A televisão nossa de cada dia


Não é de hoje que a discussão sobre a programação da televisão movimenta os noticiários especializados neste veículo de comunicação. Muitos se queixam da baixaria e da falta de qualidade que se registra em todas as redes de televisão, indistintamente, mas, na minha opinião, a televisão, nosso velho veículo de comunicação, passa por uma enorme crise de identidade.

Aquela televisão que causou fascínio quando ganhou os lares brasileiros no começo dos anos cinqüenta e se tornou o melhor meio de informar e entreter a população, perdeu fôlego diante dos avanços tecnológicos e, a indecisão de qual linguagem usar para se comunicar novamente com o povo, tem produzido coisas desastrosas, não falo de mal-gosto, pois o gosto é muito subjetivo.

São programas apelativos, noticiários e programas sensacionalistas, uma enxurrada de programas repetitivos e requentados, que saturaram o telespectador de tal forma, que a migração para outras mídias é quase um convite. Até mesmo as novelas, que sempre foram algo que mantinham o interesse do público, já dão sinais que estão enfrentando uma crise de comunicação.

É claro que falo por mim e pelo que vejo ao meu redor, mas usando a metodologia comparativa que é usada pelos institutos de pesquisas, não é difícil perceber que não estou sozinho. Sei até de pessoas, que apesar de acharam a tele-visão decadente, assistem aos programas apenas para terem o que argu-mentar nas redes sociais. Eu, realmente ando sem paciência para assistir televisão.

Acho que enquanto a televisão não encontrar a linguagem pela qual vai se comunicar com o seu público, vamos ter que acompanhar bons e maus programas, bons programas sim, pois há tentativas de se realizar coisas boas, procurando pescar novamente o telespectador, só que a quantidade ruim ofusca as poucas tentativas boas. Mas tenho certeza que essa nossa televisão de cada dia, que foi surpreendida pela popularização de outras mídias, ainda vai se recuperar.

Está certo que a mudança do perfil dos telespectadores, inclusive entre as chamadas, classes “C” e “D”, tem contribuído para esse quadro, pois a grande massa da audiência de hoje em dia, se concentra justamente nestas classes, e são elas que estão determinando as escolhas das grandes redes de televisão. Talvez, isso também esteja impactando nos números da audiência.

A televisão sempre foi o maior veículo de comunicação de massa, o que sempre soube falar com todas as classes, indistintamente, portanto, no momento em que a televisão reencontrar o jeito de se comunicar, aposto que a programação vai dar um salto de qualidade e fazer desta nossa velha amiga, a melhor opção para informar e entreter o povo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: