Quando a dramaturgia ganha a cena


A dramaturgia nunca nasce de um texto pronto, primeiro tem-se a ideia e uma folha de papel em branco para se desenvolver uma história. Durante um bom tempo se exercita a arte de quebrar pedras atrás da frase perfeita, da palavra perfeita e, assim, depois de muito mais transpiração do que inspiração, o texto vai ganhando forma, até, finalmente ficar pronto para ser levado à cena.

Ontem dei o ponto final em mais um texto, que nasceu de uma ideia e de uma folha de papel em branco, só que este, em especial, foi desenvolvido em uma oficina de dramaturgia, sob a orientação de Samir Yazbek, um dos grandes dramaturgos deste nosso tempo, que emprestou sua generosidade e nos acompanhou, passo a passo, até o ponto final de nossos textos.

Terra Vermelha então deixou de ser apenas dramaturgia e ganhou a cena através de uma leitura dramática realizado no Sesc Santos, um ponto final em um texto que demandou muita transpiração e muito quebrar de pedras até chegar ao seu resultado final, e que ontem foi apresentado ao público pelos atores Marcia Bourbom, Ernani Fraga e Fabiano Santos e Alexandre Maradei.

Posso dizer que estou bem feliz com o resultado deste meu novo texto, um dos mais difíceis que já escrevi. Uma história que foi costurada sobre o pano de fundo de uma ocupação de terra, mas que fala da vida sofrida de uma gente que vive de esperança, mas que nunca é ouvida, que ninguém sabe das suas dores, das suas dificuldades e dos seus dramas.

Agora, é ficar na torcida para que Terra Vermelha deixe de ser uma quase cena e se transforme em um espetáculo teatral, coroando assim, essa minha mais nova dramaturgia, pois, enquanto ela não sair de vez do papel, será apenas literatura. Que Terra Vermelha vire logo teatro e ganhe os palcos contando essa história de dor e sofrimento de um povo que vive uma vida de gado.

Mais uma vez, quero manifestar a minha gratidão ao Sesc Santos por oportunizar esse encontro, ao Samir Yazbek por nos orientar tão generosamente e a todos os colegas da oficina que me ajudaram a colocar um ponto final em mais uma de minhas histórias. E que esta oficina tenha sido para todos, apenas o início de uma nova trajetória para que se sejam escritas novas dramaturgia. Parabéns a todos por essa peque vitória!

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