Quando a causa perde o efeito

maio 13, 2016

Não se pode negar que para se fazer justiça social, tem-se que defender as minorias que não gozam de privilégios e nem das oportunidades dos demais. Combater a opressão sobre os menos favorecidos através de organizações não governamentais, sempre foi o melhor caminho para travar diálogos com os donos do poder. Bom, isso foi até o PT chegar ao poder, pois, quando virou poder, esses “movimentos sociais” deixaram de ser o quê representavam.

As causas dos “movimentos sociais” perderam os efeitos ao servirem de escudo para os desmandos do governo de esquerda que tem colocado os menos favorecidos em dificuldades, principalmente nesses tempos de processo de impedimento da Presidente do país. Eles deixaram de serem organizações não governamentais que buscavam proteger às minorias e passaram a usá-las como massa de manobra para defender um governo que quebrou o país por conta de seus interesses.

E é neste momento de crise, em que os menos favorecidos estão sendo duramente castigados pela condução equivocada do governo que deixaram de ser “movimentos sociais” e viraram braços militantes de um partido que luta a todo custo para não deixar o poder. O que se pode pensar desses “movimentos sociais” que deviam defender o povo contra o massacre que estão sofrendo os menos favorecidos, mas preferem defender o opressor?

Por quais razões os “Sem Terras”, não estão reivindicando e lutando ao lado das pequenas propriedades de culturas familiares que estão endividadas pela atual política de juros exorbitantes? Por quais razões a Central Única dos Trabalhadores não está reivindicando e lutando ao lado dos mais de Dez Milhões de trabalhadores que perderam o emprego por conta da crise financeira? É, a causa desses “movimentos sociais”, realmente perdeu o efeito.

E não é de hoje que, boa parte da população, nutri, uma dose de desconfiança com a conduta desses “movimentos sociais”, a população nunca engoliu certas atitudes dos líderes desses movimentos, aliás, o que hoje nos parece bem claro, é que suas reais intenções nunca foram à luta pelas minorias e sim, a de usar a luta pelas minorias para criarem organizações ligadas a partidos de esquerda, servindo de escudos em tempos difíceis e, assim, se locupletarem.

O que realmente nos deixa triste e muito mais descrentes é que fica cada vez mais claro que inexiste alguém lutando de fato pelas minorias desfavorecidas nesses chamados “movimentos sociais”. O que há, é um assistencialismo barato, que iludi e enche de esperança as minorias, que sonham por tempos melhores e acredita, piamente, na boa fé desses “movimentos sociais”, que nem se dão conta que só são úteis, como massa de manobra.

É preciso repensar o país em todos os aspectos, pois o que temos hoje é um sistema viciado, impregnado até a alma e por todos os lados, por interesses pessoais, por dinheiro e por poder. E a mais pura verdade é que o país está muito longe de realizar uma justiça social de fato, pois, as minorias, ainda continuam sendo esmagadas pelos opressores, já que, até os “movimentos sociais” que se diziam lutar por elas, transformaram as suas causas sem efeito.

Anúncios

A segregação da sociedade

fevereiro 19, 2016

Já faz tempo que as coisas mudaram na vida das pessoas e nas sociedades em que elas vivem e está cada vez mais nítida, a sensação de que estamos passando por um grande processo devastador de degradação social. O que vemos nos dias de hoje, são pessoas, cada vez mais fechadas em seus clãs, em suas convicções, buscando o isolamento pessoal em prol de uma rede social fria, egoísta e artificial.

O que se vê, mais e mais, é uma sociedade sendo recortada em minorias em todos os sentidos, e o pior, vemos, a cada dia, um enfrentamento de forças, muitas vezes desproporcionais e desnecessárias, entre essas tantas minorias. Estamos fatiando a sociedade em mil pedaços e não estamos percebemos o quanto estamos destruindo o conceito de viver em uma sociedade plena, com suas desigualdades e suas diferenças.

Não sei em que ponto da nossa história, perdemos o conceito de sociedade, talvez não tenha sido um ponto específico da história, talvez, nós mesmos fomos nos perdendo aos poucos, ao passar dos anos. Mas, o que se vê cada vez mais claro, é essa segregação. Estamos nos separando. Cada qual descobre os seus iguais e se afastam dos demais. A sociedade, como um todo, parece não fazer mais sentido.

E se cada um de nós prestarmos bem atenção em tudo o quê nos cerca, nos caminhos pelos quais estamos conduzindo a nossa vida, também notará que, como outrora, ao invés de buscarmos o apoio total de uma sociedade, estamos preferindo buscar apoio em nossas minorias e darmos de ombros para quem não comunga com nosso jeito, nossas opiniões, nossas escolhas. Parece que não nos interessa mais viver em uma sociedade plural.

Do jeito que as coisas estão caminhando, maior será essa segregação e, quanto maior essa segregação, mais difícil será o convívio entre as pessoas, pois, hoje todo mundo quer ter razão, todo mundo se acha o certo, todo mundo se acha o exemplo, todo mundo se acha e, na verdade, estamos todos perdidos. Na tentativa de lutar pelo que acreditamos, pelo que somos, pelo que pensamos, optamos por nos separar em minorias.

É preciso que, urgentemente, encontremos o caminho da conciliação, que nos penitenciemos enquanto seres racionais que somos, sobre os efeitos de nos dividirmos cada vez mais em minorias, pois, assim, fica mais difícil para transformarmos a sociedade que tanto buscamos: pacífica, justa, igualitária. Não parece ser saudável que vivamos cada dia, mais segregados, lutando uns contra os outros, quando podemos nos unir por uma mesma luta.

A sociedade que precisamos não pode ser feita e fatiada por tantas minorias da maneira que estamos vivendo hoje em dia. A sociedade que precisamos não pode ser formadas por seres egoístas, egocêntricos e donos de todas as verdades. A sociedade que precisamos não pode ser feita de segregações de nenhuma espécie. A sociedade que precisamos, precisa ser, de alguma forma, diferente de tudo que a estamos transformando.


%d blogueiros gostam disto: