Aonde começa a história?


Todo mundo tem uma história para contar e todo mundo gosta de ouvir uma boa história, mas aonde começa uma história? Uma história começa sempre de nossas observações, nossas experiências, de tudo que a gente viu e viveu. Mesmo que seja uma história inventada, em tudo que dela for contada, sempre haverá alguma coisa que a gente conhece.

A verdade é que toda história começa de uma grande fofoca, onde alguém que viu ou ouviu algum fato que lhe soou interessante, resolveu contar para um outro alguém, a sua versão da história. Contar histórias é o passatempo preferido do ser humano. Ainda que não se tenha ninguém para lê-las, sempre estaremos contando uma história.

Seja de fatos corriqueiros do nosso dia-a-dia, ou de algo escabroso que vimos ou ouvimos em nosso vai-vem de vida, seja um acidente presenciado, ou assalto noticiado, ou uma briga de casal, ou até os gritos do vizinho, tudo vira história, pois, contar histórias é a nossa principal maneira de se comunicar. Que nos dia aquele ditado popular: “quem conta um conto aumenta um ponto”

Contando histórias, rimos, gargalhamos, choramos, soluçamos, nos emocionamos e até nos comovemos com a vida do outro. Inventamos fatos, fingimos dores, sonhamos amores, semeamos esperanças, enganamos a morte, enfeitamos a vida, curamos as feridas, lembramos da infância, da vida sofrida, da vida futura e tem gente que conta até história da lua.

Uma história começa dentro de cada um e cada qual faz dela o que bem quer. Tem gente que não conta, faz segredo, registra tudo em um diário secreto, mas pobre dela, mal sabe que um dia vai virar história: “A menina e suas histórias”, ou “Um diário secreto e seus segredos”. Não adianta tentar esconder a sua história, pois, o seu viver se encarregará de contá-la, tim-tim por tim-tim.

Por isso, quem escreve e vive de contar histórias, sabe que uma nova história começa a todo o momento, no espiar de canto de olho de uma conversa alheia, no cumprimento de um encontro casual, naquilo que os olhos veem, que o coração sente, ou até mesmo no que a boca tanto quer falar, mas a ocasião não permite. É só piscar o olho que temos uma história para contar.

Agora, já quanto a escrever uma história… bem… isso já é uma outra história!

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