O pequeno Etezinho


Sabe aquelas coisas que a gente não acredita? Que acha tudo uma invenção? Vocês podem até não acreditar, mas essa aventura que eu vivi com a minha amiga Joana, foi a mais pura verdade. Vou contar como tudo aconteceu.

Naquela noite estava tendo festa no salão de festas do meu prédio e todos meus amigos estavam lá. A festa estava muito legal. A gente já tinha brincado de tudo, mas foi quando a gente foi brincar de esconde-esconde que tudo aconteceu. Até hoje eu na consigo esquecer aquela noite.

– Vamos, Joana!

– Ali, Helena, vamos se esconder ali atrás.

– Boa, Joana! Ninguém vai achar a gente ali.

Enquanto o Paulinho contava, eu e a Joana fomos se esconder atrás de um mantinho no jardim, no fundo do salão de festa.

– Aqui ninguém vai achar a gente, Joana!

– E aí a gente sai e salva todo mundo!

De repente eu olhei para o lado e vi um prato colorido, brilhante.

– Olha aquilo, Joana!

– Melhor não mexer, Helena!

– Tá brilhando!

Quando eu fui colocar a mão, sai detrás daquele prato, um negócio, parecia um homenzinho vestindo uma roupa de guarda, fazendo um barulho esquisito. A Joana achava que era um duende, eu achava que era um vaga-lume. De repente ele começou a repetir o que a gente falava.

– Quem é você?

– “Você”.

– Helena, vamos sair daqui.

– “Daqui.!

– Será que é um ET?

– “ET.”

– Eu to com medo, Helena.

– “Helena”

Quando a Joana ameaçou sair correndo, aquela coisa tirou uma arma da sua roupa de guarda e apontou para a Joana e… puff!! A Joana sumiu!

– O que você fez com a minha amiga?

– “Amiga.”

E puff… Depois não me lembro de mais nada, quando acordei, estava numa sala branca, grande, dentro de um vidro, cheio de fios ligados em minha. Olhei para o lado e a Joana também estava lá, dentro de um outro vidro cheia de fios ligados nela.

– Joana!

– Helena!

– Socorro!! Tirem a gente daqui!

Enquanto a gente se debatia tentando se soltar, um monte de homenzinho vestido de guarda olhava para gente dentro do vidro. Eles conversavam, mas a gente não entendia nada.

– Que aconteceu, Joana?

– Acho que a gente foi raptada por ETs.

– A gente precisa sair daqui.

– Mas como, Helena!

A gente precisava sair dali, mas como se a gente não sabia nem como tinha chegado ali. Fui tentar falar com o homenzinho.

– Seu homenzinho, a gente precisa ir embora.

– “Embora.”

– Minha mãe vai brigar comigo.

– “Comigo.”

De repente todo o vidro começou a piscar, parecia que a gente estava dentro de uma luz. Acendia e apagava, acendia e apagava. A gente só ouvia aqueles homenzinhos fazendo um barulho, falando de um jeito que a gente não entendia nada e tudo apagou de vez.

Quando eu e a Joana acordamos, estávamos deitadas do lado do matinho, com todo mundo olhando pra gente.

– Cadê eles, Joana!

– O que aconteceu, Helena?

– Os ETs pegaram a gente.

– É verdade!!

É claro que ninguém acreditou na gente e ainda por cima, ficaram rindo da nossa cara. Mas eu ainda vi quando aquele prato colorido saiu detrás do matinho e sumiu no céu.

– Olha lá, Joana!

– É ele, Helena! É ele!!

E foi assim que eu e a Joana fomos raptadas pelo homenzinho de roupa de guarda e levadas para um outro planeta que a gente nunca soube onde ficava e nem porque ele escolheu levar a gente pra lá.

Nunca mais a gente viu aquele homenzinho. Sabe que lembrando disto agora, fiquei até com saudade dele.

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: