Uma geração sem limites


Não há como negar que a vida evoluiu e a nova geração trouxe novos conceitos, uma abertura maior no pensamento e nas atitudes, dando voz a liberdade das pessoas, mas nem tudo é felicidade. Diante de tanta liberdade, alguma coisa se perdeu no meio do caminho, pois estamos formando uma geração sem limites, com dificuldades em respeitar os valores básicos de cada cidadão.

Na contramão da evolução tecnológica e em tempos de comunicabilidade e de busca de igualdade social, criou-se a cultura do: Não pode! Não pode corrigir o filho através de castigos físicos, mas também não pode deixar jovem trabalhar, não pode isso, não pode aquilo, só se esqueceram de avisar que o jovem precisa conhecer, ouvir e saber respeitar a palavra: Não!

Talvez por sentimento de culpa ou sei lá o quê, muitos pais fazem todas as vontades de seus filhos, formando neles a cultura do pode tudo e o que estamos vendo agora é uma geração sem limites, sem respeito, desconhecendo os valores que norteiam a vida de todo cidadão, sem ter noções de regras, gerando um forte conflito, principalmente no ambiente escolar.

Por outro lado, essa tolerância educacional que permeia a sociedade moderna, já vem dando mostra de sua ineficiência, pois tem gerado jovens acovardados, que se escondem na barra da saia da mãe em qualquer dificuldade e jovens agressores e agressivos, que para satisfazerem suas vontades, praticam toda e qualquer atrocidade, desde bullying até agressões físicas violentas.

Levando esse retrato comportamental dessa geração sem limites para o ambiente escolar, podemos ver a olho nu o quanto essa tolerância educacional dos pais, que preferem passar a mão na cabeça de seus filhos, a aplicarem um corretivo mais enérgico, mostrando-lhes que o erro também contribui para o crescimento do Ser humano, está contribuindo para os graves problemas nas escolas.

É certo que há outros e tantos mais motivos que emperram a educação escolar no país, mas que não cabe relatá-los aqui nesse momento, o que interessa nesse instante é verificar que toda essa falta de limites na criação dos jovens, os colocam em conflito constante com as regras escolares e os valores de cidadania, que parecem terem ficado perdidos em algum canto da nossa história e, o professor, no papel de mediador, perde força e fica sem voz.

Liberdade pressupõe responsabilidade e responsabilidade pressupõe respeitar as regras, ter direitos, mas também ter deveres e não se constrói uma sociedade justa e igualitária, na base do: Tudo pode. Ou, tomamos agora as rédeas de nossos jovens, dando a eles, limites, ou corremos um sério risco de estarmos criando uma sociedade cada vez mais injusta, em que ninguém respeitará os direitos de ninguém.

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2 Responses to Uma geração sem limites

  1. Existe um texto muito famoso, escrito há 3 mil anos, que fala coisas sobre a juventude e suas características carentes de limites muitos próximas do teu comentário atual. De tempos em tempos, penso, temos que avaliar que tipo de referência nós nos tornamos.

  2. Antonio Cruz disse:

    Caro Paulo, eu penso que não são só os jovens que desconhecem a palavra, NÃO! Muitos adultos já a esqueceram faz tempo e o exemplo passou a ser modelo para esta juventude, já corrompida desde crianças pela propaganda consumista e irresponsável veiculada pela TV. Mariel foi muito feliz ao se referir “que temos de avaliar que tipo de referência nós nos tornamos”. abraço.

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