Ano Novo, Vida Nova!?


É sempre assim, quando o fim de um ano se aproxima, todos nós nos enchemos de esperança de que a vida mudará, e fazemos promessas, rebuscamos a fé esquecida, pulamos sete ondas, firmamos o pensamento apostando tudo, que o novo ano nos trará a mudança que queremos. Mas será que o quê queremos mudar em nós, depende da virada da folha do calendário? Quantas folhinhas já viraram e continuamos fazendo as mesmas coisas?

Passamos o ano todo esperando pelas mudanças que queríamos que nos acontecessem desde o ano anterior, o ano passou, novamente e, quando tomamos ciência que nada em nossa vida mudou, tratamos de aproveitar mais uma virada de ano para repetirmos tudo outra vez. De duas, uma: ou não queremos mudar nada em nossa vida, ou usamos isso de desculpa para nos enganarmos que tudo será diferente no ano novo.

Já é de conhecimento de todos os ensinamentos de algumas filosofias de vida que dizem que a mudança vem sempre de dentro para fora e nunca de fora para dentro, já temos consciência que o quê nos transformar está no nosso interior e não em nosso exterior, precisamos deixar que a mudança aconteça em nós e não que algo nos mude, embora, às vezes, precisemos de um empurrãozinho de algo exterior para mudarmos aquilo que nos faz mal.

Mudar é muito mais que se deslocar para outro lugar, ou sair de onde se está. Mudamos, muitas vezes, sem nem mesmo sairmos do lugar. Mudar é ter a coragem de deixar para trás algumas situações, que embora nos aborreçam, nos deixam em uma zona de conforto. Se quisermos mudar, de fato, podemos fazer isso agora, ou a qualquer momento de nossas vidas, mas, porque precisamos esperar a mudança do calendário para prometer mudanças?

É certo que não é fácil realizarmos algumas mudanças em nossas vidas, até mesmo porque, certos movimentos que podem parecer ser uma grande mudança, na verdade podem nos levar à repetições de atitudes e situações que nos desgastarão ainda mais. Nenhuma mudança radical é saudável, pois não basta mudar de casa, às vezes, o quê se precisa é apenas arrumar a casa que ficou bagunçada, trocar os móveis de lugar, fazer uma pintura por dentro.

A mudança que nós queremos virá sempre do jeito que passamos a encarar às dificuldades da vida, de como enfrentamos os problemas, de como nos preservamos enquanto indivíduos. Precisamos ir buscar dentro de nós a mudança que queremos ser, pois, quem quer mudar, deve mudar por aí e não para agradar alguém. A mudança tem que vir de modo espontâneo para nos transformar e nos fazer bem.

Então, já que ainda não virou a folhinha do calendário, porque não tentamos, desde já, começarmos a realizar as mudanças que queremos em nossas vidas? Como eu quero ser, como eu quero sentir, como eu quero viver, como eu quero me relacionar, são coisas que podemos fazer agora, não precisamos esperar até o fim do ano para encher o próximo com nossas promessas. Que sejamos todos nós, a nossa própria mudança.

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