personagens se repetem, como se um mantra, um disco arranhado, um papagaio, para que o povo aceite que a vida agora é só desse jeito,não é! A Arte precisa voltar a retratar a vida em sua plenitude, mostrar o caráter dos personagens, sua vilania, não é porque faz parte de uma minoria que deve ser retratado como, bom, divino e maravilhoso.

Que, em algum momento, a Arte possa abrir os seus olhos e entender que, se continuar dentro de uma bolha, só estará atendendo os desejos de quem está dentro dessa bolha e a Arte não foi feito para ficar trancada dentro de uma bolha, a Arte precisa e deve ser livre, falar da vida de todas as formas, falar de tudo, de todos, sem a pretensão de vitimar ninguém e muito menos transformar em herói aquele que não é. Que a Arte, volte a ser o quê era, Arte!


O errado virou certo

janeiro 12, 2024

Há um princípio na educação cívica que diz de uma forma bem clara que, para se viver em sociedade é preciso obedecer a esse princípio: “o meu direito termina quando começa o do outro e vice-versa”. Mas, isso hoje em dia, não vale mais nada, todo mundo quer ter direito e não quer deveres, quer ter o seu direito respeitado e é incapaz de entender que os outros também têm direitos. Estamos vivendo uma vida pelo avesso, em que o errado virou o certo. Se a pessoa acha que é o seu direto, ela faz e o outro é que se estrepe, não importa se sua atitude seja errada.

Perdemos totalmente a noção do que seja cidadania e civilidade, desaprendemos a conviver, de dividir, de somar, e houve quem dissesse que depois da pandemia às pessoas seriam outras, é parece que realmente elas são, individualistas, sem educação, desrespeitosas, egoístas, mesquinhas, agora cada um pensa em si, a verdade é que o isolamento destruiu o conceito de sociedade e desfez a noção daquilo que seja certo e errado, se uma pessoa acha que esteja fazendo o certo, ainda que esteja errado, ela faz, e aí de quem retrucar!

Vivemos em uma terra quase sem Lei, abonada pela Suprema Corte de Justiça que desvirtuo o sentido do que seja certo e direito, pois, se os amigos da Lei fazem, ainda que esteja tudo errado, a justiça os abona e o absolve de seus comportamentos venais que agridem a civilidade e a cidadania da sociedade, mas se os inimigos buscam a ordem, o direito e a verdade, coitado deles, são perseguidos, presos e condenados pelos indefectíveis defensores da Lei e da Democracia. Agora em nosso país, apoiar o errado virou um ato democrático.

Aonde vamos parar com tudo isso? Não tem como saber! O quê já dá para ver, claramente, é que caminhamos rapidamente para um esfacelamento de nossa Nação como uma sociedade civilizada, pois esta está dividida e totalmente manipulada em sua parte, onde algumas pessoas acham normal e natural que se cometam, atos criminosos, ainda que sejam considerados como desvios de comportamentos, pouco lhes importam se estes afetam a vida da outra parte da Nação, ou não. Errar virou o novo “Normal” em nosso país e está tudo bem.

Todo mundo agora acha que pode tudo, eu quero, eu faço e ninguém tem nada com isso e, com tudo isso, não se respeita, mais nada, nem leis de trânsito, nem leis de convivências, nem os direitos de mais ninguém. Não há mais respeito por nada em nosso país! As pessoas só querem saber de ter direitos, mas, os outros, não, e aí do outro que queira manifestar o seu direito para com essas pessoas, são xingados, execrados e até mesmo acusados de cometer preconceitos e discriminação. A base de uma sociedade sempre foi respeito aos direitos de cada um, mas, os direitos de cada um, jamais podem se sobrepor aos direitos da maioria.

Hoje vemos que todos os valores humanos foram jogados na lata de lixo, por gente que acha que seu direito individual é e sempre será maior que o direito do outro e, assim, de pouquinho em pouquinho, fomos destruindo a nossa sociedade, o nosso país e a nossa população como Nação, hoje, somos um país em que só uma parte quer ter direito e quer se achar certa, afirmando que a outra parte é sempre a errada da história, ainda que quem cometa os erros esteja, de fato, do lado errado da história, seja. A triste verdade é que aqui em nossa Pátria Mãe Gentil, o errado, virou certo.


Os famosos da próxima hora

dezembro 22, 2023

É impressionante a necessidade que as pessoas têm de aparecer, é a vaidade transbordando por todos os poros, tudo é fotografado, postado, compartilhado nas redes sociais como fosse à coisa mais importante do mundo. Todo mundo quer ser o famoso da próxima hora, mas, o pior de tudo é que são apenas frivolidades, uma disputa insana para saber quem causa mais inveja em quem com suas postagens sem relevância. É a disputa da felicidade artificial.

Hoje em dia o que importa é causar impacto, criar polêmicas, fazer e compartilhar fofocas, postar fotos de lugares, de comidas, de roupas, disso, daquilo, uma necessidade visceral de aparecer buscando para ganhar cliques e mais cliques nas redes sociais, na tentativa de tornar famoso, nem que seja por alguns segundos. Enchem a tela de beleza, mas de conteúdo vazio, que nada acrescenta na vida do outro, apenas lhes rouba o tempo com bobagens.

A verdade é que as redes sociais se tornaram um outro mundo, um mundo no qual às pessoas resolveram habitar, um mundo mágico de fantasia, aonde tudo é lindo, belo e perfeito, aonde não há dor, nem tristeza, nem infelicidade, um lugar em que só há pessoas, boas, do bem, que amam os outros, os bichos, a natureza, pois a cada rolagem que damos na tela, é só isso que vemos, a vida perfeita de todo mundo, aonde todo mundo é o máximo.

Vivemos tempos em que não sabemos mais como é a pessoa de verdade, se é aquela das redes sociais, ou aquela da vida real, pois elas, às vezes, são tão diferentes umas das outras que não sabemos mais como interpretá-las. A impressão que fica é que as redes sociais fabricaram milhares de clones de pessoas com a necessidade de mostrar ao mundo e aos outros, o quanto elas são famosas, lindas e felizes, ainda que seja gastando o tempo postando aparências.

Há tempos tenho evitado postar meus momentos nas redes sociais, entendi que eles são meus momentos, muitos são tão especiais que não precisam ser compartilhados com ninguém, apenas com quem interessa de fato, é certo que às vezes alguma coisa sempre escapa, e uma ou outra foto acaba parando nas redes sociais, pois a felicidade é tanto que não é possível conter o impulso de dividir à alegria, isso eu tenho que admitir, mas eu tenho me policiado para postar só o quê seja realmente importante, o meu trabalho e meus escritos.

O mundo não precisa saber o que eu como, o que eu bebo, o que eu curto, às festas que vou, às viagens que faço, às roupas que uso, os momentos que passo, não me interessa ser o famoso da próxima hora. É fato que muitos deixam de curtir a felicidade que sentem em algum instante, pois estão preocupados em postar o que estão vivendo, em suas redes sociais, mas a vida fora das redes sociais é tão boa, bonita e bela e nós podemos sim, sermos felizes sem que o mundo todo precise saber.


A vida é para celebrar!

dezembro 15, 2023

Às vezes achamos que não vai dar

Os caminhos estão cheios de pedras

Falta até fôlego para respirar

Queremos desistir de viver

Clamamos aos céus

E nos entristecemos

E nos culpamos

E nos punimos

E discutimos

Brigamos

Choramos

Mas, é preciso de Fé

Não sabemos quando esta vida termina

Até quando ficaremos por aqui

Problemas fazem parte

Não podemos nos entregar

É preciso tomar fôlego para respirar

E nunca pensar em desistir

Erguer as mãos aos céus

E rezar

E agradecer

E se alegrar

Rir

Comemorar

Pois a vida é feita para celebrar!


A Arte virou lacração!?

novembro 24, 2023

É lamentável constatar como estão jogando, na lama, o conceito de arte, aquilo que sempre foi enaltecido e feito para causar beleza aos olhos, emocionar e provocar todos os sentidos, ultimamente, vem só causando raiva e náuseas, pois não há mais beleza, emoção e nem provocação de sentidos naquilo que alguns apresentam como arte, há um insuportável conceito de querer lacrar com tudo e um mau gosto indescritível, que é impossível considerar tais manifestações como expressão artística.

A arte virou lacração, a expressão da militância de uma minoria que acha que, usurpando o conceito de arte, seja possível se produzir alguma coisa de importância, ou, ainda, capaz de despertar no público os efeitos de uma verdadeira arte. Músicas, filmes, peças, exposições, literatura, tudo está contaminado pelo conceito de lacração que tomou conta da sociedade e que de forma, equivocada, alguns querem nos empurrar como arte. A arte jamais se prestaria a esse tipo de mau gosto.

A arte sempre foi á expressão máxima do bom gosto, a excelência e a perfeição das manifestações de uma sociedade, a pintura, a escultura, a literatura, quantas coisas belas foram produzidas, mas de uns tempos para cá, alguns estão jogando toda essa arte no lixo com tanto lixo que vem sendo produzido, diariamente, e que essas pessoas insistem em nomear de arte. Livros com linguagem neutra, músicas fazendo apologia ao sexo e ao crime, um horror de coisas, que fico pensando que arte ficará para as futuras gerações?

Não é possível que tenhamos de consumir esse tipo de expressão artística que alguns chamam de arte. É muita porcaria oferecida como arte! Em que momento da história, nós perdemos o fio da meada e o entendimento de que arte é beleza, é emoção? Em que momento da história a sociedade se contaminou para produzir esse lixo cultural que é nos empurrado diariamente como arte? Em que parte da história a sociedade pegou a arte e fez dela uma bandeira de lacração para causas ideológicas?

O pior de tudo, é que parece que a cada dia que passa, mais e mais pessoas estão se contaminando com essa arte da lacração, pois, a quantidade de “artistas” (argh) que nos é apresentado divulgando suas indecorosas manifestações artísticas, é uma grandeza. A lacração é tanta que, quem produz arte de verdade, com beleza, com emoção, provocando os sentidos das pessoas, não consegue, de jeito algum, espaço para divulgar seu trabalho, pois, a onda de agora é a arte da lacração.

Espero mesmo que seja só uma onda de mau gosto que esteja varrendo nossa sociedade, pois, se tudo o quê vem sendo mostrado como arte, for o que tiver de ficar como verdadeira manifestação artística, será o fim das expressões artísticas, a falência da música, da literatura, da poesia, do cinema, da beleza da vida, estaremos entregues ao lixo cultural e as manifestações ideológicas, que têm apenas, a intenção de lacrar com parte da sociedade que se acha, socialmente, injustiçada. Uma pena o quê estão fazendo com a arte!


O empobrecimento cultural do país

novembro 17, 2023

É triste presenciar o empobrecimento cultural do país, com tantas influências culturais por conta da miscigenação que sempre foi á marca do Brasil, não é possível que estejamos produzindo uma cultura tão rasa, tão sem significado e tão sem importância nos dias de hoje. E aonde notamos com mais força essa tendência de empobrecimento, é na música. É praticamente impossível ouvir alguma coisa interessante, musicalmente falando, é só apologia ao sexo, ao crime e de dor de cotovelo. Não há mais poesia, nem tão pouco, melodia.

Outro aspecto que vem contribuindo para esse empobrecimento da cultura do país é o patrulhamento ideológico que prega o abominável politicamente correto em tudo que seja produzido em termos de cultura. A arte vem sendo pautada de forma sistemática, o quê vem interferindo, violentamente nas manifestações culturais, que devem sempre estar de acordo com a cartilha da patrulha de plantão e atender essa ou aquela minoria. A beleza e estética da cultura não são mais importante, importante é “lacrar” de alguma forma.

Hoje a produção da audiovisual, por exemplo, sofre uma interferência muito forte dessa patrulha ideológica, que ameaça e faz campanha de cancelamento de público, quando a produção foge dos termos impostos desta maldita cartilha do politicamente correto. E o que acabamos assistindo, invariavelmente, são produções presas a discursos ideológicos, preocupadas apenas em satisfazer a sanha desta ou daquela “minoria”, sem dar importância ao produto cultural que deveria ser produzido. A cultura virou panfleto, há muito pouco de arte nela.

Às vezes, vemos obras que teriam tudo para serem grandes, culturalmente falando, mas que se perdem porque precisam atender interesses que nada têm a ver com a cultura, vilipendiam nossas manifestações culturais, como se elas não representassem a nossa identidade cultural, muitas vezes, alteram e distorcem nossa cultura só para atender a ideologia partidária ou para enaltecer esse ou aquele grupo, dando um protagonismo que não existe de fato.  A cultura é feito através dos tempos e conta a história de seu tempo.

O pior, é que a cada dia que passa, a cultura vai empobrecendo ainda mais, pois não se faz mais cultura para a eternidade, é tudo fugaz demais, não se produz nada de relevante, temos hoje uma cultura descartável, que está preocupada, apenas, em agradar “minorias” e como diz a voz corrente de hoje em dia, “lacrar” e mais nada. É triste, muito triste, ver um país com uma diversidade cultural, fantástica, se satisfazer com produções de “funks marginais” e de obras político-ideológica.

O que ficará para posterioridade? Nada, absolutamente, nada! Destruíram a cultura do país por conta de um discurso ideológico, acabaram com as produções culturais para atender as bandeiras de uma “minoria” ressentida, que quer se protagonista em tudo e a todo custo. Fabricam heróis e vilões, sem pensar na relevância cultural da obra, apenas por capricho. E assim, não produzimos nada de relevância cultural neste século e ainda fomos capazes de empobrecer a cultura do nosso país de tal forma, que hoje, mal temos uma cultura, apenas um arremedo de manifestações ideológicas.


O Povo não conhece os políticos

setembro 28, 2023

Quando elegemos uma pessoa para algum cargo político, acreditamos que esta pessoa esteja imbuída de boa-fé e de boas intenções e queira de fato contribuir para o bem estar social, financeiro e saudável da população, mas há tempos isso não existe mais, e não há nenhuma exceção, até que se prove ao contrário, o que vemos, são pessoas usando os cargos eletivos para fazer da política, uma carreira rentável e duradoura, preocupando-se, apenas, em melhorar a própria vida.

Assistimos hoje, atônitos, políticos destilando suas vaidades, querendo se mostrar uns mais poderosos que os outros, se intitulando os donos da verdade suprema e absoluta e querendo determinar, na base do poder impositivo, regras de convivências e de comportamento, pouco importando às vontades expressadas pela população, eles querem que seja, fazem e ponto final. Hoje, político se acha o Deus Supremo, não há governo voltado para o Povo, só o quê há, é a vaidade pelo fato de se estar no poder.

E a maioria do Povo, coitada, esta, realmente não conhece um político, acreditam piamente nas mentiras contadas e nas bravatas e promessas infindáveis que estes lançam ao vento, minuto a minuto, uns até brigam por um político, colocam a mão do fogo e os defende como se tivessem a certeza que estão resguardando um das almas imaculadas do Mundo. Uma pessoa que resolve entrar na política, jamais terá uma alma imaculada, pois não há nada do mundo pior do que um político.

O pior de tudo, é que quem sofre com isso, é justamente às pessoas que mais precisam de retaguarda para terem protegidos os seus direitos fundamentais de cidadão, mas estas, são tratadas como massa de manobra, para que estes políticos se perpetuem no poder e continuem a sua jornada de carreira rentável e duradoura, sem falar na parte venal de cada um deles. Esse Povo, ainda acredita que um político “x” ou “y” é capaz de mudar a sua vida. Nenhum político está interessado em mudar a vida do Povo.

Algumas pessoas, até tentam alertar parte da população que político nenhum presta, mas, a maioria do Povo, inculta pelas ações inoperantes dos políticos e ignorantes, porque acreditam na boa-fé dos políticos, nem ligam. O coitado tem uma vida miserável, mora em um lugar miserável, ganha um salário miserável, não tem educação, nem saúde, nem trabalho, às vezes, não tem nem mesmo o quê comer, mas mesmo assim, ele defende o político, mais até do que alguém de sua própria família, ou amigo.

Enquanto a maioria da população não entender que a pessoa que entra para a política, só está interessada, única e exclusivamente em melhorar a sua própria vida, ao invés de tornar a vida da população mais digna, o quê assistiremos, serão brigas de vaidades, de poder, muitos desvios do dinheiro público e uma população miserável, acreditando que sua vida melhorará porque este ou aquele político é bom e vai fazer tudo por ela. Somos o que somos, enquanto sociedade, porque o Povo, na sua maioria, não conhece os políticos!