A culpa é da Arte

novembro 17, 2017

Um crescente movimento de uma nova igreja evangélica pentecostal fundamentalista, toma conta do país e quer impor a todo custo o conceito do que seja moral em nossa sociedade, disseminando a intolerância religiosa entre às pessoas, mas, a culpa é da Arte.

A Esquerda aparelha o Estado, quebra as empresas do governo, endivida o país, as empresas, as pessoas, impõem-se com contratos fraudulentos, propinas e maracutaias, no afã de se perpetua no poder, incitando o ódio na população e se colocando de inocente pela crise que vivemos, mas a culpa é da Arte.

A Direita dá o ar da graça, colocando para fora toda a sua sede de autoritarismo reacionário, disseminando na sociedade, o preconceito, a homofobia, o racismo, querendo impor à sociedade sua ética duvidosa e sua visão totalitária de governo, mas a culpa é da Arte.

Empresários gananciosos usam a Lei de incentivo ao fomento à Cultura do país de forma fraudulenta, desviando recursos para festas, casamentos e outros eventos sociais particulares, ao invés de destinarem as verbas para produzirem Cultura no país, mas a culpa é da Arte.

A corrupção se instalou no Poder Público como uma metástase, infectando de forma devastadora e quase que irreversível a situação de governabilidade do país, deixando a olhos nus, que nada no país funciona sem o pagamento de propina e acertos ilícitos, mas a culpa é da Arte.

Os políticos estão todos atolados no mar de lama, mostrando que a representatividade popular não faz mais parte da legitimidade dessas casas do Poder, tamanha a desfaçatez com aprovações de leis que beneficiam, mais os políticos, do que o povo, mas a culpa é da Arte.

A violência cresce de forma assustadora, se tornando uma ameaça real à vida das pessoas, que não recebem do Estado a segurança necessária, deixando a sociedade à mercê de menores delinquentes, do crime organizado, fazendo que as pessoas fiquem sem saber se, ao saírem de casa, retornarão, mas, a culpa é da Arte.

Pessoas morrem todos os dias nos hospitais por falta de atendimento médico, pelo sucateamento dos hospitais e pelo descarado  descaso do Poder Público, que faz um jogo de empurra-empurra e que não leva em conta o sofrimento da população, mas a culpa é da Arte.

Bom, vocês viram que se tiverem qualquer problema, de qualquer ordem, em casa, no trabalho, com os bancos, com o vizinho, qualquer situação que lhes deixem em uma condição constrangedora, a solução é muito simples, diz que a culpa é da Arte.

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MÁSCARAS

novembro 10, 2017

Quem é você?

Quem sou eu na multidão?

Somos rostos que passam

Passos apressados

Imagens que ficam

Aquilo que os olhos veem

Mas, jamais enxergarão

O quê se quer mostrar.

Todo mundo se esconde

Até onde a farsa é possível?

É impossível fingir?

Ninguém revela quem é

Ninguém fala o quê quer

Teu racismo, meu racismo

O cinismo que está por fora.

Ninguém tem preconceito

Ninguém tem defeitos

Teu direito, meu direito

A intolerância que aflora.

Ninguém se conhece a fundo

Somente no fundo do espelho

Talvez se ache o caminho

Mas quem tem coragem?

Todo mundo é covarde

Teu medo, meu medo

A vida feita de hipocrisia.

Todo mundo tem receio

Para quê se revelar?

Mostrar o quê há em si?

Se hoje o que importa

Não é o que há por trás da porta.

Meu pensamento, teu pensamento

Neste momento, neste instante

Toda ideia ofende

Todo mundo ataca

Todo mundo ofende

As máscaras nos protegem

Pois, a verdade de cada um

Nem sempre é a verdade comum

E quando uma máscara cai

Mostra sempre aquilo que mais dói.


O ódio venceu

novembro 3, 2017

Ainda na cama, deu para ouvir aquele grito seco, mas de desespero, que entoou por toda a cidade, espantei-me, mas preferi aproveitar alguns poucos segundos de sono antes de me levantar. Depois de passado o minuto de preguiça, com o celular na mão, uma enxurrada de mensagens me informavam que algo de muito sério estava acontecendo. Sai sem nem mesmo tomar meu café, não por curiosidade, mas porque custava acreditar nas notícias que me chegavam pelas redes sociais.

Nas ruas, muito engarrafamento, as pessoas caminhavam apressadas pelas, de cara fechada, ninguém falava com ninguém, todos rumavam para uma mesma direção, marchavam em silêncio. Não demorou muito e avistei a praça, que já se enchia de gente tentando saber o que tinha acontecido de fato, um empurra-empurra, mal se conseguia enxergar direito, tamanho o tumulto. E entre cotovelas, juntei-me aos que queriam saber se tudo que circulava pelas redes sociais era mesmo verdadeiro, ou apenas mais um novo factóide.

A imprensa estava toda por lá, tinha até helicóptero sobrevoando a praça, a polícia procurava a todo custo isolar a área, mas a aglomeração encurtava cada vez mais o cerco, tentando chegar ao centro da praça. Era preciso saber se aquilo era mesmo verdade. De repente se formou um grande tumulto. A polícia lançou mão de gases lacrimogêneos e tentou afastar a população na base da força, muitos se revoltaram e houve revide com pedras e xingamentos.

Não demorou muito para aquele lugar virar uma verdadeira praça de guerra, pessoas atacando pessoas, polícias atacando pessoas, pessoas atacando polícias, muita correria, quebradeira e muita destruição. A maioria que estava ali parecia que havia se esquecido do motivo que os levaram até aquela praça, todos estavam ali para saber se o quê circulava pelas redes sociais era mesmo verdade, mas a violência foi tamanha e tão generalizada, que ficou claro que o quê levou alguns até ali, havia sido apenas  uma mera curiosidade.

Na certa, muitos não estavam preocupados com a notícia de fato, queriam mesmo tirar algumas “selfies” para postarem em seus perfis e ganhar não sei quantas curtidas. Diante daquele misto de festa com passeata regada a hostilidades e violência descabidas, comecei a achar que a notícia era mesmo verdadeira, pois aquilo tudo que se transformou aquela aglomeração, deixava bem claro que, infelizmente, o que circulou mais cedo pelas redes sociais, era a mais pura verdade.

Depois que toda aquela confusão se desfez, a praça ficou quase vazia, apenas algumas pessoas permaneceram por lá para terem a certeza de que nada mais teria jeito. Sem aquela aglomeração, foi fácil ver estirado no chão, bem no meio da praça, em volta de uma poça de sangue, o Amor; algumas pessoas ao avistarem caído, se ajoelharam ao seu redor, cada um rezou na sua religião, algumas pessoas que traziam flores nas mãos, as deixaram a sua volta, choravam um choro contido. Deixei a praça com uma dor no peito, um tristeza nos olhos e a certeza de que o ódio venceu.


O Teatro que resiste sem apoio

outubro 27, 2017

Longe das capitais, sem a presença de atores consagrados, longe do glamour, sem contar com recursos públicos e de incentivos fiscais, sem patrocínios e, muitas vezes, sem nenhuma valorização pelas pessoas, o Teatro resiste e persiste e, talvez esteja nesta resistência e nesta persistência, de gente que faz Teatro por amor à arte de representar, que o Teatro está mais vivo do que nunca e cada vez mais levando à arte em todos os cantos do país.

São essas pessoas que não vivem do Teatro, mas, vivem para o Teatro, que acabam sendo os verdadeiros responsáveis por não deixar que a chama do Teatro se apague, pois, mesmo com todas as dificuldades de se colocar uma peça em cartaz, esse pessoal põe as mãos na massa e faz das tripas, coração, para colocar o seu espetáculo nos palcos, às vezes em locais improvisados e sem as mínimas condições para que seja realizado dignamente.

Mas, o que realmente importa é a tentativa de manter viva a chama do Teatro e, o esforço dessas pessoas que, sem ter nenhum espaço na mídia e, muitas vezes, sendo duramente criticadas pela precariedade de suas produções, é que, apesar de tudo, levam um pouco de cultura para suas pequenas cidades, seja no palco do clube, no salão da igreja, nos pátios de escolas, nas salas de aula, sem produção grandiosa, muitas vezes com mais boa vontade do quê talento, mas, cumprem o seu papel.

Esses amadores do Teatro, que talvez nunca consigam o reconhecimento merecido pelos esforços que fazem para que a arte do Teatro não morra no seio da população, se satisfazem apenas com as parcas palmas da platéia, não se preocupam com a fama, com a reportagem na revista, se o Teatro está cheio, se a critica gosta ou não, ou que importa é o espetáculo em cena e nada mais. Eles fazem porque gostam e fazem porque querem.

Eu, particularmente, tenho uma dívida de gratidão eterna, com muitos desses amadores de Teatro, cavaleiros solitários que sustentam a arte do Teatro em cada canto do país, pois foi através de muitos deles que meus textos ganharam o mundo e chegaram até onde eu jamais sonharia. Foram eles, os primeiros a apostarem em minhas histórias e fizeram com que meus textos cumprissem o seu principal papel, serem encenados e vistos pelas pessoas.

Por isso, eu estou e sempre estarei à disposição para colaborar com essa luta árdua, que esses amadores de Teatro travam pelo mundo afora, que, mesmo sem ter as condições, glórias, os recursos e os incentivos do Grande Teatro das grandes capitais, estão sempre buscando levar ao público de suas cidades, um pouco de cultura e, ainda que não tenham o apoio e a presença de atores famosos em suas apresentações, resistem e mantém a chama viva.

É este Teatro que resiste sem apoio, Amador, Estudantil, que é feito na praça, que é feito na raça, que descobre talentos, que forma o público, que transforma vidas, que alimenta de sonhos quem já não tem quase nada para sonhar, que é feito por gente que ama o Teatro acima de tudo, o verdadeiro pilar que sustenta e faz com que a arte do Teatro não morra nos palcos profissionais dos grandes centros. Evoé para todos os amadores do Teatro! Evoé!


A tristeza que ninguém quer mostrar

outubro 20, 2017

Ah, como seria lindo se a vida fosse igual às páginas das redes sociais, com um sol sempre nos dando bom dia feliz e com um sorriso largo. Ah, como seria incrível se a vida fosse igual às fotos publicadas nas redes sociais, de festas alegres, com pessoas divertidas, exalando felicidade pelas telas. Ah, como seria ideal se a vida fosse o mar de rosas que inunda as redes sociais com mensagens positivas que nos empurram para enfrentar a vida de cabeça erguida. Mas, não é. Não é mesmo?

Quanta tristeza há por detrás de um sorriso alegre nas fotos publicadas nas redes sociais? Quanta dor e sofrimento escondidos em um bom dia feliz? Quanta dificuldade de vida há por detrás de mensagens de otimismo? Quanto nos custa bancar uma felicidade artificial? Se a vida é uma eterna busca da felicidade, não podemos estar a todo o momento, felizes. Todo mundo em algum momento é triste, mas, todo mundo prefere esconder a sua tristeza nas publicações das redes sociais.

E o quê nós vemos hoje de verdade? Relacionamentos superficiais, frustrações mal resolvidas, vidas paralelas de gente que pensamos conhecer muito bem. Tanto, que volta e meia somos surpreendidos com tragédias cometidas por pessoas que jamais imaginaríamos que elas fossem capazes, tamanha união, amor e felicidade estampada em publicações nas redes sociais. As redes sociais nos deram a opção de esconder a nossa vida, mas a tristeza verdadeira não sai de nós e, por isso, tantas vezes a verdade vem à tona.

É claro que cada qual se comporta e se defende da vida como pode, mas o fato é que essa busca desenfreada por uma vida de felicidade plena tem nos feito muito mal como seres humanos, não sabemos mais como lidar com opiniões contrárias as nossas, perdemos a medida do diálogo, vivemos mais tempo na vida de mentira que criamos nas redes sociais, do quê buscando o real motivo de viver e de como encontrar o caminho para que a vida seja mais alegre do que era antes.

Estamos ansiosos por um futuro que não chega nunca, e criamos expectativas que se tornam cada vez mais inatingíveis. Estamos conectados a todo tempo, na mesma medida que estamos só. A solidão nos assola cada vez mais. Buscamos falar incansavelmente pelas redes sociais com medo que ninguém mais nos ouça. Necessitamos sempre estarmos alegres, pois, a tristeza que está sempre à espreita, nos apavora e tememos encará-la de frente todos os dias ao amanhecer.

Assim, vamos vendo o tempo passar cada vez mais rápido, estamos cada vez mais distante de um abraço apertado, de um ombro para chorar, de um colo, de um ouvido que escute a nossa dor, não temos mais espaços para as tristezas da vida, mas, estamos tristes, os olhos das pessoas nas ruas, nos dizem isso, basta olhar bem dentro de cada um. Penso que nos faria um bem enorme mostrar um pouco de nossa tristeza, talvez, os momentos felizes nos deixariam, realmente felizes e não seriam apenas fotos com muitas curtidas.


Sexta-Feira 13

outubro 13, 2017

Pense em uma pessoa supersticiosa. Pensou? Mas, duvido que seja tão ou mais supersticiosa que o Beto. A menos que você tenha pensado no Beto. Ô sujeito mais supersticioso! Só sai de casa com o pé direito, e também só entra de volta em casa, com o pé direito, jamais passa por debaixo de uma escada. Gato preto, então! Se ele pudesse, exterminava todos. Mas, o pior mesmo é quando é sexta-feira treze. Aí, ele se supera.

Dia de sexta-feira treze pode esquecer o Beto, nesses dias ele se tranca em casa e não sai nem da cama com medo que alguma coisa de ruim lhe aconteça. Quando está trabalhando, arruma sempre uma doença repentina para não sair de casa. Neste dia não aceita compromisso de jeito nenhum. A superstição do Beto é algo que precisa ser estuda, pois não pode ser normal alguém que abdica da vida por conta de uma sexta-feira treze.

Beto é uma pessoa esclarecida, pós-graduada, que gosta de escrever contos e poemas. Aliás, o seu maior sonho é se tornar um escritor famoso, e, quer saber, ele até merece, pois escreve muito bem. Talvez, escrever seja a única coisa que compete com pé de igualdades com a superstição que o Beto tem. Ele diz que quando for um escritor famoso, não vai ter ninguém que o obrigue a sair da sua cama nos dias de sexta-feira treze. Não vai ter mais medo do azar.

Outro encontrei o Beto e ele me contou o que a superstição dele fez com o maior sonho da vida dele. Uns dias atrás ele recebeu um e-mail o chamando para uma reunião, aliás, não era uma simples reunião, ele estava sendo convocado para uma entrevista em uma editora que estava interessado em publicar todos os escritos dele e distribuir os livros em todo o Brasil e até em alguns países de língua portuguesa.

No dia anterior à reunião, Beto foi dormir cedo, colocou o celular para despertar às seis e meia da manhã, rezou e se benzeu como faz todos os dias e tentou dormir. Custou a pegar no sono, pois a ansiedade lhe consumiu a noite toda. Até que toca o celular. Uma, duas, três vezes. Beto abre os olhos e está lá no visor: 6:32 – sexta-feira – 13… Beto desligou o celular e se enviou embaixo das cobertas. Não podia ser possível!

Beto, rolando na cama, sem acreditar que não se deu conta que a reunião mais importante da sua vida tivesse sido marcada para uma sexta-feira treze. Não teve forças para se levantar, sua superstição parecia estar vencendo o seu grande sonho de se tornar escritor. Não teve jeito, Beto pegou o telefone, ligou para a editora e inventou uma doença qualquer. Fim do sonho de Beto. Agora ele vive dizendo que é uma pessoa que não tem sorte na vida. Só que ninguém acredita.


Por que estamos destilando tanto ódio?

outubro 6, 2017

Parece que de uns tempos para cá uma nuvem negra estacionou sobre o país, deixando o tempo fechado entre os brasileiros, que se dividiram em duas correntes e vivem destilando entre si, um ódio quase mortal. Estão todos sempre com a razão, intolerantes, com os ânimos acirrados e com duas pedras nas mãos, dispostos a atirá-las a qualquer instante em qualquer um que discorde de seus pontos de vistas. Por que estamos destilando tanto ódio?

É claro que o rumo tomado pela situação política tem contribuído e muito para que tudo isso chegasse ao ponto que está hoje, existe uma acirrada briga de ideologias políticas de extremos radicais que está contaminando todo mundo e quem toma partido em algum assunto, defendendo o ponto de vista desde ou daquele lado, acaba sendo atacado e hostilizado pelo lado que acha ter o ponto de vista correto. Na há mais diálogos, só ofensas.

Talvez o problema esteja ligado à situação emocional em que está vivendo o brasileiro, pois, se analisarmos profundamente, existem vários fatores que estão contribuindo para o desequilíbrio das pessoas, uma grande parcela da população está desempregada, outra grande parcela está endividada, outra parte da população, vive as duas situações, sem contar a enorme constatação de injustiça que paira sobre nós, tudo isso tira qualquer um do prumo.

Quando tudo parece perdido, depositamos todas as nossas fichas em algumas situações e, no nosso caso, queremos ver os políticos presos e, quando a nossa expectativa não é satisfeita, em virtude do momento em que vivemos, acabamos destilando nosso ódio contra aquilo que nos contraria. Aproveito para fazer aqui a mea-culpa, pois, em alguns momentos me deixei envolver pelo clima de guerra, fazendo pré julgamentos de uma forma emocional. Há de buscar sempre a racionalidade em qualquer assunto.

Mas, voltando: como o rumo da política nos levou a divisão do país tal e qual um disputa futebolística, é claro que a torcida de cada time, jamais vai concordar com a opinião da torcida alheia e, como no futebol, sempre há os torcedores mais exaltados, que, por talvez, estarem passando por uma daquelas situações citadas acima, como: desemprego, endividamento, injustiça, querem resolver a situação através da briga, destilando o seu ódio represado, sobre o outro. E é nisso que se transformou o país, numa briga de torcidas.

Penso que toda essa insatisfação pessoal que o brasileiro está vivendo, também contribui para exaltar os ânimos e transformar pequenas discussões em uma destilação de ódio sem fim. É claro que a situação do país ajuda, e muito, a aumentar o estresse das pessoas, pois, estamos vivendo no limite de nossas paciências, quem tem mais controle sobre si, acaba resolvendo melhor esta ou aquela situação, mas quem tem pavio curto, usa qualquer coisa para destilar seu ódio, às vezes buscando apenas, aliviar o próprio estresse.

Se somarmos a este esgotamento emocional que as pessoas estão vivendo, o crescente fanatismo religioso, o preconceito latente e a imensa intolerância, têm-se um quadro que demonstra bem os possíveis motivos de tanto ódio e de como nossa sociedade está doente, pois, até parece que a destilação do ódio se tornou o alimento de nossas almas, vistos os diários apedrejamentos coletivos e às constantes provocações de poder direita/esquerda/direita. Estamos vivendo uma insanidade inimaginável!

É preciso, urgentemente, que retomemos a razão e não mais deixemos que a emoção seja a nossa porta voz, para, em primeiro lugar, pararmos de enxergar a política de uma maneira futebolística e retomarmos os diálogos, buscando os pontos em que existam convergências e não mais destilarmos todo o nosso ódio sobre as nossas divergências. Na força, sempre haverá um lado que sofrerá mais do que o outro, ou paramos de medir força, ou tudo isso ainda acabará muito mal. Mas respeito e mais amor, por favor!


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