A reforma que o País precisa


Vivemos um estado de caos, parece que chegamos ao fim do poço e estamos vivendo o que já dizia o velho ditado: “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Uma situação extrema que colocou o país em uma encruzilhada que vem dividindo a opinião da população com uma briga sem lógica, que busca defender o indefensável, pois não existe o menos bandido, todos se mostram bandidos de várias facções cometendo o mesmo crime, o de lesar o povo.

Todos nós estamos atordoados com tanta pancada que levamos nos últimos tempos, por isso, podemos saber até o quê defender, mas não temos a quem defender; até mesmo o pedido por Direta já, que à primeira vista seria uma solução para abrandar os nervos de lado a lado, nos coloca no centro da mesma encruzilhada. Diretas já para eleger quem? De nada nos ajudará trocar o bandido da facção, o que precisamos é mais profundo.

Precisamos sair às ruas, não para defender aqueles que julgamos serem os menos bandidos, mesmo porque, bandido é bandido e ponto. O que precisamos é de uma mobilização que lute por uma profunda reforma política, com a diminuição drástica do número de partidos políticos, a proibição de coligações partidárias, o continuísmo de políticos profissionais e o fim da reeleição tanto para os cargos majoritários como para vereadores, deputados e senadores.

Já está mais do que provado que o nosso sistema político partidário se exauriu diante de tantas maracutaias, conchavos e negociatas, que serviram apenas para que os políticos melhorassem suas condições financeiras como benesses escusas. De nada adianta brigarmos por este ou por aquele político, pouco importa quem seja o eleito, o sistema vai engoli-lo antes mesmo da metade de seu primeiro mandato e ele virará a costas para o povo. Cedo ou tarde, todos viram.

Não existe boa vontade, nem cidadão de bem, que consiga mudar uma vírgula diante do quadro político em que vivemos, pois, se começar a atrapalhar demais a engrenagem do sistema, o sistema tratará de jogá-lo para fora na primeira oportunidade. Enquanto não houver uma reforma política, de fato, no País, pessoas serão presas, pessoas ficarão feridas, pessoas se tornarão inimigas, mas nada sairá do lugar.

E de nada adianta a esquerda acusar os bandidos da direta e vice-versa, o sistema político se tornou uma confraria de ladrões de colarinhos brancos, de lado a lado, todos tem seus pecados e não pode haver lucidez na defesa deste ou daquele partido político, todos estão contra o povo, não podemos nos iludir que algum deles pense ao contrário, ou não queremos uma mudança de fato, queremos apenas os bandidos do nosso lado no poder.

Talvez fosse mais sensato que aproveitássemos essa chama inflamada que contagiou os dois lados da atual disputa política, para buscarmos a mobilização daquilo que realmente nos importa, que é uma reforma política, ampla, geral e irrestrita, uma reforma que expurgue todos esses cancros que querem apenas se locupletar com o dinheiro público. Enquanto isso não acontecer, não adianta a vontade do povo, muito menos Diretas já, que nada vai mudar.

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