O Carnaval não é só uma festa


Todo ano é mesma celeuma, ficam pedindo para cancelar o carnaval como se o Carnaval fosse o principal motivo pelos desmandos governamentais que cortam o país de norte a sul e leste a oeste. As pessoas precisam compreender que o carnaval não é só uma festa em que alguns enchem a cara, outros colocam suas fantasias e outros tantos liberam os seus bichos, Carnaval é uma manifestação popular que nos dá identidade perante o Mundo.

Agora essa sociedade hipócrita em que vivemos, com gente vazia, interessada em criar polêmicas nas redes sociais para alcançar seus cinco minutos de glória, fica fazendo patrulha e querendo que todos pensem e ajam como uma unanimidade que não existe. Tudo agora é ofensivo a este ou a aquele, ao ponto absurdo de tentarem apagar do consciente coletivo, marchinhas carnavalescas que embalaram a vida do país.

Outras, menos avisadas, querem tomar pra si o direito do uso do turbante e insultam com um discurso reacionário, como elas fossem às únicas herdeiras desta vestimenta. Em primeiro lugar, estas pessoas precisam estudar um pouco mais sobre cultura de um povo e até conhecer a origem do turbante para reivindicar o uso somente por uma etnia ou religião. E desde quando o uso do turbante foi desrespeitoso, se já foram tantos Sultões pelos salões?

Todo mundo tem direito de não gostar do Carnaval, de não concordaram com as manifestações que tomam conta do País por quatro dias, mas não tem o direito de querer impedir que ele aconteça. Carnaval é uma manifestação mundial, que no Brasil ganhou proporções enormes, ao ponto de formar um dos traços mais marcantes da nossa cultura e isso, não se acaba por voltando de uma minoria ofendida.

Se as pessoas, ao invés de criticarem o Carnaval, com o já manjado discurso viciado de desperdício de dinheiro e de tempo, procurassem saber um pouco mais sobre esse evento que movimenta a economia do país, gerando milhares de empregos formais e informais, talvez passassem a compreender que a culpa não foi, não é e nunca será do Carnaval, talvez, o que passamos seja culpa desta própria sociedade hipócrita que emergiu à superfície neste século XXI.

Por isso, se você acha que é um absurdo ouvir marchinhas carnavalescas com conteúdos ofensivos às minorias; se você acha um acinte o uso do turbante como fantasia, se você acha que o Carnaval não lhe acrescenta nada na vida, não participe desta manifestação popular, faça o seu retiro, busque o seu isolamento, mas não tente convencer a população que o melhor para o país é não ter mais carnaval.

Ainda que o Carnaval não tenha mais a força que já teve em outros tempos, e que muitos tentam desvirtuá-lo, transformá-lo em uma festa de “pegação” e bebedeira, ele não acabará por vontade de uma minoria que se diz defensora da verdadeira família brasileira, ou por conta desta ou daquela minoria que se sente ofendida por esta ou aquela marchinha, pois o Carnaval está no sangue do brasileiro, mesmo que uns poucos digam que não.

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