O RESGATE DAS ARARAS AZUIS

Novembro 29, 2008

Oi gente, to aqui de novo no blog do tio Paulo. Sabe o que é? É que ontem aconteceu uma coisa muito incrível comigo, precisava contar pra vocês. Vocês não vão nem acreditar. Eu que sou eu não acredito até agora! Mas vou contar tudinho!

 

Eu tenho uma amiga, a Joana, a gente mora no mesmo prédio. Acho que ainda não falei dela pra vocês ou falei? Acho que não! Mas então falo agora. A Joana, a minha amiga, ela tem oito anos, é meio tímida, sabem! Eu até chamei ela pra vir aqui contar a história comigo, mas ela ficou cheia de vergonha. Não faz mal, conto eu!

 

Foi assim… A minha amiga Joana, tem um cachorrinho, o Ted, ele é yorkshire bem bravinho. Quem põe a mão na boca dele, leva logo uma mordida. E a mordida dói pra caraca!… Então, a Joana passou em casa e me chamou:

 

“Helena, vamos levar o Ted lá embaixo pra passear?”

 

Só que a gente não pode sair do prédio sozinha. Acho que vocês sabem como é que é, não é mesmo? Acontece que quando a gente chegou lá embaixo, o Ted escapou da mão da Joana e saiu correndo pra fora do prédio.

 

“Seguro o Ted, Severino!” Disse a Joana pro porteiro do nosso prédio, Mas não deu tempo, o Ted passou por debaixo das pernas do Severino e se mandou pra rua.

 

“Vamos atrás dele, Joana! Corre!”

 

“Severino, avisa a nossa mãe que a gente foi atrás do Ted que fugiu pra rua!”

 

E saímos correndo pela calçada atrás do Ted. Ainda bem que o nosso bairro não é muito movimentado, a Joana tava morrendo de medo que algum carro atropelas-se o Ted. Mas, foi só a gente virar a esquina da nossa rua, que vimos o Ted tentando entrar numa casa velha lá no final da outra rua. Pelo menos ele estava a salvo.

 

“Olha o Ted, Joana!”

 

“Vem cá, Ted, vem!” Chamou a Joana, mas o Ted não saiu do lugar.

 

O Ted tava fuçando o portão da casa. De repente, um homem muito grande e forte, abriu o portão da casa, pegou o Ted e levou ele pra dentro.

 

“Ei moço, esse cachorro é meu!” Gritou a Joana, quase chorando.

 

“Fica calma, Joana, a gente vai lá, bate na porta e pede pro homem devolver o seu cachorro!”

Mas, a Joana já estava chorando de nervosa. Coitada! A gente tinha que dar um jeito nisso. Aquele homem não podia pegar o Ted assim! Ele tem dona, oras!

 

“A gente vai pegar ele de volta, viu Joana! Não precisa chorar.”

 

Então a gente foi até a porta da casa do homem, olhamos, olhamos e como não achamos a campainha, batemos palmas um monte de vezes. No mesmo tempo que a gente batia palmas e chamava pelo homem, a gente ouvia o Ted latir.

 

“E agora, Helena, o homem pegou o meu Ted e não quer devolver!”

 

“Já que ele não abre, vamos pular o muro!”

 

“Mas, o muro é muito alto!”

 

Nunca vi menina mais medrosa! Mas a gente não podia deixar o Ted lá. E ele nem era do homem! A Joana estava muito triste, não parava de chorar, então, ele se sentou na frente do portão e quando encostou a cabeça, o portão abriu sozinho.

 

“Olha, só Joana, o portão abriu! Vem, vamos entrar!”

 

“Ted! Vem Ted!” A Joana queria entrar correndo e chamando pelo Ted, tive que segurar ela pelo braço e colocar a mão na boca para que ela não gritasse.”

 

“Fala baixo! Vamos pegar o Ted sem o homem ver a gente!”

 

“Mas, a gente nem sabe onde ele tá!”!

 

Foi aí que tive a uma idéia! Eu fui na frente e a Joana foi atrás. Demos a volta até chegar no quintal atrás da casa e quando chegamos no quintal, vocês não vão acreditar…

 

“Olha isso, Helena!”

 

“Ta cheio de animais ameaçados de extinção! Olha isso, Joana!”

 

A gente já tinha visto o Ted amarrado no pé de uma mesa velha, mas, de repente, a gente ouviu uma voz grossa vindo de dentro do banheiro lá de dentro da casa. Só deu tempo de desamarrar o Ted, passar a mão numa gaiola que tinha duas araras-azuis e sair correndo! Nem olhamos pra trás!

 

Mas, onde já se viu! Será que o homem nem sabia que arara azul está em extinção? Foi uma pena que não deu tempo de pegar os outros animais!

 

Bem, foi isso que aconteceu! Eu ainda nem acredito! Mas pelo menos o Ted está são e salvo na casa da minha amiga Joana.

Agora preciso ir, o tio Paulo ta querendo escrever um artigo aqui no blog. Ah! Antes que vocês me perguntem, meu pai levou as araras-azuis lá pro zoológico. E sabem do que mais? Vi o homem grande e forte aparecer na televisão. Meu pai falou que ele foi preso. Também, bem feito! Quem mandou pegar o Ted!…

 

Tchauzinho pra vocês! Qualquer hora eu volta, ta?


BIENAL DAS ARTES

Novembro 25, 2008

VEM AÍ A 6ª. BIENAL DE ARTES DA UNE

DE 20 A 25 DE JANEIRO DE 2009

SALVADOR – BAHIA

TEMA:Raízes do Brasil: Formação e Sentido do Povo Brasileiro

A 6a. BIENAL DE CULTURA DA UNE será realizada entre os dias 20 e 25 de janeiro de 2009 na cidade de Salvador, Bahia. Sob o tema “Raízes do Brasil: formação e sentido do povo brasileiro”.

O evento tem o objetivo de promover e divulgar a produção cultural realizada nas universidades do país, proporcionando, ao mesmo tempo, um amplo debate sobre a formação do povo brasileiro.

Considerada hoje a maior mostra estudantil latino-americana, a BIENAL DE CULTURA DA UNE permite o jovem inscrever seu trabalho em seis áreas de alcance:

MUSICA

ARTES CÊNICAS

CIENCIA E TECNOLOGIA

LITERATURA

ARTES VISUAIS

CINEMA

Além disto, ainda oferece uma programação diversificada que incluI debates, oficinas, workshops, shows e espetáculos realizados por profissionais e grupos reconhecidos.

Já participaram de Bienais passadas os músicos Gilberto Gil e Lenine, o diretores Abdias do Nascimento e Amir Haddad, o dramaturgo Ariano Suassuna e o arquiteto Oscar Niemeyer.

Tendo em vista que a 6a. BIENAL DE CULTURA DA UNE será a maior edição do evento com a expectativa de atrair mais de 15 mil estudantes para a cidade de Salvador, convidamos os estudantes universitários e secundaristas a INSCREVEREM SEUS TRABALHOS!!!!

INSCRIÇÃO ATÉ DIA 04 DE DEZEMBRO

acesse o regulamento em um desses sites

www.cucabienaldaune.blogspot.com
www.une.org.br
www.cucadaune.blogspot.com

Qualquer dúvida entre em contato: bienalune2009@gmail.com

VT BIENAL: http://videolog.uol.com.br/video.php?id=369076


A descentralização dos incentivos

Novembro 22, 2008

Não é de hoje que essa questão dos  incentivos  culturais  causa divergências. Cada vez mais tem ficado claro que esse método de incentivo que existe hoje em dia, está mais do que ultrapassado, pois sempre acaba beneficiando as pessoas que já estão na mídia, quando deveria contemplar justamente os que estão fora dela.

Não cabe aqui discutir a questão do talento do artista ou da importância e relevância do projeto, a questão é o método centralizador que acaba naturalmente selecionando os que têm mais mídia, e por conseguinte, dão maior visibilidade aos patrocinadores.

Os artistas dos grandes centros acabam se beneficiando em detrimento  dos artistas que moram em regiões mais afastadas. Ou será que não existe nenhum projeto que mereça um incentivo longe das capitais? O que acontece é que não é viável para que nenhuma empresa investir num projeto de um “Zé” qualquer. Qual retorno ele lhe traria? Mas a Lei não é para beneficiar o artista? Ou só os famosos é que são artistas de verdade?

Os próprios métodos de incentivos culturais lançados pelos governos, de certa forma, também são bem centralizadores e é claro, acabam beneficiando os artistas das grandes cidades. Mais uma vez, quero deixar claro aqui, que não se trata de uma questão de talento, que isso fique bem claro. A questão é a captação dos incentivos que acabou se desviando no caminho.

Acho que a regionalização poderia contribuir bastante para diminuir as desigualdades nesta questão. Digamos que o governo de um Estado ou até mesmo o Governo Federal lance um edital de incentivo, a subdivisão em micro-regiões, contemplaria projetos de todos os cantos e não só de um lugar, e por conseguinte, acabaria contemplando artistas que estão muito longe da mídia.

Pois é o que acaba acontecendo quando os editais centralizam a participação de projetos, aqueles das grandes cidades acabam levando vantagem, até mesmo porque, às condições de quem mora nos grandes centros são completamente diferentes das de quem mora no interior.

Mais uma vez, desconsiderando a questão do talento, vejo que a descentralização dos incentivos passa por começar a premiar projetos de artistas novos, que realmente precisam de incentivos, para tocarem seus projetos, pois os artistas que já dispõem da mídia são capazes de agregar patrocinadores que os auxiliem em seus projetos, já aquele “Zé”, acaba sempre sendo relegado a um segundo ou terceiro plano e tendo que arcar com suas próprias forças, os projetos que deseja montar.

O fato é que essa Lei de incentivos que está em vigor, acaba sempre premiando aquele que tem mais condições para tocar a sua arte, enquanto aqueles que realmente precisam de incentivos, têm de vender balinhas no sinal para tocarem seus projetos.


RATIMBUM!

Novembro 18, 2008

RATIMBUM! PARARATIMBUM! PARTICIPA DO 13º FAPAT EM SALVADOR/BA

Aconteceu no 15 de Novembro a apresentação do Grupo de Teatro Os Serellep’s no 13ª FAPAT – Festival de Artes Professor Anisio Teixeira.

Realizado na cidade de Salvador/BA, o grupo da cidade de Santo Antonio de Jesus/BA, participou apresentando o meu texto infantil RATIMBUM! PARARATIMBUM!

Abaixo, algumas fotos da apresentação.

                                      atgaaab2bxku35fpqsgje3q88fsjh-pmbllhzzne8y6-nwats-mui-bgbjwxhylpx1rrwdbxjxtbkz-y6nurgjljbhldajtu9vbrfc7j5bm_ig0hgssv6inzdifb3a2

                                      atgaaabw0teig9avi-juefuf2bqy-yp3wjiyblsgheg9mamrzkpvggjmtu00drqv-kseluabzyehkzdoxcvhwkck01a8ajtu9vc8ffanns7vbunygueqxix3iynrja

                                      atgaaacd0au3xc-dmrhuyzlgl4j97cyokjvet8fiinzioi5ctwsr9awfws9zzmdz9cjwgw1qjzlvrhfkzvrhg0jrczf3ajtu9vd-xdmetlcfq7aon37uowgug226pw1

Valeu galera do Grupo Serellep’s por mais essa oportunidade de ter meu texto encenado em um Festival. Daqui fica a minha torcida para que o grupo seja premiado pela belíssima apresentação.


O Saci

Novembro 14, 2008

Oi pessoal, deixa eu me apresentar primeiro: Meu nome é Helena, tenho nove anos e gosto muito de aventuras. Estou chegando agora no blog do tio Paulo. Sabe, ele deixou que eu viesse aqui para contar á vocês as minhas aventuras. Espero que vocês gostem!

 

Falando em aventura, preciso contar essa pra vocês! Nas férias de Julho fui visitar meus primos que moram no interior, pra falar a verdade, eu não conhecia nenhum deles.

 

No começo, foi aquele encheção (vocês sabem como é, não é mesmo?) Veio um tio, puxou a minha bochecha e disse: “Que menina, mais linda!”. A outra tia veio e: “Como cresceu essa menina!”. A outra tia cismou de me pegar no colo e disse: “Deixa eu pegar de novo essa menina no colo” Meus pais, não faziam nada, só riam, riam e riam. (Aquele riso sem graça, sabe?) Eu já estava com vontade de voltar pra casa.

 

De repente, atravessaram a sala feito uns foguetes, dois meninos, eram os meus primos, João e Antônio. Antes de atravessarem a porta que dava pra rua, tia Ana gritou: “Onde vocês pensam que vão?” O tio Onofre bravo disse: “Não vão cumprimentar os tios e a prima? Aí pensei: “Lá vai começar a encheção!”

 

Que nada, os primos disseram seus nomes me puxaram pela mão e saímos todos em disparada, porta afora. Só paramos quanto estávamos bem no meio de uma floresta. Eu nunca tinha visto nada igual, só em filmes! Confesso que estava um pouco assustada, até os primos começarem a rir de mim.

 

“Ta com medo, Helena?” Disse Antônio. “Claro que ta! Olha a cara dela!” Disse se gabando, o primo João. Mas, eu precisava colocar aqueles dois moleques nos seus lugares. Então, emendei: “O que tem aqui nessa floresta que pode me deixar com medo?”

 

Foi aí que o primo Antônio disse: “Você tem medo de assombração?”

 

“Eu não! Assombração não existe!”

 

“E de Saci, você tem medo?” Disse o primo João.

 

“Saci não existe! Saci é folclore!”

 

“Então hoje você vai ajudar a gente pegar um!” Disse o primo Antonio.

 

Eu não acredito nessas coisas de lendas, a professora já contou todas elas na escola, e lá na cidade onde eu moro, nunca ninguém viu um saci. Então, o primo Antonio abriu a mochila que trazia nas costas e os dois tiraram de dentro dela, uma garrafa, uma rolha e uma peneira.

“Está vendo essas coisas aqui, Helena?” Disse Antônio.

 

“Tô! É uma garrafa, uma peneira e uma rolha.

 

“Pois é com isso que vamos capturar um saci” Disse o primo João.

 

Não agüentei. Comecei a rir sem parar. “Onde já se viu, pegar Saci!” Primeiro: porque Saci não existe e segundo: porque nunca vi ninguém pegar coisa alguma com uma peneira!

 

De repente começou uma ventania tão grande, era até difícil conseguir se equili-brar com os pés no chão. Tive que segurar no tronco de uma árvore, senão o vento me carregava.

 

No meio daquela ventania, eu comecei a ouvir um monte de risadas. Volta e meia, sentia puxarem o meu cabelo. Até briguei com os primos. Foi então que eles me disseram: “Olha o Saci!” Eu não via nada.

 

Só via o primo Antônio segurando a peneira e o primo João segurando a garrafa e a rolha. Eles mal conseguiam ficar em pé no meio daquela ventania. E as risadas aumentavam, aumentavam, e os puxões em meus cabelos também. Eu tive que admitir para os primos que estava morrendo de medo.

 

“Não se preocupe, Helena! Já, já a gente pega esse Saci!” Disse o primo Antonio.

 

“É agora, Antonio. Joga a peneira!” Disse o primo João.

 

O primo Antônio entrou no meio daquele redemoinho de vento e prendeu o Saci na peneira. O primo João foi em seguida, pegou a garrafa e enviou o Saci dentro, tampando a garrafa com a rolha.

 

Eu não acreditei. Mas lá dentro daquela garrafa, tinha um serzinho de uma perna só, gorro vermelho e um cachimbo na boca que gritava sem parar: “Me tira daqui! Me tira daqui!”

 

Foi assim que descobri que o Saci existe. Vocês podem até não acreditar nessa minha aventura. Foi uma pena eu não ter levado nem a minha máquina digital, nem meu celular. Pois, seu tivesse fotografado o primo João segurando a garrafa com o Saci dentro, vocês iriam acreditar.

 

Bem, deixa eu ficar por aqui, pois não posso ficar abusando do blog do tio Paulo, senão ele não me deixa voltar aqui pra contar mais das minhas aventuras.

 

Um beijão à todos e até uma hora dessas.


Vale tudo por um público?

Novembro 11, 2008

Cada vez mais, as comédias escrachadas, os espetáculos  cha-mados “besteirol”, os “stand-up comedy” e coisas do tipo vão ganhando força e angariando cada vez mais público. É fato que o público de hoje em dia anda ávido por comédia, quer o riso fácil. Diz que de tristeza, basta a vida! Mas, será que vale tudo por um público?

Essa é uma dúvida que sempre pairará na hora de se produzir um espetáculo teatral. Optar por um clássico ou algo extremamente dramático ou partir para algo do tipo comédia da qual o público sempre estará disposto a assistir? Afinal de contas, é preciso garantir o leitinho das crianças, não é mesmo? Isso acaba pesado na hora da decisão de quem vive de arte. Que atire a primeira pedra, aquele que nunca teve de realizar um trabalho apenas pelo dinheiro, ignorando a qualidade artística do projeto.

Talvez, o ideal seria conseguir encontrar o equilíbrio e apresentar uma comédia que causasse o riso fácil e tivesse um texto com um pouco mais de profundidade, mas, nem sempre se encontra algo assim. Acontece que tem hora que é bem mais fácil ir na certa e garantir a bilheteria, porque tem vezes que desanima fazer apresentações com diálogos profundos e fazê-las para meia dúzia de gatos pingados.

O fato é que não cabe ficar aqui julgando que quem está certo é quem opta por apresentar comédias escrachadas ou quem prefere clássicos, teorias filosóficas e melodramas. A questão é saber se o artista está disposto a se “vender” para atender a vontade do público. Cada um deve saber o seu preço e o que quer do Teatro.

Por mais que muitos roguem pragas, desconjurem e queiram exorcizar aqueles que preferem “vender” a alma para o capitalismo selvagem, precisa-se medir sem preconceitos, o contexto do trabalho. Não é porque se trata de uma comédia, que não pode ser legal. Radicalismo não faz bem para nenhum dos lados.

É certo que essa questão causa e causará discussões infindáveis e que cada lado tentará mostrar a qualidade de sua arte, muito embora, todos sabemos que tem coisas por aí que chamam de arte, que pelo amor de Deus!… Mas isso é assunto pra depois.

O que não pode ser esquecido é que a opção também é do público. É ele quem está atrás das comédias escrachadas, dos “besteiróis”, dos “stand-up comedy”. O problema não é único e exclusivo do artista, talvez o público prefira mesmo “emburrecer” ou simplesmente se entreter sem maiores questionamentos e reflexôes.

A verdade sobre esse assunto é que os “don quixotes” do teatro continuarão correndo atrás dos seus moinhos de vento, alguns não tão radicais sobre essa questão, tentarão encontrar um meio termo e outros tantos, que pensam a arte como um simples produto de entretenimento, estarão sempre dispostos a venderem suas almas ao diabo, para poderem contar com o teatro entupido de gente.


AGUARDEM!!!

Novembro 8, 2008

                               “AS AVENTURAS DE HELENA”

EM BREVE VOCÊS VÃO CONHECER A HELENA, UMA MENINA MUITO ESPERTA E ÁVIDA POR AVENTURAS.

ELA VISITARÁ DE VEZ EM QUANDO O MEU BLOG PARA CONTAR AS SUAS AVENTURAS.

NÃO PERCAM!!!

 

                                         ca2jgta18

 

A HELENA GOSTA MUITO DE CONTAR HISTÓRIAS, PRINCIPALMENTE SE ESSAS HISTÓRIAS FOREM SOBRE AS SUAS AVENTURAS E DE SEUS AMIGOS.

AH, JÁ ESTAVA ESQUECENDO. ELA MANDA UM ENORME BEIJO PARA TODO MUNDO E DIZ QUE NÃO VÊ A HORA DE PODER CONHECER TODOS VOCÊS.

 

AGUARDEM!!! EM BREVE “AS AVENTURAS DE HELENA”


QUE PRESENTE!?

Novembro 6, 2008

CENÁRIO: INTERIOR DE UM CARRO.

UM CASAL FAZ MALABARISMO PARA ENCONTRAR A MELHOR POSIÇÃO PARA FAZER SEXO. O HOMEM ACABA FICANDO POR CIMA DA MULHER.

MULHER – Chega! Assim não dá! Ou você me leva pro motel ou vou fazer greve de sexo!

A MULHER EMPURRA O HOMEM DE CIMA DE SI.

HOMEM – Pô, não faz isso, coração!

MULHER – E pára de me chamar de coração!

HOMEM – Tudo bem, neguinha!

MULHER – E pára de me chamar de neguinha também!

HOMEM – Você, hein?

CADA UM FICA EM SEU BANCO. PAUSA. O HOMEM COMEÇA A CORRER A MÃO PE-LO CORPO DA MULHER.

MULHER – E vamô parar com essa mão boba!

HOMEM – Tava tão gostoso!… Vem!…

MULHER – Não era em você que a marcha tava entrando, não é?

HOMEM – Esquece a marcha!… Vem, me dá um beijo!

MULHER – Então liga o carro e me leva pro motel, senão…

HOMEM – Poxa, logo hoje que eu trouxe o presentinho pra você, você fica nesse doce!

MULHER – Não vai dizer que é… Deixa eu ver… deixa eu ver!…

HOMEM – Só se você deixar eu pegar nos seus peitinhos…

MULHER – Então me mostra a caixa!

O HOMEM SE CONTORCE E PUXA DO BOLSO DA CALÇA UMA PEQUENA CAIXA.

HOMEM – Olha só!… Tá aqui, mas só depois que…

A MULHER PULA EM CIMA DO HOMEM E ELES RETOMAM O MALABARISMO. OS DOIS SE ENTRELAÇAM COM A MULHER FICANDO POR CIMA.

MULHER – Eu sabia que você me amava!

HOMEM – Ei, pára!… Tem alguma coisa me machucando!…

MULHER – Deve ser a marcha!

HOMEM – Então sai de cima de mim, pô!

MULHER – Relaxa! Esquece a marcha e vem!

HOMEM – Não dá, pô!

MULHER – Ah… vem!…

O HOMEM EMPURRA A MULHER DE CIMA DE SI.

MULHER – Seu grosso!…

HOMEM – Essa porra tava entrando no meu rabo!…

MULHER – Quer dizer que no meu, pode?

HOMEM – Eu sou espada! Tá pensado o quê?

MULHER – Então tá bom!… Já que não quer, me dá meu presente e pronto!

HOMEM – Você não quer ir pro motel?

MULHER – Chega! Perdi a vontade!… Vai, me dá o meu presente!

HOMEM – Caiu do meu bolso!… Deve de tá no chão do carro.

MULHER – Você também, hein?

O HOMEM ABAIXA MEIO CORPO COMO E PROCURA PELO CHÃO.

HOMEM – Ajuda aí também, né?

MULHER – Tá bom!…

A MULHER ABAIXA MEIO CORPO E TAMBÉM PROCURA PELO CHÃO. OS DOIS ACA-BAM FICANDO MEIO QUE DE COSTAS UM PARA OUTRO.

HOMEM – Achou?

MULHER – Como é a caixinha?

HOMEM – Vermelha! Você não lembra? Acabei de te mostrar!

MULHER – Tá aqui!… Achei!… Achei!!

A MULHER SE ACERTA NO BANCO, EM SEGUIDA, O HOMEM.

HOMEM – Espero que você goste! Gastei meu salário todinho com elas!

MULHER – (ABRINDO A CAIXA) Que alianças mais lindas!… Eu te amo!

A MULHER VAI PRA CIMA DO HOMEM E LHE DÁ UM BEIJO. UM LADRÃO SE APRO-XIMA DO CARRO E APONTA UMA ARMA.

LADRÃO – Passa tudo, passa!

O HOMEM MAIS DO QUE DEPRESSA ENTREGA A CARTEIRA E O CELULAR.

LADRÃO – (PARA A MULHER) Essa caixinha aí, também!

O LADRÃO PASSA A MÃO NA CAIXINHA E SAI CORRENDO DE CENA.

MULHER – Minhas alianças!

HOMEM – Meu salário!….

OS DOIS TENTAM SAIR DO CARRO, MAS A PORTA EMPERRA.

MULHER – (PONDO A CABEÇA PRA FORA DA JANELA DO CARRO) Volta aqui!

HOMEM – (DE CABEÇA BAIXA) Não faz isso comigo, seu ladrão!

A MULHER DÁ UM TAPA NO ROSTO DO HOMEM.

MULHER – Olha aí, custava me levar no motel? Liga essa merda e me leva pra casa!

SOM DE MOTOR DE CARRO LIGADO.

HOMEM  Não acredito! Lá se foi o meu salário, as alianças e ainda fiquei na seca!

A LUZ CAI EM RESISTÊNCIA. FECHAM-SE AS CORTINAS.

                                                           - FIM -


O dom de aprendiz

Novembro 3, 2008

Como tudo nessa vida, o teatro também necessita de muito estudo e esse estudo precisa ser continuo. O artista que acha já saber de tudo, acaba ficando pelo caminho, pois chegará um momento, em que não interessará o quanto ele tem de talento e de experiência, o que importará mesmo é saber se esse artista, pratica o seu dom de aprendiz.


Não é só porque já subiu em um palco, que já recebeu um ou mais prêmios, que possua até uma certa visibilidade ou que seja de certa forma famoso, que o artista disponha de conhecimento suficiente e definitivo de sua arte. O aprimoramento de sua arte precisa fazer parte de sua rotina, até mesmo para que ele possa reciclar as idéias e as técnicas que aprendeu até então.


A sede de conhecimento deve acompanhar toda a vida do artista e ele precisa estar disposto a reservar parte de seu tempo para aprimorar o seu conhecimento, seja teórico ou prático, e assim, se tornar um artista cada vez melhor.


Muitas vezes, o artista necessita dispor de mais tempo estudando e se aprimorando, do que exercendo a sua arte. Quem pensa diferente, com certeza enfrentará sérias dificuldades e dificilmente prosseguirá exercendo a sua arte, a menos que não se importe com as críticas que venha a receber.


Não pensem que teatro é fácil, pois não é. Não pensem que teatro é só aquilo que se assiste quando se abrem as cortinas. Teatro levado a sério, como uma carreira, exige a mesma disposição que é dada a qualquer outra profissão e nem sempre os esforços são reconhecidos.


O dom de aprendiz é bem mais importante do que o dom para arte, pois só o talento não sustenta a carreira de um artista, ele precisa sempre, lançar mão do seu dom de aprendiz. O artista precisa ter em mente que o conhecimento é a ferramenta que pode fazer a diferença entre uma carreira de sucessos e uma outra de fracassos, afinal de contas, aprender nunca é demais.

Por isso, procure praticar mais o seu dom de aprendiz, para que o dom que você tem para sua arte, realmente faça a diferença.