Viagem ao centro da Terra


Oi, pessoal! Hoje eu tenho uma aventura demais pra contar pra vocês. E, presta atenção ó! Não é mentira minha, não, viu? Aconteceu de verdade. A Joana está até de prova, porque ela estava junto comigo o tempo todo. Foi assim…

Sabe o seu Zé? É, aquele que é dono da farmácia e tem um terreno vazio bem do lado da farmácia dele? Eu e a Joana estamos sempre lá. Seu Zé fez um espaço bem legal para leitura embaixo das árvores e a gente pode ficar por lá, sossegada, que ninguém vai lá pra encher a nossa paciência.

Depois daquela vez que eu, a Joana, o Paulinho e a Thalita estávamos fazendo um acampamento lá no terreno e apareceu uns meninos por lá e deu aquela confusão, seu Zé tratou de fazer um muro bem alto e colocou um portão de ferro com cadeado, só entra se ele abrir.

Então, teve uma vez que eu e a Joana estávamos lá no terreno do seu Zé da farmácia, embaixo da árvore, lendo os nossos livros, sossegadas… A Joana levou até o Ted junto. Ele gosta de ficar correndo por lá e a Joana sabe que não tem nenhum perigo do Ted sair de lá de dentro quando se fecha o portão.

Só que naquele dia, o Ted estava muito chato.

– Pô, Joana, fala pro Ted parar de latir. Não consigo ler meu livro!

– Ele tá feliz, Helena!

– Tá é irritante, isso sim!

– Daqui a pouco ele para.

E nada do Ted parar. Ele corria pra lá, pra cá, latia, latia, latia sem parar. Ia até o fundo do terreno, cheira o muro do fundo, latia, latia e voltava para Joana.

– Assim não vai dá, Joana!

– Deve ter alguma coisa lá.

– Que coisa?

– Não sei!

A gente então deixou os nossos livros no chão e fomos atrás do Ted lá no muro do fundo. A gente olhava e não tinha nada só um monte de folhas que tinham caído da árvore e seu Zé encostou no canto do muro.

– Olha aí, não tem nada!

– Que foi, Ted?

O Ted olhava pra Joana, latia, olhava para o monte de folha e latia.

– Tem alguma coisa aí nesse monte, Helena!

E não é que tinha! A gente começou a tirar as folhas e, de repente, surgiu um buraco enorme, não deu tempo nem da gente se segurar, começamos a cair dentro do buraco. Só que o buraco não tinha fundo. A gente foi caindo, caindo, caindo, já nem dava mais para escutar o Ted latir. Parecia que a gente tinha entrado num túnel. De repente, a gente caiu. Eu de um lado e a Joana do outro.

Quando a gente se levantou, tinha um menino japonês olhando pra gente. Ele falava uma língua engraçada, apontava pra gente, e dava risada.

– Aonde a gente foi parar, Joana?

– Sei lá, Joana!

– Será que a gente foi parar no Japão?

– Serão que aquele buraco era…

Pronto! A Joana desmaiou. Eu fiquei ali, com aquele japonês me olhando e dando risada e a Joana desmaiada no chão.

De repete caiu do lado da Joana, uma menina da cor do Paulinho, de cabelos de molinhas, que também não falava nada que eu entendia.

– Acorda, Joana! Acorda!

A Joana abriu os olhos.

– Acorda, Joana. Acho que a gente caiu no centro da Terra!

Aquele buraco só podia ter levado a gente até o centro da Terra. O lugar exato onde todos os continentes se encontram. Tinha o japonês, tinha a africana, tinha a gente, que somos da América…

– Meu Deus! Que incrível!

– E agora, Helena, como a gente vai sair daqui?

– Sei lá!

Eu até tentei falar com outros dois, mas não adiantava perguntar, ninguém falava a nossa língua e nem nós as deles. O Japonês só dava risada, a africana, ficava cantando e dançando e a Joana cada vez mais desesperada. Aí eu comecei a ficar também! Como a gente ia voltar para casa?

A gente achou uma árvore e se sentou. A Joana, daquele jeito… Mas, a gente precisava pensar em alguma coisa. Foi aí que eu senti um negócio cutucando a minha cabeça.

– Uma corda! Olha, Joana, uma corda!

Não perdemos tempo! Eu e a Joana amarramos aquela corda nas nossas barrigas e de repente, a gente começou a subir, subir, subir… A gente já olhava pra baixo e não via, nem o japonês e nem a africana. Tudo foi ficando bem escuro.

– Olha, Helena, escuta!

– É o Ted!! Ted!… Ted!…

Não demorou muito, a gente começou ver de novo a luz e a ouvir o Ted latir, bem alto e sem parar. Seu Zé puxou a gente para fora do buraco.

– Obrigado, seu Zé!

– Achei que não ia voltar nunca mais!

A Joana correu logo para abraçar o Ted e eu dei um abraço bem forte no seu Zé. Nunca foi tão bom ouvir o Ted latindo de novo. Pensei que nunca mais ia voltar para minha casa.

Só que seu Zé pediu pra gente guardar segredo. Ele não queria que todo mundo ficasse sabendo que dentro do terreno dele, ficava a passagem que levava a gente para o centro da Terra.

Eu fechei a minha boca e não contei isso pra ninguém! Vê se vocês não vão espalhar isso por aí, hein? É segredo!

Uma resposta para Viagem ao centro da Terra

  1. Sabem, eu comecei a ler e de repente também achei que estava caindo, caindo, caindo junto com Joana e Helena indo não sei pra onde,mas confiava nas duas meninas e não senti medo um só momento. Foi aí que também senti uma corda feita com retalhos que me puxava para cima, ao lado da outra corda que Ted tinha se esforçado tanto para chegar às minhas amigas. Quando enfim, chegamos todos contentes ao terreno do Seu Zé da Farmácia, eles me perguntaram como eu tinha voltado e eu falei que um chinês me jogou uma corda feita de retalhos e foi assim que eu cheguei aqui junto com vocês. E…quem quiser que junte mais palavras e a história continua!!!

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