A máquina do tempo


Essa é mais uma aventura daquelas, vocês nem vão acreditar! Aposto que ainda vai ter um monte de gente que vai achar que eu estou mentido, só que a Joana e o Paulinho podem confirmar tudinho pra vocês. Foi assim ó:

Teve um fim de semana que eu, a Joana e o Paulinho fomos visitar o avô da Joana, seu Nestor, ele é muito legal, está sempre inventando uma porção de coisas esquisitas, parece até um cientista. Na casa dele tem um chuveiro que desliga sozinho quando a gente sai para se secar, tem um vaso que rega as plantas, sozinho, quando a gente vai lá na casa dele é sempre a maior diversão.

Só que naquele dia, a gente viveu uma aventura de verdade! O seu Nestor estava montado uma máquina esquisita, era uma geladeira vazia por dentro, não tinha nem prateleiras, tinha uma porta de vidro e dentro da geladeira tinha uns botões igual aos de um elevador, Seu Nestor entrava e saía, digitava os botões, saía, depois entrava de novo. E a gente ali, na maior curiosidade.

– Vô, que é isso?

– Uma máquina do tempo, Joana!

– Não acredito!

– Verdade?

Seu Nestor entrou na geladeira e começou a digitar novamente os botões.

– Vocês querem viajar comigo?

– E não é perigoso, vô?

– Deixa de ser medrosa, Joana!

– Eu quero! Vai ser a maior aventura.

Todo mundo entrou naquela geladeira, tava tão apertado que nem dava para respirar direito.

– Tá apertado aqui!

– Não pisa no meu pé, Paulinho!

– Estão todos preparados?

Então, seu Nestor digitou novamente os botões e, de repente, começou acender e apagar a luz de dentro da geladeira, fazer um barulho, muita fumaça e puft. Quando a gente abriu a geladeira, não estava mais na casa do avô da Joana.

– Onde a gente ta, vô?

– Se meus cálculos deram certo, estamos no passado, minha filha! No passado!

– Não acredito!

É, a gente devia estar mesmo no passado, pois tinha um monte de gente vestida com umas roupas engraçadas. Vocês não acreditam, a gente tinha mesmo viajado para passado. Fomos parar no ano de mil, novecentos e sessenta. Eu vi a data em algum lugar, não lembro agora aonde foi.

– Agora chegou a hora de acertar as contas com você, Rubão!

– Quem é esse Rubão, vô?

– A pessoa que roubou meu invento e não deixou que eu me tornasse um grande cientista.

– Não acredito!

– Agora vamos! Precisamos chegar ao laboratório antes que ele pegue o meu invento e me passe para trás.

Saímos correndo pelas ruas que estavam vazias, parecia até feriado de tão pouco carro que a gente via. Corremos, coremos e chegamos a uma escola. Devia ser a escola que o avô da Joana estudava. Agora era só achar o laboratório. Foi aí que a gente viu o avô da Joana mais novo, conversando com a avó da Joana mais nova. Seu Nestor ficou paralisado. A gente chamava e ele não ouvia.

Então, eu olhei para o Paulinho, que o olhou para Joana e, código decifrado, achar o laboratório e ajudar o seu Nestor, agora era tarefa nossa. A gente se separou, eu e a Joana fomos por um lado e o Paulinho foi para o outro. Andamos por toda aquela escola, que era grande, viu? Até que encontramos uma sala. Quando entramos, era o auditório onde seriam apresentadas às experiências e não deixaram mais a gente sair. Agora era torcer para que o Paulinho tenha conseguido.

Não demorou muito, subiu no palco uma mulher, com a roupa da minha avó, com os óculos na minha avó, eu e a Joana começamos a dar risada, rimos tão alto que a mulher até brigou com a gente como fosse a nossa diretora e mandou a gente ficar quieta. Nisso, chega o Paulinho e se senta do nosso lado.

– Pronto, já resolvi o problema.

– O que você fez, hein, Paulinho?

– Não vai prejudicar o meu avô, né?

– Espera que vocês vão ver.

Começou a demonstração das invenções, umas bem legais, outras, um fracasso. Aí a mulher chamou o Rubens para fazer a apresentação de seu projeto, bem na hora que o avô da Joana entrou na sala. Quando o Rubens foi ligar um botão, tudo explodiu e a cara dele ficou toda preta. Olhamos para o Paulinho e demos a maior risada. Seu Nestor ficou contente.

– Vamos crianças, temos que voltar, o tempo está acabando. Agora que a invenção do Rubão deu errada, posso voltar tranquilo.

– Eu preciso ir ao banheiro, encontro vocês na geladeira.

– Não vai demorar, hein Helena?

– É rapidinho!

– Só temos dez minutos, se não voltarmos, ficaremos presos aqui no passado para sempre.

Mas eu ainda tinha uma última coisa para fazer, o seu Nestor precisava ser um cientista famoso. Ele iria ficar bem feliz da vida. Então, tive uma ideia, escrevi uma carta com a data em que o seu Nestor iria inventar a máquina do tempo no futuro e entreguei no correio para ser enviada para uma rede de televisão. Tinha certeza que isso daria certo. Vi isso num filme.

E quase não deu tempo para eu chegar, a Joana me puxou para dentro da máquina do tempo bem na hora que o seu Nestor já apertava os botões programando a nossa volta. De repente, começou acender e apagar a luz de dentro da geladeira, fazer um barulho, muita fumaça e puft. Quando a gente abriu a geladeira, estava de novo na casa do avô da Joana.

Quando a gente saiu, tinha um monte de jornalista, um monte de rede de televisão esperando o seu Nestor. Todos queriam uma entrevista com o grande inventor que tinha acabado de inventar a máquina do tempo. A Joana olhou pra mim, o Paulinho olhou pra mim e o seu Nestor saiu feliz da vida em direção aos repórteres.

– O que você fez, hein Helena?

– Eu só dei uma forcinha!

E foi assim que o avô da Joana se tornou um grande cientista famoso, como ele sempre quis.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: