A era da maldade


Já dizia a canção: “mania nacional é ver o outro se dar mal” e o que vemos pelos quatro cantos do país é a maldade como excelência. Não falo da violência como resultado de alguma ação ou reação, falo da maldade pura, da satisfação de cometer o mal, da maldade gratuita, uma ação sádica para fazer o outro sofrer. Sem dó e nem piedade, a barbárie esfacela a sociedade, que atônita, parece estar anestesiada.

Hoje, as pessoas saem às ruas vestidas de maldade, com a perversidade à flor da pele, prontas para cometer quaisquer atos caso sejam contrariadas. O que lhes interessa é praticar a maldade, e qualquer um pode ser o alvo, pois, destilar o mal que corre pelas veias, passou a ser seu esporte favorito de algumas pessoas. Não se importam com consequências, importam-se apenas com a satisfação pessoal de seus atos

Não se pode discordar, não se pode ter opinião, não se pode ir contra, pois a maldade não perdoa, se vinga com a mais pura crueldade. Nas ruas, a maldade já nem se esconde mais, ela já mostra a sua cara, e o povo até se junta em aglomeração para assistir mais uma de suas façanhas, depois vira as costas e segue seu rumo sem nem se dar conta que a maldade está a sua espreita, pronta para atacar.

Exaltar a maldade passou a ser notícia e os programas que exalam sangue, mostram como estrelas, as pessoas que praticam atos de maldade, e esmiúçam, e chafurdam, e destrincham a maldade, dando em riquezas de detalhes as suas crueldades, e o povo, mais uma vez, se junta em frente da tela e aceita a maldade como um entretenimento. Ri da destreza da maldade, até que um dia a maldade o surpreende.

Ainda não sei em que pedaço da história, algumas pessoas perderam a vergonha e resolveram colocar para fora, toda a sua maldade. Não sei precisar quando a vida deixou de ser importante e a maldade passou a dar as cartas, mas o que vejo é a maldade reinando, livre e soberana, interrompendo histórias, manchado de sangue, dor e sofrimento, a sociedade, que por vezes, como se estivesse hipnotizada, ainda torce por ela.

É triste olhar para o lado e só enxergar maldade, assistir as pessoas destilando sua pior face, a troco de nada. Ao primeiro dissabor, lançam mão de sua maldade sem qualquer arrependimento. Mas, ainda espero que esse caos provoque uma catarse coletiva e o povo se levante contra essa dinastia da maldade que hoje impera e, quem sabe, possamos viver um novo tempo em que praticar a bondade seja, enfim, a mania nacional.

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One Response to A era da maldade

  1. Apoio o MPB – Movimento pela Bondade.

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