Os donos do teatro

Maio 26, 2009

Sempre se pregou a popularização do teatro, o que já está mais do que na hora de acontecer, pois não pode ser admissível uma arte tão popular ser de tão difícil acesso para as pessoas mais carentes. E não é só isso. Como pode pessoas que fazem do teatro um sacerdócio, não conseguirem verbas para realizarem seus projetos?

Uma pena, não é mesmo? Hoje o teatro até tem um espaço maior da mídia, principalmente a televisiva, mas somente meia dúzia de produtores capitalistas tem acesso às verbas para seus projetos teatrais. Não me parece ser esse o melhor modelo de popularização, certo?

Mesmo porque o teatro não tem dono e não pode ficar nas mãos de meia dúzia de pessoas que na verdade, não estão interessadas, de fato, no bem do teatro, ou na importância que o teatro tem, pensam eles, somente em lucros, lucros e lucros.

Dizem pois, que eles se beneficiam da lei, sorte que a lei está sendo revista. Torcemos que seja para melhor. Que contemple mais os quatro cantos deste país imenso e não só as capitais, mesmo porque no interior também se faz teatro, e dos bons. E o que é pior, sem verba nenhuma.

O teatro sempre foi uma arte para ser compartilhada com todas as camadas sociais. O que adianta se fazer um teatro popular desse jeito? Produções grandiosas com ingressos altíssimos e lucros ainda maiores. Tudo produzido com verba pública, mas povo, ó!

Teatro se faz nas escolas, nas comunidades carentes, de forma amadora. Teatro é feito na raça, é feito de graça, é feito sem verba. Teatro é feito para entreter, é feito para educar, é feito para formar. E mesmo sem recursos e sem apoios, ele se fará presente.

O teatro não precisa de donos. Teatro precisa de verbas divididas igualmente à todos os artistas. Do Oiapoque ao Chuí. De Corumbá a Vitória. Não precisa destes poucos produtores capitalistas, pseudo-interessados na arte. Mesmo porque, o teatro não precisa de migalhas, pois quem faz teatro, sempre come o pão que o diabo amassou para colocar seu espetáculo em cartaz.


TEXTOS EM CARTAZ

Maio 21, 2009

A FARSA DO REI FANFARRÃO

O Grupo Máscaras tem o prazer de convidá-los para a estréia da peça “A FARSA DO REI FANFARRÃO” de autoria de Paulo Sacaldassy e direção de Mauro Cesar, dia 23 de maio de 2009, às 21:00 h, no ESPAÇO MÁSCARAS CULTURAL, Av. Rebouças, nº 33, centro, Guaranésia/MG. No elenco estão Daniel Mello, Cacilda Ribeiro, Keyla França, Christian Carlos e Mauro Cesar. Venham se divertir com essa deliciosa comédia! Esperamos a presença de todos!

RATIMBUM! PARARATIMBUM!

RATIMBUM! PARTICIPA DE FESTIVAL

O Festival Nacional de Ipitanga tem o apoio da Secretaria de Cultura do Estado através do Fundo de Cultura da Bahia; da Fundação Cultural e do SATED: Sindicato dos Artistas da Bahia.

Dia 29 de maio/ Sexta-feira – 16h

GRUPO DE TEATRO OS SERELLEP’S – SANTO ANTONIO DE JESUS – BA

Espetáculo: RATIMBUM PARARATIMBUM/Infantil

Direção: PEDRO PAULO ELOY Autor: PAULO SACALDASSY

Release: Uma peça que fala do imaginário, onde as crianças estão sendo dominadas pela televisão e deixando as brincadeiras tradicionais de lado. É uma aventura onde duas crianças vão tentar salvar o palhaço de ser hipnotizado pelo TV Papão.


Criança merece respeito

Maio 16, 2009

Não é de hoje que ouço comentários que dão conta do desrespeito que alguns atores tem com as crianças. Existem espetáculos infantis que demonstram não se importarem em nenhum instante com a presença da criança na platéia. Talvez seja uma coisa até intuitiva, feita sem se perceber, mas é aí que reside o problema.

Muitos atores não tomam o devido cuidado, principalmente com gestos e com a inclusão de cacos em alguns espetáculos infantis. A inserção de gírias e de um palavreado não condizente com o público infantil que está assistindo o espetáculo pode colocar abaixo algo que tinha tudo para ser um sucesso.

Na apresentação de um espetáculo infantil, muito mais do que tentar fazer caras e bocas para conquistar a criança, há de prestar a atenção com o texto. Respeitar ao máximo o que autor quis passar com a história é muito mais importante. Seguir o texto na íntegra, por si só, pode ser o sucesso do espetáculo.

Há de se tentar sempre buscar a excelência quando o assunto é criança, ela merece ser respeitada. Não adianta cenários bonitos, figurinos luxuosos, um texto bem escolhido e com uma história adequada ao público infantil, se na hora da apresentação o ator em cena descamba para a interpretação de cacos e gírias atuais, apenas para fazer graça com a criança.

Na maioria das vezes, quando os atores enchem os espetáculos infantis de cacos e gírias da moda, acaba atingindo somente os pais, que desarmado de censo crítico, se deixam levar pelas “palhaçadas” e caem na gargalhada. Só que nem sempre se consegue atingir a criança, que às vezes, apenas ri porque o pai está rindo e a mensagem proposta, acaba ficando pelo caminho.

Espetáculo infantil não é, nunca foi e nunca será o objeto de experimento para atores. Quem pensa desta maneira, está redondamente equivocado, pois Teatro Infantil tem que, antes de mais nada, respeitar a criança como criança, pois ela, somente ela, é o público que se quer atingir.

Será assim, buscando a excelência e seguindo o caminho da seriedade, que se fortalecerá o Teatro Infantil e que se tornará possível transformá-lo em um produto sem contra-indicações para uma criança.


Roteiros X Textos Teatrais

Maio 10, 2009

Existe certa confusão, principalmente em quem está se iniciando no mundo das artes, entre o que seja um roteiro para cinema e/ou TV e um texto teatral. Muito embora, aparentemente, os dois se utilizem da mesma estrutura de diálogos para contar uma história, eles são completamente diferentes em seus resultados finais.

Enquanto num roteiro é possível apresentar a história de uma forma não linear, onde a descrição de fatos não segue uma ordem cronológica e ainda se é possível utilizar-se de imagens para reforçar a ação, no texto teatral, principalmente, aqueles que optam pela estrutura “Aristotélica”, a história é contada através de uma forma linear, obedecendo a seguinte ordem: exposição, conflito e resolução.

Embora, ambos se alimentem de uma mesma ação dramática, pois colocam os seus personagens em conflitos em busca de suas resoluções, a forma em que eles são apresentados é completamente distinta e não pode ser confundida, pois cada qual representa uma linguagem diferente.

Um roteiro é peça de uma obra áudio-visual, onde além das interpretações dos atores, outros elementos, como imagens, completam a ação, já um texto teatral é peça de uma obra de artes cênicas, onde a dramaturgia está baseada nos diálogos que permeiam as ações e interpretações dos atores.

Muitos diretores de teatro até se arriscam em misturar as duas linguagens, trabalhando artes cênicas com incursões de recursos áudio-visuais. Uns, até organizam espetáculos teatrais partindo de um roteiro e não de um texto dramatúrgico, só que no meu ponto de vista, eles estão criando uma outra linguagem e que não deve ser confundida nem como roteiro de áudio-visual, nem como texto teatral.

Mas, uma coisa precisa ficar bem clara, principalmente para quem está conhe-cendo o mundo das artes, roteiro não tem nada a ver com texto teatral, mesmo que volta e meia eles se cruzem e confundam a cabeça das pessoas, cada um tem a sua praia.

Por isso, se você faz teatro, vai se utilizar sempre de textos teatrais, já se você faz ou pretende fazer cinema, vai sempre se utilizar de roteiros. Mas, se você freqüentar as duas praias, vai ter de saber diferenciar um do outro, pois Roteiro não é Texto Teatral e nem Texto Teatral é Roteiro, ok?


Longe dos holofotes

Maio 5, 2009

Pode parecer que não, mas você pode encontrar trabalhos muito interessantes longe dos holofotes. Aliás, acho que os melhores trabalhos sempre são feitos longe dos holofotes. Quantos e quantos espetáculos de qualidade são apresentados em pequenas salas sem nenhuma divulgação de mídia?

Já falei por várias vezes em outros artigos, que o artista não precisa viver correndo atrás de uma vaga na televisão, ele tem que se preocupar em fazer o seu trabalho com verdade, pois, só assim, terá o seu trabalho reconhecido. Isso acaba acontecendo uma hora ou outra e a tão sonhada chance na televisão chega, e chega por mérito.

É claro que também existem os artistas que preferem fazer carreira longe dos holofotes televisivos. Cada um sabe melhor a forma pela qual quer transmitir a sua arte. Mesmo porque, a televisão não dá um atestado indiscutível de que o trabalho é de excelência, pois, por muitas vezes, na televisão, vimos trabalhos de pouca qualidade artística e sem nenhum valor cultural.

Talvez, a vantagem de estar sob os holofotes, seja uma maior visibilidade ao trabalho que se faz, bem como o reconhecimento por um número maior de pessoas, isso, com certeza, dará “up grade” na carreira do artista.

A única coisa com a qual discordo é com esse pessoal novo que vem fazer teatro achando que só o caminho da televisão é que é o supra-sumo. Se eles soubessem o quanto se pode ser reconhecido longe dos holofotes, na certa, teriam um outro pensamento e buscariam engrandecer o seu trabalho, para aí sim, depois, se for o caso, chegarem à televisão.

Ás vezes, muito tempo exposto às luzes dos holofotes, pode fazer que um trabalho de boa qualidade, perca o seu foco, por isso, é preciso saber levar seu trabalho à sombra, para depois se acostumar com as luzes fortes dos holofotes.

Então, não se preocupe muito com essa questão, faça o seu trabalho com toda sua verdade e sinta-se sempre sob a luz de um holofote, pois mesmo na sombra existe um público ávido para apreciar o seu trabalho.


CONCURSO CULTURAL

Maio 2, 2009

CONCURSO CULTURAL

“SUA HISTÓRIA NO MEU LIVRO”

 

REGULAMENTO

 

            O Concurso Cultural “Sua história no meu livro” é uma iniciativa do Escritor Paulo Sacaldassy e do blog “Poucas Palavras”, com o intuito de premiar seis histórias contadas por crianças para serem publicadas no livro “As aventuras de Helena” de autoria do escritor.

 

A INSCRIÇÃO

 

O concurso é voltado para todas as crianças brasileiras, com idade entre 07 (sete) e 10 (dez) anos e poderá ser feita a partir do dia 02 de Maio de 2.009 até 31 de Agosto de 2.009.

 

Cada criança só poderá participar com uma história que deve narrar uma aventura passada por ela.

 

A inscrição é gratuita e se caracteriza pelo recebimento da obra (dentro das condições exigidas) através do e-mail: psacaldassy@gmail.com

 

A inscrição poderá ser efetuada através do correio, devendo a criança enviar sua história para o seguinte endereço:

 

Concurso Cultural

“Sua história no meu livro”

Caixa Postal nº 11

CEP 11010-970

 

As inscrições efetuadas através do correio só serão aceitas se forem postadas até a data limite citada neste regulamento, valendo para isso, a data do carimbo da agência do correio.

 

Ao fazer a inscrição, a criança e seu responsável estão concordando com o regulamento, que inclui também a autorização do Anexo I abaixo.

 

COMISSÃO JULGADORA

 

Caberá ao Escritor Paulo Sacaldassy e a equipe do blog “Poucas Palavras”, a analise e escolha das histórias vencedoras, sendo a decisão soberana.

 

A SELEÇÃO

 

Serão escolhidas 06 (seis) histórias, sendo 03 (três) escritas por meninos e 03 (três) escritas por meninas.

 

A PREMIAÇÃO

 

As 06 (seis) histórias escolhidas ganharão uma versão contada pela personagem Helena e farão parte do livro “As aventuras de Helena”.

 

Cada uma das crianças vencedoras ganhará um exemplar do livro e terão seus nomes incluídos como autores das histórias.

 

CONDIÇÕES GERAIS

 

As histórias deverão ser escritas em língua portuguesa, sendo aceito o uso de termos estrangeiros.

 

As histórias devem ser inéditas, ou seja, não tenham sido publicadas em livros, revistas ou qualquer outro impresso, bem como em sites e blogs da internet.

 

A história deverá ser digitada, salva em formato “DOC”, fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço simples e no máximo com duas folhas, ou ser escrita em folha de papel almaço com a caligrafia da própria criança.

 

Junto com a inscrição, deverá ser enviada a ficha de inscrição preenchida conforme modelo abaixo. A ausência dos dados do responsável implicará na desclassificação do concorrente.

 

É de responsabilidade da criança e de seu responsável, a observância de toda e qualquer questão relativa a direitos autorais, assim como plágio.

 

O resultado do concurso será divulgado no blog http://psacaldassy.wordpress.com, após 30 (trinta) dias do encerramento das inscrições, podendo ser prorrogada a critério dos organizadores.

 

As histórias recebidas serão destruídas após o resultado do concurso.

 

Às crianças vencedoras e seus respectivos responsáveis, não caberá nenhuma indenização ou pagamento de qualquer espécie por conta da publicação da história.

 

Cabe a criança e seu responsável, a plena aceitação deste regulamento e seus anexos, não cabendo qualquer recurso.

 

 

 

FICHA DE INSCRIÇÃO

 

Nome completo:

Data de nascimento:

Nome do Pai:

Nome da Mãe:

Rua:
CEP:
Telefone:
E-Mail:
Título da obra:


Declaro que a história _______________________________ com a qual participo no Concurso Cultural “Sua história em meu livro” é de minha autoria, inédita e nunca foi premiada.

 

 

 

ANEXO I

  

 

AUTORIZAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS

E DE USO DE IMAGEM

                                                                                

 

 

                        Através deste instrumento, os responsáveis pela criança que se inscreveu no Concurso Cultural “Sua história no meu livro”, devidamente qualificados através da ficha de inscrição, autorizam gratuitamente a PAULO SACALDASSY e ao blog “Poucas Palavras”, o uso total do conteúdo da história criada por seu (sua) filho (a) também identificado (a) através da ficha de inscrição, para ser publicado no livro “As aventuras de Helena”, bem como a utilização de seu nome e de sua imagem nos livros publicados e em todos os materiais de divulgação do mesmo, para circulação em todo o território brasileiro, e demais países onde o livro vier a ser lançado, sem limite de números de exemplares e de edições. Assegurando a PAULO SACALDASSY, todos os direitos de plena utilização da referida história por tempo indeterminado e dando plena, geral e irrestrita quitação para nada mais reivindicar quanto a esta autorização seja a que título for.