Agora, não!


Agora que o tempo já deixou as suas marcas no rosto, que o corpo já não tem mais a mesma forma de antes, que os cabelos começaram a embranquecer, que as vistas já não enxergam com a mesma nitidez, que o raciocínio já não tem mais a mesma agilidade de antes, que aprendi esperar e que todas as feridas já se mostram cicatrizadas, você vem me dizendo para desistir?

Agora que não me aborreço mais com o cansaço, que consigo relaxar, que aprendi agradecer e entender que todo esforço vale à pena, que nem toda distância é longa e que as pedras que encontramos pelo caminho são apenas pequenos obstáculos que nos ajudam a compreender melhor nossa existência e percebi a grandeza da simplicidade, você vem me dizendo para desistir?

Agora que o tempo me ensinou a ter paciência, que aquela pressa que movia a vida de antes já me ensinou como andar bem mais devagar, que a irritação descabida com picuinhas e problemas pequenos deu lugar para uma ainda acanhada tolerância, que o silêncio se fez meu conselheiro e que a razão e a emoção se equilibram na mesma balança, você vem me dizendo para desistir?

Agora que aprendi a fazer planos, que entendi o quanto a ansiedade me fazia mal, que descobri como é bem melhor viver um dia de cada vez, que deixei de brigar com o relógio por conta dos compromissos, que resolvi encarar os problemas de frente e percebi o quanto tudo pode ser fascinante quando nos conhecemos a fundo, você vem me dizendo para desistir?

Agora que já não dou tanta importância às falsas conquistas, aos falsos amigos, às mentiras sinceras, às verdades mentirosas, que já não me engano mais com tolices alheias, que não me incomodo com opiniões alheias, que sei que de nada vai adiantar dar a minha opinião à quem não quer me ouvir e que estar de bem consigo mesmo é o que vale, você vem me dizer para desistir?

Agora que venci o medo, que já não guardo mais segredos, que me refiz das dores, das mágoas, das decepções, das frustrações, dos fracassos, da arrogância, da ganância, que controlei minha cólera, que conquistei a minha paz depois de muito tempo de guerra e que, definitivamente, tive a certeza de ter percorrido o caminho certo, você vem me dizendo para desistir?

Agora, não, Alma minha! Pode guardar essa sua covardia, que daqui para frente tenho muito o quê viver. Portanto, nem se atreva em querer atrapalhar meus passos, nem dificultar as coisas, pois, justamente agora que tudo está entrando no eixo e que, finalmente, o crescimento se manifesta em mim com toda a sua plenitude, é que não desisto do quê vem pela frente, nem morto!!

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