É muito blábláblá


Estamos aí à beira de mais uma eleição, a que todos julgavam ser a de um novo marco, um divisor de águas em nosso país. Muito se clamou por mudanças, muita algazarra foi feita, muita coisa foi destruída em nome dessa mudança, mas o que se vê e se ouve por aí é que continua o mesmo blábláblá de sempre. Uma passividade genuína de quem tem a certeza de que nada será diferente, amanhã. Pois não há como ser diferente.

Por mais que haja boa vontade e intenção de efetuar a tão sonhada mudança, ela não é possível diante da estrutura política do país, onde partidos são instituições organizadas para repartir interesses em comum, que raramente tem a ver com os interesses da população. As boas intenções que também habitam o inferno são nulas diante do quadro que se apresenta, mesmo que alguns tentem nos convencer de que ela é realmente possível.

E o que fica de fato é o mesmo blábláblá de sempre, em que o povo, de um lado, cobra mudança, se dispõe a mudar, acredita na mudança e do outro, os políticos que procuram acertar os velhos sorrisos, decorar as suas velhas e manjadas promessas e afirmar serem diferentes de tudo que está aí, só que no fundo, sabemos que quase nada saíra diferente do que já é de conhecimento de todos. Porque não se pode mudar nada tendo o velho como única opção.

Diante disso tudo sobra muito pouco para a população e o que fica mesmo é a profunda indignação e uma quase certeza de se sentir uma simples peça no jogo político, pois a vontade de fazer diferente passa muito longe dos anseios daqueles que se colocam a disposição para representar o povo. E quanto mais esse quadro se acentua, mais se perde o interesse pela luta, por algo mais justo para todos e a mudança fica ainda mais distante.

Somos reféns de uma democracia que não nos dá a verdadeira justiça, pois, enquanto as leis nos impedem de qualquer mudança, as mesmas não são capazes de impedir que aqueles que já demonstram ter apenas interesses pessoais em seus cargos eletivos, continuem se perpetuando no poder e fazendo as regras as quais somos submetidos e ainda repetem aos quatro ventos, o mesmo blábláblá de sempre.

Na verdade, enquanto as regras do jogo político forem feitas para privilegiar os conchavos, as mentiras, a imposição do medo, os ataques pessoais e os interesses políticos partidários em detrimento aos anseios e as necessidades da população, não haverá nenhum tipo de mudança, só restará apenas uma imensa sede de mudar que será, como sempre, saciada pelo eterno blábláblá da velha política.

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