Nem sempre se pode
Caminhar para onde se quer
Ás vezes é preciso
Esperar a baixa da maré
Há momentos de reclusão
De colocar a vida no lugar
Ouvir mais o coração
E não se preciptar
Nem sempre se pode
Concretizar o que se espera
Ás vezes é preciso
Esperar a lua que se encerra
A vida é feito a lua
E cada fase em nossa vida
Mostra a nossa verdade
Tem hora da aventura
Tem hora da timidez
Tem hora que só coragem
E tem hora de esperar a vez.
TAL QUAL A LUA
Julho 31, 2007UM PORTO SEGURO
Julho 30, 2007Certo de que nada somos,
Continuemos!
Em busca de um porto seguro
Onde poderemos descansar
Das batalhas desta vida.
Onde nos recarregaremos,
Para enfrentar novas batalhas.
Certo de que nada somos,
Continuemos!
Em busca de um certo lugar
Para amarrarmos nossas correntes,
E poder seguir adiante
Em busca de algo melhor,
A cada dia!
O INESPERADO
Julho 26, 2007NÃO HÁ PORQUE FAZER PLANOS,
FICAR PENSANDO EM ENGANOS,
O INESPERADO É QUE NOS MOVE.
POR MAIS QUE SE PLANEJE,
QUE CORRA ATRÁS DO QUE ALMEJE,
O INESPERADO É QUE NOS MOVE.
A HORA DE CHEGAR,
O QUE É RESERVADO PRA VOCÊ,
NA HORA QUE PRECISAR,
O INESPERADO VEM A VOCÊ.
POR ISSO, CANALIZE ENERGIA,
VIVA ESPERANDO A CADA DIA
POIS, O INESPERADO
PODE ESTAR BEM AO SEU LADO.
DEPOIS DA CHUVA
Julho 25, 2007Algo ficou no ar,
Talvez um arrependimento
De não ter tentado.
Não deu para reparar,
Talvez o pensamento
Não tivesse captado
A mesma sintonia,
E justamente naquele dia
Algo conspirou,
Não haveria cartas de tarô
Búzios ou cartomante
Que mudesse o rumo
Que colocasse de novo no prumo
Aquilo que era quase amor
Só quando você foi embora
Eu me perguntei:
E agora?
Não deu tempo de mais nada
Na fria madrugada,
A lágrima se misturou a chuva
E o que era quase amor
Não foi.
A ARTE DE VIVER
Julho 24, 2007Quando pensas que chegou,
Descobres que há muito onde ir.
Quando achas que acabou,
Percebes que há muito a descobrir.
Quando estás certo que aprendeu,
Alguém vem e lhe ensina algo novo.
Quando pensas o muito que viveu,
Descobres o quanto és novo.
Quando pensas que é o fim,
Alguma porta sempre se abre
Pois nem tudo é sempre ruim,
E não há mal que nunca acabe.
A vida é vivida diariamente,
E é feita de alegrias e tristezas.
Quem a vive preciptadamente,
Se confunde com as incertezas.
Pois no vai-e-vem da vida,
Sempre se guarda uma surpresa,
Que nunca será esquecida.
ENCONTRO
Julho 23, 2007NAQUELA MANHÃ FRIA
EM QUE A NEBLINA COBRIA
SUA INDEFECTÍVEL BELEZA
A GENTE SE ENCONTROU,
PARECEU QUE TUDO PAROU.
E EU QUE PROCURAVA
QUASE ME DESESPERAVA
E ME ENCHIA DE INCERTEZA
VOCÊ CAMINHAVA EM DIREÇÃO
E A CADA PASSO,
UM ACELERAR MAIOR DO CORAÇÃO
E NAQUELE DESCOMPASSO,
O SOL JÁ DESFENDAVA
O QUE EU TANTO QUERIA,
VOCÊ JÁ ME SORRIA
FOI UMA TOTAL SINTONIA
NÃO HOUVE PALAVRAS,
NÃO HOUVE MAIS NADA,
APENAS UM BEIJO DE AMOR.
A Importância dos Festivais
Julho 21, 2007Certa vez, participando no Festival Nacional de Ponta Grossa, tive a oportunidade de assistir espetáculos do Acre, do Rio Grande do Norte, do Interior de São Paulo, da Região Sul do país, e trocar conhecimentos que me foram enriquecedores. Imagem só, a quantidade de cultura que foi possível absorver. Foi incomensurávell! Um caldeirão de sotaques, de hábitos, de interpretações, e assim, com certeza, acontece em todos os festivais que são realizados pelo Brasil.
Os grupos de teatro que de alguma maneira têm a possibilidade de participarem, devem participar dos festivais, pois, além da vantagem do enriquecimento cultural advindo da diversidade proporcionada nesses festivais, o público é em quase toda sua maioria, formado por gente ligada ao teatro. É a oportunidade que se tem de obter uma visão mais crítica sobre os trabalhos, apurar a afinar para que se possa mostrar ao público em geral, um espetáculo seguro, revigorada e com uma qualidade ainda maior.
O que há de se lamentar é que nem todas as cidades realizam festivais de teatro, e algumas que sempre os realizavam, também já não os realizam mais. Seria muito importante que isso acontecesse em todos os lugares, pois os festivais também são uma forma de fomentar a cultura, não só da cidade e região onde ele são realizados, como entre os grupos que vêem de fora para participarem, pois estes, levam de volta as experiências adquiridas, numa corrente contínua.
Os governos que têm programas de incentivos para cultura, bem que poderiam transferir parte dessas verbas para a realização de festivais de teatro em seus Estados ou Cidades, se possível, custeando os espetáculos que viéssem de fora da região, com passagens e estadias, por certo, aumentaria o intercâmbio entre todos, e contribuiria para o desenvolvimento do teatro e da cultura.
Esses festivais, poderiam também, serem incrementados com Concursos de Dramaturgia, o que fomentaria e facilitaria, o surgimento de novos autores no cenário teatral, pois novos dramaturgos não encontram muitos espaços, para divulgarem seus trabalhos.
Que a classe teatral e os organizadores de festivais, por este Brasil a fora, continuem com essa parceria, promovendo o intercâmbio de conhecimento e revigorando cada vez mais, a classe teatral. E que a mídia e os governos, divulguem e invistam de uma maneira mais contundente em festivais, pois são neles que são revelados os grandes atores, diretores e dramaturgos que farão que esse ciclo do teatro não desapareça.
A importância dos festivais de teatro deve ser levada em consideração quando se discute os rumos da cultura no país, pois nos festivais é que aparece o novo, o experimental, e o contemporâneo.
DESCULPE, AMIGO!
Julho 20, 2007Está vendo só,
Como a vida anda apressada,
Não sobra tempo pra nada,
Quase não se repira.
Eu sei, podia ser melhor,
Mas, essa sina danada,
De corrida desenfreada
Quase nos pira.
Não sei como vai sua vida,
Espero que não tão corrida
Quanta a minha,
Torço para que estejas bem
Que tenha encontrado alguém
Tal qual a minha.
Um dia a gente se vê
Te mando um e-mail,
Te telefone amanhã.
Agora, preciso correr…
Desculpe terminar pelo meio,
Já perdi toda a manhã
Entre tantos compromissos,
Só não queria ficar omisso
E corre o risco de não te dizer:
Conte sempre comigo!
Desculpe por não te procurar
Mas, estou aqui se precisar,
Viu, meu velho amigo!
DO QUE ADIANTA?
Julho 19, 2007DO QUE ADIANTA
TANTA ARROGÂNCIA,
TANTA GANÂNCIA,
TANTA SEDE DE PODER?
DO QUE ADIANTA
TANTA ESNOBAÇÃO,
TANTA ENGANAÇÃO,
TANTO QUERER TER?
NINGUÉM É MELHOR
DO QUE NINGUÉM!
DO QUE ADIANTA
TANTA SOBERBA,
SEJA LÁ QUE VOCÊ SEJA,
PRECISA-SE MAIS AMOR!
DO QUE ADIANTA
SE ACHAR O MELHOR
SE NO FIM, O PIOR
VAI CAUSAR A MESMA DOR?
INTERIOR
Julho 18, 2007Aquela vida sem pressa
Onde o cantar dos pássaros
Acalma a alma.
Aqueles hábitos simples
Onde um bom dia é obrigação
E nos faz olhar o mundo.
Aquele cheiro de manhã
Com as flores orvalhadas
Onde a caminhada
É feita com enorme prazer.
Aquela ingenuidade
Que não há mais na cidade
E nos mostra a sabedoria
De como saber viver.
Ah, eu gosto do interior,
Lá reconheço a vida,
Refaço os meus passos,
Renovo minhas energias.
Lá fico mais perto de mim,
Sem atropelos,
Sem anseios,
Pronto para recomeçar.
Pena que o tempo é curto
E que não é sempre
Que posso estar lá.
Mas, a lembrança
Sempre vai me faz voltar.
Escrito por Paulo Sacaldassy
Escrito por Paulo Sacaldassy
Escrito por Paulo Sacaldassy