Arte, a cura para todos os males


Não há quem não esteja à flor da pele, armado feito bomba, pronto para explodir à primeira palavra que lhe contrarie. Isso é aparente e está estampado no semblante de cada um, basta andar com o olhar mais atento pelas ruas. Estamos sofrendo e, já são tantos males, que muitos de nós, nem achamos mais graça em quase nada e, a cada dia, enterramo-nos mais e mais neste poço de angústia.

A tecnologia, o progresso, a velocidade com que nos comunicamos, afasta-nos cada vez mais. Preferimos um “scrap”, a um forte abraço de feliz aniversário. E nos isolamos. Ficamos cada vez mais carrancudos e taciturnos que, a vida na cinzenta cidade, torna-se cada vez mais cinza. E os males que nos rodeiam, atacam sem dó. Parece que não há remédio, seja ele alopata, ou homeopata, que nos faça reagir.

Tudo é motivo para brigas, discussões e comportamentos agressivos. Busca-se apenas diversões efêmeras e vazias e, assim, sentimos-nos mais vazios. E como curar essa sociedade entrelaçada nas teias que ela própria criou? Doses e mais doses de arte. Sim, arte de qualquer espécie. Desde a Grécia Antiga que a arte é o antídoto perfeito para aliviar os males da população.

Levem as pessoas à um recital, à um concerto, à uma ballet, convidem as pessoas para assistirem uma peça de teatro, ou quem sabe um bom filme. Ou por que não convida-las para ver uma exposição? Talvez levá-las à uma pinacoteca, ou ao lançamento de algum livro? Só arte é capaz de resgatar a emoção encobertada por tantos males que afetaram corpo, mente e coração.

Não é preciso que se dê uma overdose de arte, bastam pequenas pílulas a cada dia, que aos poucos, as pessoas começarão á sentir os efeitos regeneradores que a arte provoca. A arte faz com que as pessoas parem por um segundo e esqueçam dos eus problemas, das suas angústias, das suas dores, dos seus males, e, assim, gota a gota, dia a dia, aos poucos, elas vão recuperando a alegria de viver.

Sei que não é fácil, portanto, o tratamento deve ser contínuo para que seu efeito seja duradouro. Eu mesmo confesso, a vida atribula, por vezes, me entrelaça em suas redes e sou acometido de todos os males da vida moderna, mas, mais do que depressa, vou procurar uma boa dose de arte para me devolver o poder de me emocionar, de me comover, de entender o quão é difícil a tarefa de ser um “Ser Humano” nos tempos de hoje. 

Quem duvidar que a arte tem mesmo esse poder, pode experimentar uma dose de qualquer uma delas. Aposto que se surpreenderá com a eficácia do tratamento e não demorará muito para sentir os efeitos curativos da arte no seu dia-a-dia.

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